Todos os artigos de Valupi
Montado no coronavírus, uma lição de psicologia, de política e do modelo de negócio da indústria da calúnia
Serviço público
#MarquesMendes #VitalinoCanas pic.twitter.com/1EF51YETky
— Ivo de Almeida (@IvoAlmeida) March 1, 2020
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Revolution through evolution
ER patients may care less about a doctor’s race and gender than previously thought
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Bumble bees can experience an object using one sense and later recognize it using another
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Mediterranean diet ingredient may extend life
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Want to live longer? Stay in school, study suggests
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Nature makes children happier, science shows´
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Drivers of expensive cars less likely to yield for pedestrians
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Research finds support for ‘Trump effect’
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Esqueçam Jesus e o outro Jesus, este é que é o Jesus
Francisco Teixeira da Mota sai em defesa de Sócrates
«A forma como conseguiram condenar Sá Fernandes, nomeadamente, alterando os factos dados como provados pelo tribunal de primeira instância, apesar do empresário não ter recorrido quanto aos mesmos, figurará em lugar destacado numa futura antologia nacional das perversões jurídico-processuais no capítulo "Acarinhar os Corruptos."
Esta sinistra decisão da Justiça portuguesa foi agora arrasada, de alto a baixo, pelo TEDH, que considerou ter Portugal violado, em três vertentes, o artº 6 da Convenção que determina que: "Qualquer pessoa tem direito a que a sua causa seja examinada, equitativa e publicamente, num prazo razoável por um tribunal independente e imparcial..."»
Até quando terão os portugueses de se deslocar a Estrasburgo para encontrar justiça e decência?
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Descodificando a ironia, o Chico Mota está neste texto citado em registo triunfante e modo triunfal, exibindo-se como aquele que conseguiu “arrasar” (sick) a Justiça portuguesa à pala de um cliente seu. Ora, o motivo para o êxtase é bondoso, pois a intuição leiga em matérias jurídicas dá razão moral a Ricardo Sá Fernandes. É um caso de ambiguidade nula numa situação onde vemos uma potencial acção judicialmente meritória a ser castigada num tribunal superior por razões que carecem de explicitação técnica, e traduzida para as diferentes iliteracias da comunidade. E que mesmo após, eventualmente, se ter assimilado a lógica do argumentário o mesmo poderá ser criticado – tanto quanto aos princípios invocados como à sua aplicação. O Direito não é uma matemática nem uma física, é (mais) uma tentativa de humanização das sociedades e dos indivíduos. Bom desfecho para a vítima do que parece um erro judicial e para o seu advogado, pois.
O único problema neste texto publicado no pasquim da Sonae é o próprio texto e a respectiva assinatura. O Chico Mota é um caluniador profissional, explora o populismo justicialista e contribui para a corrosão e emporcalhamento da República e do espaço público. Claro, ele concebe-se como um paladino da “Verdade”, usando as suas milhentas informações e percepções como advogado para acordar e adormecer com a certeza absoluta de isto estar tudo nas mãos da malandragem. E partilha connosco esse seu mundo, um mundo onde a tal Justiça portuguesa que ele acaba de arrasar é exactamente a mesma que coloca num altar quando se trata de usá-la, ou de aplaudir o seu uso, para cometer violências de Estado e um linchamento político no pelourinho dos tribunais contra um alvo da sua predilecção assassina:
O direito ao erro dos jornalistas é a certeza de termos direito à informação
Vamos lá a saber
Exactissimamente
Paulo Rangel sai em defesa de Sócrates
«1. O dia de Carnaval não é decerto o mais recomendável para tratar este tema. Mas o caso é de tal maneira grave que não pode nem deve passar em claro, mesmo em ambiente festivo e festivaleiro de Entrudo. Refiro-me obviamente às suspeitas de interferência ou até manipulação do sorteio na distribuição de processos no Tribunal da Relação de Lisboa. Não podemos ficar nem silentes nem indiferentes ante a hipótese de, em Portugal, seja em que tribunal for, poder haver violação do princípio do juiz natural. Apesar de conhecer razoavelmente bem o sistema de justiça e de ter estudado e analisado muitas das suas falhas e insuficiências, nunca, em momento algum, me passou pela cabeça que corrêssemos o risco de ingerência na distribuição aleatória de processos. Uma suspeita desta envergadura e deste alcance é demolidora para a credibilidade da justiça e para a confiança no sistema judicial e faz tábua rasa do mais sacrossanto dos princípios constitucionais do Estado de Direito: a independência judicial. Não, não e não! Toda a indignação é necessária: não podemos viver com esta suspeita. Diria mais, diria mesmo: em democracia não podemos sobreviver com ela.»
