Uma delícia galaico-portuguesa em homenagem ao nosso amigo reis, o qual nos honra com a sua presença e nos acrescenta com o seu olhar e saber.
Arquivo mensal: Dezembro 2010
Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos
While everyone has a responsability to help the world, we can create additional chaos if we try to impose our ideas or our help upon others. Many people have theories about what the world needs. Some people think that the world needs communism; some people think that the world needs democracy; some people think that technology will save the world; some people think that technology will destroy the world. The Shambhala teachings are not based on converting the world to another theory. The premise of Shambhala vision is that, in order to establish an enlightened society for others, we need to discover what inherently we have to offer the world. So, to begin with, we should make an effort to examine our own experience, in order to see what it contains that is of value in helping ourselves and others to uplift their existence.
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Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84
O vulcão espanhol
É ou não é?
Vinte Linhas 559
Pequenos e médios formatos fazem um Natal com Arte
As inesperadas freiras voadoras de Carole Perret com os eléctricos de J. B. Durão encostados aos velhos autocarros de dois andares e os táxis verde e preto – são algumas das atracções da exposição de obras em pequeno e médio formato na Rua da Misericórdia nº 30, ao Chiado.
A mostra está patente ao público até ao dia 15 de Janeiro de 2011 e não se resume aos quadros a óleo e a acrílico. Os deliciosos bonecos de Maria Rita, colocados sobre velhos livros muito antigos e usados, recriam histórias de encantar como a do Capuchinho Vermelho.
Vejamos agora a lista completa dos artistas presentes na galeria da Rua da Misericórdia: Ada Breedveld, Alain Carron, Alain Donnat, Alessandra Placucci, Carole Perret, Christine Haslé, Davy-Bouttier Elisabeth, Guido Vedovato, Irene Brandt, J.B. Durão, Luiza Caetano, Lluisa Jover, Maria Rita, UKÉO, VÈCU e Victor de la Fuente.
Num tempo que todos sabemos de crise, com tantas dificuldades no dia-a-dia, com menos dinheiro para gastar em ofertas de Natal, aqui está uma opção diferente com obras de qualidade mas de preço mais acessível – exactamente por serem de pequeno formato.
Para quem vive por aqui (Camões – Bairro Alto – Chiado) não deixa de ser reconfortante ter assim à mão de semear um conjunto de obras de arte. A arte não substitui a vida mas proporciona momentos felizes na vida – mesmo que sejam apenas alguns momentos não deixam de ser menos felizes pela sua brevidade.
Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos
But we can be much more brave than that. We must try to think beyond our homes, beyond the fire burning in the fireplace, beyond sending our children to school or getting to work in the morning. We must try to think how we can help this world. If we don’t help, nobody will. It is our turn to help the world. At the same time, helping others does not mean abandoning our individual lives. You don’t have to rush out to become the mayor of your city or the president of the United States in order to help others, but you can begin with your relatives and friends and the people around you. In fact, you can start with yourself. The important point is to realize that you are never off duty. You can never just relax, because the whole world needs help.
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Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84
Génio
O ISEG, do inclinado João Duque, apresentou a seguinte estimativa:
Uma vitória da candidatura ibérica na corrida à organização do Campeonato do Mundo de futebol de 2018 poderá render ao lado português 1000 milhões de euros em receitas indirectas. Os três estádios portugueses, Luz, Alvalade e Dragão, foram construídos de raiz para o Euro2004 e estão prontos para cumprir com todos os requisitos determinados pela FIFA. No mesmo estudo estima-se que Portugal poderá arrecadar quase 800 milhões de euros em benefícios directos, no que respeita a receitas turísticas (quase 100 milhões) e valorização da imagem do país (cerca de 700 milhões). Em outros benefícios associados ao Mundial2018, entre eles impostos, emprego ou mercado publicitário, o ISEG prevê que a parte portuguesa poderá arrecadar mais de 300 milhões de euros. “Os benefícios directos para o país, ao nível do seu relacionamento com o exterior, são extremamente positivos e superam em muito eventuais e ligeiros investimentos”, destaca o relatório do ISEG.
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Um concidadão que assina Miguel Noronha, autor num blogue ao pé do qual as funerárias passam por dionisíacos antros de diversão, citou-me sem me citar; prática oligárquica que faz as delícias da pseudo-direita nacional. Mas esse não é o problema, estou é preocupado com o que ele diz – e diz isto: que os estádios do Porto, Benfica e Sporting não vão aguentar até 2018, pois não temos os milhões necessários à sua manutenção. Algures, bem antes, serão fechados e deixados ao abandono por falta de uso.
