Exemplos do reconhecimento e crescente institucionalização da blogosfera como legítimo canal de exercício político, com acrescidas vantagens face aos espaços da comunicação social profissional quanto à publicação, extensão, organização e expressão dos conteúdos:
Abrupto – Pacheco Pereira continua a sua patética cruzada contra a propaganda do Governo – sem definir os critérios de aferição, sem ter currículo na matéria, sem convencer nem interessar – e atinge níveis inacreditáveis de fragilidade argumentativa. Azeredo Lopes responde-lhe com amor, num misto de raspanete para com as grosseiras faltas de honestidade intelectual e de ternura e santa paciência para com a genica do puto. Claro que o nosso Pacheco está-se já a marimbar para as figuras que faz, a sua viatura há muito que perdeu os travões. Só lhe resta aproveitar o tempo para fingir ser um louco ao volante, antes do choque com a realidade.
Blasfémias – Estrela Serrano escreveu a Gabriel Silva como se ele fosse uma entidade jornalística, ou política, de referência. O seu texto tem o mérito de ter sido escarrapachado à pressa e de forma emocionada. Isso resulta em passagens hilariantes, que se agradecem. Mas o que mais importa realçar é a ingenuidade de uma figura como a Estrela Serrano, notoriamente a cometer erros de principiante na relação com as putas velhas dos blogues. Isso, para mim, é um excelente sinal: assinala a disponibilidade para o diálogo e para a democracia. Foste o céu na terra, Estrela.
Câmara Corporativa – Eduardo Cintra Torres é um caso clínico, na melhor das hipóteses. O que se pode ler na sua correspondência com Miguel Abrantes assusta, tal a distância com a sensatez. Não se imaginaria tanta arrogância bronca a alguém com o seu trajecto mediático. Veja-se um exemplo:
O artigo de António Ribeiro Ferreira no Correio da Manhã referia factos que não foram desmentidos. Este governo tem repetidamente desmentido factos em artigos na imprensa, sejam eles de informação ou de opinião. Mas neste caso não houve qualquer desmentido, pelo que tomo os factos referidos como verdadeiros.
Deve ser isto, suspeito, a tão falada lógica da batata: se ninguém desmentiu, é verdadeiro. E depois é só cortar às rodelas ou em palitos.










