Todos os artigos de Valupi

Manela no caminho de Damasco

2009

Esta crise foi um abalozinho.

Ferreira Leite – Entrevista

2018

Sobre as causas do endividamento excessivo, Ferreira Leite disse que contribuiu o custo barato do dinheiro após a entrada de Portugal na zona euro (devido às baixas taxas de juro) e o investimento em projetos de infraestruturas que considerou "muitos discutíveis".

"Num concelho com 13 freguesias, que haja 13 piscinas é discutível", afirmou, referindo ainda que nos custos de então não se contabilizou o custo de manter esses equipamentos, que é elevado.

A economista recusou, contudo, apontar o dedo a executivos específicos, afirmando que "há um conjunto de factos que ocorreram ao longo dos anos e que afetaram muitos governos", e criticou também as instâncias europeias que, aquando do início da última crise, pediram aumento da despesa e depois se tornaram rígidos nesse tema.

Ferreira Leite mostrou-se ainda preocupada com a arquitetura da zona euro por ser pouco adaptável a crises.

Manuela Ferreira Leite diz que não é possível pagar a dívida e defende reestruturação

Uma equipa que se fia na Virgem

Portugal é uma equipa que joga tão mal que acabou, devido ao convívio, por contaminar o Cristiano. Devia ter saído com um vermelho, como pediu usando a sinalética universal do cotovelo no focinho do adversário.

O treinador da Selecção não sabe o que se passa, daí ficar aborrecido, até chocado, com o que testemunha durante os jogos. É que ele já tem muito trabalho nos estágios, sendo ingrato ter de explicar o que acontece quando lhe enviam equipas estrangeiras para jogar com os seus meninos. Não é assim que Fernando Santos organiza os treinos, a FIFA anda a gozar com ele.

Revolution through evolution

Dogs understand what’s written all over your face
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Addictions are diseases of the brain, not personality defects or criminal behavior
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How physics explains the evolution of social organization
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Everything big data claims to know about you could be wrong
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New study debunks Dale Carnegie advice to ‘put yourself in their shoes’
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How do horses read human emotional cues?
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Risk of Death or Developing Cancer Is Lowest in Light Alcohol Drinkers
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Bruno de Carvalho, a maluqueira vai custar dezenas de milhões

Se o Sporting voltar a ter um presidente-adepto, acaba de vez. Como vimos com este bronco, o presidente-adepto é um ser que gosta mais do jogo da bola do que dele próprio. O resultado é inevitável: à medida que o acaso estilhaça as suas megalomanias, assim se esboroa o seu contacto com a realidade. Daí até anunciar no estádio que vai ser pai é um nada. Nada de separação entre a sua pessoa privada e o clube. E se ele passa a conceber-se, e a sentir-se, como uma entidade colectiva proprietária de um estádio e de um centro de treinos, então a agonia nascida da frustração resolve-se com actos de mutilação. Usa-se o corpo para atacar o corpo.

A paixão pelo Sporting levou o presidente-adepto a querer destruir o seu amor. É sempre assim com os malucos, como o próprio se definiu na sua declaração mais lúcida de que há registo.

Álvaro Domingues e a retórica da “Torne a pôr”

Apenas ostenta um comentário (inaproveitável em relação ao texto e suas temáticas). Se for esse o critério do valor mediático, a entrevista de Ana Sousa Dias a Álvaro Domingues é um fracasso ao lado das caudalosas peças despachadas pelos caluniadores profissionais para mastigação dos broncos. Mas se aplicarmos outros critérios, como os que se relacionem com valores culturais, intelectuais e políticos, então chegaremos a resultados diferentes. Que se faça a experiência de ganhar 15 minutos de vida a ler isto:

“A lei ainda diz que há uma divisão entre o rural e o urbano. É uma tontice”

O discurso político partidário, e até o presidencial, está esmagado pelos automatismos retóricos que reduzem os actos de fala à propaganda e à chicana para a enorme maioria dos agentes na enorme maioria do tempo. As mesmas figuras cultivam uma bipolaridade tomada não só como normal mas tacitamente normativa. Se estiverem na oposição, a retórica é catastrofista e belicista; se estiverem no Governo, a retórica é estadista e pragmática. Temos um Presidente da República que esteve anos em campanha eleitoral como estrela maior do comentário político sectário, cínico e intriguista. Chegado a Belém, transformou-se no pater familias da Nação em versão delico-doce para consumo popular, simulando ser um profeta da concórdia universal para melhor brincar aos palácios.

Neste panorama, há substantivas diferenças. A cultura do PSD e do CDS é retintamente caluniadora, também por razões antropológicas e cognitivas, e a cultura do PCP e do BE é invariavelmente demagógica, por razões ideológicas e históricas. Já o PS, como o maior e mais importante partido do regime, tem uma cultura paradoxal nascida da diversidade pensante interna e da vocação externa: governar ao centro. É nos socialistas que encontramos o melhor da tradição liberal onde a nossa Constituição e o próprio 25 de Abril encontram a matriz, as categorias e o sentido político. Esse legado perdeu-se na direita partidária há décadas, e nunca existiu na esquerda “pura e verdadeira”. A retórica dos socialistas, genericamente, é a mais cidadã, a mais salubre e a mais virtuosa para os interesses e necessidades da comunidade (daí ser o alvo preferido de todos os ataques vindos dos extremos e dos nichos). Porém, o PS não inovou o discurso político, mantendo-o preso a convenções propagandistas que cristalizam, apesar das pontes que formalmente exaltam, a separação de esferas entre a política profissional e a política como convívio de cidadãos interessados nas questões pátrias.

