
O caso exclui qualquer tipo de ambiguidade: quem não aceitar a possibilidade de caricaturar uma figura da História do Islão, não pode viver numa comunidade secularizada, democrática e constitucional. É uma declaração de fé na liberdade a que nos chega da imprensa e sociedade dinamarquesas.
Como é bela a coragem.

Há coisas que não se aprendem nas escolas, mas sim em casa e no “mundo”… ou talvez já nasçam connosco…
A Coragem é uma delas…
Provavelmente se existisse um Copenhaga-Dakar, não teria sido interrompido no ano da graça de 2008…
O medo acaba sempre por nos empurrar para as “catacumbas” e afastar da Liberdade…
exactamente, também gostei muito de ler a coragem dos nossos bros dinamarqueses, estou com eles, viva a liberdade, arrasa com o medo
oh ‘qaidos se ides lá fazer merda contai comigo para vos meter um aleph no cú, tá? é que eu sei da história dele e do Ali,
jhvallah
Uma “sociedade secularizada, democrática e constitucional” ou uma sociedade de robots em que os governos governam sem a menor oposição nem recriminação, sem resmunguices, onde não há descontentes (e nem sequer a fartura das prateleiras doutras sociedades de consumo) e toda a gente vive feliz sonhando e apregoando que a Dinamarca é o melhor país do mundo? Isso é o que resta saber. Os seus “corajosos” dinamarqueses, tanto quanto sei, levam, lá isso levam, honra lhes seja feita, aí uns vinte anos de avanço em relação ao resto dos paises da “Comunidade” em termos de obediência (no questions asked, we are all good and responsible citizens) à consciência da Bruxelona.
No tempo de Salazar ainda você teria desculpa em vir para o terreiro do seu café pintar esses céus cor de rosa dos países nórdicos, tão supernos, frígidos e civilizados. Não terá você apercebido-se de que hoje existe uma Internet que (mal, mas melhor que nada) nos defende dos ataques à intelingência comandados por tropa menor mediática como o Zé Manel (o hipocorístico é seu)?
E que melhor imprensa que a duma sociedade de robots para reincidir na provocação religiosa? É só carregar no botaõ em Nova Iorque, Londres ou Jerusalém e sai logo no pasquim. Aj ximple aj det.
PIRES, és tontinho. Mas desde que defendas a liberdade, está tudo bem.
Como é estúpida a falta de tacto. Mais nada.
Ah, e como é cobarde a falta de indignação. É tudo.
Tão estúpida, tão estúpida que nem percebe que liberdade expressão não tem nada a ver com liberdade de insulto de quem se recebe entre portas.
E mais, estes cagões jornaleiros borravam-se todos se lhes aparecesse um barbudo de turbante à frente.
Há coisas que os betos esquerdalhos nunca entenderão- laicismo e liberdade nunca poderão ser prepotenciazinhas de quem detem o megafone mais poderoso.
Mas por mim, ok. Na maior, o mais que lhes pode acontecer é limparem-lhes o cebo como ao outro desgraçado de Van Gogh que achou altamente inteligente e pedagógico andar a fazer esperas a criançinhas de escola para lhes dizer que o Maomé era pedófilo- bastava-lhe pegar em qualquer rei e rainha lá da terrinha e fazer as contas a que idade é que tinham direito de pernada.
E ainda há mais outra coisa- também acho que é perfeitamente legítima uma retaliação por assinar fulano na testa. Tão ou mais legítima como um Estado declarar guerra a um país, sem motivos válidos e assinalar de morta a testa de milhares de habitantes.
Bom, mas voi registando- isto do laicismo ou do respeito pelas crenças de cada um é direito às segundas quartas e sextas e vergonha nos restantes.
Depende sempre da religião que se escolhe- se for a jacobina vale tudo- incluindo tirar olhos e dar tiros-no-pé na boa da palhaçada do multiculturalismo que também apregoam.
È nestas alturas que faz muita falta o comuna do poeta hortelão. Esse ao menos gozou à grande e à francesa com esta esquerdalhada reciclada e impingir boas-maneiras à bobone à mourama.
Sim, porque a mourama, se for civilizada, e se achar que foi insultada pelos jornaleiros, tem toda a liberdade para contratar um advogado e meter o jornal em tribunal.
Agora o que não se admite é aquela bestialidade de queimarem as nossas bandeirinhas na praça pública! que horror! que heresia! balha-nos Deus, onde é que o mundo vai parar quando não se respeitam os símbolos laicos, lá porque se enchovalhou, pedagogicamente, os religiosos terceiro-mundistas.
E as pedradas nas embaixadas! cães, umas bestas sem modos. Uma embaixada, como qualquer cidadão civilizado sabe, é um local simbólico que não pode ser alvo de injúria.
Carago de bestas que julgam que só os deuses deles é que merecem respeito.
Vão lá para a terrinha deles e não conspurquem a nossa liberdadezinha!
(ups! não, isso não se pode dizer que é facismo reaccionário- nós somos todos muito multiculturalistas desde que adoptem as nossas crenças simbólicas e cuspam só no Maomé deles).
as criancinhas não têm cedilha mas eu tenho as minhas ursas à espera.
Sim, e limpar o cebo também é uma originalidade. Mas, ó zazie, e aqui que ninguém nos lê, ajuda-me lá a resolver uma dúvida: tu nunca catrapiscaste bem a diferença entre secularidade e laicismo, pois não?
E outra coisinha: esta caso da republicação das caricaturas pela imprensa dinamarquesa está mesmo a passar-te ao lado, não está? Não atinas com o que está em causa, né? Mas eu vou dar-te uma ajuda: imagina que o senhor Kurt Westergaar, o cartoonista de 73 anos do jornal “Jyllands-Posten”, era da tua família, e se descobria que 3 psicopatas o queriam matar alegando que estavam ofendidos com um qualquer boneco. Acharias perfeitamente legítima a retaliação?
Achava!
Percebeste agora?
E sabes porquê?
Porque, se a estupidez não paga imposto, o risco é da conta do burro.
Outra coisa. Essa cena da legimidade não é nada. Com a legitimidade limpa-se o cuzinho a meninos.
Está visto que nada disto tem a ver com casuística mas, com outra coisa bem simples- não há ninguém impedido de expressar ideias mas tudo quanto se escreve com megafone mais poderoso que o dos outros tem de ser acto de responsabilidade.
Sendo que, é irresponsável fazer-se fosquinhas de insultos ao que há de mais sagrado em quem se recebe em casa.
Ou então, não se recebe e dá-se o exemplo fazendo editoriais a insultar as proprias mãezinhas, para que se perceba que o Ocidente é tão livre e tão moderno que mede essa liberdade pela capacidade de chamar filho da puta a alguém.
Agora, o que não vale é depois fazerem choradinho e desatarem a berrar que nem umas tias, que horror, foram-nos às bandeirinhas. Foderam-nos os símbolos pátrios, atiraram pedras a um edifício sagrado!
Porque, não há socieade que não integre a desordem na ordem. Ela é-lhe inerente. O que não é inerente é fazer folclore e basófia exigindo em troca, uma plateia a bater palmas.
Quanto ao assinalar alguém na testa é como te digo- é o risco real que correm. E, quem corre por gosto não se queixa.
Mais legítimo que uma nação invadir outra, dizendo que é para ir à cata de umas tretas que eles têm lá escondidas e matando milhares de pessoas que não estavam assinaladas na testa.
Capice?
Vou fazer post mas prometo que não linko. Somos estrategicamente amigos para as ocasiões (que não é esta) e isto até fica bem em post para o povo
“:OP
curioso. e que tipo de execução considerarias adequada para os monty python, ou para o alexey sayle, por ridicularizarem os ícones católicos?
Estás a falar comigo, Susana?
Eu não considero nada por tribo. Porque, uma coisa que me ensinaram desde pequenina foi a respeitar todas as religiões.
E outra que diz a nossa lei- dá direito de pena, por código penal, quem de alguma forma ofender material ou espiritualmente outrem, seja colectivamente nas suas crenças, seja nos símbolos delas.
Se quiseres passo-te o código. Foi postado por várias pessoas, para mera informação desses patuscos que acharam o máximo deitarem as mãos à cabeça por causa de umas pedradas e outro máximo maior, uns insultos por encomenda de um livro a achincalhar o islão.
