Pitagorismos


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O electrão foi medido no Imperial College London, ao longo de mais de 10 anos, e os resultados apontam para a sua quase perfeição esférica. É tão redondo que, usando uma analogia, caso fosse aumentado para o tamanho do sistema solar (portanto, para a dimensão da circunferência imaginária que se forma no limite da órbita de Plutão – ou lá perto – tendo o Sol no seu centro), a sua irregularidade seria inferior à largura de um cabelo humano. Eis o que está a faltar para a esfericidade absoluta: 0.000000000000000000000000001 cm.

Tem isto algum significado? Tem. Aquele que lhe queiras dar.

16 thoughts on “Pitagorismos”

  1. Só vejo uma coisa que não tem sentido: a tua pergunta, Val. Andar à procura do “sentido” das coisas é tentar reduzir a realidade aos nossos conceitos e à nossa dimensão. “Conhecer” tem pouco a ver com o “sentido” das coisas. Por outro lado, a tua pergunta já adquire consistencia, se considerada na perspectiva do homem que procura a sua propria identidade. Neste caso, o que interessa não é a esfericidade relativa ou absoluta do electrão mas a intrigante capacidade do ser humano em fazer as perguntas todas.

  2. Sim, conversa de pintelho, por isso merece 0,00000000000000000000000000000000000 dum UAU. Um UAU (unavoidable admiration unit) é equivalente à intensidade do som que uma formiga faz quando arrota depois da primeira dentada mum cristal de açucar importado do Plutão.

  3. ” Nada e ninguém é perfeito, não existem verdades absolutas”. São dados que a consciência interpreta, avalia e por tão evidentes aceita. E a fundamentação? É só crença?

    Prever, deduzir, teorizar é importante; provar, experimentalmente, como foi o caso, é determinante.

    Desdenhar destes avanços faz pena, até mete dó.

  4. Val, aguenta o paradoxo porque, de facto, não lhe podemos escapar. Não faz sentido perguntar porque é que o electrão é como é, mas faz sentido perguntar porque nos preocupamos com estas coisas…

  5. Mário, não faz sentido perguntar porque é que o electrão é como é?! Ó homem, não tem a ciência outro sentido! E não se tem feito outra coisa desde os pré-socráticos.

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