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Consultoria política – Como debater com um chunga
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Os dois momentos em que António José Seguro fez minientrevistas a André Ventura
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Se tivéssemos de identificar uma autoridade moral em Portugal, quem seria? O problema começa a montante: seria possível chegarmos a acordo do que significaria ser-se uma autoridade moral? Obviamente que não. Mas imaginando esse impossível, e calhando a definição ter fundamento e coerência, resultaria fatalmente inglório ir à procura de tal ser. Moralmente, não se conhece quem seja confiável, constante, corajoso. Há exemplos que se aproximam, cada um se lembrará dos seus, mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos. Não existe nas religiões, na justiça, na academia, na política, nas artes, no mundo das empresas e do trabalho, na imprensa.
Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.
Advogados rejeitam proposta do Governo sobre multas por atrasos na justiça
Isto está a acontecer contando com o silêncio cúmplice do sistema partidário, do editorialismo e do comentariado.
Um Governo propõe uma medida lesiva dos direitos dos cidadãos e da prática da advocacia só para tomar partido perante um processo na Justiça que está a decorrer. A Operação Marquês sempre foi um processo político por decisão dos poderes políticos na Presidência, Governo e Parlamento em 2013 e seguintes. Em 2026, atinge o zénite do despudor.
Como tal se tornou possível? Porque o regime e a sociedade não só aceitam como querem que haja uma condenação independentemente de ter ou não sido feita a defesa de Sócrates num processo justo em que se cumpra o Estado de direito democrátco e a Constituição.
«O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho vai manter-se em silêncio na segunda volta das eleições presidenciais, que vão ser disputadas por António José Seguro e André Ventura a 08 de fevereiro.
"Não desejo fazer qualquer comentário ou declaração sobre as eleições presidenciais", escreveu o ex-líder do PSD e do Governo em resposta a uma pergunta escrita da agência Lusa.
Passos Coelho não fez qualquer declaração sobre as eleições presidenciais até domingo, dia das eleições, devendo manter a mesma postura relativamente à segunda volta.»
Porquê? Porque Passos não pode dizer “Votem Ventura”. Nem pode dizer “Votem Seguro”. Nem pode dizer “Não votem Ventura”. Nem pode dizer “Não votem Seguro”.
Porquê? Porque Passos criou o Ventura, o qual criou o Chega. E depois Passos olhou para a sua criação, directa e indirecta, e gostou do que viu. Passou a proteger as suas crias, as quais correspondiam ao amor do pai com paixão fervorosa.
Não se peça a um pai para fazer mal ao seu filho. Só Deus se lembraria de crueldade tamanha.
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Corina Machado entregou mesmo a sua medalha do Nobel da Paz a Trump. Em simultâneo, ambos ofereceram à História um dos momentos mais absurdos e patéticos de que há memória. Mas a coisa teve um epílogo que eu não teria sido capaz de imaginar. É que ela saiu da Casa Branca com um saco daqueles que se dão em qualquer pronto-a-vestir – onde no exterior se via a assinatura de Trump, e no interior transportava bugigangas. Ou seja, a senhora trocou uma medalha de ouro com o seu nome gravado, símbolo de uma das mais prestigiantes honras mundiais, por um saco cheio de quinquilharia do marketing MAGA.
Fiquei a admirar Trump neste episódio. Porque tratou Corina Machado como um dejecto ambulante, sorridente e de saco na mão. Fez-lhe justiça.
Concordo a 300% com a Guida: a melhor segunda volta possível é Seguro-Gouveia e Melo. Mendes-Ventura, Cotrim-Ventura, Mendes-Cotrim, seriam experiências traumáticas. Seguro contra outro qualquer da direita, é apenas triste. O confronto interessante, com potencial para ser fascinante, seria entre o fulano com dificuldade em se dizer de esquerda, apoiado por passistas e com excelente imprensa entre os direitolas, e o outro fulano que promete, que lança uns fogachos, mas que continua a ser uma incógnita.
