«A reforma Rio mais não é do que o controle político da Justiça, tal como a ascensão da violação do segredo de justiça a problema do regime significa a promoção da opacidade e cidadãos menos informados»
Especialista em criminosos socialistas ainda à solta
Há jornalistas, comentadores e seres como o Ricardo Araújo Pereira que ganham muito dinheiro aproveitando crimes cometidos por magistrados e polícias, alguns fazendo carreira disso. Luís Rosa é um dos mais activos neste grupo, daí não ser estranho vê-lo a atacar quem ataque esse tipo de criminalidade. É que poderá perder o ganha-pão, ou deixar de aparecer tanto na pantalha. Tal como não é estranho que esta figura seja fã de Joana Marques Vidal e de Sérgio Moro, modelos de justiceiros com troféus gigantes no currículo. E modelos de agentes da Justiça sem embaraços em permitir abusos sobre os direitos dos alvos.
Na citação acima, temos a lógica criminosa a funcionar. A tal “reforma Rio”, aqui denunciada como maligna, a existir teria sempre de cumprir todos os trâmites constitucionais e legais, muito provavelmente indo sendo adaptada política e tecnicamente ao longo de um complexo, moroso e finalmente legítimo processo de aprovação na Assembleia da República. Ou seja, seria mais um fruto da democracia, não carecendo pois de ser consensual para ser eventualmente benéfica para os cidadãos. Já a “violação do segredo de justiça” é sempre danosa, em nada se relacionando com matérias de informação ou falta dela. Quem viola o segredo de justiça actua de forma arbitrária, perversa, oculta, com vista a um ganho próprio que não é legítimo e que causa gravíssimos danos às vítimas e à sociedade.
O criminoso inverte a argumentação porque é do seu interesse que continue a existir uma prática criminosa que lhe dá vantagens. E isso é essencialmente político, no sentido primário e brutal de interferir com os recursos estruturantes da comunidade. Por exemplo, quando se manda a polícia fazer uma escuta legal (já para não falar das que são feitas ilegalmente), o produto da escuta tem potencialmente um valor, e um alcance, político que transcende as capacidades dos partidos e demais organizações políticas na República. Logo, estar a usar essa escuta, de uma forma manipulada por carecer de contexto e enquadramento jurídico, para criar fenómenos sociais de difamação e calúnia é uma arma de arremesso político de extrema eficácia e extrema violência.
O facto de Luís Rosa não ter pudor em defender ser este tipo de crime um serviço de informação ao público não expõe só a sua depravada deontologia, igualmente deixa o retrato de uma direita decadente. Decadente por lhe ser tão fácil preferir o crime à honra, à inteligência e à coragem.




