New abuse allegations emerge against once-venerated French priest
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Uma corporação criminosa e chantagista
«Lucília Gago procura afastar dos magistrados a suspeita sobre a violação do segredo de justiça alegando que "o Ministério Público surge como tendo sobre si uma presunção de culpa, o que é uma coisa extraordinária, esse clima interessa aos arguidos e respectivas defesas porque desvia o foco das suspeitas que sobre si recaem sobre crimes de assinalável perigosidade".
Para a procuradora-geral, essa ideia de que as fugas saem do Ministério Público é "fantasioso e destituído de sentido", e argumenta que essa teoria "despreza a multiplicidade de pessoas com acesso aos processos". E avisa: "Se se pretende efectivamente perseguir e punir os responsáveis pela violação do segredo de justiça teremos que aceitar o recurso a meios intrusivos como as escutas". Acrescenta que a lei já prevê que os crimes de injúria, devassa da vida privada, ou seja, de mais fraca gravidade, sejam susceptíveis de serem investigados com recurso a escutas. Isso é uma opção do legislador..."»
Lucília Gago imita Joana Marques Vidal, esta que se ria quando lançava a chantagem. A chantagem consiste nisto: não há quadro legal para se investigar, com recurso a escutas, quem comete crimes de violação do segredo de justiça. Daí, tal corresponder a um estado efectivo de anomia pois os agentes da Justiça, seja qual for o seu cargo e estatuto, sabem não existir autoridades com eficácia para descobrir os criminosos — e ainda menos há quando são agentes da Justiça a inquirirem colegas. Solução? Alterar a lei de modo a permitir escutas nesse tipo de crime, o que levaria a permitir escutas aos suspeitos dentro da esfera institucional da Justiça e polícias. Por que razão não se altera a lei? Porque no dia em que um partido vier com essa ideia, os restantes ou ficarão em silêncio a ver o espectáculo, ou saltarão para o lado da corporação e farão campanha alarmista, populista e caluniadora contra o infeliz do partido que se lembrar de tal. É isto que Lucília Gago está a lembrar, sacou do ás de trunfo em ordem a manter intocável o poder dos magistrados para cometerem crimes e permanecerem impunes e anónimos.
A razão pela qual estas declarações são gravíssimas — gravíssimas para o regime, transcendendo a pessoa da PGR e o Ministério Público como um todo – está no facto de ser patente, evidente, óbvio, inegável, incontornável, indelével cometerem-se crimes de violação do segredo de justiça que só se explicam com recurso à suspeita sobre o Ministério Público, posto que nas fases em que ocorrem ainda nem sequer há arguidos. Logo, não há também advogados ou terceiros com acesso aos processos em causa, apenas a responsabilidade dos procuradores está na berlinda.
O facto de se cometerem esses crimes, nessas fases do processo — quando há alvos políticos e, em simultâneo, há exploração cúmplice e directa de órgãos da imprensa dos crimes cometidos pelos magistrados — leva a concluir que temos em Portugal um certo tipo de mercado criminoso cuja viabilidade depende de não se alterar a tal lei que a corporação do MP (pelo menos, mas também juízes) aposta nunca será mudada, dado o risco da penalização política sobre aqueles que quiserem acabar com este crime organizado.
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Dominguice
Que aconteceria se fosse possível contabilizar o número de situações diárias, no mundo, em que uma pessoa tratou com simpatia, atenção, respeito, cuidado, generosidade, e até espírito de sacrifício, alguém que poderá nunca voltar a ver, e não tendo qualquer obrigação para tal?
Não é informação adequada à exploração da depressão, do medo e da estupidez. Daí não existir um modelo de negócio a respeito.
