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Gente honrada é outra coisa

O programa que agora deixamos à apreciação e ao escrutínio dos Portugueses resiste a
qualquer teste de avaliação ou credibilidade. Tudo o que nele se propõe foi estudado,
testado e ponderado. Consequentemente, as propostas nele contidas são para levar a
cabo e as medidas que nele se apontam são para cumprir. Também nisso queremos
ser diferentes daqueles que nos governam e que não têm qualquer sentido de respeito
pela promessa feita ou pela palavra dada. Assumimos um compromisso de honra para
com Portugal. E não faltaremos, em circunstância alguma, a esse compromisso.

PROGRAMA ELEITORAL PSD 2011

Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Isto de Portugal ser governado por dois proscritos do tandem Manela-Pacheco, e essoutro casal exibir diariamente o seu obsceno desprezo pelos portugueses, é um retrato fiel do que é a direita partidária, mas também do que é a imprensa (ou sua inexistência) e o eleitorado (e suas fragilidades).

Contudo, porém, todavia, nada se compara ao que acontece nesta legislatura na liderança do PS. Porque dos que têm maior responsabilidade esperamos mais e melhor. E numa democracia a responsabilidade maior é sempre da oposição. Numa democracia a responsabilidade primeira é sempre dos democratas.

Eis como os melhores chegaram e permanecem na vida pública

“Só o desespero é que pode levar a uma situação em que o engenheiro José Sócrates apresente falsidades, seja desonesto no discurso que assumiu. É grave. De um primeiro-ministro espera-se seriedade”, afirmou o dirigente social-democrata.

“Olhos nos olhos temos que dizer que não é aceitável que o engenheiro José Sócrates diga falsidades e seja desonesto como foi no discurso que hoje assumiu”, salientou.

“Portugal não pode continuar com um governo que seja insensível nas questões sociais, que não olhe para os mais desfavorecidos, que não tenha soluções para os problemas. Este tipo de discurso é um discurso gasto de um primeiro-ministro que obrigou à vinda do FMI e do Fundo Europeu porque não foi capaz, ao contrário do que a Espanha fez há um ano atrás, de tomar decisões”, frisou.

Para Miguel Relvas, José Sócrates é o “problema” e, por isso, considera que a grande questão que se coloca aos portugueses é de saber se quer um primeiro-ministro “que está há seis anos e meio em funções, aumentou o défice, o desemprego, a dívida, a pobreza em Portugal”.

“Vamos criar condições para que depois de 5 de junho, com um governo abrangente, se permita que os melhores estejam na vida pública”, frisou.

Fonte

A chantagem como única estratégia, foi isto que elegemos para nos governar

Salientando que não é possível continuar a olhar para o Estado de “forma passiva”, Passos Coelho afirmou que para Portugal se livrar da troika e viver no futuro sem precisar de pedir mais resgates, e sem ter o atual nível de impostos, é preciso reformar o Estado e as suas políticas públicas.

“Alguém que pense que pode chegar às responsabilidades sem dizer ao país como vai governar e resolver os problemas, cavalgando apenas a insatisfação ou dificuldades, esse nunca inspirará confiança dos portugueses para governar”, salientou.

“Até junho de 2014 – que é como quem diz daqui a ano e meio – teremos cumprido o memorando de entendimento, não precisaremos mais de ter cá a troika, nem precisamos que a troika ponha cá mais dinheiro”, afirmou, Pedro Passos Coelho, no encerramento do XX Congresso Regional do PSD/Açores em Ponta Delgada.

É fazer as contas

Consoante o estatuto intelectual do protagonista, o queixume contra o modo como a socialização ocorre na Internet – com o seu intrínseco anonimato e a sua altamente provável violência verbal – tanto pode aparecer como manifestação de crassa ignorância ou como exibição de ridículo preconceito. Desde os anos 80, pelo menos, que se estudam os efeitos psicológicos e psicossociológicos da comunicação por computador e a literatura respectiva tem crescido exponencialmente à medida da aproximação à ubiquidade no acesso aos canais digitais.