Nesta entrevista – onde a entrevistadora tem o especial mérito de deixar fluir o verbo ao entrevistado – encontramos um discurso sem qualquer novidade para estudantes, investigadores e eruditos no campo das Ciências Sociais. Ao mesmo tempo, aquilo de que se fala é essencialmente, teluricamente, político. Territórios, migrações, economia, categorias da abstracção sem a qual não se administra o Estado. E, misturado nos conceitos disciplinares, a vida como ela é lá onde só os habitantes dos lugares cuidam uns dos outros, esse concreto que respira e anda. É também uma forma retórica de falar sobre a realidade social, sobre um país. Mas é um tipo de retórica que nos dá o País com muito maior autenticidade e inteligência do que a retórica convencional no sistema político. O futuro da política irá, inevitavelmente, operar a substituição dos licenciados em Direito, Engenharia e Economia, com as suas técnicas tribunícias, por políticos com outras formações académicas e científicas muito mais eclécticas e vanguardistas. A retórica dos apaixonados pela curiosidade e pela ternura puxará a carroça da nossa preguiçosa vontade política.

Exactissimamente

A barba de Paulo Pedroso

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Nota

Vale a pena registar quem é que, daqueles com voz na imprensa de referência, veio manifestar a sua solidariedade com Paulo Pedroso e a sua indignação com uma Justiça que lhe destruiu parte da vida cívica e causou sofrimentos pessoais indescritíveis, incomensuráveis e irreparáveis. Quanto aos outros, os que ficarem calados, que sejam ignorados por conta e risco de cada um.

Revolution through evolution

Study finds less corruption in countries where more women are in government
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Mother’s attitude to baby during pregnancy may have implications for child’s development
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People who deeply grasp pain or happiness of others, process music differently in brain
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The tarot revival thanks to Brexit, Trump and Dior
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Better physical fitness and lower aortic stiffness key to slower brain aging
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Adapting Lifestyle Habits Can Quickly Lower Blood Pressure
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Ways to Help Someone Struggling with Thoughts of Suicide
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Paulo Pedroso, ponto final do parágrafo?

O texto de Paulo Pedroso – Ponto final, finalmente. – não é de alguém vitorioso; apesar da vitória que, 15 anos depois, lhe foi atribuída pela Justiça Europeia. É tão-só a declaração de um sobrevivente, anunciando que não foi destruído pelos seus inimigos.

Acontece que esses inimigos ocupam, transversal e corporativamente, a Justiça portuguesa. Que o mesmo é dizer, portanto, que os seus inimigos, inimigos porque o privaram da liberdade e tentaram assassinar o seu carácter, estão na política soberana. Estão na Assembleia do República. Têm passado pelos Governos e pela Presidência da República. Todos os agentes políticos que usufruíram de poder institucional e influência social, e que não se escandalizam com os abusos da Justiça seja sobre quem for, são inimigos do Paulo Pedroso. Inimigos do Estado de direito democrático. Inimigos da liberdade.

É por isso que precisamos desta vítima para nos guiar no combate que transcende as ideologias, partidos e facções. Precisamos de quem tenha resistido com coragem e inteligência à violência dos cobardes e dos pulhas. Precisamos do Paulo Pedroso na política portuguesa.

Por cima dos danos irreparáveis causados a este cidadão, ergamos uma barricada contra quem usa a Justiça como arma do crime.

Exactissimamente

Não se depreenda disto que o facto de os professores terem uma ação direta, e muitas vezes decisiva, na vida dos nossos filhos seja conscientemente utilizada como arma. Acho que a maioria dos professores acredita que as suas lutas são parte integrante da sua vontade de o ensino ser cada vez melhor.

Seja como for, o facto é que o papel que desempenham na comunidade lhes traz talvez a maior capacidade reivindicativa de todas as classes profissionais. Tem sido utilizando essa força que conseguiram afastar aquela que foi a melhor ministra da Educação da democracia portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues, que conseguiram um sistema de avaliação de desempenho que pouco conta para a progressão na carreira (chamar-lhe avaliação é, por si mesmo, abusivo), que são mais bem remunerados do que os seus congéneres europeus de países com índices de desenvolvimento similares ao nosso e que o decurso do tempo tenha mais relevância do que em relação a qualquer outra carreira da função pública.

Repito que será assim também porque pensam que isso é melhor para os alunos e para o sistema de ensino.

Estão errados, porém. Não é admissível que a avaliação conte tão pouco para a progressão na carreira e que a passagem do tempo seja um fator decisivo. É injusto e de certeza que não contribui para que os professores sejam melhores profissionais e para um melhor ensino. O paradoxo de quem avalia não ser avaliado seria argumento bastante.


Qual é, afinal, a luta dos professores?

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Nota

Quem é professor no Ensino Secundário sabe bem, por testemunho&cumplicidade (no mínimo), que a avaliação dos alunos é sistemicamente fraudulenta. Daí até se projectarem como futuras vítimas da mesma perversidade não vai nem um milímetro nem um segundo. Menos, muito menos, muitíssimo menos. E da falta de vocação pedagógica e das incapacidades didácticas e científicas é melhor nem falar sob pena de voltarmos a ter a Avenida da Liberdade cheia de pavor e raiva.

Revolution through evolution

Throw like a girl? No, he or she just hasn’t been taught
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Fleeting Feelings of Hate May Be OK for Couples, in Small Doses
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Teachers who give cookie rewards score better in evaluations
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Coffee helps teams work together
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Using mathematical approaches to optimally manage public debt
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Bad News Becomes Hysteria in Crowds, New Research Shows
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Law and society rely upon a ‘Republic of Belief’
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