Predicting a riot: Social inequality leads to vandalism in experiments
.
Lack of trust exacerbates loneliness spiral
.
Intermittent fasting can help manage metabolic disease
.
Personality matters, even for squirrels
.
Elephants benefit from having older siblings, especially sisters
.
Some animal species can survive successfully without sexual reproduction
.
Strength training can burn fat too, myth-busting study finds
.
Continuar a lerRevolution through evolution
Todos os artigos de Valupi
A democracia é a lei, a liberdade e o caos
A vitória de Moedas é linda. Digo-o sem qualquer ironia. A beleza vem de ser tão imprevista e tão insensata. Uma surpresa cujo único paralelo que me ocorre é o resultado do primeiro referendo ao aborto, quando todas as sondagens revelavam a realidade sociológica e o voto expressou os condicionalismos antropológicos.
Que se segue? Completamente impossível adivinhar, dada a maioria de esquerda na assembleia municipal e os fanáticos direitolas que influenciam o novo presidente da câmara, à excepção desta certeza: Moedas continuará a ser mais uma fraude política na direita.
Como está a correr?
Dominguice
Não só faz sentido (aliás, sentidos) como é benéfico para quem começa a ficar apaixonado pela cidade: dividir a política entre esquerda e direita. Estamos perante categorias que agregam variegados conceitos; alguns que poderão parecer idênticos aos do território oposto, outros que serão exactamente iguais, mas a enorme maioria funda-se em radicais diferenças relativas ao modo como se pretende regular o acesso aos recursos e a distribuição da riqueza, por um lado, e como se pretende fundamentar a autoridade dos governantes, pelo outro. A direita não só convive bem com enormes desigualdades sociais, ela prefere dar muito a poucos do que pouco a muitos. Porquê? Porque Deus é o exemplo primeiro e absoluto da desigualdade (consta que ninguém tem os seus poderes, nem sequer o pessoal da Marvel) e porque Locke combinou com Ele abrir um franchisado neste planeta para vender o produto “liberdade made in Heaven”. Isto faz com que na direita coexistam concepções monárquicas e democráticas sem que tal cause curto-circuito ideológico. A esquerda persegue as desigualdades sociais, e não descansa enquanto não as terraplanar. Marx é o Moisés desta tribo, tendo deixado os instrumentos para que se consiga chegar à Terra Prometida depois de um passeio pitoresco pelo fundo do Mar Vermelho. Nem os marxistas mais eruditos e ferrenhos sabem explicar o que é isso do comunismo mas tal dificuldade só contribui para o fascínio, até mistério, da promessa. Isto faz com que na esquerda coexistam concepções seculares e religiosas sem que tal cause curto-circuito ideológico. É preciso iluminar estes fundamentos para finalmente se pensar o que seja o centro, a dimensão onde o melhor da direita e da esquerda pode ser posto ao serviço do bem comum, da comunidade.
Porém, contudo, todavia, o que ameaça a cidade não é o confronto entre esquerda e direita. Sejam quais forem as correntes na luta pelo poder, desde que mantenham a integridade da sua racionalidade estarão a contribuir para a autonomia dos cidadãos e para o desenvolvimento das instituições públicas. Podemos avaliar os seus princípios, comparar os seus projectos, criticar as suas propostas. Crescemos politicamente quando somos expostos às legítimas convicções dos outros. O que ameaça a cidade, pois, é a irracionalidade como retórica, a exploração das fragilidades e deficiências cognitivas, a promoção do binómio estupidez e ódio. Alguns políticos e alguns jornalistas, por estas razões, ameaçam a cidade. A defesa contra este perigo não poderá ser uma outra forma de estupidez e de ódio. Mas também não poderá ser a indiferença e o silêncio. Precisa de ser algo que nasça ao centro desses extremos, algo que junte a coragem à inteligência.
E que tal pensarem em mudar o PSD?

Querer “mudar” corresponde ao grau zero da intencionalidade política. Quando se é catraio e nos iniciamos politicamente ao participar em listas para a associação de estudantes, o meu caso logo aos 13 anos no Padre António Vieira e desde aí até à faculdade inclusive, a única ambição que conseguimos verbalizar é a de “mudar”. Mudar o quê, e porquê, e para quê, não carece de vaga definição sequer. O verbo faz-se início e fim do sentido a embrulhar uma motivação instintiva para conquistar o “poder” – o poder de imaginar ir mudar qualquer coisa, lá está.
Moedas quer mudar Lisboa. Moedas é moderno, portanto. Donde lhe veio essa ideia? Por que raio Lisboa haveria de mudar fosse no que fosse? Ou que desplante é esse de negar à concorrência o mesmíssimo desejo para “mudar Lisboa”? Não é problemática interessante, porém, pois está tudo à mostra. O que ele quer, e consigo a restante direita decadente que ocupa o espaço mediático, é mudar os nomes de quem está no poder. É só nisso em que conseguem pensar, num atrofio político e cívico que se torna não apenas transparente como obsessivo, obcecante, exibicionista.