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Revolution through evolution
What is the evolutionary purpose of menopause?
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Hospitality, not medical care, drives patient satisfaction
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Doctors prescribe more branded medications after marketing visits
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A little good is good enough – excuses and ‘indulgence effects’ in consumption
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Facial expressions don’t tell the whole story of emotion
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Feedback culture: When colleagues become competitors
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People who eat a big breakfast may burn twice as many calories
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Como insultar Vasco Pulido Valente na hora da sua morte
Serviço público
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Como sabemos, graças aos avanços da medicina, uma proporção cada vez maior de nós viverá uma vida longa em que um período cada vez mais extenso nos imporá algum tipo de dependência de terceiros, algum tipo de sofrimento físico e a necessidade de assistência e cuidados.
Bastará falar com qualquer assistente social que trabalhe em contexto hospitalar para saber que quando um idoso tem "alta clínica" depois de ter sido alvo de cuidados diferenciados e não está nem totalmente restabelecido nem referenciado para cuidados continuados é frequentemente o cabo dos trabalhos encontrar uma solução adequada com a sua família, quando ela existe, ou com as instituições que o possam acolher para garantir que ele tem o cuidado e o apoio necessários. Se, por força dessa dependência, necessita de cuidados domiciliários mais complexos ou de ser acolhido a um equipamento como uma residência assistida ou um lar, as respostas sociais que temos no papel são de acesso universal, co-financiadas razoavelmente - embora de modo considerado muito deficitário pelas instituições de solidariedade social - mas na realidade a rede disponível é largamente insuficiente e o "não há vagas" alimenta uma espiral de perda de dignidade que acaba no isolamento do idoso, no seu internamento num lar, muitas vezes ilegal, a troco da sua magra pensão ou em custos incomportáveis para a maior parte das famílias, com equipamentos de qualidade mínima, caros, sem qualquer co-financiamento ou ajuda, seguro, modalidades de poupança que prevejam essa eventualidade ou inserção nas eventualidades de segurança social de respostas a esta necessidade.
Esse sofrimento poderia ser mitigado, melhorando a saúde física e mental do idoso que necessita de cuidados. Mas nunca é o seu ângulo que ocupa o centro das preocupações políticas. Não estudamos o défice de cuidados acessíveis no setor social (o setor público simplesmente não existe) para as necessidades reais da população idosa nem o real custo para eles (ou os dependentes de qualquer idade) e as suas famílias dos que estão acessíveis através do mercado. Mesmo quando, mais uma vez à esquerda, se tomaram iniciativas para melhorar as condições em que é prestado cuidado informal, foi para o cuidador, para a sua vida de dádiva e sacrifício até hoje não reconhecido pelo Estado que se olhou, não para a pessoa que carece de cuidado, por exemplo poder escolher o seu cuidador, não para os seus direitos ou dignidade.
[…]
Não dá para colocar este gajo como líder do PSD? Teria o meu voto
A importância – a virtude – das palavras e atitude de Pedro Marques Lopes ganha a sua verdadeira dimensão no confronto com o silêncio que sobre o mesmo assunto se fez e faz à sua volta.
A democracia não é, antes de mais, o poder do povo. Ela é, antes de tudo, o poder da lei que o povo escolhe na sua soberania.
Há quem aproveite as fragilidades na educação e formação cívica e intelectual da enorme maioria para explorar o medo e o ódio. Isso é feito desde tempos imemoriais, sempre com o mesmo objectivo: usar a força bruta da multidão para servir os interesse de uns poucos. Ser capaz de denunciar esse abuso e violência, especialmente graves quando vêm de magistrados servidos por impérios mediáticos, requer uma coragem que faz do Pedro o melhor líder que o PSD, e a nossa democracia, nunca irá ter.