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Dominguice
Eram 5 e tal da matina quando o telemóvel me chamou. A mim e a milhares ou milhões. Aviso de terramoto. Jamais tal tinha recebido, primeira surpresa. E é sabido que não há, cientificamente, avisos para terramotos, segunda surpresa. Assim, algo de rebimba o malho parecia a caminho. As duas surpresas juntas deram origem a um estupor que durou 3 ou 4 segundos. De repente, o rangido no cimento anunciava que o terramoto tinha chegado rapidinho. Queria dizer que o aviso tinha sido dado depois de ele ter partido, lá donde ele veio, estavam explicadas as surpresas. Moro num prédio dos anos 60, com 7 andares, colado a outro igual, o qual igualmente está colado a outro igual, formando um bloco com ângulo de 90 graus. Toda aquela massa não apenas tremeu, também oscilou como nunca tinha antes experimentado. Essa foi a terceira surpresa, levando a um cúmulo de novidades durante o tempo em que o sismo atravessou a minha geografia. O conjunto das informações e sensações deixava no ar a sugestão de que algo grave ainda poderia acontecer. Mas tudo se passou num ápice, sem mais surpresas.
Moral da história: avisos de terramoto com 5 segundos de antecedência só servem para abalar a inteligência.
Exactissimamente
«Aqui creio ser devido também um momento de reconhecimento a António Costa. À falta de entretém, e com enorme vergonha alheia da minha parte, resolveu que o melhor para passar o tempo era participar ativamente no branqueamento do discurso e do enlamear constante da CMTV e passear-se numa furgoneta de banalidades que, não podendo horrorizar ou decapitar, não sendo dantesca nem infernal, é só assim, se calhar, o que sempre foi. Estamos bem, estamos.»
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Lapidar
Língua na coroa
É possível, e creio altamente provável, que eu tenha sido o único bípede implume nesta galáxia, e galáxias vizinhas, a lembrar-se de que no passado dia 24 de Agosto se celebraram 112 anos do falecimento de Bulhão Pato. Este autor está profundamente enterrado no esquecimento colectivo e no desinteresse académico, se pusermos a travessa das amêijoas de lado. E por fatais razões, pois a poesia do Raimundo já era intragável no século XIX, e a prosa do António não se recomenda estilisticamente, sequer narrativamente.
Porém, contudo, todavia, há caudalosas preciosidades no que nos deixou. Estou a ler as Memórias. O início do Volume I, em que descreve os seus primeiros anos de vida em Bilbau, onde nasceu, gera uma experiência de leitura marcante por ser retrato vivo, em ferida, de uma época e suas gentes há muito invisíveis para a contemporaneidade. Seguem-se inúmeros fragmentos de 65 anos de vida, convolutos na sua exposição, frequentemente dispersos e erráticos, e sem qualquer programa ideológico na estrutura da obra. Vistos como o registo de memórias afectivas, lhanas e saudosas, são maravilhas antropológicas universais — assim como cápsulas do tempo para os amantes da portugalidade, e ainda mais para os apaixonados por Lisboa.
No Volume III, página 235, tropecei no capítulo “A minha oração da corôa”. Ficou como um dos meus favoritos nos 3 volumes. O título é uma alusão irónica a Demóstenes e antecipa um exercício pitoresco e picaresco. Nele revive tempos de alegria e prazer com um grupo de amigos da juventude, anima a sua veia de gastrónomo, e descreve o confronto verbal com uma peixeira no mercado do Cais do Sodré, onde tinha ido comprar ostras para uma jantarada (isto é, almoçarada; se adaptarmos ao nosso horário). Sobre essa disputatio, em que choveu vernáculo e tabuísmos de parte a parte, o nosso valente herói apenas quis grafar um dos seus ditos: “Sempre és peixeira que, em vez de peitos, tens dois pés de meia com um pataco no fundo!“. Isto levou a moça a mostrar as “túrgidas e petulantes” mamas, ao Bulhão e a todos os que assistiam ao duelo, com eloquência exibicionista. Ele e ela continuaram a disparar mas não sabemos o quê, infelizmente. O relato termina com o festejo do seu histórico “triunfo capitolino” no meio dos amigos que ansiavam pelas ostras.
Ora, é do domínio público que o Al Gore inventou a Internet com o singular propósito de nos oferecer ainda mais meios para dizer disparates e perder tempo. Assumindo essa grandiosa missão, pedi a uma das fabulosas inteligências artificiais agora ao dispor — Claude, no caso (que muito recomendo) — para recriar o episódio do épico despique entre o Bulhão e a peixeira a partir do que o texto estabelece como ocorrência. Eis o que saiu da sua (nossa) imaginação:

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