Seguro conseguiu recuperar votos no PS e consolidar quem vota PSD pragmaticamente porque não se comprometeu com nada que tivesse alguma importância para a República. Disse merdas convencionais, inanes, e isso agrada a quem vê nele a escolha sem risco. Seguro é conhecido, faz parte da fauna política, pode ficar em Belém a brincar aos estadistas corta-fitas. Já o almirante não foi carne nem peixe, mostrou muita dificuldade em perceber qual era o seu papel (talvez ainda assim continue) e para as pessoas que não querem perder tempo com a política aparece como um tipo esquisito. Se fosse só uma farda a salvar-nos do virus, poderia ter colhido o fervor messiânico. Tendo que tomar posição sobre a miséria institucional que atravessamos, perdeu o voto dos borregos.
Vai acontecer? Não, infelizmente.
Estas eleições presidenciais são uma desgraça, mas evoluíram para se evitar a tragédia, segundo as sondagens. A tragédia seria termos uma segunda volta com Marques Mendes e Ventura (entretanto, viemos a saber que seria igual tragédia calhando passarem Ventura e Cotrim de Figueiredo). Assim, passando Seguro, como parece ser o mais provável, evita-se o mal maior, pode-se ir votar sem ser branco ou nulo.
Seguro é uma desgraça. Se ganhar, vão ser 10 anos de nulidade intelectual e empáfia moral na Presidência. Irá vingar-se do PS, ou de algum PS, e fará da função um exercício puramente narcísico, vácuo, espelho do seu percurso político.
Gouveia e Melo talvez também se revelasse uma desgraça em Belém, tendo largado grossos disparates na campanha à mistura com declarações muito relevantes. Mas nele reside a única esperança de levar para a função a defesa do Estado de direito democrático. Não por mérito próprio, tão-só por ter ao seu lado vários que têm sido paladinos corajosos dessa causa fundamental. Por essa razão, porque numa primeira volta o voto deve ser apenas guiado pela convicção, votarei nele. É o mal menor no boletim de 18 de Janeiro.
«Ao longo de demasiados anos as pessoas com experiência de doença mental ou défice cognitivo deparam-se com estereótipos e preconceitos que condicionam a sua integração social. O impacto do estigma na vida da pessoa com experiência de doença mental pode ser tão prejudicial quanto os efeitos diretos da própria doença. Muitas formas de os discriminar têm sido usadas, incluindo frases pejorativas, abundantemente também usadas para insultar quem tem ideias e comportamentos diferentes.
Estigmatizar não esclarece, não protege e não transforma. Pelo contrário, afasta, silencia e perpetua o sofrimento. Se queremos sociedades mais saudáveis e justas, é preciso acabar com este tipo de campanhas, substituir o rótulo pelo encontro e o preconceito por responsabilidade coletiva. Combater o estigma é, em última análise, um exercício de humanidade, a favor da causa ambiental e da saúde mental.»
Pode não ser estranho aparecer uma denúncia de assédio sexual contra um candidato presidencial em cima da votação. São inúmeras as possibilidades que levam a tal, para todos os gostos. O que acho real e profundamente estranho é o baixíssimo, residual, número de denúncias de assédio sexual face ao total da população e contando as últimas décadas de democracia e legislação para o efeito.
Ou melhor, esse encobrimento não tem nada de estranho. É bem portuguesinho da Silva.
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Adorava que Corina Machado desse o seu Nobel da Paz a Trump. Seria um dos momentos mais efusivos da minha vida, não tenho pejo em admitir. Explico. O Nobel da Paz, para lá do prémio em dinheiro, materializa-se numa medalha de ouro e num diploma artístico. A haver uma entrega da coisa, seria então a medalha e o diploma. Medalha e diploma personalizados para a real vencedora, a senhora venezuelana. Ora, parece que Trump aceitaria ficar com esses recuerdos de Oslo grafados com o nome Corina Machado e passar a dizer que o prémio Nobel da Paz era afinal e mui justamente seu. Mas que faria a seguir? Creio que de imediato escreveria por cima do nome dela o seu, e trataria de martelar a medalha com igual intenção. E esta operação seria realizada na Sala Oval, com solenidade e cobertura mediática.
O meu entusiasmo com essa hipótese vai parar aos romanos. Poder descobrir o que terão sentido e pensado enquanto Nero foi o maior artista na capital do império.