A cena do ódio

Este é o país da completa bagunça.

Chegámos aqui com um trabalho bem orientado pelo senhor primeiro-ministro, que tem tido o cuidado de se fazer rodear de indivíduos absolutamente incompetentes, que manifestam o maior apreço pela sua própria incompetência e pelo carácter de ditador inconsequente e sem consciência. É um indivíduo impreparado para qualquer coisa que seja uma actividade política.

Nesta entrevista à Renascença, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados apela a Cavaco Silva para que se recandidate à Presidência da República. “Eu ficaria surpreendido que ele [Cavaco Silva] estivesse disposto, mas daqui, como o indigitado candidato que não sou nem nunca fui pelo Diário de Notícias, o incito a que concorra outra vez para nos livrar desta escumalha que tem governado o país”, refere Pires de Lima.

Sócrates é um aldrabão de feira.

Pires de Lima, Fevereiro e Julho de 2010

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Os ataques virulentos à suposta incompetência dos políticos começaram na antiga Grécia, com o advento mesmo da democracia – isto é, da política feita pelos cidadãos. Quem fazia os ataques nessa altura eram os poderosos, donos das terras e da tradição. As leis do sangue e da riqueza, as que melhor serviam os seus interesses, permitiam conservar a ordem social e as hierarquias de classe cujas origens se perdiam na noite dos tempos. A democracia grega, aumentando incontrolavelmente a quantidade daqueles com direito a exercer o poder, provocou uma reacção de defesa, e repulsa, nos oligarcas que permanece até aos dias de hoje. Há até quem diga que toda a ciência política não passa da reflexão acerca desse trauma inicial, feita a partir do ponto de vista da aristocracia.

Este Pires de Lima, filho de um próximo colaborador de Salazar, verbalizou publicamente o que os derrotados de 2005 e 2009 diziam em almoços e jantares, casamentos e baptizados, empresas e clubes. Aliás, ele apenas apresentou eufemismos, pois na privacidade os senhores sempre se confundiram com os carroceiros quanto ao gasto do vernáculo e pulsões animalescas. Estas citações têm a vantagem de ilustrar o ambiente moral da nossa elite social e financeira, pela primeira vez após o 25 de Abril afrontada por um rival que conhecia a sua decadência e contava com ela. A raiva que cega Pires de Lima é exactamente igual à que invadiu o espaço público vinda de Soares dos Santos e Belmiro, Ferreira Leite e Pacheco, Paula Teixeira da Cruz e Maria João Avillez, Moura Guedes e Crespo, Francisco José Viegas e Eduardo Cintra Torres, Henrique Neto e Carrilho, entre dezenas de outras figuras – à cabeça das quais está Cavaco Silva – que publicamente manifestaram o seu ódio repetida e crescentemente até ao dia 5 de Junho de 2011.

A magnitude do fenómeno não se explica através da redução ao simplismo do par Governo-oposição e seus conflitos, pois os poderes fácticos querem é fazer negócios, lidando igualmente bem com a direita ou com a esquerda – como se constata banalmente a nível autárquico, por exemplo. Para algo com esta dimensão nunca antes vista, em que diariamente podíamos ouvir e ler relatos pungentes da brigada dos deprimidos e apocalípticos, e tendo inclusive recorrido à tentativa de criminalização de um primeiro-ministro envolvendo polícias e magistrados, só há uma realidade psíquica e sociológica onde as peças encaixam na perfeição: o medo.

Estavam apavorados por não terem quem alcançasse superar Sócrates em força executiva, coragem reformista, carisma na liderança. Então, repetindo as conspirações na antiga Grécia contra Péricles, recorreram à calúnia sem vergonha ou hesitação. Como nem desse modo o conseguiam chantagear e assustar, a impotência aumentava ainda mais o seu desespero. A cena do ódio foi, assim, a medida do medo.

63 thoughts on “A cena do ódio”

  1. Grande, grande texto! Está lá tudo! Sou apenas um acompanhante atento do Aspirina, que por norma não “comenta”, mas são estes textos que, religiosamenteme, me fazem cá vir.
    Parabéns, Val

  2. ó pázinho val, pois tá bem, mas olha, faz agora um poste pá que nem sequer fale do tal ódio ao gajo socrates, um poste que só fale do amor na vertente «adoro-vos», pa, e poe logo as politicas de amor que gajo fez por portugal. deixa lá os outros ranhosos pá, peritos na espetagem da faca, pa, nas costas, quisso agora nao interesse nada. dou-te um ponto de partida pró teu conto.

