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Seis anos negros

Temos que nos livrar destes seis anos negros do PS e olhar para a frente.

Passos

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É possível que um dia, num futuro próximo ou longínquo, Passos venha a entender que a repetição desta frase lhe dá um voto por cada cinco que perde. É possível que, depois das eleições, um amigo, ou um estranho caridoso, lhe explique que os portugueses não são assim tão broncos como ele pretende. É possível que a própria imagem fantasmagórica dos tais seis anos negros, que algum desmiolado do PSD inventou para a campanha, o atormente e persiga nos sonhos.

É possível, mas não é certo.

Impressionar no emprego, seduzir em festas, brilhar nos jantares

Sexy Clothes — Too Much, Too Young: Study Reveals That a Significant Proportion of Young Girls’ Clothing Is Sexualized
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Personality Affects How Likely We Are to Take Our Medication, Swedish Study Finds
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Breastfeeding leads to better behaviour in children, researchers claim
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Coffee Reduces Breast Cancer Risk, Study Suggests
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Twinning Is Winning: Moms of Twins Live Longer, Study Finds
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On 9/11, Americans May Not Have Been as Angry as You Thought They Were
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Musical Experience Offsets Some Aging Effects: Older Musicians Excel in Memory and Hearing Speech in Noise Compared to Non-Musicians
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If You Get Along With Your Co-Workers You May Live Longer, Researchers Find
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Pooh, Peter Rabbit & Clifford: Males Dominate Children’s Books
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The Pain Of Ostracism Can Be Deep, Long-Lasting
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From Legal Defense to Rallying Cry: How ‘SlutWalks’ Became a Global Movement
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Whales Have Accents and Regional Dialects: Biologists Interpret the Language of Sperm Whales
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Forty-eight women raped every hour in Congo, study finds
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The Ties That Bind: Grandparents and Their Grandchildren

Os finlandeses, esses simplórios

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Teve justo sucesso a peça mui bem esgalhada de promoção da marca Portugal lançada no encerramento das Conferências do Estoril. E sucesso entre portugueses, a quem se dirigia inconscientemente num lapsus video que Freud não precisa de maçar-se a explicar, pois nós compreendemos bem que algumas daquelas informações, mesmo trabalhadas como discurso humorístico, não são do conhecimento público nacional ou nele não encontram memória, nem celebração, nem imaginário. Daí, estarmos perante um falso título, cuja versão original se lê em palimpsesto: O que os portugueses precisam de recordar acerca de si próprios.

Uma das provas de que o filme se estava a marimbar para os finlandeses consiste na ausência de qualquer referência ao facto de termos Portugal, enquanto nome e património histórico, associado a um dos mais importantes fabricantes de relógios de luxo: IWC Schaffhausen. A sua colecção mais valiosa e reputada chama-se Portuguese. E um dos modelos da família leva a extraordinária designação de Portuguese Grande Complication. Extraordinária porque descreve uma característica técnica desse relógio relativa ao número de funções que desempenha (quantas mais complicações, mais complexo e raro é o relógio), e extraordinária porque se aplica na perfeição ao tempo que vivemos e ao povo que somos quando toca a ter de assumir responsabilidades colectivas.

Os finlandeses, excelentes rapazes e ainda melhores raparigas (são gostos, calma), não têm nada que consiga rivalizar com esta opulência lusitana que inspira os suíços e se passeia no pulso de milionários dos sete mares. A vulgaridade dos seus Nokias provoca-nos uma homérica gargalhada e revela-os como simplórios que são, ignaros do fausto a que se pode chegar após 8 séculos de grandes, enormes, complications.

Há sempre quem goste de baralhar aquilo que é simples

Louçã – Eu queria ter aqui já uma conversinha sobre a questão da Segurança Social. […] Mas olho para o que o PS aprovou, e pró que está no documento da troika, e vejo que até Outubro vai ser proposto uma nova proposta sobre a Taxa Social Única. Mas vejo mais, Eng. Sócrates. O que eu olho é quando vejo a carta que o Governo escreveu ao FMI, que ninguém citou até agora, eu vou-lhe citar. A carta é do Governo, não é do FMI, e não é da troika, é do Governo. […] Eu queria saber como é que vai ser paga essa proposta que o senhor se comprometeu na sua carta ao FMI.

Sócrates – […] Aquilo que o Governo negociou com a troika está no Memorando de Entendimento e nada mais. […]

Louçã – […] O que o Eng. Sócrates diz é que está um memorando da troika que afirma uma posição. Certo.

Sócrates – É a única coisa que estabelecemos.

