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Vara, o vilão nacional

Realmente, o que este cabrão anda a fazer ao País é inacreditável. Ele é suspeitas disto e daquilo, boatos, escutas, calúnias, processos, acusações. E agora, só porque está atrasado para um voo, atestados médicos literalmente à má-fila, assim prejudicando gravemente a população reformada e doente. Facínora!

Mas o cerco está a apertar-se e ele não vai conseguir escapar. Um dia, Portugal irá respirar de alívio. Voltaremos a recuperar a dignidade perdida e o respeito próprio. Voltaremos a poder sair à rua de cabeça erguida, sabendo que entre nós os pulhas, os bandalhos e os escroques são perseguidos e castigados implacavelmente. Um dia. Quando o apanharmos.

Obstétrica civilizacional

Assim como ninguém conseguiu explicar a alta dos preços do petróleo em 2007 e 2008, nem conseguiu prever a crise económica internacional com origem na bolha do imobiliário americano, nem consegue apontar um caminho para sairmos da crise do sistema monetário do euro, assim ninguém avisou que uma onda de convulsões ia começar na Tunísia em Janeiro de 2011 e alastrar pelos países onde não existem regimes democráticos; começando pelos mais próximos geográfica e culturalmente, mas não se sabendo até onde poderá chegar – ao Irão e à China?

Veja-se este mapa da fragilidade dos Estados relativo a 2009 e compare-se com o que está neste momento a passar-se. A política é tão mais imprevisível quanto aumenta a complexidade das sociedades, lapalissada amiúde esquecida pelos verbosos publicistas.

Seja o que for que aconteça, e como aconteça, é belo ver as dores de parto da democracia.

Mundo português

O Museu de Arte Popular é uma dupla, ou tripla, cápsula do tempo. Nesta edição do Encontros com o Património podemos começar a perceber porquê – e alguns até conseguirão fazer as pazes com António Ferro.

Para além da preciosa recuperação criativa-criadora desse Portugal do século XX que era bem maior (e muito melhor!) do que o Estado Novo, os amantes do ódio a Sócrates terão ainda o grande prazer de ouvir no final duas declarações panfletárias nesse sentido. Espero é que alguém na TSF seja despedido, pois não são toleráveis estas falhas de segurança.

Abstencionistas do pensamento

Passos Coelho tem um problema assim um bocadinho para o aborrecido em quem pretenda fazer carreira como líder partidário e chefe de Governo: quando fala, desaparece. Quer-se dizer, as suas declarações levam a que metade da audiência adormeça e a outra metade deixe de estar acordada. O período de vigília no espectador não chega aos 10 segundos, não importando o assunto na berlinda. A sua oratória, de um convencionalismo soporífero nessa simulação oh tão artificial da gravitas, terá parte da responsabilidade, mas não é causa – a causa é o vazio de ideias. Se o seu discurso tivesse alguma relevância, mesmo que mínima, alguém iria interessar-se o suficiente para superar a barreira dos 10 segundos de atenção. E eu, que não tenho a pretensão de saber mais de política do que este antigo presidente da JSD, muito menos quero cometer a indelicadeza de lançar suspeitas acerca das suas capacidades intelectuais, culpo aqueles que o aconselham, sejam eles quem forem, pela sucessão de calinadas de palmatória desde que substituiu aquela senhora do abalozinho.
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O radar da inteligência

Mas falhamos num dos aspectos mais básicos da vigilância costeira: a rede de radares. Os que existiam foram desligados. Os novos, ainda não chegaram. Neste momento, Portugal, que é um país de costa e de mar, não tem uma ferramenta essencial para vigiar essa área.

Editorial do DN

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A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da Guarda Nacional Republicana tem em operação 50 câmaras térmicas de longo alcance, distribuídas de forma a “blindar a costa”, garantiu hoje à Lusa fonte daquela força de segurança.

“A GNR evita divulgar alguma informação de caráter operacional”, para poder “atuar de forma discreta e intercetar os ilícitos”, e “tem de salvaguardar informação por questões de segurança”, acrescentou.

As câmaras “colocadas de modo discreto ao longo da costa”, em carrinhas e viaturas todo-o-terreno, possuem a “mesma tecnologia, inclusive da mesma marca, dos equipamentos utilizados pelos marines americanos no Afeganistão”, referiu ainda.

A UCC assegura a atividade operacional marítima com 20 lanchas, no âmbito do SIVICC da costa. São 12 Lanchas de Vigilância e Interceção e mais oito Lanchas de Fiscalização de Águas Interiores, o que permite àquela força de segurança controlar e fiscalizar todo o tipo de infrações no mar e nos rios, referiu a mesma fonte.

Além disso, a costa conta com um sistema de radar alternativo, complementado com unidades móveis, tendo o sistema antigo sido desligado porque não respondia, disse hoje à Lusa fonte do comando da Unidade de Controlo Costeiro da GNR.

“O sistema antigo tinha de ser desligado porque estava velho, e já não respondia, por isso está a ser instalado o SIVICC” e a “UCC da Guarda Nacional Republicana está a operar o VTS [do Ministério das Obras Públicas], como sistema alternativo”, explicou a fonte contactada pela agência Lusa.

Fonte

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A oposição seguiu, em fila indiana, o sensacionalista DN e afundou-se algures num local fora do alcance do radar da inteligência.

Grandes questões da actualidade

Quando é que se começou a impingir comercialmente o dia de São Valentim em Portugal? Anos 80? Para além de ser uma importação espúria e inútil, pois já estávamos muito bem servidos com o nosso Santo António, o 14 de Fevereiro é uma péssima data se comparada com o 13 de Junho. Frio em vez de calor, santo que morre decapitado em vez daquele famoso pelos seus abundantes milagres, resulta esta troca num absurdo climático-sentimental. Se era mesmo preciso inventar mais uma ocasião para gastar dinheiro, bastaria estender o simbolismo dos noivados para o que os antecede romântica e inevitavelmente: os namoros.

Que pensas desta importantíssima questão?