Arquivo da Categoria: Valupi
Pedro, não sejas piegas e aproveita para emigrar
Da maltósia que vinha instaurar o reino da verdade e da credibilidade
“Passos e Portas já mal falam”, garante fonte próxima de ambos, esclarecendo o que isto significa: “Falam, claro, de tudo o que têm de falar no Governo, mas as relações estão muito circunscritas a isso. O clima entre ambos é mau”. Segundo a mesma fonte, tanto Passos como Portas “estão plenamente conscientes de que seria gravíssimo para o país abrir uma crise política nesta altura” e “saberão gerir” os momentos mais difíceis. Mas é indisfarçável o mal-estar que provoca no primeiro-ministro cada intervenção de Portas ao país em que o ministro de Estado acaba por anunciar como ideias suas decisões que sabe estarem a ser preparadas no Governo. Exemplo? Quando Paulo Portas veio defender como posição oficial do CDS a convergência dos sistemas de pensões público e privado ou a intenção de reformar o Estado por forma a poder reduzir a carga fiscal, isso mesmo teria sido discutido antes numa reunião com Passos, Portas, Gaspar e Maduro. E a forma como o ministro dos Negócios Estrangeiros se antecipa, gerindo a seu favor a agenda política, deixa um indisfarçável rasto de desagrado no núcleo duro do Executivo.
Documentos não circulam para evitar fugas no Conselho de Ministros
Trovas do Gaspar que passa
Sondemos
Só falta mais uma coisinha, Cavaco
Consta que Teixeira dos Santos não lhe terá ensinado a fazer contas aquando da reunião de 18 de Junho de 2011
Revolution through evolution
A Paralyzed Mom’s Ingenius Method To Surf With Her Kids
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An Expansive Physical Setting Increases a Person’s Likelihood of Dishonest Behavior
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How Men and Women Cooperate
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Babies can read each other’s moods, study finds
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‘Singing’ Rats Show Hope for Older Humans With Age-Related Voice Problems
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Why four-day workweeks are best
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Breastfeeding Boosts Ability to Climb Social Ladder
Regabofe
Exactissimamente
Judite entrevista uma vítima de Sócrates
Sumário executivo da entrevista de Judite de Sousa a Teixeira dos Santos:
J – Se Sócrates tivesse pedido o resgate uma semana ou até um dia mais cedo, Portugal não estaria agora muito melhor?
T – Bom, não creio que…
J – Então, e umas horas mais cedo? É que o pedido só foi feito às 20.30 de quarta-feira! O que é que Sócrates andou a fazer o dia todo?
T – Bom, não…
J – Desculpe, temos pouco tempo e eu quero mesmo é saber o seguinte: o que disse a José Sócrates quando descobriu que ele era o responsável pela peste bubónica e pela Gripe Espanhola?
T – Bom.
Que saudades da Política de Verdade
Não podemos confiar em alguém que diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, que afirma algo como se fosse verdade e depois age exactamente ao contrário do que apregoou.
Quando deixa de se acreditar naqueles em quem se confia, porque não vão olhar pelos nossos interesses e vão utilizar o poder que lhes atribuímos para nos enganar, instala-se a desconfiança.
Eh pá, ajudem o Poiares, pás!
Temos de confrontar os nossos problemas com os olhos bem abertos e afugentar o medo paralisante. Temos de confrontá-los sem optimismos vazios, nem fatalismos estéreis. Somos e seremos sempre realistas.
[…]
Governar com realismo também significa fazer assentar a relação do Governo com os Portugueses naquela confiança que só o contacto constante e permanente com a realidade pode cultivar, sem recorrer a falsas promessas, sem vislumbrar admiráveis mundos virtuais, mas decidindo e agindo com responsabilidade, abertura e transparência.
Pedro, tomando posse, Junho de 2011
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O primeiro-ministro fez hoje uma espécie de anúncio do fim da crise, apontando 2012 como o ano “do princípio do fim da emergência nacional”.
“Em 2012 planeamos obter já um superavit orçamental de 0,4 por cento do PIB [Produto Interno Bruto]. Em 2013 conseguiremos finalmente travar o crescimento da dívida pública e, daí em diante, reduzir-se-á o endividamento do Estado”, afirmou.
