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A Wikipedia no seu melhor

“There is raely no need to talk about Phish becaus they are a sucky band who has no life. All they are is fat hippies who tihnk they live in the seventies. They probably jsut want to bring ack the peaceful hippy age which sucked cuse hippies suck. While you think they are making music they are actualy eating your babies and protesting about how the government is evil. PSHISH SUCKS there is realy no need to talk about phish because they happen to be the worst band that ever xisted.”
Belíssimo excerto da entrada sobre os Phish.

Um épico demora 113 minutos a fazer-se

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TAÇA DE PORTUGAL, 4.ª ELIMINATÓRIA

I

FC PORTO-ATLÉTICO
Estádio do Dragão, Porto
Hora: 15:00
Árbitro: Paulo Pereira (Viana do Castelo)

II

59′ – GOLO DO ATLÉTICO por DAVID. Cruzamento do lado direito para a área, mas ninguém se entende na defesa portista, surgindo David a empurrar para o fundo da baliza de Vítor Baía.

III

90’+5′ – Grande oportunidade falhada pelo FC Porto. Na execução de uma grande penalidade, Ricardo Quaresma acerta no poste direito da baliza defendida por Marco.

16:53 – TERMINA A PARTIDA.

Fontes: Record, Wikipédia

Crónica triste para o pobre diabo que trata a neta por você

Quando te encontrei no Jardim da Estrela e me disseste que não tinhas tempo para falar comigo porque estavas a tomar conta da tua neta o que mais me revoltou não foi a tua negativa em continuar uma conversa que nem sequer tinha começado. Foi sim o facto de tratares a tua neta por você. Tu, um pobre diabo que veio um dia lá de uma terrinha perdida na Beira Alta onde não passa o comboio nem a camioneta da carreira nem verdadeiramente se passa nada. Tu que só chegaste a chefe de secção porque conheceste algumas pessoas na Comissão de Trabalhadores e aproveitaste esses conhecimentos para subires na tua carreira. Não sei como não és capaz de perceber que não tiveste berço para essas poses nem para essas falas. Não há na tua família nem vice-reis da Índia nem embaixadores plenipotenciários nem, muito menos, governadores mandados para o Brasil para acertar as contas das cobranças dos quintos do ouro. Tratares a tua neta por você é muito mais do que ridículo. Porque é, na verdade, absurdo e contra a tua natureza. Tu não és um aristocrata. Apenas fizeste uma carreira de burocrata no departamento comercial de um banco à custa do teu cartão partidário, saltaste da Comissão de Trabalhadores para um cargo de chefia mas não tiveste nisso nenhum mérito teu. Apenas aproveitaste a onda da rosa e da mãozinha. Depois vieram os outros e já lá estavas. Por isso ficaste. Tu não és um aristocrata mas sim um pobre diabo perdido numa cidade desconhecida e onde nem nasceste sequer. Não podes tratar a tua neta por você. Para a próxima vez que passares por mim no Jardim da Estrela não digas nada, finge que não me viste. Porque se disseres alguma coisa como a do outro dia eu atiro-te logo para dentro do lago dos patinhos.

José do Carmo Francisco

Angústia da influência

«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que o seu pai o levou para conhecer o gelo.»
Primeira frase do romance Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

«Devo à subtil persistência da minha mãe a conversão ao ski
Primeira frase da crónica O horror capital, de Paulo Portas, na edição de hoje da revista Tabu, inclusa no semanário Sol

Da etiqueta ou outros desmandos…

Tendo em conta que recebi um postal de Natal em meados de Novembro, quando é que é socialmente recomendável deixar de desejar “bom ano novo” ao pessoal?

Para já, constato que o “BOM ANO NOVO” de boca cheia dos dias 1, 2 e 3 descambou, no dia 4, em “baAnove” dito entre dentes, e hoje, dia 5, já se nota um perigoso constrangimento na malta, tipo “bnove” dito com uma espécie de raiva, ainda que sem baba.

Dia 8, por este caminho, vão-se os resto das vogais. E vem um murro no focinho!

Sabichões de teclado

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Desconheço se o helicóptero de socorro poderia mesmo ter chegado mais depressa aos náufragos do “Luz do Sameiro”. Mas gostava de saber se os iluminados que interrogam agora os cadáveres sobre o paradeiro dos seus coletes salva-vidas alguma vez tiveram um vestido. Sobretudo enquanto tentavam trabalhar dentro de um barco minúsculo. Pois é.

Onde mora o mal

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Na luta em redor do próximo referendo, a Igreja e seus apaniguados querem à viva força ocupar o trono da virtude imaculada, remetendo todas as demais opiniões para o Inferno. E isto não promete melhorar até dia 11 de Fevereiro, antes pelo contrário. Querem ver com que linhas é que se cose esta malta? Dêem um salto ao “Blogue do Não” e arrepiem-se com um despudorado desfile de aldrabices, calúnias, falácias e omissões. Tudo coisas que nunca imaginaríamos em criaturas tão puras e virtuosas.
Comecem por ler o que um tal Vacas escreve: “para os defensores do SIM, o facto de criar uma criança sair mais caro que abortar é razão suficiente para liberalizar o aborto. É imbatível esta lógica. E arrepiante.” Arrepiante é sim alguém querer fazer passar este asco por uma ideia. Porque se não dedica a criatura a pensar antes de escrever? Ou, pelo menos, que trate de citar quem defenderia tal absurdo. Mas claro que é mais fácil atribuir ao inimigo (generalizando, claro) ideias monstruosas do que explanar argumentos próprios.
Depois, outra luminária, a assinar “Ferreira Martins”, garante-nos, com a solenidade de um la Palice involuntariamente cómico, que “A vida começa no princípio”, esquecendo-se de nos explicar se o espermatozóide e o óvulo estão falecidos ou coisa que o valha, no momento da concepção. Que eu saiba, “vida” já existe bem antes de o João e a Maria decidirem coisar.
Há também espaço para as descobertas fulminantes, como esta de Francisco Mendes da Silva: “o Ministro Correia de Campos assegurou que em nenhum caso o SNS efectuará um aborto a uma mulher que não se queira identificar”. Fantástico: quem diria que é preciso um documento de utente para usar o SNS?
A única coisa que me consola nesta parada de monstros, de mentiras flagrantes e de má-educação é que ninguém parece inclinado a dar-lhes muita atenção. Talvez seja mesmo uma boa forma de lidar com o mal (sim, com minúscula, que isto não passa de gente chunga e pequenina).

