Mas falhamos num dos aspectos mais básicos da vigilância costeira: a rede de radares. Os que existiam foram desligados. Os novos, ainda não chegaram. Neste momento, Portugal, que é um país de costa e de mar, não tem uma ferramenta essencial para vigiar essa área.
Editorial do DN
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A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da Guarda Nacional Republicana tem em operação 50 câmaras térmicas de longo alcance, distribuídas de forma a “blindar a costa”, garantiu hoje à Lusa fonte daquela força de segurança.
“A GNR evita divulgar alguma informação de caráter operacional”, para poder “atuar de forma discreta e intercetar os ilícitos”, e “tem de salvaguardar informação por questões de segurança”, acrescentou.
As câmaras “colocadas de modo discreto ao longo da costa”, em carrinhas e viaturas todo-o-terreno, possuem a “mesma tecnologia, inclusive da mesma marca, dos equipamentos utilizados pelos marines americanos no Afeganistão”, referiu ainda.
A UCC assegura a atividade operacional marítima com 20 lanchas, no âmbito do SIVICC da costa. São 12 Lanchas de Vigilância e Interceção e mais oito Lanchas de Fiscalização de Águas Interiores, o que permite àquela força de segurança controlar e fiscalizar todo o tipo de infrações no mar e nos rios, referiu a mesma fonte.
Além disso, a costa conta com um sistema de radar alternativo, complementado com unidades móveis, tendo o sistema antigo sido desligado porque não respondia, disse hoje à Lusa fonte do comando da Unidade de Controlo Costeiro da GNR.
“O sistema antigo tinha de ser desligado porque estava velho, e já não respondia, por isso está a ser instalado o SIVICC” e a “UCC da Guarda Nacional Republicana está a operar o VTS [do Ministério das Obras Públicas], como sistema alternativo”, explicou a fonte contactada pela agência Lusa.
Fonte
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A oposição seguiu, em fila indiana, o sensacionalista DN e afundou-se algures num local fora do alcance do radar da inteligência.