Archive for Dezembro, 2005
Parece-me este o local indicado para uma jura: em 2006, vou entregar muito, muito, muito menos tempo a isto dos blogues.
Li isto há minutos num romance espantoso: “nunca possuí qualquer relógio, de parede ou despertador e muito menos de pulso. Os relógios sempre me deram vontade de rir, coisa basicamente mentirosa, talvez porque sempre resisti ao poder do tempo graças a um impulso interior que não entendo muito bem, sempre me fechei à chamada actualidade, [...]
O melhor romance que ainda não acabei: Austerlitz, de W.G. Sebald. Com tanto que por aí já foi dito sobre esta obra tão frágil como imponente, resta-me recomendar a sua leitura aos poucos que ainda não a encetaram. O melhor ensaio a cujo meio não cheguei: Ghost Ships, de Robert McNab. Uma investigação obsessiva sobre [...]
Tinhas 15 anos e a mãe na sala. Escrevi que ia gostar de ti para sempre. Azulejos esverdeados. Era mentira, não se pode gostar de alguém cuja mãe esteja na sala. Mas gostei de ti, para sempre, todo. Fui eu que ofereci o gato. Mesmo quando descobri que não gostavas de ninguém. Gostei das tuas [...]


Intervenções cirúrgicas