    Num país à beira- mar plantado, onde a raça de outrora foi a da aventura! A da aventura pelos mares, pelo desconhecido! Nesse país nasceu um homem, sócrates de nome….

    mordeste pá? não te esqueças que o gajo prometeu-nos que ia por os portugas mais pobres, pá.toca a escrever pá. podes fazer desenhos pa.

  3. E agora? Têm tudo nas mãos. O caminho não podia estar mais escancarado, com um PM catavento, a jeito de quem quer abocanhar, depressa e em força, a carne da nação. Colocarão o espólio em off-shores a bom recato.
    Numa coisa não se pode criticar Passos: disse praticamente tudo o que lhe encomendaram para fazer. Até ao último pintelho. Naturalmente Catroga foi o indigitado para a executar a venda do país aos privados. Nacionais e estrangeiros. Mais estes, que os nacionais estão tesos.
    Quando passos anunciava o fim do regime económico vigente e perante os olhos arregalados e arrepios de espinha de alguns mirones, a “manipulação social” dourava a pílula até à mentira.
    E assim se fez um presidente, uma maioria e um governo. Já tinham o BE e o PCP, os sindicatos de magistrados, de professores e todos os da CGTP, mais o poder do dinheirinho a lubrificar a máquina compressora anti-socratica. Que se provará, nos tempos mais próximos, ser anti-democratica.
    Quem vai pegar, depois, num país tão pilhado como o BPN?

  4. Muito bem escrito de facto, o talento literário existe, nomeadamente no último parágrafo onde o autor se mostra digno sucessor de muitos dos nossos melhores e mais laureados romancistas!!
    Mas descansem, porque o grande líder, grande condutor do país a esta situação desafogada, ainda vive, ainda podeis sonhar com o dia que esse glorioso governante volte para continuar a guiar a pátria!
    Tenham dó! Tenham vergonha! Haja coragem para admitir, por menos que gostem de todos os outros, que este homem foi e será a vergonha do PS, o pior dos nossos governantes e isso pelo exactamente pelo carisma (rodear-se de yes men ajuda), pela força executiva (teimando em políticas erradas) e pela coragem reformista (lembro-me da excelente peça legislativa que permite que todas as direcções gerais sejam nomeações políticas)!!

  5. “Os ataques virulentos à suposta incompetência dos políticos começaram na antiga Grécia, com o advento mesmo da democracia – isto é, da política feita pelos cidadãos”. Esta frase denota uma total falta de cultura historica e filosofica e, em particular, um absoluto desconhecimento da Grécia antiga.

    O resto não digo que não (não li, mas suponho que tem algum jeito, como o que escreves habitualmente), mas deixa a Grécia antiga em paz que ela (manifestamente) não te fez nada !

    Boas

  6. A bagunça só agora está a começar porque, como escreveu Raul Brandão, «todos querem mas não chega para todos». Isso é ondiscutível – nem com passos perdidos a coisa vai esticar. O OGE não é pastilha elástica.

  7. Esqueceu-se de Louça e de Jerónimo. Da esquerda à direita não houve quem – de forma mais ou menos directa – não chamasse “mentiroso” a José Sócrates…

  8. louceiro & gerómino, estão domesticados. os arrufos são provas de vida que belém neutraliza com uma chamada telefónica, portantes o galã de massamá que se desiluda sobre quem dá cartas.

  9. Ainda ontem a camafeu avilez dizia que o novo governo sozinho não ia lá que era preciso todos ajudarmos. que lata até ás eleições não conseguiam por incompecencia de socrates e companhia e agora já há crise internacional e tudo mais que trafulhas mas tenho a impressão que chorando ainda vamos rir.

  10. O medo, sim, mas mais ainda a inveja. Sócrates tinha todas as qualidades pessoais que fariam dele um líder incontestado da Direita, o maior desde Sá Carneiro, uma espécie de Berlusconi português, e apesar disso preferiu defender o INTERESSE PÚBLICO, ou seja, objectivamente, os mais fracos, os mais indefesos, os que nunca têm voz, nem nos tempos das revoluções (que aliás são sempre conduzidas por tiranetes de ocasião). Sócrates poderia ter sido um Deus, se acaso se tivesse colocado ao serviço dos interesses dos de sempre, dos doninhos e doninhas de Portugal. Mas ele rejeitou-os. Largou a JSD pela JS. Fez-se o maior e mais consequente líder do verdadeiro ideal da Esquerda – Democracia, Liberdade e Justiça Social – desde Mário Soares e isso sim, afectou bastante os pequenos, médios e grandes poderosos que, desde Salazar, sabem muito bem que os seus poderes fácticos podem ser elevados quase ao absoluto, se puderem contar com um destemido e carismático de confiança no topo da hierarquia do Estado, transformando-o de fáctico em Poder também formal. Assim sendo, como não odiar Sócrates, que lhes negou esse maná e lho arrancou das mandíbulas?

