Todos os artigos de Valupi

À série

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2007_Tom Kapinos_1ª época

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Marcy RunkleDo you know how hard it is to get a girl off? It is like disconnecting a bomb. I mean, there’s all these wires and shit down there… Plus, the studies show that the female orgasm is like 99% mental… Who has time for that?!

KarenOK, so… so, that’s good… So you want to go back to the 4-minute gruntfest thing, like in-out, done…

Marcy RunkleYeah, give me a mouthful of cock any day… suck, gargle, spit. Works like a charm.

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Podia ter sido uma série sobre a Califórnia como epílogo aporístico da mitologia americana.

Podia ter sido uma série sobre a luxúria e devassa sistémicas de que se fez Hollywood, a do cinema e a da televisão, a de ontem e a de hoje, a dos ricos e a dos pilha-galinhas.

Podia ter sido uma série sobre a reencarnação de Kerouak, onde acompanharíamos Hank Moody na sua irremediável desgraça depois de ter escrito o livro de uma geração.

Podia ter sido uma série sobre o labirinto da criatividade e o inferno da fama, mas com uma média de cinco fodas por episódio.

Podia ter sido uma série sobre a cultura pós-namoro, pós-relação, pós-monogamia, pós-casal, pós-amor, pós-afecto.

Podia ter sido, e é, uma série onde Tom Kapinos se veste de David Duchovny e ainda consegue ser pago por isso.

Podia ter sido uma série sobre uma série de tantas coisas. E, afinal, é tão-só um dos mais bem produzidos e divertidos hinos à segurança, conforto, modorra, neurose, hipocrisia e infelicidade que o casamento tem para oferecer ao macho suburbano que há em cada telespectador – e em cada telespectadora.

Californication 1

República dos bananas

Dos casos mais polémicos, Noronha Nascimento recorda as escutas a José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, que mandou destruir. Diz estar convencido de que ainda existem cópias destas conversas e afirma que, se fossem conhecidas, “acabava-se o romance”

23 Junho de 2013

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Noronha do Nascimento disse exactamente o mesmo que Pinto Monteiro agora diz. Ambos, de resto, já o tinham declarado quando denunciaram a judicialização da política levada a cabo pelo PSD e CDS. Portanto, a Procuradoria também o deveria incluir na análise em toda a sua abrangência que anuncia ir fazer.

Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento foram atacados pela direita decadente por cumprirem a lei. A sua alusão às cópias que ainda existirão aqui e ali nasce do fenómeno da multiplicação das escutas ocorrido em Aveiro, onde investigadores do Ministério Público e Tribunal conseguiram a proeza de tornarem indestrutíveis os registos da espionagem política ocorrida.

Deste contexto veio a evidência: se as escutas que nada continham de ilegal, mas que eram elas mesmas ilegais, apareceram logo na imprensa e foram uma das principais armas de desgaste e descredibilização do Governo socialista e da pessoa José Sócrates, mais rapidamente e com mais força apareceriam quaisquer laivos de real ilegalidade. Como não aparecem, conclui quem também as leu integralmente, é porque nada há nelas que aproveite aos pulhas.

Uma conclusão fica a pairar sobre estes episódios, a de que a nossa comunidade, entalada entre duas decadências, não se dá ao respeito próprio e à decência colectiva. Só isso torna possível a impunidade de quem perverte a Justiça.

Revolution through evolution

Men Support Cracking Glass Ceiling
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THE MANY REASONS LONG HOURS ARE AWFUL FOR YOU, YOUR WORK, AND YOUR CLIENTS
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Why Creativity Thrives In The Dark
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6 EXERCISES TO STRENGTHEN COMPASSIONATE LEADERSHIP
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Exercise During Pregnancy Gives Newborn Brain Development a Head Start
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Literacy Depends on Nurture, Not Nature, UB Education Professor Says
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Math and Juggling Lead to Better Problem-Solving Tools, Professor Says

