Todos os artigos de Valupi

Coragem e dignidade, duas palavras que também existem algures nos dicionários

«O papel da ERC é regular as relações entre todos os agentes. Nós não somos um tribunal, somos um regulador. Se alguém tiver dúvidas que vá ver ao dicionário o que significa a palavra regular, a palavra regulação e já agora a palavra regulamentos», referiu Carlos Magno.

Presidente da ERC concorda que houve pressões inaceitáveis mas não se provou qualquer ilegalidade

Rajoy e Monti também não conseguem ter a credibilidade de Passos, Relvas e Moedas

Espanha paga juros mais altos desde 2000

BCE sob pressão para socorrer já Espanha e Itália

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Após o chumbo do PEC IV, a situação financeira de Portugal degradou-se imediata e irreversivelmente. Oposição e Presidente da República sabiam de ciência certa que iria ser assim. E que o desfecho só poderia ser um à luz da conjuntura internacional e da vontade em ir para eleições pelas forças políticas à excepção do PS: pedido de empréstimo de emergência nas condições que os credores quisessem impor. Para além do fatal derrube de Sócrates, ainda daria para o culpar por todas as consequências da decisão que ele tentou evitar até ao limite das suas forças, uma estratégia de terra queimada que tão claramente foi censurada pelas instituições europeias e por Merkel. De facto, interessava à Europa que Portugal continuasse a ser o dedinho enfiado na racha a impedir a derrocada do Euro. O futuro veio confirmar a ira da Chanceler dirigida a Passos por este ter preferido não esperar mais para ir ao pote.

Será sempre fonte de múltiplos ensinamentos recordarmos as seguintes palavras de Carlos Moedas, alguém que negociou pelo PSD um Orçamento para 2011 que não tencionavam viesse a ser executado e que actualmente é Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro:

O PSD não tem dúvidas de que o rating de Portugal voltará a subir com as medidas tomadas pelo próximo Governo de Portugal. Foi a reacção do dirigente do gabinete de estudos social-democrata ao corte de dois níveis anunciado esta quinta-feira pela agência Fitch, depois de o PEC ter sido chumbado no Parlamento e de o primeiro-ministro se ter demitido.

Carlos Moedas diz, em declarações à Lusa, que os mercados «olham para uma nova equipa de gestão como uma boa notícia», porque «há muito tempo não dão credibilidade ao Governo português».

«Assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal», assegura.

«Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o rating, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses, ainda não se sabe quando haverá um novo Governo», acrescentou.

24 de Março de 2011

Só há duas explicações possíveis para que estas declarações tivessem sido proferidas por este ex-Goldman Sachs. Numa, Moedas tem a idade mental de 6 anos. Na outra, o PSD mentiu ao eleitorado com o à-vontade de quem conta tangas a miúdos de 6 anos.

Ser ou parecer (parvo), eis a questão

Ignorância ou indiferença?

Pedro Passos Coelho ficou ontem várias vezes sem resposta no Parlamento. Não soube ou não quis responder sobre as condições especiais do empréstimo europeu a Espanha. Mostrou superficialidade na resposta sobre as rendas excessivas no sector energético. E afirmou desconhecer o que o ministro da Saúde decidiu sobre o destino da maior maternidade do país. Poderia dizer-se que é sinceridade, que Passos Coelho diz a verdade e, se não sabe, diz que não sabe. Ou o contrário, que usa a ignorância como estratégia de debate, mas sabe mais do que diz saber.

Seja qual for o caso, o que incomoda é que o primeiro-ministro não se incomode em passar uma imagem de ignorância sobre assuntos fundamentais para o país. Não se incomoda o primeiro-ministro por não saber se Portugal pode melhorar as condições do seu resgate financeiro, beneficiando do empréstimo a Espanha? Não sabe o primeiro-ministro explicar como vai ser feita a renegociação das rendas excessivas, um assunto que lhe custou a única “baixa” no Governo? E tanto lhe faz se uma superstrutura da Saúde fecha num ano ou noutro, desde que cumpra o que está previsto?

Estranha forma de ser primeiro-ministro, que não se incomoda em deixar que pensem que pouco lhe importa o que se passa no país, desde que o resultado seja o cumprimento à risca do plano que lhe foi imposto. E nem se estranha que o debate acabe com o anúncio de uma moção de censura à qual também se mostrou indiferente. Ao menos o PCP é coerente. Ainda que inconsequente.

Leonete Botelho
edição-papel do Público, 16 de Junho (gracias, Penélope!)