Donde, ver em 2013 a desamparada Samsung a desperdiçar um enorme sucesso mediático é um pináculo da estupidez. Aquilo que a marca tinha entre mãos era só o maior sonho de qualquer peça de comunicação nas redes sociais: um escândalo. Os escândalos são raríssimos, especialmente quando envolvem empresas comerciais. E são raríssimos porque não existe nenhuma fórmula para os obter, escapando a todos os cálculos dos profissionais publicitários. Neste caso, ainda por cima, o escândalo em causa em nada prejudicava os produtos ou serviços da marca, era completamente lateral à sua actividade comercial. Perfeição absoluta.

Calhando a Samsung ter tido um decisor culto em marketing digital, jamais teria retirado o vídeo da Pépa Xavier, muito menos teria pedido desculpas. Precisamente ao contrário, trataria era de telefonar logo para a sua instantânea vedeta e marcariam nova filmagem. Em poucas horas, a Pépa voltaria à carga, agora com o país mediático aos seus pés. Diria que tinha ficado sensibilizada com a reacção de tanta e tão boa gente, pelo que ia aceitar a oferta da Samsung para se leiloar uma mala Chanel, a tal. E para onde é que iria o dinheirinho recolhido? Para um grupo acabado de formar que jurava lutar para tornar inconstitucional o abate do cão Zico.

Resultado? Durante algumas semanas, ou meses, a Samsung ganharia em notoriedade à Coca-cola e ao Cristiano Ronaldo. Juntos.

Revolution through evolution

Racial Essentialism Reduces Creative Thinking, Makes People More Closed-Minded
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Psychological Common Ground Could Ease Tensions Among Those With Different Religious Beliefs
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Surgical “Never” Events Happen Nevertheless
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Cognitive Benefit of Lifelong Bilingualism
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Being Bored at Work Can Make Us More Creative
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Eliminating Useless Information Important to Learning, Making New Memories
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Which Study Strategies Make the Grade?
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Does Constant Googling Really Make You Stupid?
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Experts Aim to Redefine Healthcare and Research Ethics

Parem as rotativas: jorra dinheiro do buraco das PPP

O ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou hoje que o Estado tinha em 2010 um saldo positivo de cerca de 460 milhões de euros, contabilizados os pagamentos e recebimentos futuros em todas as 36 parcerias público-privadas (PPP).

“A diferença de pagamentos e recebimentos futuros era favorável ao Estado na ordem dos 460 milhões de euros com referência a 2010”, disse hoje Teixeira dos Santos.

Na comissão de inquérito parlamentar às PPP, o antigo governante explicou que “aquilo que o Estado espera receber durante a vida útil das parcerias rodoviárias, ferroviárias e da saúde é superior aquilo que tem que pagar”.

O antigo governante defendeu que “o modelo permite de alguma forma repartir o encargo financeiro no tempo, alinhando a repartição do encargo financeiro com o usufruto dos benefícios económicos” bem como “a repartição do risco”.

“Aquilo que a evidência nos mostra é que os custos associados ao financiamento de projetos públicos, ao abrigo deste modelo, são francamente mais vantajosos do que se resultasse do investimento público direto”, declarou.

Ainda assim, Teixeira dos Santos recordou que o plano rodoviário nacional foi aprovado na Assembleia da República, em 1998, “por todos os partidos com assento na AR”.

Estado tinha saldo positivo de 460MEuro em 2010

Parabéns, portugueses

“Foi a rejeição do PEC 4 que precipitou a crise de financiamento”, afirmou hoje Teixeira dos Santos, na comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privados (PPP), em que acabou por fazer um balanço do período em que integrou o Governo de José Sócrates.

Questionado pelo PSD sobre as suas responsabilidades no estado das Finanças do país, como secretário de Estado do Tesouro do Governo de António Guterres e depois como ministro das Finanças de José Sócrates, Teixeira dos Santos recordou que “houve um programa, chamado PEC 4, que teria permitido ao país enfrentar as dificuldades que tinha na altura”.

O antigo ministro adiantou ainda que o Governo tinha um acordo com o Banco Central Europeu (BCE) que garantia condições de financiamento semelhantes às que neste momento estão a ser concedidas à Espanha.

