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“Qual é a pressa?”

Partidos da coligação aproximam-se do PS

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, relativa ao mês de dezembro, mostra uma ligeira subida de PSD e CDS e uma descida dos socialistas.

PSD e CDS a subir, PS a descer mas a manter a liderança. No entanto, António José Seguro continua a ser o líder mais popular e Passos Coelho mantém saldo negativo. Estes são os dados mais significativos da sondagem mensal da Eurosondagem para o Expresso e a SIC.

Os partidos do Governo, tal como o Bloco de Esquerda, subiram ligeiramente nas preferências dos portugueses. PSD e CDS juntos somam 35%, o que significa uma subida de um ponto percentual em relação a novembro. Ainda assim, os socialistas continuam à frente nas intenções de voto com 36,5%, apesar de uma descida de 0,8%. Os 49,5% que deram a vitória à coligação PSD/CDS em 2011 estão, assim, longe de serem atingidos nesta altura.

António José Seguro continua a ser o mais privilegiado na popularidade junto dos inquiridos. O Presidente da República também tem vindo a subir – de outubro a dezembro já cresceu 4 valores percentuais. Todos os líderes dos principais partidos registaram um aumento da popularidade, à exceção de Paulo Portas.

Fonte

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PSD, CDS e Cavaco a subirem nas sondagens. PS a descer mas – alto, pára tudo! – continua à frente e o seu líder é o mais querido do povoléu bom e sério. Portanto, os cães socráticos que ladrem até perderem o latido que a caravana do novo ciclo, do novo rumo e da nova forma de fazer política está bem, cada vez melhor, e vai na bisga em direcção aos amanhãs que dançam à volta do madeiro carbonizado.

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É aproveitar e fechá-los todos lá dentro durante 6 meses, mínimo

Cerca de 30 “portugueses influentes”, como Horta Osório, Armando Zagalo ou Joaquim de Almeida, reúnem-se na segunda-feira com governantes e altos responsáveis em Portugal para discutir “novas ideias sobre soluções para o futuro” do país.

Trata-se do primeiro encontro anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, criado faz na quinta-feira um ano, e decorre no Palácio da Cidadela, em Cascais, estando já confirmada a presença de 29 conselheiros de Portugal no mundo e 30 governantes e outros líderes, informou a organização.

Na reunião de segunda-feira deverá participar o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o líder do Partido Socialista, António José Seguro, assim como outros ministros e dirigentes de empresas em Portugal como a REN, a Brisa, o BES ou a IBM.

Em debate vão estar “três grandes temas”: a mobilidade inteligente, o financiamento alternativo das empresas portuguesas e a discussão sobre se Portugal está pronto para o futuro.


Portugueses influentes discutem soluções com Governo

Correia de Campos, alguém se lembra?

Portugueses

Tenho visitado várias regiões do País e procurado conhecer melhor as dificuldades, os receios e as aspirações das nossas gentes. O despovoamento e o envelhecimento das populações é um problema sério do interior do País que os poderes públicos não podem ignorar.

O acesso aos cuidados de saúde é uma inquietação de muitos Portugueses. Não estão seguros de que os utentes, principalmente os de recursos mais baixos, ocupem, como deve ser, uma posição central nas reformas que são inevitáveis para assegurar a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde.

Seria importante que os Portugueses percebessem para onde vai o País em matéria de cuidados de saúde. Poderiam, assim, avaliar melhor aquilo que tem sido feito.

Presidente da República, Mensagem de Ano Novo, Janeiro de 2008

O líder parlamentar do PCP exigiu hoje explicações do ministro da Saúde no Parlamento sobre as consequências do encerramento de urgências, de que a morte de uma criança à porta do Hospital da Anadia disse ser exemplo. Uma bebé de três meses morreu hoje no acesso ao Hospital de Anadia, dentro da ambulância do INEM.

“Este caso concreto e outras situações exigem que o ministro da Saúde venha à comissão para se explicar. Estas consequências do fecho de urgências têm que ser avaliadas”, afirmou Bernardino Soares, em declarações aos jornalistas, no Parlamento. O grupo parlamentar do PCP questionou o ministro, através de requerimento, sobre se tomará medidas para “impedir novas tragédias” como a da morte de um bebé de três meses à porta de um hospital, em Anadia.

“A criança terá estado na ambulância do INEM a aguardar a chegada da viatura VMER (viatura de emergência médica), até que sucumbiu”, refere o deputado.

Janeiro de 2008

O deputado socialista Manuel Alegre disse ontem em entrevista à Sic Notícias que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a sofrer uma “grande machadada”, e que o ministro Correia de Campos não tem condições para continuar no Governo. Sobre a petição cujo primeiro signatário é António Arnaut, Alegre disse que espera que a petição tenha eco sobre o primeiro-ministro e sobre o governo.