    Não vão descansar enquanto não reverterem tudo o que puderem da sua obra àquilo que consideram a “ordem natural”. Constituição, Democracia e Liberdade incluídas, se necessário for.

    Quanto às razões para a dita Extrema-esquerda odiar Sócrates, são de índole diversa, mas também existem matizes de inveja e ódio. Ainda que por outros motivos. A seu tempo irão sendo impiedosamente relembrados ao longo destes anos desgraçados que nos esperam agora.

  11. eheheheh o INTERESSE PUBLICO; eheheheh, olhó novo conceito do interesse público.temos filósfofo, com filosofar e tudo, ó paris, aguarda que eu tou já aí, vai ser só montmartre para inspirar a veia. na veia, pá, o fecho das empresas, as mentiras, a pobreza, ó pá, vai aos tribunais de trabalho, pá e vais a ver meu, o que é o país, pá, é só multidões, pá, malandros dos patrões, em vez de pagar aos escravos pagam aos senhores do fisco e da segurança social, porra, pá este mundo é um e mais uma, sócio, pá, não me desconcentres pá.

  12. Nos últimos seis anos o país cresceu acima da média da união europeia e baixou a sua dívida externa!! Urra!! Vivas ao Sócrates e seus acólitos!! Parabéns!!
    Ground control do major Tom!!
    Não se trata de odiar ou deixar de odiar o homem, tratam-se de factos: nos últimos seis anos o país ficou mais pobre e mais endividado! Não conseguem ver isso??

  13. Meu caro,
    Não me diga que consegue distinguir a esquerda dos interesses da direita dos interesses. E não me diga que a esquerda dos interesses (aliás como a direita dos interesses) não esteve bem salvaguardada nas decisões deste governo.
    Sócrates poucas vezes terá dito uma verdade tão grande como quando copiou outros dizendo que a história o julgará.
    Espero que o aspirina B ainda cá esteja para ver a sentença.
    henrique pereira dos santos

  14. “Este Pires de Lima, filho de um próximo colaborador de Salazar”. Inacreditável. O que se deve fazer a quem é filho, ou parente, ou seja lá o que for, de antigos colaboradores de Salazar? Calá-los para sempre? Enforcá-los? Ou será que o facto de ser filho de alguém desqualifica imediatamente essa pessoa? O ódio que por aí vai não devia retirar o bom-senso, mas enfim, é a (alguma da) esquerdinha que temos.

  15. Caro João Viegas,
    interessante o seu comentário dada a sua abrangência. Dá para tudo!
    Mas afinal quem é que combateu Péricles? Quem é que o levou a julgemento e condenou? Será que a democracia ateniense tinha comparação na oligarquia espartana? Não foi o medo que Esparta tinha dele que levou à sua queda? Não foi a morte de Péricles que atirou Atenas para os braços da demagogia.
    Quantos paralelos encontra com a nossa atualidade?
    Quanto ao texto, é um bom texto, e claro nas suas conclusões e só falha, talvez por falta de espaço e necessidade de não o tornar maçudo na falta de nomeação de tantas personagens que, direta ou indiretamente contribuiram para o derrube do anterior governo e que continuam a não apresentar solução que se sinta sólida.
    Det peccatori veniam peccator.

  16. João Viegas, ilustra-nos com os teus superlativos conhecimentos da época clássica. Terás, pelo menos, um leitor muito interessado em aprender contigo.
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    henrique pereira dos santos, mas tens alguma coisa contra os interesses? Existem sociedades e seres humanos sem interesses? Acaso não te dás conta que repetes uma inanidade cuja única função é caluniar?
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    Manuel Duarte, larga o vinho.

  17. Uma inanidade que calunia?
    Explique lá isso devagarinho para ver se consigo perceber.
    Nada contra os interesses.
    henrique pereira dos santos

  18. Ó Val, não bebo álcool com muita frequência. Mas se lhe faz falta, não se preocupe, há sempre algumas garrafinhas para ofertar a ordináriozinhos como você. Enfim, resposta típica de quem não sabe ouvir mais nada a não ser o próprio umbigo e que, em caso de crítica, só sabe ir para o insulto. Passe bem, que para esse peditório já dei há muito tempo, e malcriadices não as aturo nem aos meus filhos (que, com uma idade juito tenrinha conseguem ser mais bem educados que V Exa.).

