Trovas do Gaspar que passa

Pergunto ao Gaspar que passa
notícias do meu país
e o Gaspar cala a desgraça
o Gaspar nada me diz.

[…]

Mesmo na noite mais triste
em tempo de Cavaquistão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

5 thoughts on “Trovas do Gaspar que passa”

  1. Durante uma geração o país vai ficar vacinado contra o PSD e nos seus séniores e juniores. Será o lado bom da crise. Por isso obrigado Sr. Gaspar!
    Como contrapartida na economia do país vai ficar destruída por uma geração. Será o lado mau da crise. Por isso não posso dizer obrigado Sr. Gaspar!

  2. O caríssimo Vítor Gaspar, agora de volta à sua amada Europa ariana, terá que perder algum tempo a explicar aos seus amigos germanos o significado do nosso aforismo “fazer das fraquezas forças”. O destino final da UE vai depender de a mesma saber ou não saber “fazer das (suas) fraquezas forças”.

    E digo isto, em primeiro lugar, com eminente sentido prático. Quantos milhares de milhões de euros geraria o trabalho do milhão de portugueses que estão no desemprego? E o défice público, não acabava logo aí? Sendo assim, há que criar condições práticas para que essas pessoas possam voltar ao trabalho; digo práticas porque, ao contrário da troika, me parece que o salário auferido tem que ser suficiente para o trabalhador se manter produtivo…

    Se para tal for necessária a alteração dos acordos da OMC e a modificação dos objectivos macroeconómicos do BCE, pois que se faça isso já e agora, enquanto a Europa tem força para o poder fazer.

  3. As potências victoriosas estão com Gaspar. E Gaspar sai em ombros, considerado pelos seus pares europeus o melhor ministro das finanças da UE. E quais os despojos que Gaspar deixa a Portugal? Redução de salários, aumento do desemprego, despedimentos em marcha, bases para o desmantelamento do serviço público, empobrecimento geral. Em suma, magníficos resultados.
    Está à vista: o ousado Gaspar fez o que os restantes ministros das finanças gostariam de ter feito nos respectivos países, mas não os deixaram.
    Ou então: o ousado Gaspar, serviu com determinação a táctica que rege o engordamento da alta finança e da banca europeia, isto é, sacar, sacar, sacar, antes que os energúmenos do sul comecem a protejer os seus tesouros nacionais.

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