Mas eu não sou esquerdalha. Não defendo multiculturalismos nem política de porta-aberta.
Wu limito-me a ter olhos na cara e a perceber quando há basófia provocatória facilmente aproveitada pelo clima de tensões sociais e políticas e quando existe expressão de informação censurada.
Por exemplo- foi prova de liberdade de imprensa o Público ter publicado aquela investigação do Cerejo- porque o DN nunca a publicaria.
O v. problema é funcionarem sempre por reactivas- têm de encontrar o “inimigo principal” para conseguirem equacionar uma questão simples.
Esta é básica- os jornalistas, o jornal e até o governo dinamarquês, foi besta. Fizessem como os ingleses- cinismo e muito savoir faire. Nunca insultar minorias a quem se abre a porta.
Ainda por cima minorias em estado particilarmente secundarizado nesses países e facilmente usadas como pretexto para mais uma reactiva ocidente/oriente; eixo-do-bem; eixo-do-mal.
Ninguém educa ninguém insultando-o naquilo que para essa pessoa é mais sagrado. Se os gajos não gostam de islmanismo na sua terra têm boa receita- usam os jornais e fazem campanha contra a imigração.
Agora não fazem é fitas destas de virgens ofendidas a pedir ajuda a quem não é besta e sabe que há que ter tacto. Precisamente porque, não é pelo facto dos católicos nem se importarem com sátiras a preservativos no nariz do Papa. È pelos jacobinos acharem que uma bandeira e uam embaixada são símbolos sagrados, sujeitos a protecção legal que não pode ter o que há de mais profundo na crença religiosa de um ser humano.
E sim, as religiões elevadas a ideologias podem levar a extremos de ameaças de morte. Acontece que as ideologias e suas cruzadas é que lhes costumam abrir primeiro as portas.
Neste caso dos cartoons, onde todos estiveram mal, os mais “evoluídos” deram provas que é mais rapido quebrar-se o verniz que as trombas. Porque nem arriscam, apenas gritam por socorro que nos vão bater quando reincidem em pedi-las.
Ora, se os católicos andam frouxos e nem virtualmente dão porrada nos que os perseguem e achincalham, os islâmicos não andam. E por isso, até acho bem interessante sempre que um jacobino leva uma sova de um ortodoxo. Se for para Israel leva-a na mesma.
É assim, ninguém tem culpa que haja quem as esteja a pedir e outros que se limitem a ir à boleia, apenas sentados a ver pela tv.
se vais para um país que te acolhe, tens que respeitar a sua constituição.
relativamente ao que dizes, resta apurar o que é uma «ofensa». se houver uma pena prevista no código penal, que se accionem os mecanismos legais. dizeres que a morte é uma pena adequada é algo que não vou atribuir à tua conclusão racional, apenas ao teu mau feitio.
Se uma jacobino não fosse alguém quadrado mais quadrado que um bom islãmico que também é capaz de criticar o fanatismo sem precisar de negar as religiões (e houve-os, nos jornais, guardei os artigos) tinham aproveitado para aprender alguma coisa de estratégia e tacto com a reacção do Papa. É que esse é que deu um bailinho de diplomacia e estratégia a todos estes grunhos de ambas as partes.
Até aqui pouco mais há que carapau anti-mouro do camarada Valupi e uma petinguita do Mar Morto da Susana. Esperemos pelo resto do peixe, a ver o que é que isto dá. Mas duvido que cheguemos aos cento e tantos comentários de baldroegas e coentros do costume.
Ajé tá.
Essa dos mecanismos legais é a tal betice com qeu o bacano do poeta hortelão gozou e fez a mauior charge da blogosfera- ó Fátima, filha, espera aí que aqueles dos jornais nos estão a insultar, temos já de consultar o advogado para as minorias e meter estes jornaleiros e país em tribunal. E vê lá se telefonas á prima Soraia para impedir que aquela racaille venha toda para a rua chatear a civilização ocidental.
isso é coisa que já se sabe que só podem fazer desde que tenham a protecção partidária dos ideólogos do Maio de 68 para rebentar carros em Paris.
Devias atribuir ao meu humor negro porque eu mato-me a rir com estas betices dos que se borram com os armagedões e depois gritam: “agarrem-me senão eu mato-os”
“:O))))
palavra, eu pagava para ter aparecido um gajo mascarado com turbante e barbas postiças naquela manif do zinc e mais do outro toino do rato
ahahaha
Juro. Uma boa sova num peludo politicamente correcto armado em esquisito é tratamento certo.
Fartei-me de rir com o comuna do poeta hortelão. Um comuna à moda antiga também costuma ser bom tratamento para esta esquerda perfumada que se enxofra muito porque as minorias até parece que são grunhas e não sabem accionar os “esquemas legais” até haver o veredicto. Porque entretanto, como costumam repetir naquela casuística de talho, são todos inocentes até prova em contrário
“:O)))
E os gajos dão-lhes a prova em contrário
eheheh
zazie, não se trata apenas de não teres razão - que não tens nenhuma -, trata-se de teres perdido a Razão. E o resto é fuga para a frente, mas já vais em queda no abismo.
Sintomaticamente, foges aos conceitos. E sim, ignoras a diferença entre laicismo e secularidade, daí o caudal de barbaridades.
E outra coisinha: é precisamente o multiculturalismo que não está aqui em causa. O que se pede aos muçulmanos, das mais desvairadas origens geográficas, é que aceitem as leis civis.
E ainda outra coisinha: se a estupidez pagasse imposto, essa tua de validares as reacções “ofendidas” de criminosos patológicos daria para anular o défice público.
Uma coisa é mostrar coragem, coisa que em geral até nem acho mal, como princípio. Melhor seria mostrar lucidez e determinação, que nem sempre rimam com coragem. Vão mais longe, exigem visão, serenidade, ponderação, rigor e força tranquila - como dizia o Mitterrand - na aplicação das decisões. Coragem, no sentido em que aqui é elogiada, é boa para as touradas, em que o animal está praticamente condenado a perder a partida.
Detesto estar de acordo com essa pessoa que aqui fala muito e vê ‘comunas’ em todo o lado, mas ela tem razão numa pequenina coisa: quando se recebem em casa imigrantes, devem respeitar-se, eles mais as suas crenças, por mais idiotas que uns e outras nos pareçam. As nossas crenças também são bastante idiotas, aqui para nós que ninguém me ouve. Somos todos igualmente idiotas, fanáticos, primitivos e violentos. Disso ninguém duvide.
Para desafiar as reacções primárias dos indígenas, ou seja, dos “cristãos velhos” nossos compatriotas, é que é preciso coragem, da verdadeira. A turba-multa normalmente só diz e faz disparates. Sentindo-se em casa, com as costas quentes, com a galeria dos senhorecos a aplaudir, então aí é que ela é corajosamente cobardola e estúpida. Tribal. Não lhe importa deitar tudo a perder, inclusive aquilo que é mais importante. Só depois é que pensa, quando o mal está feito.
Receio que os dinamarqueses estejam a reagir assim, à latina. Acho que mais lhes valia adoptar friamente legislação para condicionar e controlar a sério a imigração de árabes e muçulmanos. Para isso ninguém tem a tal de “coragem”. Mas o mais importante até nem é isso.
O mundo ocidental ou cristão ou lá o que é tem que se aproximar e que se entender com o mundo islâmico. Há hoje 1300 milhões de cristãos e quase 1000 milhões de muçulmanos. Eles estão a crescer muito mais depressa do que nós, os ditos ocidentais. Até meados deste século, eles apanham-nos. Além disso, deixámos os tipos vir para nossa casa, instalar-se, multplicar-se, exigir direitos. Alinhar numa escalada qualquer de que não não consigamos controlar as consequências, poderá ser fatal. O preço do petróleo está em quanto?
Outra coisa que não entendo é esta Europa. Os dinamarqueses decidem reagir sozinhos porquê? A União Europeia não existe? A reacção ao radicalismo islâmico devia ser europeia, serena, concertada, pensada e firmemente aplicada em todos os países membros. Não vejo nada disto. Com uma europazinha de merda não vamos lá.
