Até há relativamente pouco tempo, uma sondagem que apresentasse um número de indecisos superior a 10 por cento não era levada muito a sério. Nesta campanha, o número de indecisos passou a ser irrelevante. Ontem, na CNN, no fim de apresentar as projecções para hipotéticos cenários de segunda volta, o jornalista afirmou com toda a descontracção que 50 por cento dos inquiridos tinham admitido alterar o sentido de voto. 50 por cento?! Que raio de valor tem o tal inquérito? Ora, para os comentadores, é como se se tratasse do resultado oficial das eleições. E, por estranho que pareça, os próprios candidatos também não as desvalorizam com muita veemência. Se os resultados eleitorais confirmarem as projecções relativamente ao taralhouco do Cotrim de Figueiredo até eu me renderei a estas magníficas empresas.
Posto isto, por exclusão de partes, irei votar em Gouveia e Melo. Caso se confirme a necessidade de uma segunda volta, gostaria que o confronto fosse entre ele e o Seguro. Voltaria a votar nele.