Mareganismo
«Agora a questão é a eutanásia e a dra. Isabel Moreira, que encomendou o cérebro nos saldos do AliExpress, desdobra-se em variedades televisivas a explicar que a vida humana não é um direito absoluto.»
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Ignoro se foi o autor quem decidiu o destaque mas é indiferente descobrir. No Observador, onde escreve a troco de dinheiro Alberto Gonçalves (suponho, embora não achasse impossível o contrário), decidiu-se que a melhor forma de estimular a leitura de um certo texto era destacar um insulto ad feminam. O efeito pretendido na audiência está concretizado no comentário ilustrativo.
Não foi a primeira vez que o valentão Gonçalves atacou a Isabel desta forma estereotipada, em que se usa o subtexto da diminuição intelectual e cognitiva das mulheres, tendo até já chegado mais longe no rancor e brutal estupidez ao aludir à vida pessoal do seu alvo. Não será a última. E isto leva-nos para o Marega.
Quem mete dinheiro no Observador pretende espalhar este tipo de violência no espaço público por ver nisso vantagens comerciais e/ou políticas. Logo, não estão disponíveis para qualquer discussão acerca da deontologia, ética e moralidade da prática que encomendam ao plumitivo – aliás, plumitivos, pois o posicionamento do projecto implica a exploração de uma retórica radical de direita onde a decência e a inteligência são substituídas pelo ódio e pela calúnia (as quais eles justificam acusando os “outros”, os “inimigos”, do mesmo). Nisso, a situação é exactamente igual à que todos reconhecem ter existido nos estádios de futebol até à revolta do Marega, uma decadência violenta aceite como normal, como parte integrante do espectáculo e da experiência de se “ir à bola”. Também na comunicação social há um fenómeno rigorosamente análogo que consiste em ter directores e comentadores (favoritos destes directores e respectivos accionistas) a violarem a lei, a usarem materiais obtidos com a violação da lei, e a raiarem a violação da lei nos seus exercícios insultuosos, difamatórios e caluniosos. Este fenómeno não passa apenas por “mais do mesmo”, ele consubstancia-se como a parte largamente maioritária da paisagem jornalística, incluindo nesta o editorialismo e o jornalismo de opinião.
Há quem explore o filão de forma profissional e especializada, aquilo a que o Júdice aludiu com a expressão “fonds de commerce” referindo-se ao mais notável desses artistas, apenas porque há quem pague, e pague muito, pelo serviço. Há quem reduza a actividade política, o “fazer política”, apenas e só a essas técnicas de açular e adular a multidão. E há muitos outros que alinham porque somos animais sociais, sendo a parte animal muito marcada pela necessidade de comer e ter um carro melhorzinho. Todos se integraram numa indústria sensacionalista e numa cultura tribal onde a vida é simples: há bons e maus, os bons são amigos e os maus inimigos, e, no entretanto, deixa cá sacar o meu que tenho filhos na escola, férias para fazer e uma reforma dourada para garantir.
Quando uma das maiores vedetas do humor em Portugal, num certo sentido produtivo e geracional a maior na actualidade, se permite usar mediaticamente – e a troco de avultada remuneração – excertos de interrogatórios judiciais, e outros materiais publicados de forma ilegítima e canalha com uma intenção enviesada para suscitar a percepção de culpabilidade de um certo cidadão ou grupo de cidadãos, podemos ter a lucidez de aceitar que não vale a pena perder tempo a explicar-lhe os rudimentos do Estado de direito democrático. A nossa única esperança a partir da atitude de Marega, para esse e para os milhentos casos onde a chamada “imprensa de referência” não passa de um albergue de pulhas, é a de que alguém ao seu lado se levante e vá embora recusando ser parte do espectáculo.
Aspirina marada
Um racista seria capaz de amar coelhos?
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Revolution Through Evolution
To slow an epidemic, focus on handwashing
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A Happy Partner Leads to a Healthier Future
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Reconnecting with nature key for the health of people and the planet
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Revenge is more enjoyable than forgiveness – at least in stories
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Financial Pressure Makes CFOs Less Likely to Blow the Whistle on Potential Fraud
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The use of jargon kills people’s interest in science, politics
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Crossing Divides: Why ‘cartooning’ political opponents is bad for us
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