Todos os artigos de Valupi

Começa a semana com isto

The findings from a large survey study, co-authored by Kyle Hull, Kevin Smith and Clarisse Warren, demonstrate the willingness of people to bend their morals - even behave unethically - when engaging in the political realm.

Results also suggest that hostility toward outgroups (i.e., opposing party) is the driving factor for the moral ambiguity exercised when respondents switch from the personal to the political arena.

And there is not just one guilty party.

"People, regardless of age or ideology, were more willing to engage in immoral behaviors and judgments if the behaviors were in the political realm," said Hull, a visiting assistant professor in political science. "And a lot of it was just driven by genuine internal dislike of the 'other' side."

"I think there's some reason for concern," Hull said. "As long as there is some internalized dislike of the outgroup, there's certainly a risk of behaviors that may be involved when people are willing to act less morally. Politics makes us do things that we just normally wouldn't do and tolerate things we wouldn't normally tolerate. It brings out, sometimes, the worst in us.

"The way some politicians and media speak about the other party fuels that fire in a way. The more we engage in pitting one party or the other as the bad guys, and the more you feel that way, the more you are willing to set your morals aside."


Why politics bring out the worst in us

Revolution through evolution

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Low voice pitch increases standing among strangers
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It’s true, happiness doesn’t cost much
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Nature is particularly beneficial for people on lower income
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Psychological care delivered over the phone is an effective way to combat loneliness and depression, according to a major new study
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University of Limerick, Ireland research confirms benefits of resistance exercise training in treatment of anxiety and depression
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Regular erections could be important for maintaining erectile function
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Dominguice

O debate ideal é aquele em que o interlocutor não pode interromper o colocutor — ou apenas o interrompe de acordo com um protocolo admitido pelo modelo em causa. Essas são as regras das competições de debates; tradição infelizmente, mas sintomaticamente, sem expressão em Portugal para lá de raros nichos. Admitir interrupções espontâneas e sistemáticas nos debates entre políticos numa qualquer disputa eleitoral favorece o argumentador mais fraco e/ou mal-intencionado.

Seria de supor que os jornalistas velassem por impor aos políticos um modelo de debates onde a racionalidade estivesse protegida. Mas os jornalistas comportam-se como políticos rascas e chicaneiros: boicotam a argumentação dos políticos e transformam em papa intragável o seu discurso.

Revolution through evolution

People are inclined to hide a contagious illness while around others, research shows
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Study suggests secret for getting teens to listen to unsolicited advice
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Perguntas e respostas da Mayo Clinic: Alimentos que ajudam a fortalecer a memória
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How a walk in nature restores attention
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When Chinese citizens are surveyed anonymously, support for party and government plummets
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Dominguice

Há polícias convencidos de que Ventura vai ganhar as eleições e que eles acabarão condecorados pelo chunga-mor por terem ajudado a causa.

Embora actualmente não exista autoridade presidencial e o Ministério Público seja muito selectivo na aplicação da lei, colhe lembrar a quem ameaça a democracia de arma na mão que essa estultícia vai sempre acabar muito mal, acabe como acabar.

O laranjal não está todo podre

"Olhando para os cenários pós-eleitorais, os simpatizantes do PSD preferem acordo com IL, PS ou até com o PAN. Uma negociação com André Ventura é uma “má ideia” para dois terços dos simpatizantes sociais-democratas"

Sondagem Expresso/SIC: 64% dos eleitores do PSD rejeitam acordo com Ventura

A ser representativa esta sondagem, e mesmo que o valor indicado fosse só 50%, tal obriga a concluir que a estratégia do PSD de tentar vencer o PS destruindo a confiança nas instituições é imbecil (e antipatriótica).