Demasiado livre

Não confio politicamente no Rui Tavares. Parece-me uma figura volúvel e oportunista. Tudo isto com as melhores intenções, as dele. Acima de tudo, não o tenho como um democrata de raiz, posto que não se chegou à frente dando o corpo às balas quando o Estado de direito começou a ser violado na fúria de derrubar Sócrates. Terá até sido ao contrário, mal contendo o gozo por ver um primeiro-ministro a ser torturado pela oligarquia. Vejo-o como um democrata de flor na lapela, portanto. O que nos leva para o partido que acaba de fundar: Livre

Se aceitarmos que esse canal contém o essencial do que está em causa, então a promessa mais reveladora será esta:

A cooperação e convergência entre partidos da esquerda portuguesa é um dos objetivos deste partido político, bem como o diálogo com todas as forças sociais e políticas para o aprofundamento da democracia em Portugal, na Europa e no resto do mundo. Esta convergência será realizada de forma aberta e democrática, sob o princípio da subsidariedade para programas conjuntos locais, nacionais ou europeus.

Numa leitura literal, o que está aqui a ser proposto é algo do foro da consultoria ou da terapia. O Livre assume-se como o meio, a equipa, o veículo para se chegar às figuras da “cooperação” e “convergência” entre partidos da “esquerda”. Mas porquê? E para quê? Acaso o Tavares acha possível conciliar o sectarismo fanático do PCP com as responsabilidades governativas do PS? E dar-se-á o caso de o Tavares acalentar o delírio de poder escapar ao ódio eterno do BE? É muita fantasia junta num terreno onde nem sequer os comunistas e os bloquistas conseguem dar-se ao respeito mútuo, quanto mais a alianças. A menos que continue a sonhar com os votos de Alegre, o tal milhão de professores abraçados à legião dos recibos verdes que ia acabar com o PS, na gula de alcançar o que nem Louçã conseguiu.

O Livre, no seu espaço digital, apresenta-se como um produto de fácil consumo, embrulhando-se em generalidades a roçar o vácuo para digestão rápida. O mais estranho (chocante?) é o grau de abstracção que invade todas as linhas disponíveis para leitura. Onde está a situação? Onde estão as histórias e a História? Onde estão os portugueses? É que nem sequer a referência à Troika – LIBERTAR O PAÍS DA TROIKA, DA DEPENDÊNCIA, DA DÍVIDA E DO SUBDESENVOLVIMENTO – permite qualquer entendimento do que esteja a ser concretamente proposto.

Há que dizer o óbvio: a questão da convergência à esquerda começa por saber quem é que está disposto a pôr o Estado de direito à frente da ideologia. Sem esta primeira pedra, não há construção possível de uma casa comum.

Democracia e pulsão animal

Fernando Moreira de Sá declara que a rede de calúnias montada pelo casal Passos-Relvas incluía os blogues Albergue Espanhol, 31 da Armada, Delito de Opinião, O Insurgente, Blasfémias, Aventar, Cinco Dias e outros não nomeados. Parte destas pessoas viria a ser recrutada pelo nosso Governo liberal e foi ganhar dinheiro do Estado após terem trabalhado para conspurcar a sociedade. Ou talvez ao contrário, andaram a conspurcar a sociedade para conseguirem trabalhar a receber dinheiro do Estado. É ele quem o revela, o “nota 20 na Galiza”, e ninguém o desmentiu até ao momento em que escrevo.

A existirem socráticos neste mundo, é certo e sabido que eles estão nesses blogues. Se se fizer o levantamento de quantas vezes cada um desses autores já se referiu a Sócrates, vai-se descobrir que superam em 1000% o registo dos militantes e simpatizantes socialistas dados à escrita na Internet. Mas o que nunca se viu, ou ainda não se viu mas ainda se está para ver, foi um desses blogues, nem que fosse só um desses autores, a provar uma das suas capitosas calúnias. Obviamente, calúnia provada deixa de ser calúnia, e a irem por esse caminho perderiam os momentos de hilário convívio relatados pelo hilariante Fernando.

Veja-se a obsessão com o Câmara Corporativa, o terror dos direitolas. Na entrevista aparecem estas declarações:

Afirma na tese que os blogueres que apoiavam Passos tinham como referência o blogue Corporações, próximo do Governo de Sócrates… Porquê?