  19. Ola,

    O meu comentario era so sobre a primeira frase. Agradeço o interesse mas explicar em pormenor esta, infelizmente, para la das minhas disponibilidades em tempo neste momento.

    Em resumo : a ideia de que existe uma “competência” técnica para exercer cargos politicos, propria das nossas sociedades tecnocraticas modernas, que esta por detras das criticas dirigidas aos nossos politicos (Socrates ou outros) é completamente avessa à forma grega de encarar as virtudes necessarias para exercer cargos publicos. Essas virtudes, para o Grego, não se distinguem das virtudes do homem comum (cuja plena realização implica, alias, agir na esfera politica e no interesse de todos).

    Existem depois debates sobre como escolher a melhor forma de distribuir cargos publicos, se o bem comum se encontra melhor servido quando todos acedem a eles por forma igual, ou se devem ser reservados a alguns apenas, e neste ultimo caso, como devem ser escolhidos, etc. E é obvio que nesses debates, a questão da igualdade, ou seja da justa participação na gestão da coisa publica e da justa repartição dos bens que ela permite atingir, é primordial.

    Mas nada disso se assemelha, ou se encontra sequer relacionado com, as criticas irresponsaveis que dirigimos aos nossos politicos por carecerem, supostamente, de competências técnicas especializadas na arte do governação. As proprias teorias “aristocraticas” dos gregos, não defendiam que alguns eram melhores para a arte de governar em razão das suas “competências” no sentido que damos hoje à palavra. As “virtudes” que (alguns) Gregos acreditavam serem apanagio dos melhores e que os predispunham (segundo eles) para o exercicio do poder não têm absolutamente nada a ver com o que hoje chamamos “competência” e que corresponde geralmente a um mixto de esperteza saloia misturada com trabalho de exercitação meramente académico e com aprendizagem da arte do trato, sancionados por um canudo ! E também não tem nada a ver com a mestria que pode ser adquirida pelo exercicio de um oficio ou de uma arte fabril ou comercial.

    Isto esta explicado nos autores que estão na moda e que, salvo erro, ainda se estudam hoje na universidade (Findley, Vernant, etc.) e tenho a certeza que podera ser explicado melhor do que sei fazê-lo por outros leitores do Aspirina B, digo leitores MELHORES (e não “mais competentes”) do que eu…

    Escrevi isto à pressa, desculpem as aproximações.

    Boas

  20. oh pinetree, os países estão todos mais ricos que há alguns anos atrás. é que não houve crise nenhuma, tudo isso foram invenções. e a consequência disso, o enorme recuo da receita fiscal do estado no ano de 2009, foi outra mentira porque o que aconteceu foi o aumento enorme da despesa. ah gaita se não fossem os números estes iluminados pinheirinhos até tinham sucesso (com argumentos decorados da tv).

  21. No fim do socratismo emergem as evidências do paternalismo esquizofrénico. Depois vem a angústia da orfandade e mantém-se a negação da realidade. diz:

    No fim do socratismo emergem as evidências do paternalismo esquizofrénico. Depois vem a angústia da orfandade e mantém-se a negação da realidade.

    Quanto ao mais, a história cá estará para fazer o julgamento da suposta inigualável obra desse Hércules da moderna política. E nós também para vos lembrar silaba a silaba as inanidades bajuladoras.

    Quanto ao resto, por menos já se internaram no hospício gente bem mais perto da realidade que este Valupi taralhouco e absolutamente mergulhado na esquizofrenia que o seu alter-ego socrático lhe deixou como herança genética.

    Porque não segues para Paris e vais estudar ciências básicas da Saúde Mental? Acompanhado de um profundo tratamento psiquiátrico. Já agora leva também o teu “amado pater famílias” e, para poupares dinheiro, aproveita o pacote de abordagem pela Grupanálise.

    Pareces um cachorrinho perdido a babares ódio e ressentimento … trata-te e deixa a droga rapaz.

    Começo a ficar mesmo preocupado contigo!

  22. Para a primeira sessão de Grupanálise do aspirina b: OCDE. Portugal está entre os países com taxas de desemprego mais altas diz:

    A maior parte dos países da OCDE está a contrariar, pela primeira vez desde o início da crise financeira, a subida do desemprego, afirma a organização, que coloca Portugal no lote de países com “taxas de desemprego continuadamente altas”.

