Perguntinhas a granel

1. Este governo apregoou que não ia desculpar-se com o anterior para justificar medidas duras. Mesmo assim, já fez algumas tentativas e continua (ver aqui e aqui). Não resultaram. Não tem nada a apontar, não foram descobertos quaisquer esqueletos nos armários.
Não se está mesmo a ver que a ideia é mostrarem-se os campeões dos bons princípios, ou seja, levar o povinho a pensar que muito haveria a apontar (embora seja mentira) e que só não o fazem porque assumiram um princípio e o respeitam?

2. A propósito das diferenças (para o triplo) entre os salários dos motoristas ao serviço de Passos e dos motoristas ao serviço de Francisco J. Viegas, lê-se no DN: “Fonte oficial da Cultura classificou o cenário como “normal”, de acordo com “uma uniformidade de critérios”, que pode não ter sido seguida pelas restantes pastas quando forneceram os dados”. Ler notícia aqui

Que critérios? Quer isto dizer, se bem entendo, que os motoristas de Passos ganham mais e que a informação publicada sobre os seus salários é falsa?

3. O papa resolveu puxar as orelhas a D. Policarpo chamando-o ao Vaticano, por ter ousado afirmar que “não há obstáculos teológicos à odenação de mulheres”. Ler aqui
Parece que já não é a primeira vez que o cardeal-patriarca se manifesta nesse sentido. A questão só me interessa do ponto de vista sociológico e cultural, note-se. Mas mesmo assim gostaria de saber o que lhe aconteceria se tivesse mantido a sua opinião?

12 thoughts on “Perguntinhas a granel”

  1. Penélope, em relação ao caso dos salários dos motoristas do secretário de estado da cultura, temos de ver o seguinte: sem programa nem ministério, onde mais pode o Viegas aplicar o orçamento da cultura? O das Finanças não tem 8 secretárias pessoais? Em que é que a cultura é menos merecedora do que as finanças?

  2. Caro Val, tudo aquilo que se chama transparência no site das nomeções do governo é apenas uma ilusão de ótica que o nóvel secretário da cultura fez o favor de evidenciar.
    Só por isso, para já, merece a minha admiração.
    Ser capaz de afrontar a carneirada é obra, pode ser que resulte.

  3. O site das nomeações do governo é um feito extraordinário, finalmente alguma transparência sobre os boys que temos.

    Agora é cascar forte e feio até alguém tomar as dores políticas das nomeações dos jotinhas e afins, não podemos ter um ministro a dizer que vai cortar x cargos dirigentes e um secretário de estado com motoristas de “top” ou outro com uma especialista de 25 anos a levar para casa 3.000/mês (para lá do resto).

  4. Caro MFigas, o site é uma mistificação em grande. Em primeiro lugar nada de curricula, ou seja o que é que faz com que sicrano ou beltrano seja especialista ou assessor e qual as valências detidas para o lugar.
    Por outro lado a mistificação dos vencimentos.
    Vencimento base + depesas de representação, e o resto? O carrinho, o motorista, o telélé, os subsídios, os complementos remuneratórios, abonos, subsídios de transporte, etc.
    Acredita-se que estes meninos não recebam isenção de horário? Sabendo-se que a IH mínima é igual ao custo de 1 hora de trabalho suplementar diário é fazer as contas, sabendo que a 1ª hora tem um acréscimo de 50 % sobre a hora normal e a 2ª tem um de 75 %, ou seja quem tem 2 horas ganha mais de 46 % de vencimento mensal.
    Não, não é preciso que digam se é filho, primo, enteado ou amigo de alguém com cartãozinho ou se é militante, mas se querem colocar no site algo diferente do que é publicado no Diário da República deixem-se de brincadeiras.

  5. A minha opinião é que José Policarpo é um homem muito à frente da Igreja a que pertence (e representa), e que muito vezes se tem sujeitado a vir mais tarde “explicar” o que antes afirmou.

  6. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, é um troca-tintas, um aldrabão, um mentiroso (Ah! Não! Mentiroso era só o Sócrates). Porque não basta dizer que encontrou isto ou aquilo. Mesmo assim isso pode depender de diferenças de critério. Um pode achar que andar de chaço é suficiente. Outro pode contentar-se com um Fiat 5oo. Outro ainda como o PR pode querer um carro com melhor apresentação. Mas porque é que o ministro é um troca-tintas? Porque não explica desde quando essas mordomias existem. Se foi só este governo ou se já vinham de trás, ou se no tempo do Cavaco, do Barroso ou do Santana ainda era pior. Porque afinal onde estão os milhões e milhões de euros que entravam diariamente no país? É isso que ele tem que esclarecer, senão é apenas conversa fiada. E agora é que ele vem com isso? Só agora viu os carros? Então o que tem o fulano andado a fazer? Se calhar ainda não tinha entrado no ministério. Tem andado pelas feiras do artesanato para aumentar as exportações.
    Que escalracho de gente que este país tem.

  7. Cá está! Ouvindo agora o ministro da economia na AR percebi o que ele quis dizer quando se referiu à ostentação que encontrou no Ministério da Economia. É que ele acaba de contratar uma assessora por 5.000 mil euros mensais (isto na verdade não sei como lhe chamar. Eu que trabalhei 40 anos numa grande empresa, que me obrigavam a escrever diariamente em inglês, que me faziam frequentar inúmeros cursos de valorização acabo agora com uma reforma miserável ao pé do vencimento desta senhora. Que nome terá isto sr. ministro? O que posso chamar a V.Exª. e à sua excelentíssima família?) quando a anterior recebia menos de metade. Já percebi sr. “ilustre” e descarado ministro o que é para si ostentação. Eu tinha um nome certo para lhe por mas fico-me por aqui.

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