Podemos imaginar uma História de Portugal alternativa em que Cavaco Silva teria perdido para João Salgueiro em 1985. Talvez o PSD ganhasse à mesma as eleições seguintes, num ciclo longo de poder suportado pela entrada dos fundos europeus, sua distribuição e conversão em riqueza para o Estado e particulares. Mas, provavelmente, não teríamos José Oliveira e Costa e Dias Loureiro, entre outras personagens sinistras do tempo que se colaram a Cavaco na Figueira da Foz. Salgueiro era o caso típico de um alto quadro do Estado Novo que tinha feito uma natural transição para o regime democrático. Trazia competência técnica, sólido currículo político liberal e uma formação moralmente conservadora ligada ao catolicismo. Ou seja, a malandragem não se sentia com ordem de soltura consigo a tomar conta da barraca.

Cavaco permitiu que se criasse o Cavaquistão. A partir dele, todos os restantes líderes do PSD, sem excepção, foram baixando a fasquia da qualidade política dos seus programas e respectiva retórica. Não se aproveita um, por isto ou por aquilo, sempre por falta de acerto com o interesse nacional. E todos a partir de Santana, de alguma forma (inclusive o dúplice Rui Rio), foram coniventes com a judicialização da política e a politização da Justiça. Ventura apenas teve de entrar nesse comboio e juntar-lhe o tempero do ódio às minorias e o teatro da violência.

O PSD tem salvação, mas só se figuras como Jorge Moreira da Silva não desistirem de continuar a verdadeira tradição social-democrata de centro-direita, simbolizada em Sá Carneiro.

Perigos à solta

Sou fã do Pedro Marques Lopes por causa de cenas como esta a terminar o Eixo do Mal de ontem. Chamou a atenção para um texto da procuradora Maria José Fernandes, onde se lê a sua indignação por mais uma pulhice de Marques Mendes:

Na aparência, estamos perante um escândalo. Há um conselheiro de Estado que calunia um juiz, faz-lhe um assassinato de carácter e lança uma campanha de difamação. É a política a atacar o edifício judicial, retintamente. Mas depois, como MJF constata, não há escândalo algum. Porquê? Porque o edifício judicial também alinha no ataque a esse juiz. Ivo Rosa é persona non grata junto dos seus colegas, a enorme maioria, que gostam das ideias e do papel de Marques Mendes no regime e na sociedade. Que ideias e que papel? É ver aqui esta amostra:

Marques Mendes e o todo-poderoso

Marques Mendes, Consigliere de Estado

Resumo executivo: Marques Mendes, em antena aberta, acusou o PS de ser um partido criminoso, onde até Vítor Constâncio aparece como cúmplice de crimes faraónicos. Ora, pode alguém com esta conduta, seja sincera ou hipócrita, ser conselheiro de Estado? Não só pode como foi escolhido precisamente por isso e para isso. Idem para Lobo Xavier, escolhas pessoais de Marcelo — e ambos useiros e vezeiros em violar os deveres a que estão obrigados pela presença nesse órgão, ambos sistemática e obsessivamente sectários na chicana com que atacam os socialistas.

Esta cultura de envilecimento institucional ao mais alto nível da hierarquia do Estado alimenta e legitima uma florescente indústria da calúnia, e permite a Ventura repetir a mesmíssima cassete com ainda mais escabrosa ordinarice, a que junta apelos ao ódio e à violência. Mas, em Janeiro de 2019, o estimado e admirável PML não botou faladura sobre os números de Marques Mendes acima disponíveis para consulta. E essa lentidão dos decentes em fazer frente aos indecentes, por causa da cumplicidade desses decentes com o linchamento de Sócrates, explica a sociologia eleitoral que se vai desenhando nas sondagens.

Princípio de Cláudia

«Cláudia Domingues, Marketing Manager da IKEA Portugal, garante que esta campanha não tem “qualquer intenção ou propósito de contribuir, seja de que forma for, para o debate partidário e para o atual contexto pré-eleitoral que se vive no País”.

De acordo com Cláudia Domingues, esta ação pretende retratar “o próprio humor” com que muitas vezes os portugueses “abordam os temas mais sérios”. “Trata-se de uma campanha de mupis bem-humorados, descontraídos, que, partindo de temas e termos da atualidade, servem única e exclusivamente para animar e divertir quem por eles passa”, afirma.»

