Nós temos um Paulo Sérgio, o Olhanense tem um Paulo Sérgio e tu queres manter um Paulo Sérgio na equipa por tempo indeterminado. Isto são factos.
Muito bem, é trocar.
Não sei, porque nunca me aconteceu, mas suponho que deva ser tramado: passar meses, anos, numa desvairada campanha de assassinato de carácter, num constante boicote ao Governo apenas porque estão lá os outros, num berreiro imparável contra a colossal inépcia e irresponsabilidade de Sócrates, declarar todos os dias que o abismo onde Portugal se afundará chega amanhã, e depois termos de nos levantar, ir ao banho e ao papo-seco, sair à rua e enfrentar esta sondagem nos idos de Setembro. Terrível, não gostaria nada que me acontecesse.
Claro que os zerinhos não o vão entender, nem ficando a tentar explicar até que o Estoril-Praia ganhasse a Champions, mas aqui segue por descargo de consciência: se Sócrates é tão mau como vocês o pintam, se é esse monstro de incompetência e corrupção, talvez esteja na altura de reconhecerem que há mais onde ocuparem o vosso tempo sem ser a coleccionar humilhações desta magnitude.
Portugal, decididamente, não merece o vosso titânico esforço, a vossa admirável inteligência e, acima e antes de tudo, a vossa salvífica verdade.
O nosso amigo GiróFlé, companheiro de longa data e de vários carnavais, fez um comentário ao seu estilo: sulfúrico, irrelevante, alucinado e divertido/patético (riscar o que não interessa). O típico espasmo gerôntico, injecção de cinismo calejado, que ajuda a suportar os dias (os dele). A essa prosa respondeu o nosso amigo José Albergaria, sempre com contributos que acrescentam informação e ideias, que suscitam discussão e pensamento.
Ora, a blogosfera é precisamente o resultado dinâmico, mas poucas vezes dialéctico, destas duas polaridades, a egoísta e a altruísta. Aceitar a inevitabilidade da primeira e a raridade da segunda, eis o caminho da sabedoria digital.
A possibilidade de entregaram a Selecção ao Paulo Bento é funesta, o nome de Humberto Coelho é grotesco e a sugestão de Luis Aragonés é causa atendível para defenestrar alguém.
Os únicos nomes que se admitem para substituir Queiroz são estes:
– Carlos Carvalhal – Estava a conseguir fazer um bom trabalho após ter descoberto que podia obrigar Adrien e Pereirinha a jogarem futebol, mas depois chegou Costinha e deu cabo da equipa.
– Manuel José – É o Rei de África. Um autêntico mister. Seria a sua merecida despedida da carreira.
– Quinito – O treinador ideal para equipas em piloto automático.
A endémica impotência do PSD, incapaz de sequer apresentar ideias que justifiquem uma discussão com fogareiros, devia ser alvo de estudos académicos. Donde vem? Os 10 anos de Cavaquismo, e suas múltiplas fortunas rápidas e crescentes, será causa fatal – tanto mais por se ter montado uma estrutura financeira e económica de suporte a esse intrincado tecido social laranja, a qual se prolongou pelos 13 anos seguintes: a SLN e o BPN. Um dos prováveis efeitos da abundância material é o de criar lassidão e nojo nas gerações seguintes, faltando berço. Os que nascem na abastança resultante das benesses do Poder, esses novéis filhos-família, sofrem de amnésia filogenética, acreditam em milagres a crédito. Por essa razão, não há sangue novo no actual PSD, não aparecem talentos. Os que nasceram nos anos 70 e 80, nas tribos que se deram bem no Cavaquistão, foram para as melhores escolas, encheram a pança de prazeres dispendiosos e estão agora em condomínios fechados, ou no estrangeiro, a maldizer a piolheira pátria a partir dos seus rendimentos anafados. Resultado: os novos recusam a política, que consideram suja e perigosa, e os mesmos continuam na mesma. E assim nos vimos em 2008 e 2009 a ter de suportar a miséria ética e política de Ferreira Leite, Pacheco Pereira e Cavaco Silva – figuras que têm décadas de gasto, são consortes da situação.
Continuar a lerNozes e escorbúticos
Este é o cardápio inicial, de que destaco a entrevista com Manuel Graça Dias.
Ao longo das semanas seguintes, novos conteúdos serão acrescentados.
Não há golo mais divertido do que aquele que nasce de um pontapé do guarda-redes contra os adversários. É tão divertido que nem precisa de acontecer para causar risota, basta que o guardião comece a inventar com pontapés marados ao deixar aproximar os avançados. A partir do momento em que se atrapalha, mesmo que não sofra golo, as bancadas ficam em alta excitação sempre que se antecipa novo disparate. Que tal tenha acontecido a Portugal, neste jogo que se dizia imperdível, e pelo estupendo Eduardo, é de ir às lágrimas.
