Eh pá, ajudem o Poiares, pás!

Temos de confrontar os nossos problemas com os olhos bem abertos e afugentar o medo paralisante. Temos de confrontá-los sem optimismos vazios, nem fatalismos estéreis. Somos e seremos sempre realistas.

[…]

Governar com realismo também significa fazer assentar a relação do Governo com os Portugueses naquela confiança que só o contacto constante e permanente com a realidade pode cultivar, sem recorrer a falsas promessas, sem vislumbrar admiráveis mundos virtuais, mas decidindo e agindo com responsabilidade, abertura e transparência.

Pedro, tomando posse, Junho de 2011

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O primeiro-ministro fez hoje uma espécie de anúncio do fim da crise, apontando 2012 como o ano “do princípio do fim da emergência nacional”.

“Em 2012 planeamos obter já um superavit orçamental de 0,4 por cento do PIB [Produto Interno Bruto]. Em 2013 conseguiremos finalmente travar o crescimento da dívida pública e, daí em diante, reduzir-se-á o endividamento do Estado”, afirmou.

O primeiro-ministro acrescentou ainda que a despesa pública, em percentagem do produto, “descerá significativamente já este ano, mas em 2012 e 2013 será alvo de grandes reduções na ordem dos, respectivamente, três e dois pontos percentuais.”.

O primeiro-ministro assegurou ainda, que a redução da despesa pública em percentagem do PIB “começa já em 2011 e prosseguirá até 2015, a um ritmo e a uma escala que o país não conheceu nas últimas décadas e que inaugurará uma nova relação do Estado com a sociedade e com os cidadãos em geral”.

Coelho também falou no aumento de impostos, garantindo que o Governo procurou “proteger os mais desfavorecidos”. Um aumento que considerou necessário, para “proteger o país de efeitos muito negativos que resultariam de percalços não resolvidos”. Foi já depois do discurso, em declarações aos jornalistas, que revelou que o Governo estima que se mantenha a receita fiscal prevista e, como tal, “não serão necessários mais aumentos de impostos”. Perante a insistência dos jornalistas sobre se ainda há margem para numa situação excepcional agravar os impostos, Passos Coelho assegurou que, perante um país “tão cansado e tão extenuado com os aumentos” de impostos, não lhe iriam “arrancar a ideia de que se calhar ainda vamos ter que aumentar mais impostos”.

Pedro, rodeado de miúdos, Setembro de 2011

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Um dos problemas do País é que pensou durante muitos anos só no presente sem antecipar, sem planear o futuro.

[…]

O Governo está a procurar oferecer esperança aos portugueses, mas uma esperança assente na realidade porque durante muito tempo este país viveu fora da realidade e, nesse sentido, para nós é fundamental que a esperança que vamos oferecer aos portugueses, que o futuro que estamos a preparar aos portugueses, seja a partir da verdade, a partir da realidade.

Poiares Maduro, Junho de 2013, com manifestas dificuldades em perceber o que se passa à sua volta

5 thoughts on “Eh pá, ajudem o Poiares, pás!”

  1. Tuga, cai na real! – começa por dizer o Maduro, que acha que vivemos há muito tempo numa bolha de ilusão, fora da realidade.
    O discurso dele faz a seguir uma revolução de 180 graus e diz que o governo está aí para dar esperança aos portugueses. Esperança, como, insinuando que até agora vivemos à fartazana e chegou a hora da penitência e do castigo?
    O Maduro dá então novo golpe de rins e cria um novo conceito, o de “esperança baseada na realidade”. Qualquer coisa como descer a fasquia da Esperança Interna Bruta para o nível de há trinta anos atrás, a tal “verdade” de que ele fala. Sejamos parcos em esperança e seremos felizes – é mais ou menos este o discurso mobilizador do ministro da propaganda, que abdicou temporariamente de uma carreira na Europa rica para vir para aqui dizer baboseiras aos macacos. Contentemo-nos com pouco, porque na verdade verdadinha valemos pouco.
    Andámos muito tempo enganados, convencidos que tínhamos direito a um serviço nacional de saúde, a educação para todos, a pensões condignas, a um salário mínimo que era 75% do espanhol, a trabalho para todos ou quase – tudo ignóbeis mentiras dos socialistas que nos levaram à crise. Se eu estivesse em Vila Pouca, mandava-o à merda. Assim mando-o aqui.

  2. Júlio,

    comentário candidato a post. Fica tudo dito.

    Encaixo (é o termo) aqui um depoimento de um amigo chef e empresário que tem um negócio de sanduiches (incluindo a linha portuguesa, com produtos cá da terra) em NYC e se queixa da problema da falta de financiamento dos bancos ao empreendedorismo. É interessante fazer o exercício de descobrir as diferenças. A escala muda, mas o problema é criado globalmente na europa e nos USA. Como em qualquer policial, importa saber quem tem motivo.

    http://video.foxnews.com/v/2494930288001/tips-to-survive-in-tough-climate-for-small-businesses/

  3. Um dos aspectos tragi-cómicos deste “governo” é que podíamos trocar o ministro da propaganda pelo primeiro-ministro e este pelo ministro das finanças este pelo da educação and so on que não fazia diferença nenhuma. A incompetência pode trocar de rosto, mas…quero eu dizer que podíamos ser governados directamente de bruxelas ou berlim que não se notava nada de diferente e poupávamos uns milhões de euros. Estou cansada de ver diarimante o sumário do Diário da República com nomeaçoes e nomeações (dois anos de nomeações) e medidas de merda ou anulações de leis anteriores. É mau demais, quando é que este país inverte a letra e se tora um imenso Brasil??? Cada vez mais improvável, à media que aumenta a percentagem de reformados, pobres e diminui a classe média e o número de jovesn no actico. A receita da anulação social (a anulação económica já parece mais ou menos conseguida) está em bom rumo.Que profunda tristeza.
    http://www.youtube.com/watch?v=hsILd1vtFgg

  4. Os homens de Passos: Há dias estava a ver a entrevista de Poiares Maduro à faz fretes Judite de Sousa da TVI. A certa altura olhava e ouvia o Maduro e passei a ver o Cantinflas que na minha infância a minha mãe me obrigava a ir ver ao cinema. Desliguei a TV e fui à procura do Cantinflas no you tube. http://www.youtube.com/watch?v=WOuHaadMRvu no célebre discurso Su excelencia- discurso completo. Ontem vi o Portas no México a vender o Magalhães, a falar espanholês num discurso copiado do Cantinflas. Mandei um e-mail ao Maduro a dar o link do Cantinflas e não sei se foi isso que o fez recuar nos briefings diários com os jornalistas amestrados a dar as boas novas do Governo. Este horror ficou adiado para depois das férias. Cantinflas que para mim em criança era um maçador agora é o maior, porque quando eles falam eu vejo-o

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