O primeiro-ministro acrescentou ainda que a despesa pública, em percentagem do produto, “descerá significativamente já este ano, mas em 2012 e 2013 será alvo de grandes reduções na ordem dos, respectivamente, três e dois pontos percentuais.”.
O primeiro-ministro assegurou ainda, que a redução da despesa pública em percentagem do PIB “começa já em 2011 e prosseguirá até 2015, a um ritmo e a uma escala que o país não conheceu nas últimas décadas e que inaugurará uma nova relação do Estado com a sociedade e com os cidadãos em geral”.
Coelho também falou no aumento de impostos, garantindo que o Governo procurou “proteger os mais desfavorecidos”. Um aumento que considerou necessário, para “proteger o país de efeitos muito negativos que resultariam de percalços não resolvidos”. Foi já depois do discurso, em declarações aos jornalistas, que revelou que o Governo estima que se mantenha a receita fiscal prevista e, como tal, “não serão necessários mais aumentos de impostos”. Perante a insistência dos jornalistas sobre se ainda há margem para numa situação excepcional agravar os impostos, Passos Coelho assegurou que, perante um país “tão cansado e tão extenuado com os aumentos” de impostos, não lhe iriam “arrancar a ideia de que se calhar ainda vamos ter que aumentar mais impostos”.
Pedro, rodeado de miúdos, Setembro de 2011
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Um dos problemas do País é que pensou durante muitos anos só no presente sem antecipar, sem planear o futuro.
[…]
O Governo está a procurar oferecer esperança aos portugueses, mas uma esperança assente na realidade porque durante muito tempo este país viveu fora da realidade e, nesse sentido, para nós é fundamental que a esperança que vamos oferecer aos portugueses, que o futuro que estamos a preparar aos portugueses, seja a partir da verdade, a partir da realidade.
Poiares Maduro, Junho de 2013, com manifestas dificuldades em perceber o que se passa à sua volta
Revolution through evolution
Violence against Women at Epidemic Proportions
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Face it: Monogamy is unnatural
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Risk Of Hypertension In Older Adults Reduced By Volunteering
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Babies Seeing Violence Show Aggression Later
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Getting Enough Sleep Could Help Prevent Type 2 Diabetes
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Prominent Scientists Sign Declaration that Animals have Conscious Awareness, Just Like Us
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Rationality in Markets Is Cognitively Unnatural
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Mindfulness Can Increase Wellbeing and Reduce Stress in School Children
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New Runners Need Not Sweat Over Shoes
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Some Parents Want Their Child to Redeem Their Broken Dreams
Pub (da boa)
Vamos lá a saber
Osvaldo Castro, paladino da Liberdade
Na partida do Osvaldo, generosíssimo amigo do Aspirina B, convido à leitura desta memória – A revolta estudantil de 17 de Abril, em Coimbra, já lá vão 41 anos – e deixo as imortais palavras com que abriu o seu Carta a Garcia:
O título do blog apenas quer significar que a determinação, o sentido do dever, o respeito pelo cumprimento rigoroso das tarefas que aceitamos e a que nos propomos, bem como a decisão de superar obstáculos, são alguns dos valores que queremos que continuem a pautar a nossa vida.
Aqui procuraremos deixar fluir livremente palavras, enraizadas em ideias e princípios norteados pelos valores democráticos que desde há muito perfilhámos. Sempre aceitaremos as palavras dos que aqui passem para dois dedos de conversa ou de contradita…
Estaremos atentos a causas, designadamente às que se prendem com a defesa dos desprotegidos e dos que carecem do apoio e da palavra de outro ser humano.
Bater-nos-emos pela defesa dos direitos humanos e não pactuaremos com intolerâncias sejam de que tipo forem.
Sabemos bem do valor da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
Continuamos a poder dizer mais de 35 anos depois que o 25 de Abril foi, nas palavras de Sofia de Mello Breyner, “O dia inicial inteiro e limpo/Onde emergimos da noite e do silêncio…”
Gaspar, és o maior
Porquê pagar o subsídio de férias só em Novembro, espezinhando (mais uma vez, e com a satisfação dos celerados) a Lei? Porque assim consegue-se boicotar as férias a essa gente, parte dela que deixará de ir para o estrangeiro gastar o rico dinheirinho que receberam acima das suas possibilidades, e porque assim se garante um reforço no bolso do povoléu para gastar na quadra natalícia, agora sem o perigo de os euros serem esbanjados em luxos e desvarios fora do reino.