O Corporações, que só peca pelo anonimato, era o braço armado de Sócrates, na blogosfera. Tinha acesso a fontes privilegiadas e informações do foro privado dos adversários. Só podia funcionar dentro do gabinete da Presidência do Conselho de Ministros.

Ligado ao ex-ministro Pedro Silva Pereira?

Toda a gente do meio sabia. Aliás, costumávamos dizer que o Corporações “viajava” com o Sócrates e o Pedro Silva Pereira para a Venezuela porque os posts diminuíam radicalmente nessa altura…

São afirmações de arrebimbomalho. Vejamos:

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És grande, Pacheco

Então, primeiro abanquemos aqui: Central de contra-informação: vida e obra dos “blogueres «da corda»”. O que lá temos escarrapachado é uma versão do famigerado Carlos Santos, esse um caso de aguda patologia que chegou a ser explorado abjectamente pelo jornalismo de esgoto. Fernando Moreira de Sá joga numa divisão abaixo, a da maciça estupidez. No entanto, como ele em gáudio infrene celebra na entrevista, a sua e a restante estupidez do bando onde fazia pela vida era quanto bastava para dar a volta aos tontos dos jornalistas. Claro, há sempre um tempero que se pode acrescentar como hipótese a tão desgraçada imagem da imprensa: esses jornalistas não eram nada parvos, eram outra coisa. Pois.

E de seguida aterremos aqui: COMO ENTAO SE DISSE. É o Pacheco. O grande Pacheco. A dizer que ele já tinha dito. Que já tinha avisado. Que ele é que tem razão. E que Sócrates é que tem a culpa.

Não, o Fernando Moreira de Sá não merece mais do que estes 5 minutos de infâmia. É um pobre coitado que expõe candidamente o nível político e ético de Passos, Relvas e respectiva camarilha. E se não expõe, então será alvo de um caudal de processos nos próximos dias. Mas não vai ser, pois não? Ora, mas como se ele continua na posse dos seus computadores e telemóveis heróicos e trabalhadeiros? Pois é, maneiras que. Só que não estamos perante uma, perante uma, como é mesmo que se chama, perante uma… novidade. Uma novidade, exactamente. Não estamos perante uma novidade, certo? Ou seja, isto de ver aqueles que fizeram da calúnia e do ódio a sua práxis política a revelarem-se o que são é velho de 5 anos.

O que deve importar é o grande Pacheco. Porque a quem muito é dado muito deve ser exigido. E o Pacheco tem muito para contar, fruto saboroso dos muitos livros que possui, do muito que viveu, do muito que pensou, do muito que recebe pelas muitas actividades por onde espalha o seu inesgotável brilhantismo e pelo muito público que lhe dá atenção. Foi assim que andou a escrever e a vocalizar a troco de dinheiro que certos blogues de uma certa “FRENTE DA CALÚNIA” eram o braço armado do pérfido socratismo. E foi assim que, em nome do Povo, o grande Pacheco foi violar e escarafunchar a privacidade de Sócrates. Saiu do transe a garantir que tinha descoberto provas de algo diabólico. O facto de o seu comparsa de voyeurismo, o comunista João Oliveira, ter garantido precisamente o contrário não o perturbou. E depois foi descansar. Tinha conseguido o que queria, isso de hoje poder alarvemente bufar que ele é que sabe, que Passos é que safou o criminoso do Sócrates, que Sócrates é que criou o modelo para as pulhices dos ranhosos do laranjal.

O grande Pacheco é o nosso grande caluniador. E nunca irá pedir desculpa pelas mentiras que espalhou impunemente. Aliás, ao dia 14 de Novembro de 2013, continua a repeti-las. Que a comunicação social premeie este emporcalhamento sistemático do espaço público, e que o António Costa aceite credibilizá-lo partilhando o mesmo programa, eis algo que faz do infeliz do Fernando Moreira de Sá quase um santo.

Como dizer? É o mercado a funcionar

A defesa de Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, agradece – numa exposição feita a pedir o arquivamento do caso – a “simpática referência” do procurador titular da investigação, Paulo Gonçalves, que num despacho regista o “… respeito e admiração de que é merecedor o vice-presidente de um país amigo como Angola”.

