De gargalhada

Não há golo mais divertido do que aquele que nasce de um pontapé do guarda-redes contra os adversários. É tão divertido que nem precisa de acontecer para causar risota, basta que o guardião comece a inventar com pontapés marados ao deixar aproximar os avançados. A partir do momento em que se atrapalha, mesmo que não sofra golo, as bancadas ficam em alta excitação sempre que se antecipa novo disparate. Que tal tenha acontecido a Portugal, neste jogo que se dizia imperdível, e pelo estupendo Eduardo, é de ir às lágrimas.

A gargalhada maior, contudo, não está na equipa técnica que ataca os jogadores e não sabe o que fazer com eles em campo. A gargalhada maior foi ver a Noruega a correr à procura do segundo golo e a manter a cabeça fria até ao fim, chegando a dar bailarico nos últimos minutos. Isso, sim, dispõe bem e dá vontade de abraçar umas risonhas norueguesas para festejar a magnífica vitória.

10 thoughts on “De gargalhada”

  1. Desculpa, mas…

    Escreveste Eduardo?

    Não era o Ricardo???

    Só mais uma para a fogueira…

    O Queiroz esqueceu-se de activar o roaming e não pôde telefonar ao “piloto automático”.
    Resultado:

    Hugo Almeida jogou os 94 min.

    Prá semana, de tanto cansaço, deve anunciar o fim da carreira.

  2. O «professor» parecia conseguir tudo. No Sporting conseguiu afastar o director do Estádio porque precisava do seu gabinete para os adjuntos dele – professor. Na África do Sul conseguiu fazer obras sumptuosas num hotel mas não foi ele que pagou. Safa!

  3. Os detractores de Scolari que falem agora. Por onde anda Pinto da Costa, Rui Moreira e tantos outros. Se isto acontecesse na era Scolari caía o Carmo e a Trindade. Eram jornais e telejornais a noticiar em primeira página. Ao que chegou Portugal em dois anos. Descemos do céu ao inferno. É disto que muitos gostam. Carlos Queirós também não se precaveu, a primeira coisa que fez quando se tornou seleccionador Nacional foi ir ao estádio do Dragão como convidado dando a entender que ia ser diferente de Scolari. É evidente que cada um tem a sua maneira de pensar ou agir mas ir-se tornar refém de presidentes de clubes e agentes de jogadores é um erro e esse erro paga-se caro. Diz-me com andas dir-te-ei quem és. Há pessoas que em tudo que tocam tudo estragam. O trabalho e despesas que se teve para se chegar onde se chegou e de um momento para o outro tudo se destruiu.

  4. Não percebo nada do assunto, mas se o problema do nosso futebol é o Queiroz, que o mandem embora, mesmo com indemnização, porque ainda vamos a tempo de ser campeões do mundo. Não acham?

  5. Val, qual é a ideia da nova versão mobile do Aspirina? No meu Android, pelo menos, não funciona nada bem. Carrega, mas é muito mais pobre do que a anterior. É definitiva?

  6. A verdade é que para além de todos os erros acumulados, e alguns azares (jogadores fulcrais lesionados, por exemplo), nós não temos actualmente (com excepção talvez do CR) jogadores com qualidade que permitam formar uma selecção que dê um mínimo de garantias. Preparemo-nos para uma travessia do deserto nos próximos anos e não nos admiremos de equipas como o Chipre e Noruega nos bater o pé. Isso vai acontecer muitas mais vezes, seguramente.

  7. Tem razão o “FV”, ao contrário de “Manuel Pacheco” (que muito respeito nas suas crónicas anteriores, mas que aqui está, me parece, a ser além de “saudosista”, muito redutor). Os dados actuais, não são, nem de perto nem de longe, iguais ao do tempo do “sargentão” (e como dizia alguém ontem: “… à falta de um Capitão, um Sargento qualquer faria as suas vezes…). Isto não inibe a crítica que também subscrevo, de que ontem e no anterior jogo a Selecção nem tinha rumo nem tino e o Sr. carrancudo que pretensamente os dirigia, esteve ausente e bastava ver que no jogo de ontem nem sequer esgotou as substituições, quando, p.ex. tinha no banco um jogador mais rodado para o meio campo do que os que estavam (?) em campo (no parecer do Manuel Pacheco deveria ter sido o Pinto da Costa que telefonou ao C.Q., ou ao Agostinho, para não meter o Moutinho, para o poupar para o jogo de Sábado!!!, tal como aconteceu com o Liedson ou ausência do Fábio Coentrão – que tem de jogar na Sexta-Feira e na Terça…). É preciso intuirmos que enquanto as equipas portuguesas tiverem a jogar somente um ou dois jogadores de nacionalidade portuguesa e não se apostar na formação, a nossa Selecção irá, forçosamente ressentir-se. Lá porque existem espalhados pelo mundo inteiro 15 ou 20 bons futebolistas não se cria uma boa equipa. Teremos de nos lembrar o que foram as “espinhas dorsais” do Benfica, em 66 e as do F.C.Porto, em 2004 (salvo erro…) e assim se ganha uma equipa (que não quer dizer que se ganhem todos os jogos).