Nik, também tu estás a apontar para as nuvens. A situação passa-te ao lado. Repara: ninguém na Dinamarca trata mal os muçulmanos. Aliás, ninguém em lado nenhum do mundo ocidental e cristão trata mal os seguidores do Profeta, e isso é até notável; e algo surpreendente (ou não, ou não…). Onde se trata mal os muçulmanos é nos países islâmicos. Dito isto, que é factual, acrescento que a reacção dos jornais dinamarqueses é um acto civilizacional. Estão a dizer: não temos medo da vossa loucura. Porque querer matar uma pessoa que não é crente islâmico por razões que só fariam sentido adentro da religião que o indivíduo não professa, é um atentado à liberdade. E não se deve ceder, não se deve ceder nunca quando estão em causa a vida e a liberdade. Como é óbvio, foda-se.
pois, eu acho que aqui o Valupi diz tudo:
‘O que se pede aos muçulmanos, das mais desvairadas origens geográficas, é que aceitem as leis civis’
é só
e lá está: «desrespeitar os muçulmanos» é o quê? fazer paródia num lugar apropriado (um cartoon de jornal) não é desrespeito. é comédia. e é um modo saudável de exorcizar o medo. a expressão «comic relief» não é um acaso. do mesmo modo, uma piada sobre o sócrates é desrespeito por uma figura institucional?
desrespeitá-los seria discriminá-los ou agredi-los, isso sim. não é o que está em causa.
Leis civis?
eehehe
Aceitar leis civis é aceitar ser-se insultado publicamente em jornais e com campamha de promoção de livro achincalhante para as criancinhas
o caralho! o caralho! eles nem fizeram nada. Bastou que os media divulgassem a cena e os gurus islâmicos a aproveitassem.
Não há aqui lugar para casuísticas ou acatamento de leis, porque os gajos não violaram qualquer lei, apenas reagiram a provocações imbecis de jornalistas- esses sim, politicamente bem instrumentalizados e com agenda bem clara.
V.s acham que é tudo uma questão de liberdade de expressão- pois bem, cada um se “expressou” ao seu modo e os media existem precisamente para ampliarem a mensagem para todos.
Só que não existe um “todo” uniforme de comportamento. Muito menos essa v. palhaçada de reacção civilizada por meio de advogados.
E mais, acho que é bom que se perceba que o mundo ainda não atingiu esse cinismo das consciências alugadas para resolver pelo poder todas as tretas.
Ainda há rua, meus, e não há só rua quando v.s acham que ela deve ser ocupada para indignação de coninhas politicamente frouxos e murchos. Também há rua para indignação dos outros- dos tais que tanto são óptimos para ajudar a vender voto, quando a “indignação vai de acordo com a agenda- como são anti-sociais que não sabem recorrer aos advogados nem aprenderam a distinguir a laicidade da secularidade.
E mais- são v.s os tontos que acabam por carregar as consequências dessa caldibana acéfala e perfumada em que se movem.
Por isso e´que à manif tanto vai o rato liberalóide e neocon como o bom do esquerdalho caviar. Porque, sabem que a manif é desabafo de tia, é coisa frouxa. Se viesse bomba a sério, eram os primeiros a ajoelhar e a gritar pelo Marocas para ir lá negociar com a barbárie.
Outra coisa para o Nick. Eu não tenho problemas em muitas vezes estar de acordo com comunas. Precisamente porque não gosto de seitas nem de espírito religioso que apenas serve para cada tribo se ouvir a si mesma.
As coisas pensam-se por si mesmas. Esta é básica, é do senso-comum e é caricata. Mas é verdade que os espíritos desocupados já conseguiram fazer da inércia ideologia. O dia 13 de Fevereiro passa a ser dedicado à coragem do insulto jornaleiro, em prol da laicidade e superioridade civilizacional do Ocidente.
A primeira coisa a que não devemos nunca ceder é à nossa tendência para a desrazão, foda-se.
Não disse que os dinamarqueses tratam mal os muçulmanos, mas também não sou muçulmano nem nunca fui à Dinamarca. Os dinamarqueses - que aceitaram os muçulmanos lá em casa para substituir os trabalhadores social-democratas, sindicalizados e consumistas - não sei se recebem muito bem os muçulmanos. Se calhar até recebem menos mal. Não lhes batem nem nada. Mas deviam ter pensado duas vezes antes de lá meterem uma enorme massa de gente fiel ao Islão. Tudo tem um preço, n’é?
A imprensa de extrema direita dinamarquesa procedeu, com essa história dos cartoons, como se os imigrantes que receberam lá em casa fossem macacos ou galinhas. Insultaram-nos no que eles têm de mais valioso (para eles!), a religião. Foi uma provocação ao jeito de fascistas ou nazis, não há que enganar.
E porque raio hei-de eu interessar-me ou lutar pela liberdade de os xenófobos insultarem os imigrantes? Essa não é a LIBERDADE que me interessa.
Nenhum Islão me conseguirá unir a fascistas e xenófobos a reclamar o direito de ser ruim e estúpido.
zazie,
Estou de boca aberta contigo! Nem é pela violência do teu conceito ou pela dimensão da intolerância que finges da boca para fora sentir, é mais pelo ostensivo desvio de olhar do essencial da questão. Repara. A noção de insulto aqui em apreciação é abstrusa, pretende-se crime de lesa-majestade o exercício da livre, saudável e desejável criatividade, essencial para tudo, até e sobretudo para conjugares tu própria as tuas palavras e organizá-las em ideias tuas postas em frases coerentes. Dir-me-ás: mas é Maomé, não se brinca com Maomé. Dir-te-ei: brincar? e quem é que estava a brincar? um artista que exprime a sua mensagem editorial por caricatura está a brincar, a ofender? E mata-se o gajo por isso (o gajo e mais 50, só quando foi a primeira publicação)? Que dizer então da sublevação mundial que seria de aceitar quando os hindus matassem à bomba, estalo, capanço e facada todos os outros milhões que comem as suas vacas sagradas, para além de as desenhar e caricaturar, claro?
Espantas-me, zazie. És bicho de intelecto e criação (com fuel de foguete nos capilares, é certo), assenta-te mal o abate a eito por mera preconceitite de charme. Deixa a malta desenhar, caricaturar, imaginar, comentar, representar, projectar e educar nem que seja pelo contraste e pela discussão. Gritem os outros mais alto, façam bonecos mais giros, expliquem-se em dialecto, se quiserem, criem, inventem, mas metam as bombas no cu e poupem nos danos colaterais . Donos da Fé, e mais da Razão, tudo ao mesmo tempo e por ordem de Alá? Senhores à força, mandadores sem lei? Guardiões da virtude, deixa-me ver?
Purificadores do pensamento por mandato divino, com poder sobre a vida e a morte, vêm escrevendo a história das batalhas da Fé já desde muito antes das Bruxas de Salem. Pensei que moravas em Lisboa, zazie.
Mas, uma coisa é verdade- pior que embirrar com jacobinismo é mesmo embirrar com coninhas legalistas a acharem que a merda da dita civilização ocidental é aferida pelos media
“:O))))
Coitadinhos dos jornalistas e mais do governo que deu uma no cravo e na ferradura e, às tantas, agarrou a causa jornaleira por falta de tomates para agarrar a xenófoba e correr com aquela malta a mais dali para fora
ehehe
É claro que isto dos países nórdicos está na moda para exemplo esquerdalho- o problema é que o paraíso deles deriva de meio habitante por km2 e mínimo de misturas com os terceiros mundistas cá mais para baixo.
E é contradição que não tem saída. Precisamente porque a resposta já nem é local. Não foram líderes locais a provocar desacatos na Dinamarca, em cima do acontecimento- são os líderes religioso-ideológico.políticos a darem resposta a outra coisa- e esse chama-se intervencionismo neocon, antes de tudo o resto.
Ora, a imbecilidade dos frouxos é que acham que é o máximo dos máximos ter as portas abertas e receber a barbárie dentro de casa, enquanto lhes matam os parentes na terra deles. E depois, ficam histéricos e perplexos pelo facto de poderam apanhar com retaliações dentro da casinha europeia
eheh
Muita sorte têm deles ainda os deixarem entrar. Qualquer dia, quando vierem das missões humanitárias da exportação da boa da democracia ocidental à bomba, já não entram.
Vais ficar com ela mais aberta se te deres ao trabalho de ler todos os gozos que eu fiz aquando dessa palhaçada.