A transcrição desta exposição consta do despacho de arquivamento, um documento com 11 páginas a que o PÚBLICO teve acesso. Como noticiou esta quinta-feira o Diário de Notícias, o documento inclui um comentário do procurador que, no despacho, diz esperar contribuir para “o desanuviar do clima de tensão diplomática” entre Portugal e Angola. O procurador escreve que espera que a sua decisão “venha contribuir para o desanuviar do clima de tensão diplomática que tem ensombrado com mal entendidos a amizade entre os dois povos irmão, permitindo, conforme decorre de requerimentos apresentados, a realização de encontros e cimeiras sem estigmas infundados, numa reciprocidade de «bom senso»”.

“Em Angola, deram-se conta de que, finalmente, o Ministério Público (MP) começou a ter uma visão de política externa”, afirmou, ao PÚBLICO, um antigo diplomata. “Respeitando a Constituição Portuguesa e a independência dos poderes, foi compreendido que uma acção do MP pode ter repercussões na política externa”, concluiu.

Luanda salienta mensagem de Cavaco após inquérito a vice-presidente de Angola ser arquivado

Perigosos socráticos

“É com mágoa que constato que, por ação ou omissão, as instituições da União Europeia não favoreceram a consolidação dos valores inerentes aos conceitos do projeto europeu, do seu modelo social e da própria economia social de mercado”, disse José Silva Peneda num encontro do Partido Popular Europeu (PPE), em Amesterdão.

O presidente do CES aproveitou a oportunidade para “denunciar a atitude dos representantes da União Europeia na execução do Programa de Assistência em Portugal que, ao contrário da vontade unanimemente expressa pelas entidades patronais e sindicais, tudo fizeram para obstaculizar o normal desenvolvimento da contratação coletiva”.

Para o antigo ministro do Emprego de Cavaco Silva, um mercado de trabalho regulado é uma das bases do conceito de economia social de mercado e do próprio projeto europeu.

“Essa regulação tem-se desenvolvido através do diálogo social e da contratação coletiva”, referiu.

De acordo com Silva Peneda, a receita da UE não levaria “a um mercado de trabalho regulado mas sim à lei da selva”.

Na intervenção que fez no encontro do PPE, o dirigente do CES considerou ainda que tem havido “um sistemático desfasamento” entre o que estava previsto na estratégia definida no Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) e o que foi concretizado, nomeadamente em relação ao emprego e à divida pública.

Silva Peneda critica intervenção da UE em Portugal

Estaladão

Em Lisboa para participar na conferência que assinala os 25 anos do INDEG, a escola de negócios do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, o economista lembrou que há uns anos Portugal era um país solvente. No entanto, as políticas de austeridade levaram à recessão económica e aumentaram de tal forma o endividamento que agora corre o risco de não conseguir pagar a sua dívida.

“Portugal tem tanta austeridade que a dívida se tornou insustentável, algo tem de ser feito. Não acho que consiga sair do problema hoje sem uma reestruturação da dívida”, disse em entrevista à Lusa o economista belga e professor na London School of Economics, que considerou que o Presidente da República, Cavaco Silva, está a “fechar os olhos à realidade” quando considerou que é “masoquismo” dizer que a dívida portuguesa não é sustentável.

Na sua opinião, “é difícil entender como pode o Governo magoar a população e sentir-se orgulhoso disso”.

“O governo português fez o grande erro de tentar ser o melhor da turma no concurso de beleza da austeridade. Não havia razão para Portugal fazer isso, podia não ser o melhor da turma, podia ser mesmo o pior e isso seria melhor para a economia”, frisou.

Até economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou, já perceberam que não é possível “fazer a austeridade toda ao mesmo tempo”, enquanto na Europa os líderes continuam imutáveis.

Portugal tinha de levar a cabo medidas para reduzir a despesa, mas ao longo de mais anos, de modo a suavizar o impacto económico.

“A Zona Euro tornou-se um sistema em que a nações creditícias mandam. Mas a responsabilidade da crise não é só dos devedores, mas também dos credores. Por isso, a Comissão Europeia devia intervir no interesse dos credores e também dos devedores”, considerou ainda.

Paul de Grauwe