…o governo promete corrigir esse pequeno problema. RMD
Arquivo mensal: Abril 2006
menina@gmail.com
Quando era um iniciado na Internet, pensava que Hotmail era um qualquer serviço associado a coisas do género porno-erótico. Olhava de lado para todos os pobres infelizes que me enviam correspondência desse servidor. Com o tempo esse estúpido preconceito passou. Pelo menos até ao dia em que comecei a receber missivas mais pessoais de uma tal que tinha um Gmail. Primeiro ela era Hot agora era G. Hoje em dia sou incapaz de falar sobre o assunto sem deixar fugir um sorriso malandro. RMD
Os jornais estão cheios de boas notícias para os conservadores
É preciso conhece-los
A culpa disto tudo é do fernando!
Depois de pensar bastante sobre o assunto parece-me que encontrei uma solução
A propósito de rodriguinhos…
Poste sobre qualquer coisa próxima da ambivalência sexual
Ironicamente, parece que o cowboy gay virou agora representação do lendário Casanova.
O filme, obviamente, não é para ser levado a sério. RMD
DESENHO* 3
Valentes críticos

É a pergunta que um crítico mais teme. Formulou-a ontem, aqui, o estimado comentador Alex Brito. Escreveu ele: «Ó Fernando! Que princípios presidem a esse maniqueísmo que definem um bom cronista, ou um mau ficcionista? Não lhe parece abusivo e pouco sério tratar assim um escritor?»
Repare-se: não é só dizer-se de alguém que é, por exemplo, «um mau ficcionista». É dizer-se também, por exemplo, que é «um bom cronista». Se bem entendo, estes juízos, para o mal e para o bem, são sempre para o mal. Não se fazem, pronto. E com isto está, de uma penada, resolvido todo o problema da crítica. Ela simplesmente não se faz.
Às vezes, pendo para dar razão ao comentador. Por uma vertente que, suponho, não lhe ocorreu. Digamos assim: algumas críticas negativas que tive de fazer, eu trocava-as bem por uma oportunidade prévia de conversa com o autor. Ou seja, em vez de ter de dizer-lhe, tarde e a más horas, e tão publicamente, que produziu um flop, eu avisá-lo-ia a tempo da ocorrência, e o livro não aparecia, ou aparecia outro. Feito isto em mais larga escala, poupavam-se aqueles monólogos cheios de energia negativa que, de vez em quando, surgem nos suplementos literários. Ou, e sem querer funalizar muito, João Pedro George podia ter impedido Margarida Rebelo Pinto de existir.
Mas o mundo não está assim tão bem feito. Continuarei, pois, a aceitar esta tarefa ingrata, que só um fulano valente (isto é, desprezador dos perigos, isto é, mansamente doido) pode executar: essa de dizer que isto é «bom» e aquilo é «mau». Princípios? Critérios? Poucos, fracos e volúveis. É mais um destino, Alex Brito. É uma branda forma de loucura. Mal paga, ainda por cima, pelo tempo que se nos vai nela. Não, não tão branda como isso.