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A exploração do valor verdade, feita pela direita portuguesa contra o PS desde 2008, exibiu a decadência intelectual e falência política das actuais elites partidárias do PSD e CDS – mas, especialmente, do Cavaquismo, pois a estratégia nasceu em Belém e foi por Belém dirigida até às suas últimas consequências: derrube do Governo por abertura de crise política imediatamente após a reeleição de Cavaco e a meio da legislatura, fosse qual fosse a situação económica nacional e internacional. Era um plano ganhador por convocar automaticamente a praxis da extrema-esquerda, com décadas da mesma cassete: os socialistas são uns vendidos, uns mentirosos. Juntando a esta retórica o caudal avassalador das campanhas de assassinato de carácter, servidas pelo conluio magistrados-jornalistas, não custa reconhecer a inevitabilidade dos acontecimentos.

Foi assim que pudemos assistir a espectáculos memoráveis, como esses de Cavaco, envolvido com a família em negócios escuros num banco de escroques, a enganar a opinião pública enquanto exigia que o Governo falasse verdade aos portugueses. Ou esses de Ferreira Leite, numa ida a Aveiro em Maio de 2009, a lançar o alarme de poder estar a ser escutada no telemóvel quando por essa altura, e nos meses seguintes, era o primeiro-ministro que andava a ser escutado ilicitamente a partir da capital do ensopado de enguias. Ou esses de Pacheco Pereira a poucos dias das eleições de 2009, quando o DN desmontou a inventona de Belém, a avisar que chegariam em breve revelações tremendas sobre um rol infindo de crimes que Sócrates e muchachos andavam a cometer. Toda esta gente chafurdava nas fugas ao segredo de Justiça, aproveitando até ao limite da hipocrisia para difamar e caluniar os governantes socialistas, e ainda tinham o supremo gozo de se apropriarem da verdade. Velhos hábitos de velhos velhacos.

Veio Passos e continuamos nesse aproveitamento degradante. Leonete Botelho, com a complacência serena de quem está a passar um responso a um dos seus, não deixa de assinalar mais um espectáculo da decadência, agora em versão nonchalant. O nosso Primeiro-Ministro, com a confiança juvenil de quem ainda não percebeu que milagre o levou ao topo da política nacional, repete a encenação da verdade como suposta transparência mental de que fez imagem de marca para surfar o moralismo anti-socrático. Trata-se de uma redução da potestas ao psicologismo, o que resulta num sortido de falácias para distribuição avulsa. E, tal como outros comentadores se têm interrogado desde que Passos se tornou Presidente do PSD, a Leonete não sabe se o seu ar de parvo é artifício ou candura.

Paulo Bento forever

Paulo Bento

Como é possível que um ex-jogador mediano, um homem medíocre, sem qualidades e sem curriculum (consta que, mesmo o curso de treinador, e um outro, de culinária a vapor, foram obtidos numa universidade de quarta classe, com exames ao domingo e cunhas do director) seja o seleccionador nacional?!

E o resultado é este: o saneamento selvagem de dois jogadores geniais; uma selecção atamancada, sem técnica e sem valor, que só vai conseguindo pequenas “vitórias” com a ajuda de árbitros pagos com dinheiro obtido com a venda de um apartamento que estava em nome da tia de uma prima de um irmão de um conhecido dele, como ficou demonstrado numa carta escrita por um senhor muito respeitável que toda a gente conhece, mas de quem se não pode dizer o nome.

Tudo isto para não falar do dinheiro que o PB exigiu e recebeu para seleccionar o Postiga e não Cardozo, que marca muitos golos – há mesmo uma gravação de um senhor do Paraguai que o ouviu pedir 50 euros para fazer esse frete.

Só espero que o Senhor Presidente da Federação ponha ordem neste despautério. Nem posso esperar pelo próximo discurso.

Francisco Araújo

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Com a chancela de Alda Telles

Vamos lá, Chéquia

O grupo de trabalho da Seleção Nacional decidiu não falar na passagem pela chamada zona mista, onde estavam os jornalistas presentes no Estádio Metalist, em Kharkiv. Não foi dada explicação oficial, mas percebeu-se tratar-se de uma medida em protesto pela forma com que foram tratados nos últimos tempos.

Fonte

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Deixem-nos em paz, critiquem o treinador. Mas isto vai continuar. A grande maioria estará com uma felicidade imensa, outros estarão tristes. Mas já estarão outra vez a afiar as facas e a comprar cachecóis da Rep. Checa para ver se nós saímos.

Seleccionador Nacional

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Quando treinador do Sporting, Bento também permitia, quiçá alimentava, as manifestações de despeito dos jogadores contra os adeptos e sócios, e isto a partir do relvado com gestos de provocação chunga. Os semideuses não suportavam as sonorizações de desagrado vindas das bancadas e mostravam assim a sua fúria contra aqueles que consideravam meros espectadores, veros súbditos das suas magníficas pessoas em calções. Agora, a soberba continua, agravada pelo acinte de Paulo Bento.