    De acordo com a organização com sede em Paris, os números do desemprego estão, “pela primeira vez desde o início da crise financeira, em 2007, a mostrar um padrão de melhoria na maioria dos países”.

    Portugal, pelo contrário, não vê os valores do desemprego descerem pelo menos há seis meses – em novembro a taxa era de 11,2 por cento, tendo crescido até aos 12,6 por cento em abril (o mesmo valor do mês anterior), o que coloca o país no quarto pior lugar dos países que têm disponíveis os valores de abril e no grupo daqueles que têm “taxas de desemprego continuadamente altas”, diz a OCDE.

    A taxa de desemprego nos países da OCDE desceu 0,1 pontos percentuais para 8,1 por cento, abaixo dos 12,6 por cento registados em Portugal em abril, de acordo com os dados hoje divulgados pela organização.

    Nos 34 países da OCDE há 44,1 milhões de desempregados, menos 3,1 milhões que em abril do ano passado, mas ainda assim 13,2 milhões acima dos dados do ano anterior, segundo a OCDE.

    Na zona euro, a taxa de desemprego manteve-se, em abril, nos 9,9 por cento, o mesmo valor que no mês anterior, com destaque negativo para a Espanha, a braços com um desemprego acima de 20 por cento há pelo menos seis meses.

  23. “Não se trata de odiar ou deixar de odiar o homem, tratam-se de factos: nos últimos seis anos o país ficou mais pobre e mais endividado! Não conseguem ver isso??”

    É verdade que na antiguidade , quando se olhava para o Sol, ele aparentava ser mais pequeno do que a terra. Ainda por cima movia-se, enquanto a terra estava parada. Isto eram factos, eram obeservaveis, como era possivel haver pessoas que não o quisessem vêr?!
    E no entanto a história mais adiante confirmou a teoria dos loucos que não queriam vêr…
    A si só lhe digo para abrir os olhos e deixar de estudar a sua realidade pela televisão.

  24. henrique pereira dos santos, se nada tens contra os interesses, admites que governar, seja quando, por quem e onde for, é sempre uma gestão de interesses. Daí, quando insinuas que a História ditará um veredicto contrário à expectativa de Sócrates, estás a insinuar que a sua gestão dos interesses foi danosa para o interesse nacional. Essa é a narrativa da calúnia, desmentida exuberantemente pelos factos.
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    Manuel Duarte, se tens vinho para oferecer, venha ele.
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    joão viegas, como de costume (ultimamente, faça-se justiça) só te sai merda. Para começar, a crítica à competência de Sócrates, aqui ilustrada pelas citações de Pires de Lima, é do foro moral, não técnico. Se fosse uma ponderação técnica, nem seria notícia, pois todos os governantes são avaliados tecnicamente logo pelas entidades que representam os sectores que tutelam, depois pela oposição, a que se segue a imprensa de investigação e opinião e o público em geral.

    Quanto ao que dizes da Grécia, e para além de invocares leitura de não sei quem não sei quando, é palha seca.

  25. Este Penetree
    tem as vistas mais curtas que um porco, que só consegue ver a pia cheia ou vazia à sua frente.
    Este Pinetree
    não viu o investimento na cência como nunca antes ninguém fizera
    Este Penetree
    não viu como se fez um combate como nunca tinha sido feito à maior factura do nosso endividamente externo, a rondar os 50%, a factura energética, apostando nas energias renováveis.
    Este Penetree
    não viu o que se fez no ensino, na saúde, na inovaçâo tecnológica e no combate à burocracia através do Simplex.
    Não viu nem verá, porque só olha para a pia que tem à sua frente. Nunca entenderá que há mais país para além da pocilga em que chafurda em redor da pia.

  26. Valupi,

    Um pouco de modéstia e um minimo de inteligência não te ficavam mal. Critiquei apenas uma frase do teu texto, que é uma calinada das grandes, não so porque os autores que, de facto, mencionei, o dizem, mas pelas razões que eles expoem, que eu lembro no texto, que estão ai e que são insofismaveis, pelo menos para qualquer pessoa que tenha dedicado mais de meia hora a procurar saber o que conhecemos sobre os antigos Gregos, o que manifestamente não é o teu caso…

    Nada mais. Nada menos.

