Vamos lá a ser sinceros: sou só eu a achar absurdo que uma criaturinha licenciada ao domingo, com exames feitos por fax, venha dizer que não há facilitismo no ensino? Eu até podia concordar com o que estava a ser dito (embora não concorde, vejam lá), mas vindo daquela boca só me dá para rir.
Ana Margarida Craveiro está preocupada com a credibilidade dos políticos. Dos políticos do PS, em geral. E de Sócrates, em especial. Os outros, não contam. Até porque seria uma trabalheira começar a ter opiniões quanto à credibilidade dos políticos do PSD, é melhor ignorar. Pois muito bem. E que fez o malandro do Sócrates? Segundo a Ana, Sócrates licenciou-se ao domingo, com exames feitos por fax. Posteriormente, ela veio partilhar a sua fonte de informação, bastaria ler aqui. Acontece que ali não se diz o que ela diz, e que tanto pulha repete, pelo contrário. O enigma adensa-se.
Não lhe merece qualquer respeito a palavra do próprio aquando do esclarecimento dos factos? Estaria a Ana na disposição de provar o que diz? E, no caso de não estar, como qualifica as suas acusações? Já agora, uma curiosidade: estando pressuposto na difamação que Sócrates foi favorecido ao mais alto nível, para quê enviar faxes, qual a necessidade do domingo? É que qualquer um, vulgar cidadão, tem histórias as mais coloridas, patéticas ou escabrosas, para contar acerca dos seus anos de estudo em escolas públicas ou privadas. Ao pé delas, o que se diz das anomalias na formação académica de Sócrates é risível.
Uma coisa é certa, Ana: não existem licenciaturas em carácter, somos todos autodidactas. A avaliar pelo que mostras neste caso, estás chumbada. É estudar mais e melhor, incluindo aos domingos.