O BE recusará todas as maiorias absolutas que obtiver, em nome da “mudança”
«A coordenadora do BE defendeu, este sábado, que os últimos quatros anos "mostraram que é onde acaba a maioria absoluta do PS que começa a mudança" em Lisboa, pretendendo no próximo mandato avançar na habitação, onde "o PS travou".»
«A coordenadora bloquista, Catarina Martins, avisou esta quinta-feira que maiorias absolutas do PS nas autárquicas não serão uma "boa ideia" na gestão do Programa de Recuperação e Resiliência, considerando que este "poder absoluto" será "inimigo" das conquistas para as pessoas.»
💃
Para as legislativas de há 12 anos, Louçã também garantia que o nascimento da “esquerda grande” começaria logo a seguir ao fim da maioria absoluta do PS. O desejo foi atendido. E o dia mais feliz da sua vida política, superando o da sua estreia no parlamento em 1999, ocorreu a 27 de Setembro de 2009, ao ver o PS sem maioria e o BE à frente do PCP. As suas declarações, nessa madrugada, são de um megalómano a tripar sem freio. As manifestações dos professores, e a campanha de ódio contra Maria de Lurdes Rodrigues (a quem Sócrates deu todo o seu apoio sem vacilar nem temer as consequências eleitorais), tinham derrubado os “falsos socialistas” e deixado Louçã com a fantasia de se conceber como aquele que tinha metido uma barra de titânio nas roldanas do imperialismo capitalista.
Um ano e meio depois, após recusar negociar com o PS, entregou o País a Passos, Portas, Relvas e Troika. As eleições legislativas de 2011 revelaram o que o eleitorado achou da sua genialidade esquerdista na defesa dos interesses da classe média e dos mais desfavorecidos.
Agora, Catarina Martins repete a cassete. Até parece que o BE, como único representante da “esquerda pura e verdadeira”, recusaria uma qualquer maioria absoluta que lhe viesse parar ao regaço, não parece? Sim, pois claro, não parece. As maiorias absolutas só são um problema quando acontecem aos outros, calhando a estes bravos seriam a natural e inevitável revolução em marcha para os amanhãs que dançam frenéticos.
Votavas no partido do oxímoro?
Meio neurónio basta para ascender ao estrelato no PSD
«Por mais que isso passe despercebido à maioria das pessoas, há demasiados atos e atitudes do Governo de António Costa que constituem maiores ameaças às nossas instituições e aos pilares da nossa democracia do que algumas imbecilidades, que não deixam de ser graves, de líderes extremistas, comentadores matinais ou de alguns chalupas do negacionismo que tanta, e justificada indignação, têm causado.»
Quem é que ameaça mesmo a democracia?
🚖
E nem precisa de estar a funcionar, esse meio neurónio. Duarte Marques mostra-se prontinho para ser líder parlamentar e depois presidente do partido. O meu conselho é que se despache, pois o Chega vende o mesmo produto e está com muito melhor marketing. Por este caminho, qualquer dia o PSD também caberá num táxi, quiçá a ocupar solitário o lugar do chofer.
Perguntas simples
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Parental alienation, partner abuse: Two sides of same coin, says social psychologist
.
Infants exposed to domestic violence have poorer cognitive development
.
It is not just Sharia law: The Taliban, Pastunwali and Afghan Women
.
People only pay attention to new information when they want to
.
Consuming fruit and vegetables and exercising can make you happier
.
No, stress isn’t always bad. Here’s how to harness it
.
When Republicans control state legislatures, infant mortality is higher
.
Continuar a lerRevolution through evolution
Dominguice
O que é a saúde mental? Ninguém sabe. Porque, a montante e jusante, não se consegue estabelecer inequívoca e definitivamente o que seja “ter saúde” nas diferentes dimensões que nos constituem biológica e psicologicamente. Apenas conseguimos chegar a diagnósticos, mais ou menos objectivos, e sempre subjectivos, do que seja não ter esta ou aquela doença. Mas o que seja aquela ou esta doença, mesmo o que seja uma doença ou estar doente, pode igualmente não ser consensual. Tal decorre da natureza fatalmente superficial e fragmentária do conhecimento científico, o qual só nasce quando filtrado e moldado empiricamente. Não importa quão extenso e profundo esse conhecimento se revele, está condenado a lidar com fragmentos e superfícies da realidade. Cacos ontológicos que formam um caleidoscópio interpretativo, gnoseológico, em permanente rotação. Daí a ciência nunca chegar à verdade, sequer a confirmações, apenas a infirmações – a noções transitivamente operativas até serem trocadas por outras mais eficientes e/ou eficazes.