    Quanto ao resto, vais me desculpar, mas falta-me a paciência…

  27. joãop viegas, escreveste:

    “O resto não digo que não (não li, mas suponho que tem algum jeito, como o que escreves habitualmente), mas deixa a Grécia antiga em paz que ela (manifestamente) não te fez nada !”

    Donde, vens para aqui falar de um texto que dizes não ter lido e pedes mínimos de modéstia e inteligência? Larga a vinhaça.

  28. o pinetree é como eu, olha pró bolso e ve-o mais vazio, porra somos mesmo ignoranets, nao sabemos contar dinheiro e nos tribunais é só facilidades, pá, a gente não vê as secções que desapreceram dos tribuanais pá, elas andem lá, a gente é que não as vemos, caraças,
    ó pine pá, atão, é sum riassionário, caramba, pede desculpa pa gajo de cima, já ,pa´.

  29. Este indivíduo que foi bastonário da Ordem dos Advogados e, segundo dizem, andou anos a proteger o Vale e Azevedo dos vários processos disciplinares que contra ele corriam na mesma Ordem, permitindo que ele continuasse, como continuou, a sua actividade criminosa burlando mais uns quantos e em vários milhões, será competente?
    Ou a palavra competência tem algum significado que desconheço não me parece competente ou sério, por exemplo um advogado que faz contratos de partilhas entre cônjuges casados em separação de bens!
    Parece-me é que palavra competente ou incompetente para gente deste jaez não passa de uma palavra que se aplica ás pessoas que não lhe fazem jeitos! É isto que esta gente apregoa, sem educação e, ao que parece, sem espelhos!

  30. Bolas Valupi, tu és mesmo duro de roer.

    Disse, repeti e torno a dizer que o meu comentario não é sobre o teu texto (na totalidade) mas (apenas) sobre a primeira frase, que citei completamente logo no inicio e que, tenho pena, é uma calinada das grandes.

    Nada mais. Nada menos.

    Onde esta a duvida ?

  31. Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim em tudo.

    Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.

    Deus disse: “Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas”.

    E o povo dizia:”Mas, Senhor…”

    Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre!

    Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que estejam preparados. Têm 24 horas!

    O primeiro a reunir o povo foi, OBAMA.
    Em Washington DC, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse:

    “Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.
    “A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo”.
    Mas, claro, já sabemos disso.

    A má notícia é que esta grande Nação,
    o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus”.

    Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:
    “Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
    A primeira é que Deus existe… sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
    Estive enganado este tempo todo…

    A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir.”

    Finalmente, em Portugal, José Sócrates dá uma conferência de imprensa:
    “Portugueses, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias.

    A primeira boa notícia é que eu, sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.

    A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo e apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, nada de burocracia, e o mais espectacular de tudo: O IVA vai acabar assim como a miséria e a pobreza neste País!! O Governo cumpriu tudo o que prometeu!!!”

  32. De dia para dia mais me convenço que este Valupi é o Lello… tal é a enxurrada de disparates que consegue debitar por mm2 de ecrã. A parte em que reproduz o Pires de Lima, está excelente, e bastante realista – perfeitamente ao nível do seu autor. No que toca à parte II, em que o Lellovalupi procura expor a sua paranóia de estimação, está muito fraquinha. Apesar de ter a desculpa de viver na estratosfera, o Lellovalupi ainda terá de treinar bastante porque para se fazer boa ficção a mesma tem de aparentar um grau mínimo de realismo.

  33. então , V ? encontraste um restinho de heroa de 2010 perdido ? tá mal , não estou a ver como vão vocês largar o vício.

  34. Caro João Viegas,
    no tempo de Péricles existiam os nove arcontes a quem bastava serem cidadãos de Atenas, terem uma vida considerada decente e serem possuidores de carácter necessário ao exercício das funções.
    Como é sabido, nem todos os cidadãos submetiam a sua candidatura ao lugar, pois muitos não estariam interessados numa devassa intensa sobre a sua vida pessoal e profissional que os viesse a designar probos e livre de mácula.
    Teriam ainda de passar pela espécie de exame que era a doquimasia perante a Boule.
    Daí serem necessárias competências, não as técnicas, mas as essenciais que afinal é o que se requer para um cargo de primeiro-ministro ou ministro.
    Ora, afirmar que Sócrates é um aldrabão de feira, que é um ditador inconsequente e sem consciência ou apelidá-lo de escumalha, parece-me nada ter a ver com competências mas apenas em odientos ataques ad hominem.
    De resto, não vale apenas estar na moda para se ter razão.