Não ponho em causa o acerto da previsão. Faço apenas um desesperado apelo à governação e à sociedade civil, a que chegar primeiro, para que se aproveite (nalguma coisa ou numa coisa qualquer) este génio da bola.
Um livro por semana 209

«Pagadores de crises» de José Goulão
O ponto de partida do livro é a regressão das condições de trabalho: «Desde que Pinochet restaurou os despedimentos por necessidade das empresas e arrasou os sindicatos a tiro, desde que Thatcher e Reagan liquidaram as lutas dos mineiros e dos controladores do espaço aéreo, as condições de trabalho regrediram, em países ditos civilizados, a situações que nalguns casos, podem comparar-se às existentes no século XIX». O pano de fundo é a lista de danos colaterais da globalização: «fosso crescente entre ricos e pobres, manchas cada vez mais vastas, à beira de se tornarem irreversíveis, de refugiados e de vítimas das várias formas de exclusão social, degradação ambiental acelerada, disseminação da fome e da subnutrição em todo o planeta».
Para o autor, a origem da crise não está no subprime mas sim «no regime económico, político e social imposto a todo o mundo a partir da América ao longo dos últimos trinta anos» porque «o neoliberalismo tomos conta dos mecanismos da democracia representativa, adulterou-a de maneira perversa e distribuiu-a universalmente com base na chantagem sobre os méis de sobrevivência dos povos e das nações, impondo-a à força de mísseis e bombas quando necessário».
Aqui a linguagem tem o seu lugar: não por acaso a palavra trabalhador foi substituída por colaborador, desemprego e despedimento são substituídos por dispensa, suspensão ou supressão do posto de trabalho sem esquecer exploração que foi substituída por produtividade. Ou, como queria David Stockman, secretário do Tesouro de Reagan, «o papel do governo é criar e defender mercados e proteger a propriedade privada».
(Editora: Sextante, Capa: Henrique Cayatte/Susana Cruz)
Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos
The key to warriorship and the first principle of Shambhala vision is not being afraid of who you are. Ultimately, that is the definition of bravery: not being afraid of yourself. Shambhala vision teaches that, in the face of the world’s great problems, we can be heroic and kind at the same time. Shambhala vision is the opposite of selfishness. When we are afraid of ourselves and afraid of the seeming threat the world presents, then we become extremely selfish. We want to build our own little nests, our own cocoons, so that we can live by ourselves in a secure way.
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Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84
Alívio
A máfia russa, recorrendo às suas loiras fatais, capturou as cabeças dos 22 membros do Comité Executivo da FIFA e lá ficaram com o Mundial de 2018.
Trata-se de uma excelente notícia, pois não teremos de levar com o berreiro dos desmiolados a acusarem Sócrates de voltar a dar cabo da economia e do futuro com essa ideia louca de gerar receitas – muitas, gordas – com os estádios construídos para o Euro 2004.
Vinte Linhas 558

Memória justificativa para um lugar azul
Há neste lugar azul a mistura feliz das cores do oceano e do firmamento, o azul das viagens e o azul das recordações. O balcão é a memória convocada de velhos paneiros de feira em feira com oleados nas carroças; de velhas quiquilheiras com seus alforges com estampas, espelhos, pentes e agulhas; de velhos ourives de bicicleta a pedais à porta da casa dos pais da noiva anunciada do altar abaixo. Há no olhar destas duas mulheres uma topografia do bom gosto, um tripé feliz onde se cruzam o olhar arguto, a escolha certa, a rapidez da compra. Por isso tudo aqui se converte em harmonia: os postais com a gente da cidade, a flor do sal, os biscoitos artesanais, o azeite mais puro, o vinagre tão intenso, o livro diferente, o lápis com a tabuada da alegria. Mas há sempre mais nas prateleiras do lugar azul: licor de ginja e aguardente, tisanas e chás, caju e amêndoa, brincos prateados e garridos lenços, blocos-notas e sabonetes, piões e brinquedos de papelão, sacos feitos de material reciclado e o instrumento musical feito de latas de conserva – chama-se kalimba. E sem esquecer a grande mala onde cabem todas as viagens – as percorridas entre sol e pó e as sugeridas apenas em convite. Transformar produtos em mercadorias – foi sempre esse o sonho dos mais antigos comerciantes, os das caravanas nos grandes desertos da Ásia, os das feiras medievais em toda a Europa, os navegadores portugueses que traziam especiarias da Índia. Se não fosse o comércio não podíamos beber café temperado com açúcar – tão habitual que já não o dispensamos. Em oposto a Penélope, duas mulheres constroem uma teia de bom gosto a partir dum balcão quase navio onde todas as viagens se podem sonhar em azul.