“Rejeição do PEC 4 precipitou a crise de financiamento”

Singelo pedido à direita portuguesa

Transformámos alguns aspectos da nossa economia que sempre tinham sido obstáculos ao investimento e à criação de riqueza e que em muitos casos se mantinha fechada à participação de todos. Iniciámos um processo de reforma das estruturas e funções do Estado, um processo tantas vezes adiado, aqui como noutros países, mas que é agora inadiável, para nós como para os nossos parceiros europeus. Nalguns aspectos temos de continuar o trabalho que fizemos até aqui. Noutros temos certamente de melhorar, e noutros ainda haverá novas tarefas no futuro próximo. Mas há muito que não tínhamos um caminho aberto para fazer tudo isto, e uma oportunidade que é finalmente nossa para agarrar com ambas as mãos.

Passos, o Pedro

«Portugal no mundo hoje passa pela União Europeia. As ajudas financeiras permitem ao nosso país não se isolar na resposta à crise. A União é uma solução porque permite sair de uma situação difícil em articulação com os seus parceiros», frisou, acrescentando: «A crise é uma oportunidade para redefinir o rumo do país e da sua sociedade»

Durão, o Fugitivo

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A actual direita portuguesa, tanto por actos como por omissões, viu na crise uma oportunidade imperdível para alterar o projecto de sociedade que veio a ser construído com o consenso da enorme maioria desde o 25 de Abril de 1974. Em ordem a conseguir atingir esse objectivo, a primeira tarefa era a de anular a própria existência da crise na sua causalidade e usar os seus efeitos para derrubar o poder eleito. Foi assim que vimos Ferreira Leite – licenciada em Economia, em 1963, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG), obtendo ex-aequo os prémios de Aluno Mais Distinto do Curso, Aluno Mais Classificado do Curso de Economia e de Aluno Mais Classificado na Cadeira de Política Ultramarina – a carimbar a maior crise dos últimos 80 anos como um abalozinho. Seria porque estava a ser franca, honesta e verdadeira? Ou seria essa classificação o espelho exacto das suas capacidades cognitivas? O seu grande amigo Cavaco Silva seguiu idêntica metodologia, só se tendo dado conta de que alguma coisa estranha estaria a passar-se fora do reino após as festividades de 5 de Junho de 2011. E quanto ao PSD e CDS, nada melhor do que recordar as imorredoiras palavras do Moedas, um ser que tem inscrito por baptismo uma ofuscante vocação para nos falar de finanças e economia:

No seu entender, “assim que os mercados incorporem a informação de que o PSD vai respeitar as metas do défice, e fará tudo o que for necessário para que se cumpram essas metas até porque foi o PSD que sempre anda atrás do Governo para cortar, essas agências voltarão a dar credibilidade a Portugal”.

“Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o ‘rating’, não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses – ainda não se sabe quando haverá um novo Governo”, acrescentou.

Ora, a direita faz falta numa democracia. A direita tem direito às suas ideias, sendo que algumas delas são boas e outras até excelentes. O que não merecíamos da direita portuguesa era que entregasse o País aos credores para depois usar o exército estrangeiro contra os nativos. Isso é assim um bocadinho aborrecido. Especialmente quando os traidores que se prestam à tarefa são de uma incompetência colossal. Ao menos que tivessem mínimos de qualificação política. Ao menos que exibissem módico bom senso.

Agora, como sempre na História, está em causa a repartição dos recursos para a segurança e prosperidade da comunidade. Aproveitar uma crise sem precedentes no regime democrático e na memória dos vivos para impor alterações não sufragadas eleitoralmente é a sempiterna cobiça da oligarquia. Mas nesse caso, a vingar a corrente golpada que já fez alguns milhões de vítimas e pretende fazer mais, não se arranja nada melhorzinho do que a escória que o casal Passos-Relvas reuniu à sua volta?

Obrigados – escusam de se levantar – era só isto.

For Rodrigo Moita de Deus, with love

Não há melhor altura para revisitar este debate do que esta. Porque é lindo. É assustador. E é triste. É lindo, assustador e pungentemente triste conferir a honestidade, frontalidade e responsabilidade de cada um destes homens sabendo nós agora o que sabemos de ambos. Bastam os primeiros 5, ou os primeiros 10, ou os primeiros 15, ou os primeiros 20 minutos. E por aí fora até ao último segundo.