Contra quem é que estes atletas e técnico em representação de Portugal, pagos nesta competição com os nossos recursos, estão a protestar? Contra quem? Contra algumas opiniões? Contra certas opiniões? O que é que pode justificar esta atitude mimada de prima donnas que se julgam melhores do que o País que nelas se projecta?

Pode ser que a paranóia da perseguição sirva os propósitos de reforço anímico do grupo e facilite a liderança do balneário ao Bento. Seria a aplicação da velha fórmula de se inventar inimigos que com Mourinho dá resultados. Mas como cidadão espero que a República Checa passe às meias-finais e se acabe já este folclore de um nacionalismo doentio – e desta vez não com um chapéu mas com uma rata. É só o que estas ratazanas alucinadamente narcísicas merecem.

Vamos lá, Chéquia!

Já ganhámos

É completamente indiferente o resultado das eleições gregas. Tanto faz que vença este ou aquele. Tanto faz que haja Governo de maioria sólida, frágil ou sem ela. Pode a Grécia ser mais forte do que a Europa e a economia mundial? Podem 11 milhões de habitantes esvaziar as carteiras aos restantes 480 milhões, fora os americanos, chineses, russos, indianos e timorenses?

O grau de leviandade que se instituiu no comentário político profissional, onde se diz haver uma senhora alemã má como as cobras que estará a dar cabo da civilização por pirraça ou onde consta que o empobrecimento é merecido por nossa grande culpa, estupidifica o espaço público e consagra o absurdo como a nova normalidade. Que os políticos tenham de repetir fórmulas convencionais para irem mantendo a ordem social evitando ou reduzindo o pânico sempre pronto a irromper por influência mediática, está de acordo com o seu job description. Que os patrões de imprensa prefiram o circo à escola, eis um dos preços a pagar pela democracia.

A complexidade da arquitectura do Euro à mistura com a complexidade dos sistemas económicos e financeiros globais gerou esta situação em que ninguém vislumbra uma solução óbvia, ou consensual, ou meramente razoável para os sucessivos problemas europeus. Atacar os políticos por causa da sua desorientação e impotência é dar um notável sinal de estultícia. Pura e simplesmente, não saber o que fazer resulta da lucidez. Nunca na História apareceu desafio igual, precisamente por causa desta democracia cada vez mais enraizada no futuro e das suas dinâmicas culturais, sociais e eleitorais.

Nos últimos 100 anos o nosso continente foi destruído duas vezes. Ficámos a saber que o mal pode ir sempre aumentando, mesmo para lá do imaginável, e que só a inteligência, servida pela coragem, se lhe pode opor. Em nome de todas essas mortes, desse horror abissal, temos de festejar a felicidade de viver numa Europa onde o povo soberano se cumpre em liberdade. O resultado, seja ele qual for, será este: já ganhámos!

Take five

O PCP apresentou ontem uma moção de censura ao Governo e começou imediatamente a tentar chantagear o PS. Espero que o PS não se deixe intimidar. Que seja claro, duro e sem contemplações no ataque ao PCP. Pode, na minha opinião, fazer ao PCP perguntas simples:
1. Para que quer o PCP agora o voto do PS? Que andou o PCP a fazer, nos sete anos de governo socialista, senão a aliar-se sistematicamete à direita no desgaste desse governo?
2. Não votou o PCP como a direita queria, no momento que a direita queria, para derrotar o governo do PS, precipitar eleições e entregar o poder de mão beijada a Passos Coelhos e Paulo Portas?
3. Não tem o PCP vergonha da fraquíssima oposição que faz ao governo da direita, comparada com a que fez ao governo do PS? Tem alguma comparação a tímida contestação que hoje faz, por exemplo, aos encerramentos na saúde, nos casos Relvas, na extinção das freguesias, com a sistematicidade e a violência das manifestações contra o governo e até contra as realizações partidárias do PS?
4. Ou como explica o PCP o que passa agora com a FENPROF? Agora, que milhares de professores e formadores estão a ser lançados no desemprego, que se aumentou a dimensão das turmas, se reduziu os créditos horários das escolas ou se lançou o caos nas ditas, a poucos meses de mais um ano letivo, como é que o PCP explica a afonia de Mário Nogueira?
5. E, finalmente (porque é disso que se trata numa moção de censura) acaso o PCP pensa que a situação do país melhoraria com mais uma crise política?

Augusto Santos Silva

1º apoiante da candidatura do Daniel à liderança do BE

Louçã pode estar mesmo de saída daquela zona onde bate o foco do projector principal, embora jamais lhe passe pela megalomania abandonar o palco, e isso deixa o Bloco com um sarilho só comparável ao que afligiu o PCP quando teve de escolher o sucessor de Cunhal. Claro, na Soeiro Pereira Gomes tudo se passa com a previsibilidade de uma debulhadora soviética ortodoxamente oleada, pelo que nenhum sinal de angústia transpareceu para fora das paredes de vidro muitíssimo fosco. Não se adivinha tamanha mecanização no BE, um albergue espanhol colado com a abundante e gosmosa saliva do Anacleto.