Eu sou asism. um pocinho de supresas. Quando esperam que lhes dê o soco com a mão direita eu saco da esquerda anarca e arrumo-vos.
que quem é oriundo de uma sociedade não secular, em que o poder político coincide com o religioso, não perceba o que está em causa ainda se compreende. agora estes protestos são incompreensíveis.
diz lá, nik: também acharias normal que um hindu te condenasse à morte por teres ferrado os dentes num naco de vazia, ou essa tolerância pelos melindres religiosos de alguém é uma reserva exclusiva que guardas para os muçulmanos porque eles, coitados, se importam?
olha, o rvn lembrou-se do mesmo que eu, hehehe.
ai zazie, deixas-me sempre meio descoroçoado. Mas agora estou assim asinino, pode ser que amanhã esteja melhor
Eu deixo caricaturar à vontade, não sejas toino. Eu não impeço nada,. Eu limitei-me a dizer que há países onde se usa da diplomacia e se acha que só vai dar merda essa cena que nada tem de pedagógico mas antes de provocação gratuita.
Agora se querem provocar, força! provoquem. A única coisa com que eu gozo é com o choradinho das consequências.
Se estão a pedi-las não vou ser eu a aconselhar ao inverso. Agora, é certo, se um jornal dependesse de mim, não tinha publicado aquela treta. Ponto final. Não tinha publicado naquele contexto a par de publicação de livro para as criancinhsa. livro de BD a achincalhar o islamismo. Distribuido em circuito bem fechado e bem dirigido às comunidades de imigrantes.
Eu sou assim- não preciso de engolir sapos para curtir, todos os anos, o carnaval de Notting Hill.
Mas sou o máximo a favor da liberdade de imprensa. mesmo quando chateia o partidinho do poder e osenhor primeiro ministro e depois se descabelam com a manipulação dos media ao serviço do grande capital. Apenas porque se fica a saber umas boas verdades escondidas.
pronto, eu vou comer bolo de milho e ver se fico assim:
http://www.postalescachondas.com/tarjetas/create.php?card_id=586
estão a pedi-las?! zazie, esse comentário é o epítome do exercício próprio do cobarde encapotado.
(trouxe o Spinosa do Deleuze, o Fedon do Platão, e tanta bonita matemática, mas estas bundinhas e dentes branquinhos dão cabo de mim)
zazie,
não vou nada, vou entrefechá-la num sorriso ao pensar no gozo que estás a ter em argumentar por argumentar. O que aí está em cima não é um tema, uma glosa de uma convicção. É uma jam session de tonalidades fortes que te soam bem e têm ritmo, são primas afastadas de uma ideia original e valem só pela música para o efeito (terapêutico, lúdico, deus e tu saberão) que perseguem. Quando se vai a ver o poema, a letra, é anhos com paranhos e amor com bolor. Pífio. Mas giro, sempre, sei lá..
És a maior e eu sou teu fã, como sabes. Em dias como o de hoje, então, fazes-me rir. Só porque estás a brincar, evidentemente.
A susaninha não percebeu que o Poder estava do lado do Jornal porque isto foi feito num país estranho aos gajos islâmicos que não são poder na Dinamarca.
Se os gajos andassem para lá (como até podem andar) em agit prop terrorista ou em sharias ilegais e apedrejamentos de mulheres ou outras cenas fora da lei do país que os recebeu, tudo bem. Mais- se os gajos usassem a esquerdalhada jacobina (ou o inverso, se a esquerdalhada jacobina os usassse) para imporem feriados oficiais e outras merdas islãmicas como se o multiculturalismo fosse asim- coisa que se agarra por colonização de migração- idem. Estava de acordo que o governo não acatasse essas ingerências.
Agora não ter tomates para isso tudo e usar jornais para ofender onde sabem que eles mais sentem? no que para eles é mais sagrado que tudo o resto?
E depois berrarem porque ai Jesus que queimaram os símbolos pátrios e mandaram umas pedradas em embaixadas?
O caralho. Era mesmo isso que estavam a pedi-las. E pior, o governo da Dinamarca ainda foi manhoso a querer arregimentar os que nada tiveram a ver com a ordinarices desses jornalistas, fazendo da trampa uma questão nacional e “europeia”.
É verdade, estão a pedi-las é humor negro e algo que se aprende para quem não é filho da democracia e sabe dar valor à conquista do que é verdadeiramente liberdade. E isso não sabem v,s o que é, que nunca arriscaram a pele na rua com balas a zumbir ao lado.
rvn,
não me meto nesta discussão, que me parece muito bem encaminhada.
Mas não deixo de registar a frase “metam as bombas no cu e poupem nos danos colaterais”. Começo a vislumbrar por aí um padrãozeco…
Até já.
Os filhos da democracia só conhecem esta “liberdadezinha de insulto” e esquecem-se que ainda há umas décadas eram tão ou mais bárbaros quanto esses fanáticos islãmicos. E vinham para a rua fazer mais merda que eles apenas para chatear o poder. Sem sequer terem bem viva e bem recente a memória da brutal invasão à bomba e dos abu grahibs que não sucedem no Luxemburgo.
ahahaa
estou a brincar e a falar a sério. Não penses que eu nasci titi democaca.
ahahaha
Por isso é que gosto muito de morder estes democacas perfumadinhos, que acham que liberdade é assim uma treta que a história se encarregou de lhes oferecer de papel passado e tratada em consultório de advogado
“:O))))
Olá, Susana, não percebi nada, acalma-te rapariga. Eu nao faço tenção de ir à Índia comer nada, muito menos vazia, quando tenho restaurantes indianos tão bons em Lisboa e Londres.
Eu sou pelo condicionamento e controlo rigoroso da entrada de muçulmanos na Europa. Quem viesse para aqui trabalhar, devia assinar uma declaração a aceitar os princípios básicos da vida comum europeia, como nós, quando vamos trabalhar para Marrocos ou para o Koweit, também nos devemos adaptar. Sou contra a entrada da Turquia na UE, eles não são europeus, basta.
Se formos ao Abu Dabi fumar um charro, somos presos e ameaçados com longos anos de prisão. Não podemos beber alcool. As nossas mulheres não podem andar de perna à vela e cabeça descoberta. Então porque não actuamos cá de maneira igual à deles? Para começar, porque é que os aceitamos cá aos milhões? Somos tolos.
Dito isto, sou contra que se provoque e se insulte os muçulmanos que tiveram a sorte de entrar na nossa querida Europa. Nesta história dos cartoons os europeus têm que actuar com lucidez, serenidade e determinação, não sei dizer outra coisa.
Está visto que se até a mim me dá ganas de mandar um pano enxarcado sempre que oiço estas merdices de causas fracturantes e grandes liberdades decadentes de frouxos, o que não será para aqueles desgraçados que vivem mesmo a barbárie e, ainda por cima, nem têm capacidade de distanciamento porque têm quem os manobre- com tanta facilidade quanto v.s mesmos,tão modernos, tão independentes, e inteligentes também têm e fazem.
É tudo uma questão de relativização de tosquice. Sendo que eu acho mais tosca a dos doutores pobres de espírito que a dos pés-descalços analfabetos.
Vai para aqui uma grande confusão entre liberdade artística e respeito pela diferença…
Se os cartoonistas fazem bonecos sobre todas as religiões, porque razão não podem brincar com Maomé? Ele é diferente dos outros “deuses” e “actores” religiosos?
Só tem graça o Papa com um preservativo no nariz (um momento épico do António…)?
Nesta história dos cartoons os europeus têm que actuar com lucidez, serenidade e determinação, não sei dizer outra coisa.
estão a ver, até assino por baixo o que disse o comuna do nick. E, se aparecer aí o comuna do xatoo, aposto que também assina por baixo o que eu escrevi. E se por acaso cá viesse alguém sem tribo e apenas com 2 dedos de testa, também aposto que concordava com os 3.
