Arquivo da Categoria: Rodrigo Moita de Deus

O chifrudo manda saudades e pergunta se preferimos o Rainha bem ou mal passado

É isso mesmo Luís! É isso mesmo! Agora sim vi a Luz! Como foi possível andar enganado todo este tempo. Fátima é uma invenção da administração Bush para justificar a intervenção americana no Iraque, através de uma conspiração global da Opus Dei com a comissão de disciplina da Liga e liderada pelo Paulo Teixeira Pinto. Não te admires se começarem a abrir agências do BCP em Fallujah e se o Benfica ganhar o campeonato com a conivência do grande capital português (mesmo perdendo todos os jogos). Isto anda tudo ligado.

Reconheço talento na tese, bastante melhor que outras versões que tenho lido, mas para dar best-seller continuo a pensar que falta um romance qualquer. Tipo amor à primeira vista que espera para acontecer. Mas amor gay, claro, tipo cowboys, que isto da literatura hetero já deu o que tinha a dar. Seja como for adivinho-te longa e profícua carreira literária seu Luís “Rodrigues dos Santos” Rainha. RMD

O Luís Rainha nunca mais foi o mesmo depois de ler o Código de Da Vinci

Entre os cartazes para as manifs anti-americanas encontro este naco na mesma linha dos inesquecíveis clássicos da postologia de esquerda: “Fátima é um mito inventado pela igreja”, “os americanos fazem guerras para gastarem as munições em stock” e, claro, “a Opus Dei é uma comunidade de adoradores de Santanás com tendências incestuosas”. Enfim, aquela divertida e factual agenda. Mas a questão que se coloca é: a Atlântida! Para quando um poste do Luís Rainha sobre a Atlântida? RMD

Mitos urbanos

Quando passo pelas filas de entrega do IRS lembro-me sempre dos discursos dos políticos sobre a produtividade do país. Sempre a pedir mais produtividade, mais produtividade. É verdade. E a melhor maneira de começar era evitando que os portugueses tenham de tirar um dia de férias para pagar impostos. Talvez evitando que se perca uma manhã inteira para fazer uma escritura. Uma tarde para instalar TV Cabo, outra para a electricidade e ainda outra por causa da água. Inscrever uma criança no colégio, pedir a renovação do bilhete de identidade, conseguir uma certidão de óbito. Não existe nada neste país que não custe menos de seis horas para conseguir. Nada! E dizem eles que o povo é pouco produtivo. Pouco produtivo? A verdade é que neste país, apesar das circunstâncias, ainda se consegue trabalhar. Não liguem. Estamos todos de parabéns. RMD

O poste que podia ter sido um romance

Ontem voltei à Severa. Muito turístico, é certo. Mas a Severa é a Severa.

Entre cantos e guitarradas apaixonei-me por uma senhora de nome Lina Santos. Voz e canastro de polícia sinaleiro no porto de Lisboa. Está bom de ver que a Lina não era nenhuma Adelaide da Facada, mas o amor aconteceu ao primeiro fado.

Sentindo que me fazia sôfrego, a matrona dedica-me a “Rosa enjeitada”. Agradeci com tinto de Portalegre em cima da mesa. É para que voz não lhe doa, mandei que lhe dissessem. O bálsamo surtiu efeito e a cantadeira voltou ao centro do boteco, já sem xaile e mais afoita que nunca.

O guitarreiro, bem atento, já me fitava. “Amor de Inverno” pediu ela. “O fado do ciúme” insistiu ele. Logo se adivinhava que por causa da Lina a sala ainda ouvia uma “cegada”. E que noite seria com marialvisse da antiga, forcados de homens e toureiros de cornudos. Fiquei aguado.

Mas nem ela era a Severa nem eu o Conde. Desilusão! Da promissora contenda saiu o frouxo “Fado da Mariquinhas”. Poucos copos mais tarde findava a noite que o espectáculo, esse, há muito que tinha acabado. Abalei de volta às ruas do bairro alto pensando na Lina, no guitarrista e no romance que podia ter sido. Que se lixe. Fica poste. RMD

E também sou benfiquista porque o meu pai era sportinguista

No outro dia insistiram comigo: “porque raio assinas RMD quando o poste já tem o teu nome cá em baixo”. Expliquei: “porque quando para cá entrei, fazia-o por hábito. Mas logo um engraçado aproveitou o facto para gozar comigo. Decidi naquele momento que, enquanto cá estiver, acabo sempre com as iniciais. É uma espécie de desforra do engraçadinho. Se tivesse recuado estaria a dar graça à gracinha. Assim, farei tantos postes com as minhas inicias no fim que a gracinha deixará de ser graça para ser hábito.” RMD

Deixado na caixinha por um leitor

a mobilidade social já existia, mais dificil do que é hoje, mas existia.
a diferença entre classes é que era brutal.
a mobilidade social em nada veio acabar com a luta de classes.
o povo não é só o pobre, ou a plebe, ou a classe baixa, como preferirem.
o “subir na vida” nada muda, estão todos a tentar ser os gajos do “big cash”, ter alguem abaixo deles e se possivel não ter ninguem acima.

quem o ouvir falar pensa que não existe classe baixa em portugal ou que as diferenças que se tem acentuado não prejudica niguem.

não me leve a mal, mas essa visão só demonstra cegueira ou no minimo miopia ideologica e preconceito.

proletario é todo aquele despossado de capital, de meios de produção, são todos aqueles que trabalham por conta de outrem. como se diz nos states aqueles que trabalham para o “the man”.
a unica diferença é a qualificação dos proletarios de ontem e de hoje.
o resto são umas codeas que se dão e se dá o nome de classe media.

O Agitador

RMD