É aqui que eu entro, propondo-me ajudar as boas gentes da esquerda pura e verdadeira – geniais mentoras e estrategas da reeleição de Cavaco e fiéis aliadas para a conquista do poder da mais decadente direita dos últimos 30 anos – a encontrar a solução para o imbróglio. E essa tem uma e só uma marca: Daniel Oliveira. São várias as qualidades que fazem desta vedeta da política-espectáculo a escolha óbvia para suceder a Louçã, do traquejo numa lábia de vendedor de atoalhados até à têmpera nervosa que lhe dá o tão mediático pathos, passando pelo crédito de honestidade intelectual que a sua actividade de publicista ainda não corroeu. Seria uma mudança de sumo na continuidade do pacote, ideal para um amontoado de fragmentos ideológicos que depende do marketing televisivo para sustentar a identidade.

Andava há muito a cozinhar esta intuição quando, semanas atrás, tropecei na prova final do acerto no raciocínio. Trata-se de um momento epifânico, que, como outros onde a transcendência se materializa em sinal, pede um olhar de iniciado, um espírito profético, para ser reconhecido – razão pela qual passou completamente invisível aos olhos do vulgo. Olhai e vede:

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Good food for good thought

Why are we so predictable and tribal in our politics? In his remarkably enlightening book, The Righteous Mind: Why Good People Are Divided by Politics and Religion (Pantheon, 2012), University of Virginia psychologist Jonathan Haidt argues that to both liberals and conservatives, members of the other party are not just wrong; they are righteously wrong—morally suspect and even dangerous. “Our righteous minds made it possible for human beings,” Haidt argues, “to produce large cooperative groups, tribes, and nations without the glue of kinship. But at the same time, our righteous minds guarantee that our cooperative groups will always be cursed by moralistic strife.” Thus, he shows, morality binds us together into cohesive groups but blinds us to the ideas and motives of those in other groups.

[…]

Our dual moral nature leads Haidt to conclude that we need both liberals and conservatives in competition to reach a livable middle ground. As philosopher John Stuart Mill noted a century and a half ago: “A party of order or stability, and a party of progress or reform, are both necessary elements of a healthy state of political life.”

Evolution Explains Why Politics Is So Tribal

Carlos Magno, ó Carlos Magno!

Se precisares de falar com a minha vizinha do 4º andar para conseguires acabar o relatório, avisa-me, pá. Que não seja por isso. Eu falo com ela, ela fala contigo e tu logo descobrirás se Relvas pode ficar no Governo a dar mais exemplos às famílias da sua ética em pó com sabor a laranja.

O mais saboroso texto acerca do Euro 2012

Sericaia 1 – Euro 0

E um dos melhores no que respeita aos aspectos técnico-tácticos da cena por causa das cenas e tal. Não vai ser fácil destroná-lo dos lugares cimeiros, embora a própria autora seja uma fortíssima concorrente para a façanha posto que vai continuar a beber o cálice até ao fim.

E falando de façanhas e de façanhudos, o jogo com a Dinamarca será um dos mais interessantes dos últimos anos para a Selecção. Isto porque temos um treinador matarruano, ideal para pegar em equipas feitas em farrapos e dar-lhes os mínimos de forma a se conseguirem aguentar nas canetas, mas para o resto completamente inepto por não ter imaginação. No Sporting, o futebol era feio e pobre, penúria agravada por criar conflitos com o talento (Vukcevik) e permitir desaforos à incompetência (Miguel Veloso). Na Selecção, foi a panaceia indicada para se recuperar do desastre Queiroz, mas num mundo perfeito teria sido outro o treinador a preparar a equipa depois de conquistado o apuramento.

Sim, amanhã o Postiga poderá marcar 5 golos no primeiro quarto de hora de jogo. Ou o Cristiano resolver de livre. Ou toda a equipa voltar a ser o Brasil da Europa, como nos anos 90. A sorte é que manda e o resto apenas conversa. Mas se aparecer mais do mesmo que vimos contra a Turquia e a Alemanha, ou se a Dinamarca empatar nem que seja aos 95 minutos e por autogolo, então o Manuel José está livre e disposto a acabar a carreira em grande.

Obrigado, José do Carmo Francisco

O José do Carmo Francisco foi um dos mais activos, e mais originais, autores que passaram pelo Aspirina B, muito tendo contribuído entre nós para a riqueza desta experiência social de partilha e convívio que a Internet estimula. A sua longa permanência num blogue de natureza política e vocação polemista surpreende pela perseverança e constância. Se para alguma coisa, os meios digitais servem para esta liberdade gratuita, cheia de graça.

Quem quiser entrar em contacto com o Zé do Carmo pode utilizar o nosso email.