Olha lá, não te dei licença para me chamares comuna, ó gaja! Tento nessa língua.
zazie, esse «susaninha» é tudo carinho por mim, ou é misoginia na sua pior forma: a feminina? balas sim, sei. e tu?
nik, estás a contradizer-te; não percebeste nada, nem se percebe o que dizes. o que te perguntei foi: se tu achas que não se deve gozar com os ícones dos muçulmanos porque eles se chateiam, então o critério é a reacção do outro? poupavas-te à experiência de um bife do lombo (a qualidade da carne está a subir) à portugália (não falei de ires á índia, era o mesmo conceito de “eles por cá”) porque reconhecias o direito à revolta do hindu da mesa ao lado e a que te ameaçasse de morte porque a vaca que comias era sagrada?
ou essa é também na base do medo? no princípio do «é melhor não nos metermos com o gajos que eles são perigosos»? é que se for, é isso que eles querem.
tá bem, comuna, também nunca te dei autorização para me chamares “essa aí”. Tem tento nessa língua, coño esquerdalho.
“:OP
Bem, gostei muito deste bocadinho mas tenho de ir. Boa continuação da comemoração do dia da liberdade de insulto jornaleira
“:O))))
Susaninha foi “maternalismo” porque ainda és canina e, às vezes, não sabes o que dizes, quando queres ser muito bem comportadinha para compreender estas barbáries estranhas que acontecem no mundo
“:O))
bisou. Não te enxofres que eu não queria magoar.
Apenas me dá vontade de rir a conversa à susaninha da mafalda” . Tudo muito bem arrumadinho naqueles esquemas que se ensinam nas aulas de formação complementar mas que depois não servem para entender aquele “mundo lá longe desse “islão”, onde só se vai em viagem turística.
Até porque a coisa é tão basicazinha… digam lá: se temos a bomba-relógio cá dentro, qual é o interesse em basífias destas se, de um segundo para o outro, pode rebentar a bomba no metro?
hã? pragmatismo e cinismo, é preciso. Basófias tolas, só para quem tem as costas quentes ou
é tão ceguinho que nem enxerga o barril que já deixou entrar.
basófias.
São mesmo basófias e cá até deu para as contar naquela triste manif familiar à porta da embaixada. Ora vejam lá a gravidade da liberdade de expressão que foi tão sentida e vivida pelo povo de todo o mundo e que, o mais que conseguiu foi juntar uns desocupados ao fim-da-tarde e uns abaixo assinados meios a dar para o jacobino, como o do Tiago- kontratempos que era comuna e se arrependeu e agora diz que é liberal.
ao contrário: se a bomba relógio já está cá dentro, dar-lhe um estatuto de excepção é alimentá-la.
e não magoaste. era para te provocar. é fácil. ;)
ah, já me esquecia. Este folclore até conseguiu meter em sintonia a hiena de matos com o Rui Tavares. Esse também aproveitou a tribuna do bdE para botar faladura acerca da boa da pedagogia que se mede pela liberdade de insultar as crenças dos outros. Com a brilhante tese que laicismo é isso- a capacidade de se acatar insultos.
Foi aí que apareceu o bom do Hajapachorra e lhe disse o que qualquer pessoa simples diria: então porque não começa por dar o exemplo e insulta a sua mãezinha?
Estou de acordo genericamente. Simplesmente cada caso é um caso. E, não vão ser os mesmos que alimentam as racailles e as transformam em boa propaganda à Maio de 68, quem vai ter autoridade ou equidade para avaliar cada caso.
È simples- há gente que não entende que as crenças são mesmo questões sagradas que só são desrespeitadas por 2 motivos- ou falta de educação; ou estratégia política.
Se as duas se juntam o mais que alguém sensato tem a dizer, é que foram bestas, e não têm que arregimentar os que o não foram. Em Inglaterra não se publicaram os cartoons .Os gajos são mais inteligentes- têm a tal noção de tacto que nada tem a ver com cobardia e muito menos a falta dele com coragem.
Os ingleses não publicaram. A questão a perguntar é porquê. Quem lá vive ou já viveu (como creio ser o caso da Susana) sabe porquê .Sabe em que consiste aquele sorriso british tão cínico mas tão útil.
Como, quem já viveu em França, percebe o que é o inverso, a bimbalhice xenófaba que gosta de arranjar problemas ao mesmo tempo que até os alimenta.
zazie, estás tão apavorada que acreditas mesmo na distorção que o teu medo originou: o problema não está na caricatura, a qual não pode fazer mal a ninguém - o problema está na intenção de matar o autor da caricatura, intenção essa que é criminosa. E uma ameaça à liberdade de todos os que têm a sorte de não ser muçulmanos. Não há racionalização possível perante o crime. E tu própria sabes disso, só que estás em delírio de pavor.
(atenção, é só ameaça para os que têm a sorte de não ser muçulmanos e, ao mesmo tempo, têm coragem - porque não havendo coragem, pouco importa o que se é)
(sim, sim, és já uma vítima dos loucos)
Palavra que falo contigo como se fosses uma miudinha que da idade da prole- se não és, paciência- tenho a mania que andavas de gatas quando esta cena da “liberdade” apareceu. E sei que os filhos da democracia ficam atarantados quando se viaja um niquinho ao passado.
Isto foi mini viagem a passado tão ocidental que só por ignorância se fez dele uma tempestade num copo de água.
ta´bem valupi, Já sabes que eu nunca te respondo quando entras nessas tretas de tiques à castrati do Hogarth
ehehe
Mas olha que li aquele teu debate com o Tcher… não tenho culpa- era público…
E olha que nem te perguntei mas pergunto agora: também foste à manif de desagrado convocada pelo Manuel João Ramos e pelo Ruizinho?
É que se não foste não tens autoridade para comemorações virtuais
“:OP
Tu não me respondes porque não consegues. Pudera.
Eu vi pela tv e gostei muito. Parecia a frente do sim-abortista- só lá faltava a mascote do ornitorrinco.
Não quero, juro. Sou uma estratega nata que protege os aliados por charme. Tu estás sob a protecção do meu charme. Agora não há nada a fazer.
ehehe
Até porque, um dia destes podemos entrar naquelas boas sintonias onde tu também sabes o gozo que se sente em dar uma sova a quem está a pedi-las.
E esta treta até anda meio-cá-meio-lá. Fora isso, nunca resisto a fazer humor negro quando me vem o cheiro da cagufa à narigueta. E este é mais cheiro de cagufa de armagedões que valentias inúteis e fáceis.
o problema está na intenção de matar o autor da caricatura, intenção essa que é criminosa..
Pois está. Mas não aconteceu. E não aconteceu por alguma razão diferente da que aconteceu ao Van Gogh. E sim, é aqui que tudo reside.
E é precisamente por este paradoxo ser real que as basófias são tão imbecis como a porta-aberta, sem restrições e o dito multiculturalismo jacobino à francesa.
Ou seja, precisamente por me dar conta que a questão já vai aí é que eu acho que não é “por aí” que se responde, nem defende, nem previne, nem equaciona algo muito mais vasto onde este pequeno paradoxo ja´foi instalado.
zazie, ainda hoje ando de gatas, de vez em quando.
Mas dá para fazer a pergunta inversa. E os autores das caricaturas, com boa agenda político-ideológica não sabiam que essa era uma probabilidade bem real, dadas as circunstâncias do clima mundial (mais do que do caseiro?)
Outra- e ainda não perceberam e querem mais?
A provocação é gratuita e todos têm de ir por arrasto do que alguem faz num jornal privado que em nada engloba solidariedades políticas, europeias ou nacionais?
Qualquer desacato de rua tem ser sentido como dor mundial? ou pura e simplesmente v.s nem se informaram do que foi a história, de quem são esses jornalistas e do que consistia o livrinho de BD?
É que dá-me a ideia que falam disto como de uma mera caricatura que, por obra e graça da gracinha de um jornal, saltou para a rua.
Quando a historieta é bem outra, Tal como foi bem outra e ainda mais engagée e provocatória a do desgraçado do tolo do Gogh.
Fernando Savater: «Sei - disse-mo Cioran - que todas as religiões são cruzadas contra o sentido de humor, nego-me, contudo, a acreditar que mil e quinhentos milhões de muçulmanos se tenham forçosamente de sentir ofendidos: seria tomá-los a todos por imbecis, o que me parece sumamente injusto. Se fosse muçulmano (…) perguntar-me-ia, como fez o semanário jordano Shihane, “o que prejudica mais o Islão, estas caricaturas ou um sequestrador que degola a sua vítima em frente às câmaras?” Infelizmente, já não teremos resposta nem debate, porque o semanário foi imediatamente fechado e o seu director despedido».
ana cristina,
em nome da conversa, obrigado.
