Dão-se alvíssaras…

… a quem me faculte mnemónica que me auxilie a distinguir estes dois.

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Já tentei de tudo, mas a verdade é que não distingo o Dores do Góis (ou será o Góis do Dores?). Os tipos, para além da insana insistência em mudar de roupa de aparição para aparição, nada têm que os distinga. O sinal do da esquerda costuma saltar para o da direita; o da esquerda nem sempre tem aqueles três deditos no ombro direito (o que seria muito útil); raramente aparecem os dois sozinhos no mesmo sketch e quando tal acontece voltamos ao problema da roupa. Tudo como se inconscientes do problema que os atenta.

Em suma, este é um dos problemas que eu gostaria de resolver ainda em 2007. Daí as alvíssaras!

13 thoughts on “Dão-se alvíssaras…”

  1. Palpita-me que vem aí lenha. Ainda assim, como parece que já se começa a dizer mal daqueles que começaram uma espécie de magazine no humor português, apetece-me dizer algum bem.

    Os Fedorentos são um símbolo da nossa aurea mediocritas.

    É tudo.

  2. O Dores é o que parece o filho ilegítimo de Leonard Cohen. O Góis é o que faz lembrar vagamente o Pedro Lomba.
    Espero que isto ajude.

  3. José: não me ajudaste!

    RC: Achas bem ter o Pedro Lomba como referência neste caso? Fala-me de ti. Tiveste as mesmas dificuldades?

  4. “Tendo em conta o nível indigente deste Blog, podemos concluir que se trata de pessoas duplamente analfabetas”

  5. Não há ajuda possível contra a aurea mediocritas.
    Ainda por cima, quando os imersos nem se dão conta e emergem como se vivessem no fausto intelectual.

  6. Então, vamos lá ao assunto:

    Confesso já que não sei quem é o tal Góis ou o Dores. Pela foto junta não sei, mas lia um ou outro postal no Gato Fedorento, um blog com pinta que falava de dores e goiabada.

    As dores do Góis servem ao Dores? E o Dores tem algo a ver com a Lousã, ou até com o Louçã?

    Como vês, não consigo ajudar muito, mas, ainda assim, penso que haverá por aí alguns, com dores de cotovelo por causa de não poderem dizer que são de terrinhas melhores que Góis.

    E agora, ajudei alguma coisa?

  7. É o velho problema dos grupos, afixe: uns gemem e os outros fazem força…
    Estes cabem na primeira categoria. Creio que nem com alvíssaras se resolve o problema…

  8. “Para mim, um Paço Arquiano é alguém que tropeça, que não recebe a sabedoria à partida, porque se a recebesse não seria Paço Arquiano, mas apenas um sábio. Os Paço Arquianos são Paço Arquianos porque, não tendo a sabedoria, a procuram, querem e amam”

  9. Chefe da brigada:

    O problema principal dos tais paço-arquianos, é tomarem como válidos todos os indícios que se lhes apresentam e formularem juízos definitivos com base neles.

    Para não estender mais estas explicações, apresento um exemplo daquilo que sempre quis dizer a um paço-arquiano:
    o caso singular da investigação ficcionada dos crimes de homicídio, no Nome da Rosa de Umberto Eco.
    A investigação efectuada pelo inquisidor Bernardo de Gui ( atenção aos nomes que significam sempre algo, em U.Eco),parte de indícios visíveis e provas plausíveis, também analisadas pelo frade Guilherme de Baskerville ( os nomes…).
    Porém, no final, a narrativa conduz a conclusões completamente contrárias e a verdade é diferente para cada um deles.
    É ler o livro , para perceber o perigo das conclusões apressadas e segundo o método “só pode ser assim…”.

    Era isto, caro chefe de brigada, que gostaria de colocar na reflexão num postal que pouco ou nada tem a ver com isto.

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