Louçã – Mas estabeleceu mais. É que fez uma carta do Governo, assinada pelo Ministro das Finanças. Eu tenho-a aqui, vai-me desculpar… […] mas é o que o Eng. Sócrates escreve na carta, uma grande redução, a major reduction… […]

Sócrates – […] e nessas fórmulas que o Francisco Louçã leu, que são igualzinhas às que estão no Memorando […]

Louçã – Aqui diz que é uma pequena redução, na carta que escreveu diz que é uma grande redução. Está escrito na carta.

Sócrates – É o que está no memorando, não é a carta.

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Segundo o ministro da Presidência, nesse debate, quarta-feira, na SIC, Louçã confrontou o primeiro-ministro com um dado falso: uma suposta carta escrita pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ao FMI com compromissos adicionais sobre redução da taxa social única.

“O truque [de Francisco Louçã] foi o de procurar sugerir que [os excertos que lia] não estavam no memorando estabelecido com as instituições e que se trataria de uma coisa escondida – essa ideia é falsa. O que o dr. Francisco Louçã leu não foi carta nenhuma e apenas leu o memorando estabelecido com o FMI e com as outras instituições internacionais”, contrapôs Pedro Silva Pereira.

Em conferência de imprensa, Luís Fazenda contrapôs que Louçã confrontou isso sim o secretário-geral do PS com o que está escrito no ponto 39, página 12, do memorando económico e financeiro subscrito pelo Governo (e pelo PSD e CDS) no acordo de assistência financeira a Portugal e que, segundo o Bloco de Esquerda, constitui “uma carta de garantia” ao FMI.

Interrogado sobre como se gerou o equívoco de que Francisco Louçã se referira a uma carta desconhecida escrita alegadamente pelo ministro das Finanças ao FMI, Luís Fazenda respondeu que “há sempre quem goste de baralhar aquilo que é simples”.

Fontes

Great minds think alike

I have tried to avoid writing about Darren Aronofsky’s pirouetting parody Black Swan, but, having been a professional ballet dancer for George Balanchine, I keep getting asked what I think of the movie. And now that it has garnered a huge audience, numerous passionate fans and five Oscar nominations, it is time to put on my toe shoes, wrap my ribbons, paint on my four-inch black eyebrows, lace-up my wet-tutu suit and take a grand jeté into Aronofsky’s swamp. I mean lake.

[…]

One hundred and eight minutes later, as the movie ended, the friend I took — not a dancer — turned to me and asked in all seriousness, “Was that supposed to be camp?” There, on the screen, was a beautiful, bleeding-into-her-tutu Portman as the White Swan, uttering those portentous dying words: “Perfect . . . It was perfect.” As a dancer, I have never been so perfectly insulted.

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DN, um exemplo no combate à crise

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O jornalismo do DN também vive as agruras da crise. É por isso que se mostram muito económicos, muito poupadinhos. Veja-se esta fotografia acima, tirada no dia 8 de Maio aquando da apresentação do programa do PSD. Por sorte, espectacular acaso, o fotógrafo conseguiu apanhar o homem e o slogan num feliz enlace. É o três em um: Passos, PSD e campanha. Faria algum sentido desperdiçar este boneco tão bem composto para, sei lá, usar antes fotografias que retratassem a actualidade e, portanto, fossem obtidas nos locais onde, supostamente, as notícias referem que os acontecimentos respectivos, alegadamente, tiveram lugar? Sentido algum, para mais numa crise destas; terrível, terrível. Assim, o facto de Passos Coelho ter dito não sei o quê não sei onde é indiferente para o DN desde que se continue a usar a mesma foto, ou variantes. É que ter de andar sempre a disparar a máquina fotográfica por dá cá aquela declaração, aquela conferência, aquele encontro, isso é irresponsável, é uma loucura, é pós ricos. Os ricos que tirem fotos, mas não venham chatear a malta do jornalismo de referência com as suas manias e vícios.

No DN reina uma feroz política de controlo de custos e redução da pegada ecológica. Os coelhos agradecem.

Perde-ganha

Louçã, faltavam 13 minutos para acabar o debate com Sócrates, exclamou que tinha finalmente percebido qual era a estratégia do seu adversário para esse páreo: não responder. Mas, ao dizer essa inócua banalidade, estava simultaneamente a espelhar a sua natural e inevitável preocupação: ter uma estratégia vencedora, não voltar a perder.

A estratégia de Louçã consistia em demonstrar que Sócrates, mais o seu Governo, mentia. E mentia numa área onde o BE vende o seu peixe: a Segurança Social. A mentira parecia indesmentível, estava escrita numa carta. Dizia: grande redução na Taxa Social Única. Toma lá. Toma lá 20 dos 50 minutos disponíveis. A defesa de Sócrates consistiu em remeter para o acordo assinado com o FMI, confirmar a necessidade de reduzir a TSU, informar que tal carece de estudo dentro de três opções possíveis, e diferenciar-se do PSD nessa matéria quanto ao modo e dimensão do corte a efectuar. À denúncia baseada na semântica, Sócrates respondeu com factos relativos à pragmática.