Esse Savater, eu conhecia-o como defensor (alucinado, e de esquerda) do centralismo espanhol. Vejo agora que, noutras coisas, sabe ter tino.
E outra coisa ainda, depois de ler a discussão: se não ofendesse, eu diria que o Valupi é um especialista em bombas inteligentes.
Este tema dos cartoons e’ proprio de (muito mau) circo: de um lado, estao os que usam os cartoons para fazer propaganda xenofoba anti-muculmano; de outro lado, os muculmanos que se fazem de virgens ofendidas; e, por fim, estamos nos para aqui sem saber muito bem que sentido fazer de tudo isto. A nossa tarefa e’ dificil. O argumento nao faz qualquer sentido.
Ah, e depois ainda veem aqueles como o bispo la’ da ilha das brumas propor, em termos algo envergonhados que ainda e’ cedo para heroismos, a ’sharia a pedido’. Olha, mais um bom tema para levar a referendo e para animar a blogosfera - que bem precisa. Ha’ sempre uns meus que raciocinam e actual por analogia: se os muculmanos obtiverem a ’sharia a pedido’ - pensa o tal bispo -, o precedente esta’ aberto para a ‘lei religiosa a pedido’, e eu recupero o estatuto perdido. Bingo! Em seguida, e’ entre nos e os muculmanos, a gente logo lhes paga o TGV so’ de ida para um retorno celere ‘a proveniencia.
RESUMO DAS ÚLTIMAS 24 HORAS DE TRINTA E UM DE BOCA
Uma especialista em sublevações de vacas malucas diz com 36.7 de febre:
“Que dizer então da sublevação mundial que seria de aceitar quando os hindus matassem à bomba, estalo, capanço e facada todos os outros milhões que comem as suas vacas sagradas, para além de as desenhar e caricaturar, claro?”.
E volta à vaca fria mais tarde numa cena de restaurante à pinha:
“…porque reconhecias o direito à revolta do hindu da mesa ao lado e a que te ameaçasse de morte porque a vaca que comias era sagrada?”
Não ficou contente e prova que nunca ouviu falar de Rabelais, quando se sai com esta doce e definitiva jardineira:
“Fazer paródia num lugar apropriado (um cartoon de jornal) não é desrespeito. é comédia”;
E que dizer deste especialista em crime pensado? Lembra o Alegre de Argel (mas sem o foda-se, claro), não lembra?:
“E não se deve ceder, não se deve ceder nunca quando estão em causa a vida e a liberdade. E foda-se!”
E depois perora, em trovão de trombone ultrasónico:
“A reacção dos jornais dinamarqueses é um acto civilizacional”
Leiam doutro revoltado, cheio de interrogações já grávidas das respotas:
“Donos da Fé, e mais da Razão, tudo ao mesmo tempo e por ordem de Alá? Senhores à força, mandadores sem lei? Guardiões da virtude, deixa-me ver?”
Muito mais coragem que nos dinamarqueses nota-se neste homem:
“Mas agora estou assim asinino”;
E dum “anal retentive” temos o seguinte pensamento, revelador, como sempre, da sua vocação:
“Mas não deixo de registar a frase “metam as bombas no cu e poupem nos danos colaterais”. Começo a vislumbrar por aí um padrãozeco…”;
Da boca dum homem de esquerda, que passou uma noite na esquadra há muitos anos por ter protestado contra a participação de Israel na Eurobisão, sai este soneto a cantar fronteiras invioláveis:
“Sou contra a entrada da Turquia na UE, eles não são europeus, basta”;
E não são sortudos, os muçulmanitos? Este gajo acha que sim:
“Os muçulmanos que tiveram a sorte de entrar na nossa querida Europa”;
Mas nós, incluindo os alentejanos, ainda temos mais sorte:
“Os que têm a sorte de não ser muçulmanos..”;
Este cómico não nos diz se o papa era da Maçonaria ou se o caricaturista era Judeu, bastante importante quando nos pomos a analisar sem ajuda de lupas. Além disso, profetas são mais que papas, ayatolas ou vigários, em qualquer escala:
“Só tem graça o Papa com um preservativo no nariz (um momento épico do António…)”;
E esta, como reflexo da Nova Filosofia do Direito do Cidadão. Parabéns ao homem. Penso, logo mereço me metam na cadeia e ponham a ferros:
“O problema está na intenção de matar o autor da caricatura, intenção essa que é criminosa”;
A senhora a seguir tem muita razão, foi exactamente o que aconteceu ao director do Daily Mirror de Tripoli quando criticou e ridicularizou a guerra de agressão ao Iraque:
“Infelizmente, já não teremos resposta nem debate, porque o semanário foi imediatamente fechado e o seu director despedido».
Próximo resumo logo à noite,
Pois é. A citação que a Ana trouxe desvela o que está aqui em causa: são as centenas de milhões de muçulmanos que vivem oprimidos por poderes tirânicos e corruptos, tanto civis como religiosos, que têm de fazer o que o Ocidente fez ao longo de sangrentos, mas gloriosos, séculos - retirar o religioso da esfera política e moral, e circunscrevê-lo à cultura.
__
CHICO, estás em grande forma, cabrão.
Já agora, que se leia a Ana com gosto e proveito.
A anormalidade é que a Leonarda foi buscar o Savater mas esqueceu-se de fazer o exercício mais simples:
Um cartoon seria para rir- teve um alvo que não se riu. Antes pelo contrário, sentiram-se ofendidos. Ora, se nós aceitamos estranhos em casa e desatamos a ofende-las com supostas piada que não os fazem rir, e se volta a insistir e continuam a dizer mais piadas até que a indignação aumente, é porque essas ditas piadas não tinham como objectivo fazer rir ninguém, antes ofendê-las.
E só um imbecil é que vai dizer que o contador de anedotas foi atacado na sua livre expressão de pensamento.- porque ele apenas expressou grunhice.
Não é o país que acolhe estranhos que tem de inventar bitolas de humor. Porque a questão é simplesmente subjectiva e avalia-se sempre pelo incómodo que pode causar.
Ora os muçulmanos sentiram-se incomodados e isso não é ilegal- é uma verdade. Se há gente que não entende a sensibilidade religiosa de quem acolhe, tem bom remédio, deixa de acolhê-la.
Agora fazer-se livrinhos pedagógicos para as criancinhas dinamarquesas andarem a gozar com o Maomé das criancinhas muçulmanas suas colegas é absoluta prova de grunhice.
Por isso, não há aqui Salvater para avaliar nada- há apenas intenção com que algo é feito. E esse algo não foi feito numa boa para divertir as comunidades de imigrantes
V.s é que demonstraram aquela bom lema anarca- são todos pela tolerância politicamente correcta desde que sejam v.s a estabelecer os ditames- neste caso servia a anedota- acabemos com o racismo, obriguemos os islâmicos a gozar com o Maomé.
Quanto aos psicopatas que assinalam de morte alguém por motivos de patologia religiosa, deixo aqui um exemplo ocidentalzinho e bem caseiro. Temos heróis da liberdade que não só assinalaram de morte estranhos por serem burgueses como deram ordens para que fossem mortos- e até um bebé acabou por explodir por causa dessa patologia ideológica.
Por motivos que me escapam, não só estão à solta, como o chefe deles é herói da Pátria.
Mas este post só faz sentido se for comparado com o outro do artigo do Público onde as trafulhices do engenheiro ministro ficaram à vista.
Aí não se berrou pela liberdade de expressão- não. Nesse caso sagrado era o guru partidário e manipulados os que informam- em cabala ao serviço sabe-se lá de que outras patologias e interesses do grande capital.