SOCORRO! – The director’s cut

Eu não vi absolutamente nada de “movediço” na exumação valupiana de posts e comentários ( Socorro!) sobre a arte de bem-falar e pronunciar com olho crítico ou diacrítico. O JPC manteve o frio para poupar o coração e fez muito bem porque “movediço” nem sequer é sinónimo de “provocatório”. E nem merece a pena citar frases lapidares de linguistas respeitáveis que acham que “o correcto é aquilo que as comunidades linguísticas esperam”, senão ainda nos embaralhamos mais.

É que no fundo, se nos lembrarmos bem, a tempestade original até nem passara de mera aragem (quem discordará da hipotética explicação de que “carapau” há trezentos anos ou ontem à hora do almoço, no telejornal do Cadaval, se dizia “cara de pau”?) muito embora tivesse brevemente servido para se entrar na guerrilha do detalhe lingo-gramatical que esconde muitas vezes pequenas vaidades sob as capas dos argumentos farpantes. Onde o Valupi perdeu um pouco nessa discussão sobre os nevoeiros dos falares regionais foi quando insistiu escravizar-se ao regulamento, mostrando a toda a gente como é que se monta a égua branca da língua bem dita. A ele far-lhe-ia bem sentar-se numa poltrona em Londres a ouvir o correspondente da BBC em Belfast.

Sem ir muito longe, dou-vos um exemplo fresquíssimo e natural de corrupção, evolução e dinamização da língua: o Valupi, mal lhe virei as costas aqui há dias, transformou em “Delbert” o Delbet de que lhe falei com tanto entusiasmo. Nada de mal nisso, um simples descuido, se descuido foi, que nunca se sabe nesta freguesia. De temer, no entanto, é que esta tendência para acrescentar erres e erros possa levar daqui a 50 ou 100 anos, por acumulação e extrema ignorância, algum estudioso mal-informado de blogues vetustos a referir-se à pessoa de JPC chamando-o de Soão Cedro da Bosta, homem de grande ventosidade, cultura e capacidade intelectual que costumava desperdiçar muito do seu precioso tempo atrás de borboletas fanhosas ou barifónicas para arrancar sorrisos aos tolos e tolas das tolas.

TT

Todos os que se passam, passam-se na TSF

Agora que o programa Bancada Central acabou, como é que vai ser? Onde é que os maluquinhos da bola poderão lançar as suas teorias conspirativas, os seus desabafos hilariantes, os seus insultos gratuitos e as suas exuberantes demonstrações de insanidade clubístico-maniqueísta? Temo pelo bem-estar de muitas mulheres portuguesas, cujos maridos encontravam naquelas conversas nocturnas com o “sr. Fernando Correia” uma válvula de escape para as suas frustrações e formas de agressividade latente. Temo pelo futebol português, que perde de uma só vez centenas de atentos teóricos e exegetas. Temo pelo auto-estima do ouvinte Costa Pereira, do Porto, opinion maker que precisava deste cantinho do éter nacional como os restantes mortais precisam de pão para a boca.
Enfim, eis um problema a exigir reflexão profunda, petições na Assembleia, manifs nas ruas e, porque não, um Fórum TSF. Pense nisso, senhor Manel Acácio, até porque desconfio que vai herdar muita da massa crítica que ficou subitamente órfã de protagonismo radiofónico.

horóscopos e projectos

Após descobrir que as teclas CTRL+F5 servem para actualizar horóscopos que parecem desactualizados, passei divertidos minutos a ler o projecto de Lei do Bloco de Esquerda que pretende introduzir o ensino multilingue nos estabelecimentos públicos de educação e de ensino. Lamentavelmente, e neste último caso, as teclas CTRL+F5 não se aplicam, uma vez que “parecer desactualizado” não é exactamente o caso do tal projecto.

Talvez a tecla Delete

Dão-se alvíssaras…

… a quem me faculte mnemónica que me auxilie a distinguir estes dois.

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Já tentei de tudo, mas a verdade é que não distingo o Dores do Góis (ou será o Góis do Dores?). Os tipos, para além da insana insistência em mudar de roupa de aparição para aparição, nada têm que os distinga. O sinal do da esquerda costuma saltar para o da direita; o da esquerda nem sempre tem aqueles três deditos no ombro direito (o que seria muito útil); raramente aparecem os dois sozinhos no mesmo sketch e quando tal acontece voltamos ao problema da roupa. Tudo como se inconscientes do problema que os atenta.

Em suma, este é um dos problemas que eu gostaria de resolver ainda em 2007. Daí as alvíssaras!