Leitão Amaro declarou que o tal vídeo onde é protagonista de actos heróicos, vídeo que apareceu na sua conta do Instagram, “não devia ter sido publicado“. Mais esclareceu que ele foi retirado por ter sido “entendido de uma forma que não era a forma pretendida“, causando “más interpretações e sentimentos de incompreensão“. Ou seja, um problema de hermenêutica levou ao apagamento chocantemente prematuro de uma obra que foi criada com o talento e empenho de vários profissionais da imagem e do som. Estamos perante duas justificações que não aparentam ter conexão entre si. Por um lado, há a reacção infeliz do público, manifestamente incapaz de atingir a sofisticação e beleza da narrativa e suas ponderosas mensagens. Por outro, fica o enigma a respeito de quem terá violado a conta de Instagram do ministro, indo lá colocar cinema de autor com nenhum apelo comercial. Ainda mais intrigante é a seguinte hipótese, suscitada pelas ambíguas palavras de Leitão Amaro: a de que a intenção original talvez fosse a de nunca publicar o vídeo, ficando a peça para fruição privada no seu círculo familiar e de amigos. Seriam os únicos a poder aplaudir a estrela em mangas de camisa. Projecto boicotado com a publicação.
Tenho uma outra hipótese explicativa, que me parece muito mais realista dada a reconhecida seriedade, honestidade e coragem do senhor em causa. Que é esta: Leitão Amaro não fazia a menor ideia de que estavam a produzir o tal vídeo acerca da sua pessoa ao leme da governação no meio da tempestade, ele nem sequer conhecia o marmanjo que estava a filmar com o telemóvel. E daí o seu nervosismo, as unhacas roídas, os telefonemas para este e aquele na ânsia de querer saber quem era o gajo do telemóvel que não o largava e que raio fazia ele no seu gabinete. Acima de tudo, uma dúvida dilacerante atormentava o seu espírito e enchia-lhe de aflição o peito, como as imagens captadas exibem com impressionante comoção. Esta: “Se isto é mesmo para um vídeo catita, será que vou aparecer a cores ou a preto e branco?”
ri-me e como não sabia do contexto do meu riso, só sabia do riso que advinha das palavras, fui-me inteirar. agora rio-me e arroto de riso
https://x.com/antoniocostapm/status/1026551092757184513
Antonio Costa, incêndios gabinete tekefones
Google search imagens
E voila!
Adoro a minha memória, dá para perceber como são todos iguais remexendo no sótão.
https://x.com/antoniocostapm/status/1026551092757184513
Excelente achado, yo: esta xuxaria tem fraca memória! Se calhar o laranja Leitão até se inspirou no Bosta; será até provável. É este o marketing pulhítico do Centrão Podre.
E como em qualquer disputa entre comadres, ouvimos sempre algumas verdades. O post do volupi acerta em tudo o que diz do patético Leitão. Para constatar a podridão do PSD podemos sempre contar com ele. Mas do seu caro Partido da Sucata jamais sabe, jamais vê; tudo são calúnias, ataques e campanhas negras. Sobretudo do seu caro 44. É assim a lógica do carneiro / piaçaba.
—esta xuxaria tem fraca memória!—
Mas sou só eu, cade os outros ?
Para quem não sabe interpretar o sentido e sobretudo o significado mais profundo de um ato político, ou outro qualquer, até compara o cometer um ato com o não cometer ou que um macaco e um humano são a mesma coisa.
O problema de fundo aqui é porque Amaro encomendou e publicou um mediático vídeo acerca da sua inchada vaidade de empafiosa importância de político (e não é PM) e, logo após 48 horas de tão solene anúncio ao mundo de como é ele o farol deste governo, de repente, retira da circulação tal bombástico anúncio com argumentos infantis. Isto é, porquê um vaidoso inchado de se achar o maior político deste governo de um momento para o outro se desculpa de ter cometido um erro de estúpido infantil.
O ministro que se propunha ser o novo “marquês de Pombal” reconstrutor do país, levado pelos ventos e chuva, meteu o rabo entre as pernas e desapareceu de cena ou porque lhe o impuseram devido ao seu soberbo atrevimento ou porque face à grandeza e dificuldades da obra a realizar que depois se constataram no terreno, preferiu desaparecer da situação de salvador da pátria e remeter-se à realidade de suas reais capacidades de fala-barato.
Os políticos mágicos patetas-xico espertos comportam-se assim normalmente e assim, também, os infantis ou mal intencionados intérpretes das acções dos políticos.