Gramei- é assim que se mostra como não é precisa religião para se ser fanático- basta apenas um chachecol partidário.
zazie, eu acho que toda esta questao so’ faz sentido quando analisada sob o prisma destes links:
http://www.adele-blanc-sec.tk/
http://fr.wikipedia.org/wiki/Les_Aventures_extraordinaires_d‘Adèle_Blanc-Sec
De outra maneira, nao faz sentido algum. :O))
Valupi, obrigada pelo link
Zazie, eu não me chamo Leonarda e não uso nenhum cachecol partidário. Deve estar a confundir-me com qualquer outra pessoa. Posto isto, parece-me que se esqueceu de duas coisas importantes, quando pretendeu desmontar o raciocínio de Savater:
1. «Sei - disse-mo Cioran - que todas as religiões são cruzadas contra o sentido de humor»
2. «nego-me, contudo, a acreditar que mil e quinhentos milhões de muçulmanos se tenham forçosamente de sentir ofendidos»
Posto isto, suponho que seja daquelas pessoas que se ofendem quando gozam com os pastorinhos de fátima ou, que, pelo menos, acha que não se deve brincar com essas coisas para não ofender os crentes. Nesse caso, estamos mesmo em antagonismo.
E por falar em pastorinhos de fátima, recordo um texto antigo publicado num jornal quando ainda era possível haver sentido de humor sem virem com o politicamente correcto, juízos de intenções e temas tabu
Era mais ou menos assim:
«Estavam os três pastorinhos a pastorear muito sossegados quando uma senhora lhes pareceu no alto de uma azinheira. Surpreendidos, aproximaram-se e perguntaram:
- Quem sois?
E a senhora respondeu:
- Sou a Virgem Maria e venho trazer a verdade ao mundo.
E foi então que uma das pastorinhas disse para o pastorinho:
- Olha, outra marxista!»
E não era um jornal de direita, antes pelo contrário.
Talvez isto resuma a posição de Zazie, não sei:
«Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos. A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros. Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa – que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa.
Para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria. Para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé. Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados. A liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade. O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável “guerra de religiões” – ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão.
Diogo Freitas do Amaral, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros»
Basta apenas um cachecol anti-partidário.
… sem querer sem chata, e vou-me já embora. Mas é que acabo de ler esta notícia no Sol, a respeito de um caso de “justiça” a decorrer na Arábia Saudita.
«Fawza Falih foi detida pela polícia religiosa em 2005, e foi alegadamente espancada e forçada a assinar, com uma impressão digital, uma confissão que nem pode ler, dado ser analfabeta.
O Observatório dos Direitos Humanos afirmou que a acusada esgotou todas as suas hipóteses de recurso contra a sentença de morte que lhe foi imputada e que agora só poderá ser salva por decreto do próprio Rei Abdullah.
Esta organização afirma ainda que a mulher foi julgada por um crime indefinido e que as acusações se basearam em depoimentos de pessoas que se consideraram «enfeitiçadas» por ela. Entre eles, está um homem que a acusa de o tornar impotente.
Fawza Falih não teve direito aos procedimentos legais correctos e nenhum dos seus representantes foi autorizado a estar presente nas audições do seu próprio caso. Quando um dos recursos foi aceite, o tribunal voltou a condená-la à morte, afirmando que a sua sentença «é do interesse público»
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=80388
Suponho que neste caso Fawza Falih também não se esteja a rir…
zazie,
Se só um imbecil é que vai dizer que o contador de anedotas foi atacado na sua livre expressão de pensamento.- porque ele apenas expressou grunhice., então eu sou esse imbecil. Tu não. Tu és o Centro de Inspecção de Veículos que determina o que é a grunhice e quem é imbecil. Pertences à ala moderada. A ala extremista usa turbante, e quando vê um pneu vazio sabe (porque é iluminada por todos os deuses e sobretudo por Alá que, como se sabe, dá dez a zero a Deus e ao Porto e bate o Real Madrid sem espinhas) que aquele pneu vazio não é um pneu vazio: é uma piada torpe e nojenta à mãe do dono da garagem que, quando o teve, perdeu a barriga grande. Estou contigo nesse ponto. A gente vai deixar que um filho da puta qualquer venha gozar para a nossa garagem com a mãe da gente? Tu deixavas? Eu deixava? Jamé! Bomba neles, tens razão. Violar-lhes as filhas, mães e avós é pouco, como aconteceu aqui mesmo no centro da Europa, quase debaixo da janela da minha casa de banho, ontem apenas, lembras-te? Não, arrisco, não te lembras. Porque se lembrasses saberias que encorajar o ódio com remoques de pseudo solidariedade com o fundamentalismo é ser burro e terrorista igual.
Diz só uma coisinha aqui ao imbecil. Como podemos espantar-nos com o terrorismo que explode supermercados, quando a estupidez explode desta forma em preconceitos assim?
Chico sentado na Estaca, refugias-te a citar, mas a tua opinião sobre a matéria demora.
Os judeus estão sempre a falar de hatemongers. Claro que só estão a pensar nos hatemongers anti-semitas, isto é, anti-judaicos. Quando hate mongers judeus tomam como alvo o Islão ou os muçulmanos, os outros judeus olham para o lado, distraídos.
O nazi Julius Streicher foi condenado à morte em Nuremberga por incitamento ao ódio contra os judeus. Nunca sujou as mãos no holocausto dos judeus, mas foi condenado à forca e executado por hate-mongering contra os judeus.
Alguém discorda?
Há aqui alguém que defenda o direito do Streicher publicar o seu jornal anti-semita de incitamento ao ódio contra os judeus?
boa bomba Rui, clarão
Se calhar és. És porque estás a colocar a liberdade de expressão ao nível da capacidade de se dizerem e fazerem grunhices ussando, para tal, um megafone mais poderoso do que o daqueles que pretendes achincalhar.
É tão somente isto. E quem não compreende isto é burro.
E ainda mais burro porque troca a história toda. Quem ameaçou de morte não foi nenhum cidadão dinamarquês- foram os gurus ideológicos islâmicos, os talibãs que chamaram um figo a esta grunhice direccionada e totalmente obtuza.
V.s são tolinhos porque transformam actos, com antecedentes bem conhecidos e militância dos ditos jornalistas numa fantasia que não corresponde- o aparecimento de uma caricatura num jornal.
Não foi isto- não foi o aparecimento de uma caricatura no Times. Foi um livro de encomenda para doutrinar criancinhas (tal como o outro Van Gogh também andava a fazer- é bom ver as ligações doutrinárias da prática de achincalhamento pedagógico-jacobino) que foi acompanhado por uma série- uma série- não uma- de caricaturas em jornal- directamente vendido e divulgado junto de comunidades de imigrantes islâmicos.
Tal como o livro- estas caricaturas tinham como obejctivo educar pela chacota os que se recebem em casa- achando que o grande défice de urbanidade dos imigrantes islâmicos consistia em ainda não terem atingido o ponto máximo de civilidade doutrinadora dos jornalistas- achincalhar o outro por onde se sabe que mais lhe dói.
deixei lá uma boa para ti ali mais abaixo, está mesmo a pedir,
O nazi Julius Streicher foi condenado à morte em Nuremberga por incitamento ao ódio contra os judeus. Nunca sujou as mãos no holocausto dos judeus, mas foi condenado à forca e executado por hate-mongering contra os judeus.
Alguém discorda?
Há aqui alguém que defenda o direito do Streicher publicar o seu jornal anti-semita de incitamento ao ódio contra os judeus?
Boa!
É que isto dos crimes de ódio tem dias e tem parceiros- o que é “ódio às batatas fritas” num dia; é liberdade de expressão no outro.
Depende dos protagonistas.
MP_S
Tens razão, isto só analizado pelo humor e non-sense.
Mas, como sabes, eu gosto muito de morder a dialéctica erística dos politicamente correctos. E, estes politicamente correctos quando lhes chega o jacobinismo ao nariz, esquecem tudo- tornam-se os maiores xenófabos e grunhos e, se for preciso, até dão as mãos a um nazi de extrema-direita.
É só vir-lhes o odiozinho às religiões. Por isso é que gosto muito de os apanhar, assim em molho, em “debatinhos” virtuais
Se o jornal tivesse publicado uma série de gozos com a paneleiragem, e por hipótese imporvável essa paneleiragem até fosse imigrante (improvável porque eles ainda não atingiram esse limiar de decadência ocidental) era vê-los a defender todas as ameaças e arruaças de rua!
Até eram capazes de convocar manifs para desagravo gay na Av. da Liberdade.
Simplesmente a chacota não tinha esta protecção da “tabela periódica” decretada pelos tais valorativos europocentricos- não. Esta cena entrava na religião.