  35. Assis e Mários e outros meninos, não sabem o que é boa educação? Não sabem o que é não concordar com os outros? Não sabem o que ter opiniões diferentes? Enfim, não sabem o que é a democracia? Tudo o que o grande líder fez está correcto?
    Eu não escrevi que tudo tinha sido uma desgraça, isso foram vocês! Estamos mais perto ou mais longe dos nossos parceiros europeus? Seria impossível estarmos melhor? A crise de 2009 que agora se refere foi admitida pelo grande líder?
    Na minha terrinha e até mesmo na televisão se diz que o maior cego é o que não quer ver.

    Cumprimentos democratas

  36. Caro Teofilo M.

    Concordo com o que v. diz, que me parece ir precisamente no sentido da critica que fiz à primeira frase do texto do Valupi. Não sei o que tera passado pela cabeça do Pires de Lima quando proferiu as palavras citadas, nem estou propriamente interessado em saber. Agora o sentido comum com que usamos a palavra “competência” – que por acaso até me parece ser o sentido das palavras de Pires de L. quando ele fala na incompetência e na impreparação dos colaboradores de Socrates – não se confunde com as aptidões morais, ou com a integridade ética. Quando as pessoas dizem que Socrates, ou Passos, ou outros politicos, não são “competentes”, querem dizer que “não sabem” (ou seja que não dominam o saber técnico que é supostamente necessario para desempenhar funções governativas), e muitas vezes acham-se autorizados a dizer isto porque eles “não são doutores” (e sabemos como Socrates foi estupidamente gozado, inclusivamente por pessoas que considero cultas e inteligentes, em razão da sua “licenciatura ao domingo” ou do seu “inglês técnico”).

    Nesse sentido, o paralelo feito na frase do Valupi não tem cabimento.

    Quanto ao resto, admito perfeitamente que, a par desse tipo de criticas, existam criticas à suposta deshonestidade de Socrates, ou de outros governantes. Isso é outro problema, que não tem nada a ver com o meu comentario.

    E por falar em “competência” no sentido lato que v. parece querer dar à palavra, acho que estaria talvez na altura de ensinar ao Valupi que as pessoas que criticam o que ele escreve criticam apenas o que ele escreve, e não necessariamente o piril… a pessoa de quem escreveu (mesmo que se trate de uma pessoa virtual e pseudo-denominada).

    Enfim, o basico…

  37. joão viegas, não passas de um garganeiro. Quanto à Grécia clássica e modos como a democracia apareceu e se desenvolveu, ainda não disseste ponta de um corno. Desconfio até que nada pescas do assunto, apesar de (parece…) estares ligado à Internet.

  38. Ao Valupi de serviço,

    eles são vários, há o doente pelo Socrates, o artista, o malcriado, etc.

    Há por aqui boas malhas.Uma nota de estudo dos gregos, Pericles foi julgado somente pelo facto touro ter uns quilos de ouro a menos de pois de estar vários anos à sua guarda.

    Podia ser uma cabala.

  39. Num país com um défice de civismo como o nosso, é fácil lançar e alimentar a calúnia.

    É muito preocupante que um governante que se atreva a afrontar as corporações e tantos interesses obscuros, tenha o destino de Sócrates, com tudo o que teve de penar durante estes 6 anos.

    Será um sério aviso para futuros governantes com ímpeto reformista, já sabem o que os espera.

  40. Pois desconfias… “Não sei nada, mas desconfio de muita coisa” podia ser o teu lema.

    Sobre o aparecimento da democracia na Grécia, apenas disse, e mantenho, que ele foi possivel, entre outras razões, porque não passaria pela cabeça de um Grego criticar os titulares de cargos publicos em razão da sua “incompetência”.

    E’ quanto basta para este, bastante mesquinho diga-se, debate…

    E’ também quanto basta para que qualquer leitor com dois dedos de testa e uma cultura média possa avaliar a distância que existe entre a democracia grega e a ideia que dela se formou, va-se la saber atravês de que meandros completamente estranhos ao rigor e à simples curiosidade intelectual, na tua cabeça…

