3 thoughts on “Não podemos concordar mais”

  1. isto é o exemplo de como o psd domina absolutamente a agenda mediática já há alguns anos. quando praticamente todos os jornais e jornalistas se atiravam esganiçados ao socras, quando havia aquele singular jornal de 6ª da tvi com a manela bocas (parce que agora virou esfregão usado sujo, queixa-se ela) com 45 minutos de impiedosa caça ao socras, fazer passar a mensagem de que havia asfixia democrática é mesmo reflexo de domínio total da agenda jornalística. e ainda continua. vejam só o caso da chamada reindustrialização do álvaro. o gajo tira a ideia dos ingleses (que acordaram agora para o facto da sua indústria ter quase desaparecido) e os seus spins transbordam os meios de comunicação com a palavra reindustrialização sem que um jornalistazeco qualquer se interrogue o que fez o álvaro ou o governo pela reindustrialização do país: que indústrias abriram recentemente, que investimentos internos ou externos ele catalisou, para além de ter contribuído, com soberba, para que a fábrica da nissan se fosse embora.

  2. ontem dei uma vista de olhos pelo jornal de noticias.fui ver qual era o corpo redatorial e para meu espanto,nao vi lá nenhum dos que passava a vida a malhar no governo socrates .as ferias no brasil de relvas com oliveirinha,estão a dar frutos. nota: um conselho para quem bebe cerveja: a cerveja sagres é genuinamente portuguesa até no nome, portanto bebe sagres, pois é a cerveja que está ao lado dos portugueses.este apelo surge no seguimento de varias intervençoes do dr.pires de lima,com criticas ao governo sobre minudencias como a forma de comunicaçao ao pais,não deixa de ser o maior apoiante do mesmo governo, e igualmente o maior reacionario nos seus argumentos contra o ps.a sua competencia tecnica foi questionada num brilhante debate na tvi 24 com joão galamba.portanto já sabes bebe sagres que é a cerveja da oposiçao

  3. Lisboa já está a arder?
    Tempo incerto neste meio de janeiro, quase chuva, ajuda a sentimentos de desconforto. Ontem via TV o Freitas encomendou a lápide do Primeiro, dando-lhe um título em concordância geral, “ O homem não tem ponta de saber ou jeito político”. Mário Soares tinha visto outra coisa (mas já confessou arrependimento). Sobre o adjunto Relvas disse o que não se diz do rafeiro do vizinho, “cheira mal este tipo ainda estar no Governo”. Faltou coragem para chamar louco ao número dois, o das finanças, mas andou lá perto. Lisboa está a arder? Ainda não, mas para lá caminha. O Freitas acredita, e eu também, que o tipo além de louco não gosta do país nem das pessoas, quer que elas sofram dos males próprios e alheios, e que paguem todos pela medida mais grossa possível. É uma convicção ajuizada de um homem em plena forma política. Pobre do Freitas se o ministro Gaspar o convoca para reformador do estado em que isto vai seguramente ficar. Será que o país já ardeu e nós não sabemos? É muito possível, mas faltam as provas, onde estão as cinzas? Gaspar garante que todos vão ter direito às suas cinzas e às alheias na justa medida da distribuição do PIB negativo que todos devemos. Lisboa não vai arder para já, afirma Vítor Bento, o sábio adjunto do Cavaco, mais conhecido por só dizer o óbvio. Os portugueses não podem arder pois não têm consciência de que podem arder mesmo. A consciência da crise? Como é possível esta gente ainda não se ter dado conta? Um país de gente sem tino que não sabe o dinheiro que não tem? É bem possível, eu também não me apercebo que me falta dinheiro, não tenho consciência, é isso. Estou muito mais descansado, vou esperar até ela aparecer, a consciência claro.

    Lisboa 16 de janeiro de 2012

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