10 thoughts on “Consta que Teixeira dos Santos não lhe terá ensinado a fazer contas aquando da reunião de 18 de Junho de 2011”

  1. O Relvas sucumbiu só em Abril. Parece que foi há séculos… Entre Junho e Julho fina-se agora finalmente o Gaspar (embora deixe ainda um resto de destroços e tralha no seu lugar, que alguém vai ter de limpar…). Nada mau. Agora só falta o Portas dar a estocada fatal e atirar o entulho todo borda fora, o próprio incluído!

    E, agarradinho pelos tornozelos, vai também atrás o palhaço.

  2. Não são exóticos, depois que foram transferidos das Bermudas para as Seychelles passaram a eróticos!

  3. especialmente interessantes os pdfs anexos ao artigo, designadamente:1) a capa de outubro de 2012 em que se revela que gaspar pediu a demissão, depois dos acontecimentos de 15 de Setembro e em que Passos recusa, pede adiamento, culpando antecipadamente o Portas se o governo se desmoronar; 2) a carta de demissão final (à terceira foi de vez) em que, entre outras coisas deveras interessantes, gaspar reconhece que perdeu a credibilidade interna e externa. Os motivos para os três pedidos de demissão aqui assumidos vão variando, mas têm o mesmopano de fundo: a coisa complicou-se demais e não sei como dar a volta ao texto. Curioso ver como recomenda ao primeiro ministro que inverta a política e aposte, agora, no investimento! Coisa para a qual não se considera a pessoa certa pelos motivos que detalha.
    http://www.ionline.pt/artigos/portugal/gaspar-ja-tinha-pedido-demissao-duas-vezes

    E o Passos tinha razão, esta é, de certa forma, uma vitória de Portas.
    Também é certo que o Crato lá despachou o Relvas (um pilar desta pandilha) e agora contribuiu para o descontentamento de gaspar(o Pilar), com as cedências aos professores.
    Os menos óbvios à partida foram os que primeiro saltaram. Honra seja feita ao gaspar, evoca motivos dignos, estando com falta de força anímica e exterior, ao contrário de relvas que evocou falta de força anímica quando, de facto, o que tinha era a justiça à perna e um processo vergonhoso.

  4. Se eu tivesse escrito e assinado um prefácio laudatório ao livro de Reinhart e Rogoff — o tal que, entretanto, caiu em desgraça — também eu estaria, por esta altura, com défice de força anímica e bastante necessitado de uma boa dose de solitária reflexão e introspecção.

    Terei, no entanto, que louvar o homem por não se ter escondido por trás de desculpas pífias. Assumiu a sua parte, nos erros da governação nacional; além disso, pediu aos seus outros companheiros de governação, actuais e passados, para que assumissem a sua quota parte da culpa. Agora, Vítor Gaspar irá ter tempo para reflectir sobre as causas profundas deste desastre nacional…

    Pela nossa parte, povo português, também teremos que fazer essa reflexão, mais cedo ou mais tarde. Receio bem que a UE caminhe para o fim que teve a Áustria-Hungria. O “elemento germânico” recusa-se a evoluir, social e politicamente; recusa-se a aprender com a sua própria História. Quando se encontra face ao seu próprio colapso, o orgulho germânico desculpa-se com a falta de força dos seu aliados e dos elementos germânicos que demonstraram aquela fraqueza e vulnerabilidade que, de facto, todos temos.

  5. Este Vítor Gaspar é o grande culpado da maior destruição provocada em Portugal desde, pelo menos, as violentas inundações de 1967!

    Só que ele não é nenhuma catástrofe natural, é um meliante imputável.

    Não é agora uma carta de despedida “digna” que o vai dispensar do inevitável Julgamento!

  6. @A piolheira de D. Carlos

    Tem toda a razão, o seu comentário.

    Vítor Gaspar entrou a recitar Milton Friedman; mas o choque monetarista que ensaiou, em Portugal, teve as consequências que todos podemos observar. Ele afasta-se, agora; por um lado, para fugir da revolta popular que vai germinando; por outro lado, para dar possibilidade à direita de se reconstituir em moldes ideológicos mais apelativos ao eleitorado do centro. Este eleitorado é hoje, essencialmente, constituido por uma classe-média empobrecida e politicamente weimarizada.

    Decerto que a direita vai tentar apagar a mácula monetarista que indelevelmente manchou os dois anos de mandato do ex-ministro de Estado. As pessoas têm que perceber — e ser esclarecidas pela Oposição — que a dita «reforma do Estado» não foi feita à cabeça porque o monetarismo queria, antes de tudo o resto, retirar, no imediato em em força, liquidez à economia, para provocar falências, destruição de empresas em catadupa e o choque do aumento brutal do desemprego. Tudo isso para que depois, segundo acredita o monetarismo, as empresas que sobrevivessem ao choque monetarista pudessem reconstituir o tecido económico em moldes mais competitivos.

    É a teoria da “destruição criativa”, que foi aplicada na América do Sul por ditadores como Pinochet e Videla e políticos eleitos que, infelizmente, cederam à corrupção e ao embuste, como Carlos Menem. Os resultados foram que os “ganhos de competitividade” foram magros ou inexistentes. Nos países onde os houve, tais “ganhos de competitividade” basearam-se apenas na compressão dos salários e na eliminação de direitos dos assalariados. Os resultados — favelas a perder de vista, serviços públicos insuficientes e sem qualidade e agravamento das desigualdades sociais — podem hoje ser observados, em quase todo o sub-continente.

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