13 thoughts on “Aspirina Z”

  1. O “basqueiro” de Z também é digno de ser pendurado na parede do AspirinaB, por isso, proponho que o ilustre cidadão seja condecorado com uma comenda a preceito. Porque isto de ser comendador no aspirina não é para quem quer, é mesmo só para quem pode. Parabéns, Zé!

  2. Obrigado, fiquei mesmo contente e afinal como se vê está ao alcance de qualquer um. Embora nestas coisas eu suspeito que os deuses é que me guiam, nunca me tinha perdido de amores antes por uma ponte, suspeito também da existência de uma costela de troll. Tinha ali um email do presidente a dizer-me que lhe parece prematuro dar conhecimento à comunicação social do skapepark antes de estar consensualizado, agora vou ficar a morder-me a pensar no que faço que só quando chega à CS é que fica seguro, mas como vai receber-me acho que devo ser educado. Sou muito mais eficaz à bruta, mas paciência.

    boas para todos, que os meus gatos bazaram e deve ter sido de eu não estar a escrever o que cá sei: semantic manifold

  3. será que é porque não fogem? Mas eu sou muito promíscuo: é árvores, é gatos

    gostava de me fundir com uma árvore e ficar a fotossintetizar, e consigo, mas é só um quarto de hora ou assim

  4. pois é isso, e no entanto Socrates deu-nos a saída perfeita,

    a ver se mais logo consigo pôr aqui outra citação do Peregrinaçam, muito profunda sobre isso, esta não é sobre tugas, embora estejam lá ao barulho

    hoje vou limpar o pinhal

  5. deixa cá cumprir a palavra:

    «O bonzo então muito confiado, e com aspecto soberbo lhe disse, agora faz mil e quinhentos anos que me vendeste cem picos de seda, em que ganhei bem de dinheiro. O Padre com muita serenidade e brandura pôs os olhos em el-rei e lhe pediu licença para responder, e el-rei lhe disse que folgaria muito com isso. Ele então depois de lhe fazer a cortesia devida, se virou para o bonzo e lhe perguntou de quantos anos era, a que ele respondeu que de cinquenta e dois: ora pois lhe tornou o Padre , se tu não és de mais de cinquenta e dois anos, como é possível haver mil e quinhentos anos que foste mercador, e me compraste fazenda? (…)
    Dir-to-ei, disse o bonzo, e verás quanto mais sabemos das coisas passadas que tu das presentes. Hás-de saber, pois o não sabes, que o mundo nunca teve princípio, nem os homens que nele nasceram poderão ter fim, mais que somente acabarem estes corpos em que andamos, no derradeiro bocejo, para neles a natureza nos passar de novo a outros melhores, como se vê claro quando tornamos a nascer de nossas mães ora em machos, ora em fêmeas, segundo a conjunção da lua em que nos parem, e depois que somos cá nascidos no mundo, fazemos por vários sucessos estas mudanças, a que a morte nos tem sujeitos por parte da natureza fraca de que somos compostos, e quem tem boa memória, sempre lhe fica lembrando o que fez e passou nos outros espaços da vida primeira. (…)»

    Fernão Mendes Pinto, Peregrinação

  6. só queria dizer ao z que fiquei contente de encontrar alguém , mesmo que seja na net , que acha as pontes de pedra lindas. e o rio lá em baixo. e toda a gente que por lá passou. e que se queira fundir com uma árvore. tenho 2 sobrinhos pequenos, temos uma árvore de eleição, ela cumprimenta-nos , abana as folhas , a gente dá-lhe beijos e festas e procuramos a casa das fadas lá nos buracos e os duendes no grande cogumelo que ela tem no tronco, adoro pensar que estou a educar dois pequeninos pagãos. o z é o futuro. gosto de pensar que sim-
    contaram-me uma história linda. em àfrica. a gente morre e enterram-nos debaixo de uma àrvore que tem umas raizes que nos envolvem. e a àrvore mistura-se e absorve-nos. e depois ficamos lá na àrvore. , misturados. até apetece morrer.

  7. obrigado amigo salgueiro – era daí que vinha a aspirina dantes, casca moída de salix, não sei se do alba se do atrocineria, se doutro. Na wiki deve dizer.

    É, as árvores são tão amigas e pouca gente dá conta. Ali o ‘meu’ ecoparque vai-se fazendo por si próprio, está cheio de pompoms de pinheiro manso e zambujeiro de todos os tamanhos, até chegar aos magníficos bosquetes ou linhas de dois séculos, ou mais. Por esse lutei e lutava sem fim, ia ser substituído por torres de betão.

    É incrível, nós olhamos uma coisa com amor porque é bela, sabemos lá porquê, e ela desabrocha,

    eu também quero ser enterrado em cinzas numa árvore, mas ainda ando com dúvidas como faço para voar, mas depois lembrei-me que posso ir feito de oxigénio por exemplo

    mas por agora ainda gosto muito de ir à praia, e de cinzas não dá jeito

  8. A piedade que tenho pelos bichos estende-se até às duras pedras dos caminhos. Acredito que tudo sofre, que tudo tem alma e emoção – as árvores, as criaturas e os calhaus. E até, sabei-o, já uma vez me aconteceu ter lágrimas pela sorte de uma pedra que nem minha conhecida era.

    A Morte do Palhaço, Raúl Brandão.

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