12 thoughts on “O discurso”

  1. Em contraponto com um certo DISCURSO de bajulação nojenta, típica do aspirina b, aqui fica no lugar devido:

    A última e patética farsa de José Sócrates

    José Sócrates esteve igual a si próprio no discurso de derrota. E o discurso esteve igual ao previamente escrito e colocado no teleponto. Sem tirar nem pôr. Espontâneo “como sempre”, quem o ouvia parecia esquecer-se que a sinceridade que este pretendia transmitir estava a passar-lhe diante dos olhos, não vinha de dentro mas de fora, das letrinhas que iam passando mesmo à sua frente. Suava em bica. Tudo falso, tudo planeado ao milímetro até ao último pio desta figura. Muitos chamaram-lhe “atitude digna”. Eu chamo-lhe escrita criativa e teatrinho de vão de escada.

    O que dizer da parte do discurso de derrota em que a plateia começou a gritar “NÃO! NÃO! NÃO! quando percebeu que o homem se ia demitir, e este se sai num falso-patético- comovido: “meus amigos não tornem isto ainda mais difícil”. Ó José coitadinho de ti. Ó José coitadinhos de nós de termos tido de levar contigo. Deixa-me chorar perante tamanho dissabor que te causámos. Ter de se despedir. Alguém o obrigou? Não ia lidar a oposição com dignidade se os portugueses assim entendessem? Não foi isso que andou a apregoar?

    Dignidade seria este homem, o maior bluff político de sempre em Portugal, pedir desculpa aos portugueses pelos danos causados ao país, à sua economia e principalmente aos cidadãos nos últimos seis anos e meio. Exorcizar o mal antes de sair para a reforma dourada com o rabinho entre as pernas. Foram precisas três eleições legislativas para os portugueses perceberem com quem estavam a lidar. Três castings para finalmente decidirem se queriam continuar com este fraquíssimo actor político e fortíssimo actor a trabalhar na política. Foi preciso não haver esperança para Portugal varrer do mapa este vendedor de sonhos, ilusionista das promessas e profissional da fuga para a frente, um verdadeiro senhor do abismo.

    “Não levo qualquer ressentimento ou amargura para os dias felizes que tenho pela minha frente” disse ainda com uma lata descomunal: nem amargura, nem ressentimento nem vergonha na cara pelos vistos. Não a leva porque deixa tudo para trás. Milhões de portugueses amargurados e desesperados. Queria que lhe pedíssemos desculpa por danos causados? Milhões de vidas condicionadas pela sua governação negligente, incompetente e completamente irresponsável. E o tempo e a justiça, se ainda existir neste país, decidirão se ficam por aqui os casos e muitos anos de delapidação deste país perpetuada por si e pela sua ranhosa comandita. Tenha vergonha!

    Já que vai abandonar a política e não se lhe conhece outra actividade profissional nos últimos 30 anos, deixo-lhe uma pergunta – em que centro de emprego se vai inscrever? Ou será que os dias felizes que garante ter pela frente estão escritos nas estrelas, ou no teleponto?

  2. Estes e o teleponto, a Fox news que os contrate, ela também gosta de utilizar esse argumento contra Obama ( que como se sabe, sem teleponto não saberia abrir a boquinha, enfim). Alguém lhes explique que a cena do rei Leão era uma piada, já que explicar a actual crise internacional é perda de tempo…

  3. Sócrates revelou-se um desastroso politico (muito na linha do panorama miserável que observamos à nossa volta), um homem de caracter duvidoso (envolvido em escândalos, qual deles o mais deprimente, a começar pela “licenciatura).
    A História há-de “consagrá-lo” como um “chefito” de um bando de malfeitores, um trafulha da pior espécie e que se serviu dos dinheiros públicos e da Nação, para levar a cabo negociatas que o favoreceram bem como aos seus amigos.
    Só um “homenzinho” desta dimensão tão rasteirinha e que nada mais viu nestes 6 anos a não ser ele próprio e os seus compinchas, pode fazer uma despedida tão patética e ridícula.
    Qualquer Estadista que se prezasse, sairia magoado e triste com o estado em que deixou o País. Sócrates não. Espalha “beijinhos” e “adoro-vos” e ainda tem a distinta lata de se afirmar de consciência tranquila.
    Até me arrepio só de pensar no estafermo que representou o meu País durante tanto tempo e que o deixou a pão e laranjas.
    Perguntem a ele e aos amigos e kamaradas xuxialistas se também estão de tanga. No entanto o País e uma significativa parte dos portugueses, estão como estão.

  4. Outra visão sobre o último discurso-farsa do Grande Líder + Vitor Onofre Santos, gostas de assinar com vários nomes. E estás a repetir a publicação de textos que nem são teus. Se não atinares, porque não estás em casa, acaba-se a festa.

  5. Para aqueles preocupados com o futuro de Socrates, hei, pode ser que se ensine o Presidente da Republica a fazer discursos ou pelo menos a mostrar dignidade e respeito pelo povo portugues.
    Grande discurso de um grande homem e o melhor orador nos últimos tempos.

  6. eh pá, oh lisboa e que tal deixares de parasitar o aspirina para te autopromoveres. irra, já chega! para parasitas basta o bloco de esquerda.

  7. “que tal deixares de parasitar o aspirina para te autopromoveres”

    Desde quando é que colocar comentários num blog é (auto)promoção? Ou só é considerado comentário bacteriologicamente puro aquele que está-absolutamente-de-acordo-com-a-sapientíssima-opinião-de-vosselência-eu-não-diria-melhor?…

    Se não querem contaminar a pureza ideológica (?), moderem os comentários (=censura) ou eliminem a possibilidade de eles serem feitos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.