Filho que vem na frente, alumia-se duas vezes

Esta pesquisa revela o segredo do sucesso dos primogénitos na comparação com os irmãos. Claro que há excepções, muitas, imensas, mas a receita em causa é estupidamente simples. E aplicável a qualquer relação amorosa.

12 thoughts on “Filho que vem na frente, alumia-se duas vezes”

  1. Ser primogénito. Era ter que vigiar a maninha quando querias brincar, é levares quando era o teu irmão a ter que levar, etc. É muito fixe ser primogénito.

  2. Acho piada às pesquisas.
    Há as pesquisas para preencher curriculo.

    Há as pesquisas para vender produtos (muito lucrativas).
    (Lembra-se quando as pesquisas informaram que o azeite e a banha eram quase um veneno para a saúde? Aquilo é que foi vender oleo de girassol ou quando se informou que pesquisas diziam que o leite materno não era o melhor para as crianças e o melhor eram os leites em pó fabricados pela Nestlé e quejandos)

    Há as pesquisas com resultados práticos úteis mas, infeliz,emte, não são tantas como isso.

    Quais são os resultados práticos desta pesquisa?

    Deve passar a ter-se só um filho?
    Na China os resultados têem apresentado alguns problemas.

    Deve preocupar-se em dar mais atenção aos filhos mais novos?
    Não é que já devia fazer isso sem pesquisas?

    Parece-me que esta vai ficar muito bem no curriculo de alguém…

  3. Não acredito muito nisso, apesar de ser o mais velho. No caso dos meus filhos a verdade é que a mais velha beneficiou de um «tempo» com a avó que faltou aos outros. Porque entretanto a avó ficou doente. São apenas circuntâncias. Não acredito em mais nada…

  4. claudia, estás a dizer que te deram mais responsabilidades. Isso é fixe.
    __

    AChata, concordo: há estudos para tudo e mais alguma coisa. De resto, um estudo precisa de obedecer a certos critérios de qualidade para ser considerado científico, e muitos que se publicam não dão sequer essa garantia. No entanto, essa constatação não justifica que se ignorem os estudos. Eles continuam a ser decisivos para a nossa qualidade de vida e sobrevivência individual e da espécie.

    Quanto a este, a conclusão é simples: as crianças ganham em ter a atenção dos pais, ou daqueles que representem esse papel. Há uma relação directa entre o tempo que se passa com uma criança e a qualidade do seu crescimento e estruturação de capacidades.
    __

    jcfrancisco, pois, há muitos factores em jogo, mas também não podes negar que a experiência de ser pai pela primeira vez é irrepetível. Tal como irrepetível é a idade em que se é pai de cada vez. E por aí fora nessa senda do irrepetível, fazendo de cada um de nós um ser único.

  5. «Os pais.
    Os filhos.
    Os irmãos.
    Do ponto de vista dos pais:
    Os nossos filhos seremos nós, numa versão melhorada.
    Como pai que, ainda, não sou [sê-lo-ei?] sei que o meu filho preferido será o primeiro (é assim com todos os pais) os outros, também, pois, gostamos deles… é ao primeiro que tiramos fotografias, é com o primeiro que nos preocupamos, os outros, também, mas, somos mais experientes…
    Do ponto de vista do filho:
    O primeiro é filho único, alfa e omega, princípio e fim… com mais liberdade, o mais oprimido.
    O segundo (os segundos, os irmãos do meio) não é filho único, já o olham um bocadinho de lado (devias ter sido gajo/gaja, sacana [isto no caso de dois cromos repetidos]) no caso do segundo completar o tal casal, vê-se de maneira diferente. Por enquanto é o irmão mais novo e está fod***, um irmão mais novo vai aproveitando a roupita do outro, o irmão mais novo não tem direito a brinquedos próprios (o mais velho acha-se com direito a tudo).
    O terceiro (o último, o irmão mais novo) se tem irmãs poderá ser acarinhado [um gajo, finalmente!] se tem irmãos ’tá fod***, outro gajo…
    Resta ao último ser o primeiro, conhecer-se, conhecer os seus limites, fundamentalmente, não se armar em parvo… com quatro, cinco anos desafiei o meu mano nº2 para uma corrida, corri velozmente, ia à frente, ele fez o óbvio, uma rasteira, uma cabeçada, num vaso, uma poça de sangue, uma mãe a chorar… eu armado em forte: ó mamã não é nada, caí sozinho (o mal estava feito, que interesse tinha que o mano fosse castigado… olhando para trás, orgulho-me da minha não mesquinhice) … a testa rasgada, muitos pontos (ainda hoje conservo uma linda cicatriz), coitadinho do menino… algumas viagens de burro para fazer o tratamento…
    Já percebi que continuando este texto faria um exercício que aprecio, «auto-elogiar-me» ou elogiar-me a mim próprio [como diria o Miguel Sousa Tavares, que se acha o máximo e tem umaa marrafita tão gira]
    Termino, portanto.
    Os irmãos… ok, são uns gajos que cresceram comigo, não os conheço e eles não me conhecem… acho ridículo, as histórias, dos manos, das manas … amigos, escolhemos, irmãos, não (abro um «parénthesis» para dizer que o meu mano nº 2 me ofereceu um bilhete para o Sporting – Newcastle, talvez um dos dias mais felizes…) assistimos juntos, abraçamo-nos (acho que lhe perdoei nesse dia a cicatriz).
    Do ponto de vista dos irmãos, os outros são gajos com que temos que viver (conviver)… a culpa não foi nossa. »

    Escrevi isto em 2006.06.09 sem suporte «pesquisístico», há coisas que são óbvias, demasiado óbvias.
    É uma questão cultural… procurar o casalinho (um menino e uma menina). Ser o terceiro de três machos, é um desafio à verticalidade quando noutro género as carreiras são construídas na diversidade, na horizontalidade e tal.