É o próprio a explicar
Esta equipa está a aprender a jogar com o resultado.
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7 meses após ter sido anunciada a sua contratação, o actual treinador do Sporting constata que os seus rapazes estão a aprender alguma coisa: a jogar com o resultado. Só nos resta então esperar, aos sócios com as quotas em dia como eu, que o próximo treinador ensine a equipa a jogar com a bola.
Perguntas simples
Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos
Warriorship here does not refer to making war on others. Agression is the source of our problems, not the solution. Here the word warrior is taken from the Tibetan pawo, which literally means “one who is brave.” Warriorship in this context is the tradition of human bravery, or the tradition of fearlessness. The North American Indians had such a tradition, and it also existed in South American Indian societies. The Japanese ideal of the samurai also represented a warrior tradition of wisdom, and there have been principles of enlightened warriorship in Western Christian societies as well. King Arthur is a legendary example of warriorship in the Western tradition, and great rulers in the Bible, such as King David, are examples of warriors common to both the Jewish and Christian traditions. On our planet Earth, there have been many fine examples of warriorship.
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Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84
Mais uma prova da incompetência do Governo
Ainda não ouvi nenhum membro do Governo a falar deste assunto, sequer um secretariozeco qualquer, e desconfio que sairá asneira da grossa se o tentarem fazer:
Co-incidências
29 de Novembro
Teerão: atentado mata cientista nuclear iraniano
30 de Novembro
Irão aceita retomar negociações sobre programa nuclear
Vinte Linhas 557

Carlos Pato fica um pouco mais à esquerda na foto
«O Povo reunido, jamais será» – é o título da exposição de Carla Filipe no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira. Inaugurada em 13 de Novembro pp. a mostra pode ser vista até 6 de Março de 2011. O ponto de partida é a memória dos passeios culturais pelo Tejo acima do barco varino «Liberdade» cujo arrais era Jerónimo Tarrinca (alcunha). Na entrevista e na reportagem de 18 de Novembro em O MIRANTE, assinadas por Ana Santiago, além das perguntas e das respostas da autora da instalação, descreve-se a visita do filho do arrais do varino (José Anjos Tavares de Matos) à inauguração de exposição e referem-se algumas peças de memória do barco – bandeira, boné, matrícula.
O que me causa espécie é a lista das pessoas que viajaram no «Liberdade». Vejamos: Alves Redol, Dias Lourenço, Álvaro Cunhal, Manuel da Fonseca, Arquimedes da Silva Santos, Bento de Jesus Caraça e Pulido Valente. Nem uma referência a Soeiro Pereira Gomes, a Carlos Pato e António Vitorino.
Nesta foto (que não é a mesma da exposição) verificamos (da esquerda para a direita) as presenças de Carlos Pato, Soeiro Pereira Gomes, Álvaro Cunhal e António Vitorino. Aliás não é preciso ser um especialista em história do Neo-Realismo para saber que há diversas fotos tiradas durante os passeios culturais. Mas a expressão «No mesmo barco chegaram a entrar…» diz tudo sobre os erros e as omissões. Se esta foto não consta desta exposição, então quem prestou informações à jornalista tinha a obrigação de não esconder estes nomes – Soeiro Pereira Gomes, Carlos Pato e António Vitorino.
Curso rápido de iniciação à espiritualidade – sem contra-indicações para ateus, agnósticos e distraídos
The current state of world affairs is a source of concern to all of us: the threat of nuclear war, widespread poverty and economic instability, social and political chaos, and psychological upheavals of many kinds. The world is in absolute turmoil. The Shambhala teachings are founded on the premise that there is basic human wisdom that can help to solve the worlds’ problems. This wisdom does not belong to any one culture or religion, nor does it come only from the West or the East. Rather, it is a tradition of human warriorship that has existed in many cultures at many times throughout history.
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Chögyam Trungpa
Shambhala: The Sacred Path of the Warrior, 1977-78-84