  8. Gosto de críticas e sei ver quando são feitas com respeito e moderadas como é o caso de Margarido Teixeira. Sabe que só houve respeito e algum êxito – excepto a era de Humberto Coelho – quando Scolari tomou conta da selecção. Podia ter feito mais? É natural. Mas o que fez foi o bastante para nos orgulharmos da nossa selecção e da nossa condição de ser Português. Repare no que acontece neste momento.
    Sobre João Moutinho posso pôr a pergunta ao contrário. Enquanto jogador do Sporting e no último mundial porque não foi seleccionado? Quantos jogadores jogavam em clubes de segundo plano e não eram seleccionados? Rolando quando estava no Belenenses só era convocado para os sub 21. Foi para o Porto passou a ter lugar cativo. Beto guarda redes do Porto, ao serviço do Leixões, veja as vezes que foi seleccionado? Deram o Helton como lesionado para ele ser titular e foi logo seleccionado. Em contrapartida Quim que era titularíssimo não o foi. Acha alguma razão para que não fosse seleccionado? Queirós deu como desculpa a idade. A Itália com um guarda-redes quarentão foi campeã do Mundo.
    Bebé foi para o Manchester e teve logo lugar na selecção dos sub 21. Não acha coincidências a mais? Há uns anos tinha por hábito ver as camadas jovens do meu clube e o que verificava é que os pais, avós, irmãos e restante família iam para os jogos reclamar porque motivo o seu familiar não era titular. A partir disso deixei de fazer parte da assistência porque não concordava com este tipo de comportamento e acho que o futebol não é isto. Veja quem anda de volta da selecção e verifica que empresários dos jogadores, presidentes de clubes e outros, são visitas assíduas. Porque motivo após a derrota de Portugal frente à Grécia na final do Europeu de 2004 foi aberta uma garrafa de champanhe em casa de um presidente de um clube.
    São só interesses e quando os jogadores fazem parte da selecção a sua cotação sobe. Por isso é ver as bichas de pinheiros em volta da Federação. Por alguma coisa é. Em pequeno diziam que se olhássemos para a bicha do pinheiro fazia-nos doer os olhos é pena não acontecer o mesmo a estes.

  9. Repare Manuel Pacheco, não quero entrar em confronto clubístico consigo, muito em especial se tratando da selecção. Todos nós (mais ou menos) temos historinhas para contar e vê-mo-las sempre, ou quase, com os olhos das cores que defendemos e, por isso, dou de barato, tudo quanto me disse relacionado com essas “historinhas da carochinha”.
    sobre a tão propalada “autoridade” do Scolari eu direi que nunca gostei de “musculados” (não gosto nada de “restling…). Gostaria (??? – livra…) de o ver agora a pegar na Selecção e fazer o que fez (apesar de dever ter feito melhor, como se impunha…). As condições são diferentes e para situações diferentes, soluções diferentes. Igual opinião e muito mais válida do que a minha (ou melhor dizendo, muito mais credível…) por vir de quem vem é a do Tony (que para si deverá ser uma referência, penso…), que ouvi hoje a referir o mesmo.
    Não ignoro a influência que os empresário têm nesta grande bagunça que é a Federação… não ignoro, também, que as grandes marcas de equipamento têm na mesma, que, ao que se diz impõem que determinado jogador que não usa o equipamento X não possa jogar, etc… só que eu não quero lembar-me que isto sempre foi assim, o que eu desejava é que fosse dado um murro na mesa e se pudesse terminar com tudo isto e por tal poderemos bater-nos aqui , embora com a nossa insignificância face a esses poderosos lobies. Cumprimentos.

  10. O que Toni disse também ouvi e não me admira nada. Os treinadores portugueses são corporativistas e tudo que o não é nacional é de criticar. É mais difícil construir do que destruir. Queirós destruiu tudo. Nisso, Toni, Carlos Queirós e tantos outros são peritos. Pelo que ouço o problema é de não haver jogadores de referência mas para mim é de falta de comando. Lembra-se de Mourinho no Benfica? Veja o que Toni fez a seguir. Lembra-se dos jogadores da União de Leiria e do F. C. Porto na era de Mourinho?

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