Desastre orçamental laranja oblige.
É muito triste ver um palhaço a pedir esmola
Noutros casos, em que incluo a experiência portuguesa, o modelo social foi concretizado numa perspetiva centralizadora, de intervenção direta da administração do Estado, muitas vezes marginalizando a ação das organizações de base territorial.
Duplicou-se a infraestrutura de prestação de serviços, sendo que nem por isso se ganhou eficiência ou se pouparam recursos. Mais grave ainda, criou-se uma cultura de protecionismo social protagonizado pelo Estado, desresponsabilizando de algum modo os cidadãos e menosprezando os valores da cultura cívica, da participação, do voluntariado e do espírito de solidariedade.
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Cavaco, admitindo que os seus discursos públicos resultem de um qualquer exercício lógico vertido em palavras, está neste passo a dizer à Nação que algo de muito errado foi feito em Portugal: o proteccionismo social por intervenção estatal.
O texto não o explicita, mas é de caras. Essa tal cultura maligna terá começado com o 25 de Abril, pelo menos, mais coisa e menos coisa. No entanto, às tantas, o ilustre palestrante até poderá ter como estabelecido que a terrível duplicação da “infraestrutura de prestação de serviços” tenha começado antes; quiçá 1926, 1928, 1932 ou 1933, por exemplo. Também não sabemos qual a data em que terá terminado a tortura do proteccionismo; portanto, sendo mais avisado concluir que não terminou coisíssima nenhuma. Daí termos o nosso magnífico Presidente da República a espalhar tão sábias e corajosas reflexões.
Contudo, a ser assim o que assim parece ser, decorre que o período entre 1985 e 1995, período esse que vários investigadores de nomeada já consideraram corresponder a uma duração que ronda os 10 anos, foi igualmente uma era desgraçada onde se desresponsabilizaram de algum modo os cidadãos e menosprezaram os valores da cultura cívica, da participação, do voluntariado e do espírito de solidariedade. Tudo isto, recorde-se, com duas maiorias absolutas no bucho. É do caralho, senhores ouvintes.
Mas nada disso importa perante o que mais importa: afinal, que Portugal será esse onde, e finalmente, seja possível “conferir uma dimensão mais humanizada à alternativa burocrática que o Estado oferece“? Será que já existiu no nosso glorioso passado? Será que está destinado ao nosso glorioso futuro? De certeza que não se trata de uma utopia? Felizmente, estas perguntas encontram resposta peremptória:
O que seria dos mais de dois milhões e meio de portugueses em risco de pobreza e exclusão social não fora o espírito solidário dos seus concidadãos e, permitam-me que o destaque, o trabalho dos muito milhares de voluntários que, junto com as instituições de solidariedade, têm feito chegar uma réstia de esperança e de dignidade a quem se viu numa situação de dependência e até de miséria?
Cá está. Não se pode ser mais claro. O homem que ocupa os altíssimos cargos do Estado desde 1980, e que junta ao poder político triunfal uma excelência académica ofuscante, a que soma a pureza moral que só aqueles que nasçam duas vezes poderão almejar imitar, está a dizer-nos que ainda não se inventou nada melhor do que a esmola para lidar com os miseráveis. E ele é o primeiro do regime, literalmente, a dar-se como exemplo: como conseguiria este pobre coitado viver num palácio daquele tamanhão sem a esmola que o Estado lhe dá?
Take five
O que disse ontem Paulo Portas:
1. Portugueses, vós pensais que eu faço parte do Governo, mas estais enganados.
2. Eu faço parte do Governo, mas eu não mando no Governo. Logo, eu não faço verdadeiramente parte do Governo.
3. Eu faço parte do Governo, mas o Governo de que eu faço parte não governa, faz o que a troika manda. Logo, eu não faço verdadeiramente parte do Governo, porque a bem dizer ele não existe.
4. Eu faço parte do Governo, mas eu não concordo com o que o Governo faz. Logo, eu não faço verdadeiramente parte do Governo.
5. Portanto, sabendo eu que vós, Portugueses, estais furibundos com o Governo, tenho a dizer-vos que podeis contar com a minha solidariedade. Vós perdestes toda a confiança no Governo, certo? Pois, também eu!
