Para aqueles para quem o “enforcamento” de Saddam Hussein possa servir de tópico em conversações à volta das caras de bacalhau com couve esta noite, segue este conselho: não acreditem, por enquanto, no que os vossos olhos viram, nessa fotografia dum corpo inerte pronto para mortalha e enterro.Eu pelo menos tenho as minhas dúvidas de que o homem fosse o mesmo que colaborou activamente com a Central durante umas dezenas de anos. Porquê? Pelo seguinte.
Primeiro, porque a ridícula saga dum Bin Laden, que só aparece em videos mas nunca a mostrar-nos como é que se amanha com relimpezas ao sangue, necessárias devido a insuficiência renal, é uma montagem que pode ser duplicada com pequenas alterações e com a ajuda do departmento de props da Central; segundo, porque não me lembro de ter lido em quatro anos uma única verdade sobre a guerra do Iraque saída das bocas dos governos americano ou inglês ou dos xiitas do governo responsáveis por grande parte do terrorismo que dizem andar a combater; terceiro, porque tanto a amante como a mulher de Sadam Hussein desmentiram que o homem que temos visto nas noticias é o mesmo que costumava dormir com elas; quarto, porque não vi a tradicional queda no alçapão, como costumamos ver nos filmes de cowboys do Clint Eastwood; quinto porque um dos chorosos acompanhantes no funeral the Saddam declarou: “He did not die. I can hear him speaking to me” (querem melhor prova do que esta?); e sexto, porque adoro teorias da conspiração e esta apresenta-se tão verosímil como outra qualquer.
Portanto, abaixo a intriga imperialista muito espertalhona e vão enfiar o garruço a outro.
TT