  6. pedro oliveira, estive a ler o teu comentário e não posso deixar de dar a minha opinião sobre isso. Incomoda-me irmãos não se entenderem. Eu ainda compreendo que, com feitios diferentes, se ande às turras, mas essa falta de afecto, essa indiferença para com pessoas que cresceram connosco, confesso, ultrapassa-me. Não és caso único. E já comentei isso com várias pessoas: não compreendo irmãos que não se entendam.
    Se nem confiamos nos nossos próprios irmãos, em quem podemos confiar? Entre irmãos, há rivalidades, ciúmes, mas não será melhor esta competição saudável a viver a sós com o seu umbigo?

  7. Cara Claudia (sem acento),

    «Eu ainda compreendo que, com feitios diferentes, se ande às turras, mas essa falta de afecto, essa indiferença para com pessoas que cresceram connosco, confesso, ultrapassa-me. Não és caso único.»

    É óptimo psicanálise de borla.
    Sou o terceiro de três irmãos gajos, cinco anos de diferença, competitividade.
    Olha rapariga (na acepção portuguesa da palavra), lê alguma coisa sobre o comportamento dos machos mamíferos em liberdade.
    Aquilo que escrevi num «post» há mais de dois anos é que o primeiro filho, é filho único durante um determinado período, é mais apaparicado por isso, nenhum dos outros o volta a ser.
    Não gosto de me pensar como um coitadinho, nesse aspecto os irmãos do meio estão piores, não foram os primeiros com os miminhos inerentes, nem foram suficiente bons para serem os últimos.
    Estou convencido que a minha mamã olhou para mim e pensou: «o sacana do puto, não é uma gaja (como eles queriam) mas é bué da giro e tem uns olhos muito inteligentes, vai ser um dos melhores «bloggers» portugueses e só não chega a presidente da América porque não é meio preto, ò Aurélio (o meu pai) ficamos por aqui, já atingimos a perfeição».
    Não tenho animosidade nenhuma em relação aos meus irmãos mas construi-me sempre na luta, no conflito, o mais novo do grupo, como não podia vencer pelo físico, tive sempre de me desenrascar pela «manha», pela habilidade, pela retórica, não é fácil, faz-nos perder a infância, faz-nos desacreditar nos amanhãs que cantam…
    Nunca fui apaparicado pelos meus irmãos (ainda bem) e tenho as minhas teorias sobre os irmãos/irmãs mais velhos que se armam em pais/mães dos irmãos mais novos… impedem-nos de crescer e de encontrar os seus (deles) caminhos.

  8. Em primeiro lugar, não sou “rapariga”. Há formas de tratamento para tudo.

    Em seguida, temos isto:

    “Nunca fui apaparicado pelos meus irmãos (ainda bem) e tenho as minhas teorias sobre os irmãos/irmãs mais velhos que se armam em pais/mães dos irmãos mais novos… impedem-nos de crescer e de encontrar os seus (deles) caminhos.”

    Sendo eu a mais velha, nunca impedi os meus irmãos de crescer e de encontrar caminhos próprios. Ser protector(a) não significa “abafar” o carácter de alguém. Sempre defendi os meus irmãos.
    O que andamos para aqui a debater é o tipo de educação que muitos pais dão aos filhos. É a mesma coisa. Há os que protegem até atrofiarem os próprios filhos nas suas decisões futuras e há os que protegem à distância dando aos filhos uma margem de liberdade de modo a darem trambolhões salutares porque a vida é feita de cambalhotas e, sem este conhecimento, quem se pode defender do mundo, crescer, ser adulto?

  9. Cara comentadora, senhora dona Claudia, peço desculpa pelo -rapariga- que não considero na língua portuguesa (utilizada na nossa república) uma palavra imprópria mas enfim.
    «Sendo eu a mais velha (…) Ser protector(a) não significa “abafar” o carácter de alguém. Sempre defendi os meus irmãos.»
    Defender (na minha opinião) impede os outros de se defenderem a eles próprios. Pais e irmãos demasiados protectores limitam/castram a construção do eu (do deles).
    Quanto às cambalhotas estamos de acordo: «a vida é feita de cambalhotas» aliás uma vida sem cambalhotas não tem piada nenhuma.

  10. Cara e dona também soa mal. Cara é para as tias e dona para as matronas.
    A minha concepção de defender é defender nos momentos oportunos, quando é necessário. Não é defender sempre. Há momentos em que todos nós, ou mais velhos ou mais novos, não nos conseguimos defender e aí temos os amigos ou irmãos ou quem quiseres para defender.

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