A gargalhada maior, contudo, não está na equipa técnica que ataca os jogadores e não sabe o que fazer com eles em campo. A gargalhada maior foi ver a Noruega a correr à procura do segundo golo e a manter a cabeça fria até ao fim, chegando a dar bailarico nos últimos minutos. Isso, sim, dispõe bem e dá vontade de abraçar umas risonhas norueguesas para festejar a magnífica vitória.
A fotografia dá-se muito bem com o digital e o ecrã, e esta maravilha não me deixa mentir.
Desde que Barroso deu de frosques na 1ª oportunidade, depois de ter andado anos a proclamar ser seu destino governar Portugal, que o PSD está sob o jugo da maldição barrosã: todos os presidentes seguintes não duram mais de 4 meses. Veja-se:
Santana – Assume a liderança do partido e do Governo em Julho de 2004, 4 meses depois é anunciada a dissolução da Assembleia da República.
Mendes – Foi eleito presidente em Abril de 2005, 4 meses depois já estava sob aberta contestação de Menezes.
Menezes – Subiu ao poleiro em Setembro de 2007, 4 meses depois o galaró era tratado como galinha tonta pelos próprios correligionários.
Manela – Entra em Maio de 2008, 4 meses depois dava início a um inolvidável ciclo de bacoradas e desastres políticos.
Passos – Conquista a glória em Março de 2010, 4 meses depois foi atingido por um calhamaço da Constituição e desapareceu em combate.
Vários investigadores têm procurado explicar a duração e a constância da maldição. Porquê 4 meses? E até quando vai durar? As respostas são insatisfatórias, os especialistas declaram o seu desnorte, correndo a lenda de que só quando o Pacheco se candidatar à presidência do PSD as coisas venham a mudar – para pior, claro, mas a mudar.
Com esta tese, Capoulas Santos aplica um duplo Koshi-Guruma na alucinada e vil estratégia da verdade, deixando Cavaco e Passos estatelados num só movimento.
O PSD é um adversário tão patareco que até um mui discreto ex-Ministro da Agricultura chega para o arrumar sem esforço.
Bem-vindo, Lenine
Uma crise que, apesar das intensas manobras de propaganda e das tentativas de reabilitação da ideologia dominante, nos mostra que o sistema capitalista contém em si mesmo a crise, trazendo para a ribalta da reflexão política e ideológica a actualidade e validade das teses fundamentais do marxismo-leninismo sobre o funcionamento do capitalismo.
Jeovás e comunistas, os mesmos sinais do fim do mundo
Muitos de vós estarão decerto relembrados dos discursos que marcaram o ano de 2009. Falava-se muito de “mudança” e do “diálogo”. Foi o tempo, que alguns parecem agora fingir não ter vivido, do Prémio Nobel para Obama e das promessas esfarrapadas da paz mundial e do fim do unilateralismo. O Mundo ia mudar, dizia-se…
Aqueles que tanto criticaram o PCP quando afirmámos a necessidade de confirmar com os factos esses elaborados discursos, que falem agora! Que falem e nos digam o que pensam da profusão de focos de tensão em todo o Mundo.
Processos revolucionários em curso, o imperialismo está condenado
Nesta e em todas as lutas que contribuam para travar o passo ao imperialismo que nestes tempos parece todo poderoso mas que, como a realidade demonstra, não tem as mãos totalmente livres e se confronta com a resistência e luta, seja no Médio Oriente e Ásia Central, aqui na Europa ou na América Latina onde os povos protagonizam processos revolucionários de afirmação da sua soberania e independência e se lançam na construção de novas avenidas da esperança e do futuro.
Um país que se degrada desde 25 de Novembro de 1975
O rumo que o país segue é o da degradação da democracia política, da democracia económica, social e cultural que se reflecte e atinge todos os domínios da nossa vida colectiva e subverte o próprio regime democrático.
Com o PCP, acabam os recursos
Mas também é justo reconhecer que no caso Casa Pia foi feita justiça ao fim destes longos anos, o que é bom para a justiça e sobretudo para as vítimas deste processo que viram condenados como criminosos os seus agressores.
Um partido cercado
A cada medida, a cada investida que vise esmagar os interesses populares é preciso responder, levantando a cabeça, tomando nas mãos a luta, as pequenas e as grandes lutas, rompendo o cerco das injustiças, para passar à ofensiva!
PCP candidata-se à Presidência
É por tudo isto que a candidatura do PCP, assumida e bem pelo camarada Francisco Lopes, emerge com redobrada actualidade e importância.
O partido único
O PCP é um partido de confiança, que está na linha da frente dos grandes combates que hoje se travam, que analisa e denuncia corajosamente a situação e os problemas, o único que mobiliza, organiza e dá confiança à luta dos trabalhadores e do povo.
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As the gap between the rich and poor in our society grows – as it has been growing – this divide will only get greater. Crossing over will not only be more difficult to accomplish economically, it will be harder for us to project ourselves imaginatively across it. The rich will not get the point of extending unemployment insurance, and could even easily talk themselves into believing that such a helping hand might make workers lazy. The poor will get bitter about the tax cuts the rich keep insisting will trickle down benefits for all.