E, como toda a gente sabe e até o “nosso” historiador Rui Tavares já explicou- o gozo com as religiões é um gozo benéfico- deve ser forte e feio. nada de coisa à Monty Python, porque as religiões são formas de poder totalitário. E a boa da cidadania jacobina ateia- achou que tinha por cruzada, impor um mundo ateu a toda a gente.
O mais interessante é que, como são pobres de espírito e não conseguem sequer pensar- acabam por se limitar ao insulto rasteiro e prepotente, onde sabem que podem magoar mais.
E vá daí, agora o dia 13 de Fevereiro passa a ser o marco histórico da pedagogia do direito ao insulto jornaleiro- desde que se saiba que é insulto capaz de provocar mais distúrbios sociais. E eles gostam deles- pelam-se por distúrbios, alimentam-nos e ateiam-nos quando não existem- se for preciso importam distúrbios- até ao dia…
Pela minha parte, espero sempre que esse dia- atinga apenas os forcados amadores da grunhice. È que assim, escusam de apanhar com bombas os que nada têm a ver com a merda que eles fazem-
Assinalar na testa é mesmo a forma reactiva terrorista mais higiénica.
atinja e outra gralhas.
chico, algumas das tiradas brilhantes que me atribuis não são minhas.
zazie,
Terás alguma razão na minha burrice. Assemelho-me em muito a um jegue, no mais das vezes, na minha vontade inabalável de viver em paz. No meu direito inalienável de escolher o pasto que me alimenta o corpo e o espírito. E só a desinquietação permanente dos grandes especialistas em agricultura, engenheiros paisagistas, pastores, cabrões e afins é que me altera o dia a dia de tranquila sobrevivência, pastar pela fresca, ver dar de mamar às crias, papar a burra, abrigar-me da chuva e curtir o sol, comer e dormir. Não penso, que sou burro, mas eles pensam por mim, sabem por onde devo ir, se a trote se a passo, sabem até a hora do meu abate por falta de rentabilidade, para rentabilizar o meu coiro. Fazem as contas do deve e haver, ponderam o dano colateral e gerem macro. São pastores. Eu sou micro.
A pior coisa que acontece ao Islão é o fundamentalismo, há séculos. Mas isso será problema deles, aceito em tese de análise, enquanto faço caricaturas, rabiscos, cruzinhas para explicar o meu pensamento livre. A melhor coisa que acontece ao fundamentalismo islâmico é a patetice de quem fala sem saber do que fala. Acendalhas, em vez de opiniões. O pior ataque ao Islão é a sua defesa por pataratas que viram o Lawrence da Arábia e tiveram pena dos camelos, tadinhos, tão giros, tão típicos. Por isso a morte espreita de joelhos, na hora do Hajj e dentro da própria mesquita, pés descalços não iguais lado a lado, o que pisa o chão e o que pisa a Fé e a História do Islão com o seu extremismo. Não faz falta tanto grito histérico dos salva-vidas de serviço no grande naufrágio cultural do Islão em águas do Ocidente, pateta e vaidoso demais para compreender e aceitar o que carrega mais dignidade e tradição em cada grão de areia que as Folie Bergères e todos os McDonalds no deserto das novas civilizações.
A pior coisa que pode acontecer ao Islão, zazie, àquela gente que ensurdece a gente com o regatear nos mercados que já viste na televisão, que mora naquelas casas de terracota e pedra que já viste na televisão, que veste aquelas roupas castiças que já viste na televisão e que luta por ter para comer aquela comida que tu nunca viste na televisão mas que me manteve vivo e alimentado enquanto por lá andei, o pior que lhes pode acontecer, zazie, é terem que levar com esta praga de intelectuais do toutiço, experts do telejornal e da biblioteca da gulbenkian, que lhes vêem explicar o que é a dignidade do islamismo, o que quer dizer de faco o Corão, o que pensava o Profeta, quantos exactos centímetros tinham as Suas barbas, como devem ser agarrados às Suas tradições, o que devem gostar que digam d’Ele e o que devem gritar quando simon says.
O que o Islão não precisa é de quem venha inflamar o ódio com acertos de pormenor, raivas antigas, honras de merda, memórias de dores passadas e previsões de dores futuras feitas pelos arautos da verdadeira verdade, a da bayer, a única porque a sua. O que o Islão precisa para se salvar, como qualquer quase afogado, é só que lhe tirem o pé de cima, os uns e os outros que gritam querer salvá-lo mas que não mexem o calcanhar sobre o seu pescoço. Menos barulho, mais acção. Simples, eficaz, no bombs needed: Salvar o Islão? Tirar-lhe o pé de cima.
Insuportável é eu ter que concordar com um gajo que me mandou à merda duas vezes.
sharky,
Que me lembre já te mendei à merda ums quantas vezes, não duas, logo não serei eu. Mas tenho pena. Adoro quando concordas comigo.
Abraço.
Ponto prévio: vou tentar dar uma opinião sem me deixar influenciar pelas minhas embirrações ou preferências (pessoais, estilísticas, ou intuitivas) pelos textos dos que aqui já exprimiram as suas.
A liberdade de expressão é para mim um valor fundamental da vida em sociedade e, como tal, deve ser preservada e defendida, por todos os meios possíveis.
Publicar “cartoons” críticos faz parte dessa liberdade. Se forem por alguém considerados ofensivos, ou por alguma forma merecedores de castigo, isso mesmo deverá ser dirimido no local próprio, isto é, num Tribunal.
Freitas do Amaral não tem razão nenhuma: publicar algo que desagrade a alguém, individual ou colectivamente, só pode juridicamente ser classificado de ofensa por parte de um Tribunal competente e, em todo o caso, até para a simples opinião pública se considera totalmente diverso da profanação de lugares ou símbolos de culto. Assim como seria, por exemplo, queimar uma bandeira nacional.
A publicidade a formas de incitamento ao ódio, ou qualquer outro tipo de sentimento, pode ainda incluir-se, dentro dos limites definidos na Lei e na Constituição de um País, no âmbito da liberdade de expressão, pelo que a sentença aplicada a Julius Streicher possa ser, em teoria, discutível.
A tolerância para com este tipo de opiniões deve ser tão grande quanto a força do Estado de Direito, isto é, eu só devo poder dizer que não gosto de benfiquistas, ou que detesto maricas, num País onde eventuais consequências práticas danosas destas minhas opiniões mongolóides sejam severa e impiedosamente castigadas, ou melhor, PREVENIDAS, pela rapidez e eficiência do sistema judicial.
O que me permite concluir que, se há algum lugar do Mundo em que a liberdade de expressão pode ser tão ampla e tolerante que permita a publicação de “cartoons” a escarnecer de Maomé, do Dalai Lama, da Virgem Maria, ou do Papa, esse lugar inclui, entre outros certamente, os Países escandinavos, por absoluta maioria de razão.
Só espero, sinceramente, que Portugal um dia se possa ufanar de uma situação semelhante, em que o nosso sistema judicial (já para não falar da educação e das mentalidades) permita o desenvolvimento de um clima de liberdade semalhante, em que, nomeadamente, possam até ser permitidos Partidos racistas. Que nesse dia, obviamente, ninguém mais levará a sério…
Se algum caricaturista muçulmano libanês decidisse desenhar o Cristo a levar no cu (a imagem que julgo mais próxima do deboche que os fundamentalistas nos reconhecem, só para tentar fazer um paralelo na ofensa) e algum jornal o publicasse não sei se algum dos cristãos libaneses ameaçaria degolá-lo.
Não duvido, porém, que não faltariam as vozes cristãs por todo esse mundo ocidental (talvez até na Dinamarca) a gritar “Blasfémia! Insulto!” e outras manifestações da mesma indignação que move uma parte dos muçulmanos que também leva estas questões religiosas demasiado a sério.
Se este pressuposto for verdadeiro, então a malta (generalizando) consideraria ofensiva, despropositada e desnecessária a dita caricatura.
Porquê? Porque o Cristo é sagrado para os seus fiéis, mais até do que a liberdade dos infiéis caricaturistas. E temos que partir do princípio que do lado deles Maomé não é exactamente o proprietário do cabaré da coxa.
A comunidade cristã no Líbano teria ou não motivos para se sentir, no mínimo, desconfortável? Claro que por um cristão, mesmo dos mais notáveis, ser gay isso não implicaria que todos os cristãos levassem na anilha. Mas se a ideia do Maomé “bombis