Archive for Dezembro, 2006
Para aqueles para quem o “enforcamento” de Saddam Hussein possa servir de tópico em conversações à volta das caras de bacalhau com couve esta noite, segue este conselho: não acreditem, por enquanto, no que os vossos olhos viram, nessa fotografia dum corpo inerte pronto para mortalha e enterro.Eu pelo menos tenho as minhas dúvidas de […]
Acabei há dias de ler um livrito que importei de França, escrito por uma psicóloga e naturopata daquele país muito interessada nos problemas da alimentação e com um respeito muito grande pela Liberdade de ser o cidadão a decidir que tipo de tratamento lhe convém quando a doença lhe invade o organismo. No livrito […]
Fui ver 20,13. Ver um filme português em estreia, e tanto nas bocas do mundo, é luxo a não desprezar levianamente. Para mais, a presença dum desertor da Guerra Colonial sempre enfeita uma sala, sobretudo quando está às moscas, como estava aquela no passado dia 21.
Deixo umas perguntitas para quem viu. Fazem as vezes de […]
O jornalista e poeta José do Carmo Francisco enviou-nos este texto sobre o recente romance O Cemitério de pianos de José Luís Peixoto. É com prazer que aqui o publicamos.
Nos Jogos Olímpicos de 1912 em Estocolmo, o maratonista português Francisco Lázaro morreu ao quilómetro trinta. Era carpinteiro numa oficina do Bairro Alto e vivia em […]
22 de Dezembro, Lisboa, 18 horas e tal, agência de comunicação, pessoas sofisticadas, entre os vinte e os quarenta anos. Quem vai saindo despede-se com um “Bom Natal!”. A emoção é forçada, resulta em falsete, nalguns casos raia a jeremiada. Outros, os extrovertidos, vencem rendendo-se: soltam a voz, soltam o canastrão, soltam a franga: cantam. […]
A presença de Freitas do Amaral na RTP comoveu-me. Falo de presença, e não de entrevista, porque seria indiferente ter tido outro jornalista ou outro elenco de questões. Freitas é igual a si próprio, o que o levou para o percurso heterodoxo que incomoda tanta gente. E que o incomoda a ele. E que me […]
Agora que todos, incluindo bravos ateus e petrificados marxistas, estão submergidos pelo melífluo tsunami consumista do Natal, e ainda menor é a disposição para blogues e seu cortejo de irrelevâncias, parece-me o tempo próprio para partilhar uma raiva cada vez mais quotidiana; e talvez bizarra para a catatónica maioria dos meus patrícios. Trata-se do take […]