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Teoria do clique

PSD aumenta vantagem sobre PS, indica Barómetro

A excelente prestação política de Passos Coelho, a superior qualidade da sua equipa, o magnífico programa que pacientemente elaboraram, tudo isso mais as saudades de vermos Portas como ministro, levaram o Barómetro a registar uma justíssima subida da direita. PSD e CDS juntos obteriam maioria absoluta, e até Cavaco recupera a sua popularidade.

Não fosse a teoria do clique que Relvas criou, seria motivo para algum alívio no palacete da Lapa.

Putrefacção

Esta entrevista de Catroga, para além de ética e politicamente soez, é um documento que evidencia o ponto a que chegou o Cavaquismo: putrefacção. E de tudo o que lá aparece, só gostava que uma passagem fosse fundamentada:

José Sócrates, honra lhe seja feita, é um grande actor, um mentiroso compulsivo, que vive num mundo virtual em que só ele tem razão. Tem uma máquina de propaganda montada há seis anos, poderosa. E o PSD tem uma máquina artesanal no campo da comunicação.

O PSD conta com a SIC, TVI, RTP-N, parte da RTP, Expresso, Público, DN, Correio da Manhã, Sol, Renascença, parte da TSF. Onde está a poderosa máquina de propaganda de Sócrates? Será o Prós e Contras? Será o Jornal da Tarde da RTP e aqueles 2 segundos a mais que consegue meter nas peças que falem do Governo e do PS? Ou será que Catroga também está a referir-se ao Câmara Corporativa, como fazem os outros macaquinhos de imitação?

Diz um especialista em política de medo

Em declarações à Agência Lusa, Aguiar-Branco condenou o facto de Francisco Assis usar o “chavão recorrente” de acusar o PSD de querer acabar com o Estado Social, acusando-o de “ter uma política de medo em relação aos portugueses”.

2011

“Nós temos em Portugal um Governo sob suspeita e isto corrói as instituições e mina a autoridade do Estado. Pretendem o Estado não para servir os portugueses, mas para servir o Partido Socialista. É um Estado que visa estar em todos os sectores da sociedade portuguesa. Isso é uma visão retrógrada, uma visão sovietizada, afirmou ontem o vice-presidente do PSD, Aguiar-Branco.

Aguiar-Branco, que falava na festa do PSD, no Algarve, recordou os casos do Freeport e das alegadas pressões sobre os magistrados, que envolvem figuras ligadas ao PS, incluindo o primeiro-ministro.

2009

Primeiro entranha-se, depois estranha-se

Não há guerra mais estranha do que a da Líbia. No início, no romance provocado pela embriaguez da Praça Tahrir, sugeria-se que o exército do Coronel estava em debandada e seria um passeio até os revoltosos conquistarem Tripoli. Entrávamos em Fevereiro. Três meses depois, com a Nato a bombardear, conselheiros militares ocidentais a orientar os rebeldes, serviços secretos com permissão para agir e a cobertura tecnológica que permite saber tudo acerca do poder militar de Kadhafi, suas posições e movimentações, o conflito parece empatado. É absurdo.

Contudo, é no plano do tratamento dado pela comunicação social que a estranheza atinge o seu auge. Não temos imagens reais, ou em infografia, que transmitam uma noção do que se esteja a passar. Nem sequer a dimensão da violência e destruição é captada mediaticamente, faltando relatos locais, ou de representantes do povo líbio no exterior, com dados concretos e de conjunto. Tendo em conta a facilidade em registar imagens por qualquer telemóvel, pelo menos, este deserto mediático não encontra paralelo em nenhum outro palco de guerra onde as forças ocidentais tenham estado envolvidas.

Finalmente, tal como o Francisco Clamote regista, a estratégia da Aliança está a passar pela tentativa de assassinato de Khadafi. Ou, no mínimo, por uma forma de chantagem que consiste em lhe mostrar que tal é possível a qualquer momento.

A apatia que se instalou na opinião pública internacional, e especialmente na europeia, assinala a contrario o poder do jornalismo.

Dissonância fotográfica

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O texto diz-nos que Sócrates exibia um semblante carregado e Portas um leve sorriso. A fotografia que o DN escolheu mostra Portas de cabeça baixa e sério, enquanto Sócrates é apanhado com um rasgado sorriso ou a rir. Que se passa neste jornal? Que andam a pôr na água canalizada?

Também teria graça que alguém contasse as ocasiões em que cada um sorriu, e como sorriu e qual o contexto. Não que tal contabilidade tivesse importância fosse para o que fosse, mas por ser interessante para quem se interessa.