“Há que tirar conclusões do clamor público”, afirmou. E prosseguiu: “Custa-me muito ver o SNS ser atingido desta maneira. Isto vai provocar danos irreparáveis ao PS, ao governo e à sociedade.”

Manuel Alegre diz que Correia de Campos não tem condições para continuar, Janeiro de 2008

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Correia de Campos já contou várias vezes em público que terá dito a Sócrates, ao ser convidado para realizar reformas na Saúde, que não duraria mais de dois anos no cargo. Esta lembrança sai-lhe sem rancor, sequer ressentimento, antes se constituindo como uma agridoce consolação. Pelo menos, ele não se terá desiludido porque começou por não se iludir: tentar fazer o que Sócrates pretendia era arriscar uma vida muito curta como Ministro da Saúde.

Passado um ano da sua demissão, já era pacífico, ao centro, falar da racionalidade das suas medidas, as quais se constituíam como um bondoso e eficaz equilíbrio entre a alteração da lógica de custos e a qualidade do serviço prestado. Contudo, Sócrates não resistiu à acção concertada de toda a oposição, mais Cavaco, mais a exploração sensacionalista e engajada da comunicação social, mais uma parte do PS em desforço contra um secretário-geral que não pretendia ser o amiguinho de tudo e de todos no Rato. Aliás, uma maioria absoluta no Parlamento não resistiu à sociedade, assim é que fica bem descrito.

Mas isso foi num passado que parece estar a um século de distância. Recordar a história de Correia de Campos e o seu sacrifício no altar dos poderes fácticos, do cinismo partidário e da cegueira ideológica é igualmente lembrar um tempo em que o Governo agia tomando em consideração os diferentes interesses que constituem a comunidade. E é, ainda, lembrar uma política que se propunha corrigir problemas nos gastos públicos dentro da matriz nascida do 25 de Abril e adaptada aos sucessivos ciclos políticos ao longo de 35 anos.

Perante a devastação económica e social causada por um grupo de oportunistas e fanáticos, vendo a sua pose que cada vez mais se parece com um desfile triunfal na cidade ocupada, e constatando como a sociedade é agora conivente com um plano de reengenharia cultural que tem no Tribunal Constitucional a sua última linha de defesa, podemos ter a certeza de estar a passar por algo que não compara com nada de que haja memória viva em Portugal. Os bárbaros nasceram entre nós.

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Sábias palavras

“Economia neoliberal pôs os pobres uns contra os outros.”

Em entrevista n’O Estado da Nação, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, Eugénio Fonseca dá como exemplo os “horríveis ataques ao rendimento social de inserção”, que foram aproveitados de forma populista por alguns sectores da política portuguesa, para mostrar como os portugueses mantêm preconceitos em relação aos mais pobres, mesmo num País em que ter os rendimentos de um emprego não significa viver acima do limiar da pobreza.

Fonte

Isto do endividamento é só rir

Passos, para além de ser o primeiro-ministro mais desqualificado da democracia, superando Santana Lopes em incompetência, é também um político sem qualquer escrúpulo como nunca tínhamos visto. Um dirigente partidário que mentiu em tudo o que disse, mandou dizer e deixou que fosse dito no chumbo do PEC IV, o qual afundou Portugal, e na campanha eleitoral. Depois de se abraçar ao pote, continuou a mentir sem parar. Uma das colossais mentiras que repete obsessivamente é a do Governo PS ter endividado o País por causa de obras faraónicas e políticas eleitoralistas, assim martelando uma ideia que se consolidou em parte maior da sociedade: os socialistas são irresponsáveis, ou corruptos, ou loucos, ou tudo junto, e foi exclusivamente por isso que tivemos de pedir ajuda de emergência em 2011. É, no fundo, algo que já conhecemos da esquerda pura e verdadeira, a bandeira do racismo ideológico – portanto, um instrumento discursivo ao serviço de radicalismos.

Aparentemente, uma pobre figura de gente e uma táctica tão chunga seriam facilmente contrariadas, desmontadas, denunciadas e punidas pela inteligência. Porque é um registo de estúpidos e para estúpidos. Mas nada disso se passa no Parlamento, tirando algumas nobres excepções com Pedro Silva Pereira à cabeça. O que se tem visto nesta legislatura são variações do que este pedacito acima do debate mostra. De um lado, um líder da oposição que é tão frágil que chega a causar vergonha alheia, sendo confrangedor ouvi-lo a largar vacuidades que nem a própria bancada tem estômago para aplaudir. Do outro, um ser a quem saiu a taluda, pois faz à comunidade o que ninguém, nem na direita conservadora, julgava possível que fosse feito. E fá-lo sem contestação popular nem riscos políticos. Daí o seu ar de satisfação, o rosto risonho com que reduz ao estatuto de palhaço o secretário-geral do PS.