Fonte

A campanha de que fala a Cláudia Domingues é um dos maiores sucessos publicitários dos últimos anos em Portugal. Tudo graças ao mais antigo suporte de comunicação comercial registado na história, um simples cartaz de rua. Quer dizer que lhe saiu baratíssima a brincadeira, obtendo índices de notoriedade galácticos por via da amplificação mediática alcançada (earned media, como dizem os franceses, os cultos). 31 caracteres fizeram a magia: “Boa para guardar livros. Ou 75.800€“. Significa, então, que a senhora tem razões para se agarrar à garrafa de champanhe e beber pelo gargalo com sofreguidão e êxtase? Calmex.

Sucesso na notoriedade de uma qualquer campanha de uma qualquer marca não equivale, necessariamente, a sucesso nas vendas, sucesso na reputação, sucesso na simpatia ou sucesso na construção da marca dentro do posicionamento considerado mais forte. É inútil dar exemplos reais, demasiado distantes e datados. Basta imaginar o que aconteceria se a IKEA lançasse uma peça publicitária com a mensagem “Venham às nossas lojas, cabrões!“; ou uma outra com o rosto de Ingvar Kamprad e a mensagem “Fui nazi. Agora, já não preciso.” A amplificação mediática seria igualmente himalaica, chegando aos principais órgãos de comunicação social. Mas não seria fixe para a marca, né? Pois.

Estamos perante uma aberração na estratégia de comunicação da IKEA, o que fica claro ao vermos as restantes peças que compõem o ramalhete: uma diz “Puxámos o tapete à inflação“; outra “Para se aquecerem sozinhos ou coligados“; e ainda “A nossa geringonça para o frio“. Estes 3 headlines são bocejantes, trocadilhos banais destinados ao esquecimento instantâneo. Sei do que falo porque fui autor de muitos assim ao longo de muitos anos. Se a campanha fosse só isto, ou mais disto, nem sequer o propalado objectivo de “animar e divertir” teria sido alcançado dada a insipidez amadorística do trabalho. Seria a tranquila continuação do registo passado, onde ninguém liga pevide à publicidade da IKEA em Portugal. Mas eis que a agência teve uma epifania: aproveitar o dinheiro e o património simbólico do cliente para fazer uma peça de canalhice sectária, e logo nas vésperas de umas eleições legislativas nascidas de uma colossal crise política e institucional com a Justiça na embrulhada. A Cláudia Domingues, especialista em humor português para portugueses, alinhou, passou o cheque e aplaudiu.

Podemos imaginar uma campanha onde a peça que explora a operação Influencer seria parte de um conjunto com a mesma pragmática de comunicação. Por exemplo, haveria um outro cartaz na linha deste do Vargas, ou um como o que Miguel Pedro Araújo sugere. Não faltam oportunidades para desopilar com intertextualidades e subtextos a partir dos objectos vendidos pela IKEA. Se tivesse também aparecido algo como “Gémeas em cunha” (vendo-se duas cadeiras iguais lado a lado formando um ângulo agudo), a campanha deixaria de ser sectária para passar a ser apenas suicida. Porque então seria atacada por todos os lados, sendo carimbada de populista. E ficando como escândalo que a marca sueca estivesse a contribuir para o descrédito das mais altas autoridades do País recorrendo a insinuações indecorosas e difamantes sobre casos em investigação judicial.

Ora, nem a agência nem a cliente são pessoas que queiram mal a si próprias. É ao contrário, têm-se em alta consideração. E sabem que não há penalizações para atacar o PS ou os governantes socialistas. Afinal, é isso que constatam diariamente, horariamente. Até de procuradores e juízes recolhem esse exemplo, é essa a ecologia do regime. Viram uma oportunidade para recorrerem à schadenfreude com intento político e resolveram não a desperdiçar. De imediato, jornalistas e políticos que passam a vida a perseguir a xuxaria vieram dizer que se fartaram de rir com os 75.800€. Eram eles o real público-alvo da campanha, obviamente. A marca IKEA e a decência a que está obrigada como entidade comercial, a salubridade comunitária no espaço público onde o sectarismo não parece ser veículo inteligente para vender mobiliário, tudo isso valia nada face ao frenesim de apontar ao PS e disparar o canhão da pulhice.

