Os não-melhores de 2005

O melhor romance que ainda não acabei: Austerlitz, de W.G. Sebald. Com tanto que por aí já foi dito sobre esta obra tão frágil como imponente, resta-me recomendar a sua leitura aos poucos que ainda não a encetaram.
O melhor ensaio a cujo meio não cheguei: Ghost Ships, de Robert McNab. Uma investigação obsessiva sobre as viagens e desencontros do mais surrealista dos triângulos amorosos: Max Ernst, Paul Éluard e Gala.
O melhor livro que, afinal, não reli completamente: Gravity’s Rainbow, de Tomas Pynchon. É incrível como gostei tanto de uma obra que não entendi de todo. Agora, estou a gostar ainda mais.
O melhor livro que não editei: Aqui vem o Sol, de Alexandre Andrade. Não cheguei a tempo a este, mas ao menos vinguei-me com Cinco Contos sobre Fracasso e Sucesso.
O melhor disco que de todo ainda não ouvi: Cripple Crow, de Devendra Banhart. Só conheço alguns fragmentos graças à minha filha e à MTV.
A melhor peça de teatro a que não pude ir pois temos um filho de dois anos e uma carência gritante de baby-sitters: sei lá, qualquer uma serve. Para minha desgraça, estou a leste.
A melhor exposição que não visitei: Dada, no Centro Pompidou, em Paris.
O melhor concerto que não vi: o dos Van der Graaf Generator em Lisboa. Mas aqui, ao menos, a culpa não foi minha.

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