E faz sentido. Esta ópera-bufa obedece a uma lógica interna. Atente-se no modo como Seguro assume o discurso de Passos sobre o endividamento, o qual é um discurso contra o PS e contra o Estado social para além de ser a retórica com que tenta abafar as responsabilidades passadas e presentes do PSD na situação do País, e chega ao ponto de se sair com esta frase de arrebimbomalho: “O senhor também ficará conhecido como o campeão do endividamento da dívida pública.” O subtexto é delicioso, a avaliar pelo prazer que a expressão facial de Seguro e Passos revela. Eles estão divertidos. O tópico do endividamento, e as bocas sobre quem é afinal o seu campeão, ou campeões, provoca uma risota pegada a estes dois comparsas que já levam dois anos e meio a gozar com o pagode.

O nosso homem Gillette

Não há forma de fazer consolidação orçamental sem afectar salários e pensões. Para Pedro Passos Coelho, esta afirmação é uma evidência e, numa entrevista publicada nesta terça-feira no Jornal de Negócios, defendeu que “não é possível diminuir de forma sustentada a despesa do Estado sem mexer em salários e pensões”. Contudo, o primeiro-ministro salienta que a descida dos ordenados, que o Fundo Monetário Internacional tem vindo a defender, já foi “muito forte” entre 2011 e 2012 — cerca de 11% de queda, de acordo com dados do Banco de Portugal — e a hora é de investimento.

Passos Coelho diz que não é possível diminuir a despesa do Estado sem mexer em pensões e salários

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Passos tem absoluta razão. Consolidações orçamentais para economias como a portuguesa consistem nalguma forma de reordenamento dos valores e dinâmicas de crescimento dos salários e das pensões, a que se podem e devem acrescentar outras dimensões dos gastos públicos, evidentemente. O registo da notícia, contudo, não se fica pela evidência da evidência, igualmente se sugere que Passos não quer ir mais além, mas que o terrível FMI continua a insistir no castigo. Para Passos, neste Outono-Inverno de secura extrema, é tempo da chegada das nuvens, ou nevoeiro, do investimento – isto é, “há limites para os sacrifícios” – tal como, de resto, já tinha sido anunciado pelo genial Vítor Gaspar algures no princípio do ano, assim se provando que o Executivo é coerente e tem um plano bem montado para os discursos dos seus ministros. É por isso que Governo, PSD, CDS e Presidente da República farão uma enorme festa quando os troikanos se forem embora para nunca mais voltarem. O pesadelo terá acabado.

Esta entrevista gerou menos reacções na sociedade do que aquelas que o movimento do alcatrão na mais longa experiência do mundo gera nas moléculas de ar circundantes. Todos estarão a concordar, até por ser assim para o aborrecido discordar do óbvio, ou já ninguém liga ao homem. Seja como for, ele vai estar esta noite a ser entrevistado por dois dos nossos mais consagrados jornalistas políticos, Judite&Paulo. O que também pode ser um sinal de que a recuperação está mesmo aí, posto que estamos perante sósias ideológicos que têm manifestado sem vacilar o seu apoio ao Pedro e fica como um luxo estar a duplicar as caixas de ressonância. Apesar de mais esta evidência, vou aqui deixar uma pergunta, só uma, que fatalmente não irá ser posta pelo tandem perguntador. E que reza assim:

Tendo em conta que o Governo de Sócrates começou a adoptar medidas de austeridade logo em 2005, com excelentes resultados económicos e sociais até às crises, e que Passos chumbou a continuação dessa política alegando que a culpa dos problemas mundiais e europeus era exclusivamente do PS, por um lado, e que era preciso parar com a sangria fiscal e cortar nas gorduras de Estado e não na economia, pelo outro, chegando ao ponto de rotular como “disparate” a previsão de que cortaria nos subsídios caso fosse escolhido para primeiro-ministro, e tendo em conta que o Governo que dirige é o responsável pelo maior aumento de impostos na História da democracia, a que se acrescenta a redução drástica e sistemática de apoios sociais e o falhanço em todas metas a que se propôs ao assinar o Memorando, com que cara é que faz a barba de manhã?

É a imagem do ano

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E diga-se que, muito provavelmente, o rosto cerrado da Michelle não se explica pelo entusiasmo radiante da valquíria, antes pelo simbolismo niilista de se estar numa cerimónia fúnebre tão embriagado de narcisismo que nem o decoro inerente ao estatuto institucional dos foliões e da ocasião foi suficiente para impedir a fruição pulsional.