Chamar pedófilo e assassino a Ferro Rodrigues, à porta de um restaurante, parece sintoma de patologia mental. Mas, então, que dizer do deputado líder de um partido que organizou uma manifestação para chamar “pedófilo” a Paulo Pedroso e colar a essa acusação terceiros por associação? Está maluco? Ou, pelo contrário, é mais esperto (portanto, tem mais saúde mental) do que os restantes deputados? Se acolhermos esta última hipótese, como toda a sociedade e todos os outros líderes políticos fizeram e continuam a fazer com o fulano diga ele o que disser, decorre que chamar pedófilo e assassino a Ferro Rodrigues, em clima de ameaça à sua integridade física, só pode ficar como sintoma daquilo que a OMS define como “saúde”: “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade“. De facto, aqueles indivíduos mostraram estar cheios de energia, confiança e planos para o futuro. Assim continuem a ter saúde.
Líder da oposição galvaniza os portugueses para as grandes questões políticas
Com esta notória vontade em publicar tanto veneno e tanta conspiração para procurar desestabilizar o PSD, como não será a primeira página do Expresso na próxima semana antes das eleições? Estou curioso! 🤔 pic.twitter.com/g2R0dRDwX0
— Rui Rio (@RuiRioPSD) September 17, 2021
Vamos lá a saber
Exactissimamente
Honestidade involuntária de um bronco
Nesta edição de O Outro Lado (6 de Setembro) podemos ouvir algo raríssimo: alguém à esquerda do PS a desmontar o discurso demente e porcalhão a que cavaquistas e passistas se agarraram desde 2008, e a que se continuam a agarrar por não terem neurónios para mais nem decência para menos. Ana Drago, a partir do minuto 26 e a propósito do populismo de Paulo Rangel, faz aquilo que até de dentro do PS é muito raro ouvir-se, iluminando a irracionalidade de se considerar o PS como uma ameaça para a democracia. Tal prova que a esquerda à esquerda do PS não tem dificuldades cognitivas para reduzir ao ridículo esses infelizes de uma direita que bateu no fundo – contudo, apenas por distracção (como aconteceu no programa) é que se permite usar a sua capacidade crítica em prol da salubridade do espaço público, pois tudo o que desgastar e macular os socialistas é para ela ganho.
José Eduardo Martins, usufruindo de notoriedade mediática misteriosa dado ser um peralvilho bronco e um bronco peralvilho, ficou tão perturbado com o tautau que respondeu com honestidade involuntária (a partir do minuto 36):
«Portugal é o país que se baixa a quem manda, e o PS manda há tempo demais!»
Eis o que o homem realmente pensa, e o que motiva andar nisto da “política”. Primeiro, a estupidez granítica de achar que Portugal não sei quê, quando na restante humanidade acontece exactamente o mesmo desde o nascimento da História e que tem por nome “comunidade”. Depois, o alguidar de bílis por não ser o PSD a mandar no tal país “que se baixa”, situação em que este melro estaria feliz da vida a tratar da sua militância partidária com muito maior segurança e conforto, quiçá feito secretário de Estado ou ministro para melhor desfrutar das baixezas do povinho.
Refaço a afirmação anterior: não há mistério na notoriedade mediática do bronco peralvilho e do peralvilho bronco, ele consegue ser do mais aceitável que a direita decadente tem para colocar na montra.
Nas muralhas da cidade
Começa a semana com isto
Revolution through evolution
Educated Women Increasingly Likely to Have 1st Baby Before Marriage
.
Researchers observed association between standing and insulin sensitivity – standing more may help prevent chronic diseases
.
Emoji are proposed as a powerful way for patients and doctors to communicate
.
Bacteria could learn to predict the future
.
People influence others – for better or worse
.
Does accountability always work? Workplace bias suppression can be difficult to sustain, study shows
.
Engineering students still learning from collapse of World Trade Center
.
Continuar a lerRevolution through evolution
Dominguice
O terrorismo é um nome. Para quem o faz, é combate, defesa, honra, esperança. O terrorista sente-se ameaçado, teme pela aniquilação dos seus, da sua identidade. Sente que lhe podem roubar a terra, apagar a sua história, daí a sua felicidade suicida. Para quem o sofre, o terrorismo é um sinal do fim dos tempos. A vítima do terrorismo sabe que o próximo ataque pode ser mais letal, que o próximo ataque tentará destruir o que considerar mais valioso, mais importante, tudo o que é seu e dos seus.
Os seres humanos, podendo, vão extinguir-se. Dispondo dos meios para tal, alguém sentirá a pulsão irresistível para carregar no botão do apocalipse. Haverá sempre um alucinado capaz de preferir o nada ao ser. A desaparecermos antes de nos espalharmos pelo sistema solar, é mau? Seria se o Universo não estivesse estatisticamente preparado para nem reparar no que acontece num dos seus quadriliões de esboços do que anda à procura: a consciência que lhe deu origem.