Resta saber se o patrão da Cláudia Domingues acha que ela já atingiu o seu grau de incompetência máxima ou se é conveniente mais uma promoção para o estrago ser ainda maior.

Exactissimamente

«Infelizmente o comunicado não explica como é que deitar fogo a um outdoor e partilhar o vídeo, permitindo ao partido em causa mais tempo de antena e o aprofundar da senda de vitimização, de radicalização e de ódio que são todo o seu programa, pode combater o fascismo.

Em verdade, a primeira coisa que ocorre perante a estultícia infantilóide do comunicado e da “ação” pirómana é que, se o partido do outdoor é o evidente beneficiado por ambos, pode muito bem ser o responsável. Como tanta gente comentou no Twitter, se não foi a pedido ou por obra de gente do Chega, parece.»

A beleza de beneficiar fascistas

Revolution through evolution

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Right-wing nationalists are seen in the labour market as less creative, open-minded and empathetic, greens as better organised
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Dominguice

Durante a ascensão de Ventura como personalidade capaz de levar para o Parlamento um grupo de pândegos a armar aos fachos, foi comum à esquerda o apelo para não se lhe dar notoriedade. Donde, para não debater com ele, no pressuposto de que o badalhoco ficaria sempre a ganhar por recorrer a insultos, calúnias e chungaria, boicotando qualquer racionalidade dialógica. Sempre achei tal postura um erro estratégico caso a intenção fosse a de o tratar como uma ameaça à democracia — até porque a sua táctica apenas difere no grau da usada pela direita decadente há décadas. Ao ficar a falar sozinho no seu universo comunicacional, ou a fazer comícios na Assembleia da República, ele continuaria com eficácia de atracção para os públicos-alvo vítimas de apelos ao medo, ao ódio e à devassa das instituições. Ora, Ventura é um bufão, não tem qualquer honestidade intelectual nem escrúpulos. Irá até onde o deixarem ir, mentindo e envenenando enquanto ninguém o confrontar implacavelmente.

A direita nunca o desmascarou, preferindo uma ambivalência hipócrita por antecipar vir a usá-lo para ser Governo. A esquerda está ocupada com o umbigo, como quase sempre. É ao centro que se faz a bela peleja pela democracia. Assim haja alguém com esse amor à cidade.

Faça-se justiça

A decisão da Relação ao validar a acusação do Ministério Público no processo Marquês é uma vitória política para a parte que transformou o caso num processo político. Nada nos diz, porém, sobre a inocência ou culpabilidade de Sócrates. A esse respeito, estamos exactamente como no final da exposição de Ivo Rosa em Abril de 2021: a haver corrupção (algo para o qual há indícios), ninguém sabe onde nem como ocorreu. O que, de acordo com os princípios fundantes do direito, leva a que não se possa provar tal, muito menos a condenar alguém sem provas.

Claro que o julgamento de Sócrates já foi feito na praça pública logo na sua detenção, e cristalizou-se como uma necessidade do regime. Daí o choque causado pela coragem de Ivo Rosa, vítima de uma campanha de assassinato de carácter e de ameaças desde que ficou com o caso nas mãos. Para se aferir do seu trabalho, basta referir que os seus argumentos para invalidar quase tudo na acusação não foram atacados, mesmo após ele os ter explanado com minúcia, ao que se apontou foi ao seu critério “demasiado” legalista. Ou seja, Ivo Rosa não prestava por causa da sua mania de querer ser justo e defender os direitos dos cidadãos.

Marcelo deu ontem a entender que já sabia desta decisão. E agora se percebe muito melhor o encontro de Passos com Carlos Alexandre para festejarem de copo na mão a boa nova a caminho. Aposto que partilharam as fotos do regozijo triunfal com Joana Marques Vidal.