    Mas numa coisa tens razão, desconhecia a palavra “garganeiro”…

  41. Penetree
    O que me chateia à brava é tu esqueceres, como aliás todos os danadores de Sócrates, que o governo dele foram só os dois últimos anos, os da crise, 2009 e 2010. Esquecem deiberadamente que o defice fora esmagado, em apenas tres anos, de quase 7 para 2. E aquele defice, sem crise à vista, foir herdado daqueles que agora se apresentam como as sumidades em finanças e que só encontram insultos para se referirem a Sócrates: Ferreira Leite e Bagão Felix. E agora vem este ferrabras do Pires de Lima vomitar também a sua humilhação em face de um Sócrates que lhes fez ver como era endireitar o País em várisa frentes. Nâo suportaram e partiram para a destruiçâo de caracter de um governante como há muito não se via.
    Diz muito bem o Val: roídos de medo e de inveja por ele estar a vencer onde eles tinham falhado rotundamente: tanto o cavaquismo como o barrosismo.
    E nâo vão deixar de vomitar ódio enquanto não levantarem um véu que lhe tape a obra feita por um grande governante, Sócrates.
    Até vir a crise arrasadora de l’a de fora, e enquanto teve maioria para governar, os numeros e a obra aí estão e são elas que vos fodem o juizo e não este meu palavreado barato.

  42. joão viegas, mas que sabes tu do que passaria ou deixaria de passar pela cabeça dos gregos ou dos troianos? Querias largar uma bacorada qualquer e deu-te para aqui, para a semântica e historicidade do vocábulo “incompetência”.

    Bom, nada tenho contra, é para estes divertimentos que este espaço existe, mas lá que és um super-garganeiro, és.

  43. Valupi,

    Devias experimentar um dia sair do recreio da escola, para experimentares sensações diferentes. O que eu sei ou deixo de saber não interessa para o caso, nem o meu comentario era sobre isso, ou alias sobre o que tu sabes ou deixas de saber, ou sobre o tamanho do teu orgão…

    O que eu disse, e que mantenho, é que, daquilo que se sabe hoje sobre os Gregos, não consta que a tua primeira frase faça qualquer sentido.

    Disse, mantenho, e indiquei-te varios meios de aferir, que não excluem outros como é obvio, tais como ir directamente à fonte e ler os textos que nos chegaram sobre o assunto…

    O resto, sim, é conversa e, desculpa la que te diga, conversa sem qualquer ponta de interesse.

    Boas

  44. joão viegas, mas que culpa tenho eu de que tu não entendas a frase onde foste marrar? Vou dar-te uma pista – pensa no que poderia significar para um grego de há 2500 anos a palavra “político”.

  45. Fiz copy/past do endereço deste video do Youtube mas a coisa não resultou. (Insuficiência minha que estou longe de dominar estes truques). Aconselho-vos a que vejam este video:

    http://youtu.be/mHKWoE8qyu0

    que embora dê pelo nome de El Brasil de los Tucanos, se refere ao que se passou na Argentina quando o FMI lá chegou e a “direita” do Carlos Menem tomou conta do poder. Um comentário apenas: arrepia a semelhança das situações! A deles e a nossa!

  46. deixem o morto em paz, pás, pericles é o autor da democracia do braço levantado. as mulheres, os escravos, os servos, esses não eram gente, mas mesmo assim,o gajo fazia jus à porra do modernismo.

  47. Belo texto Val, mais um, as usual, da série “pão-pão, queijo-queijo”.
    É evidente que estes textos perturbam gente menor, gente resignada, gente aterrorizada.
    Não sabem do que falam; o temor ao desconhecido sempre foi um obstáculo á evolução das sociedades.

  48. “mas que culpa tenho eu de que tu não entendas a frase onde foste marrar?”

    Boa pergunta, de facto. Oxala não fosse tão retorica quanto a primeira frase do teu texto…

    E repara que não tenho nada contra a retorica, pelo menos desde que ela não se proponha impedir-me de a chamar pelo nome.

    Boas

  49. “henrique pereira dos santos, se nada tens contra os interesses, admites que governar, seja quando, por quem e onde for, é sempre uma gestão de interesses. Daí, quando insinuas que a História ditará um veredicto contrário à expectativa de Sócrates, estás a insinuar que a sua gestão dos interesses foi danosa para o interesse nacional. Essa é a narrativa da calúnia, desmentida exuberantemente pelos factos.”
    Resumindo, ter uma interpretação diferente sobre os factos é calúnia. Já percebi como uma inanidade, isto é, uma coisa inútil e vã, pode caluniar: tudo o que não seja corroborar a tua narrativa, é calúnia.
    Eu não insinuo que a história fará de Sócrates um julgamento diferente do que ele pensa (ou do que diz que pensa), eu afirmo com todas as letras que estou convencido de que assim será. Mas se discordares de mim, como é natural, não passo a achar-te um caluniador, acho simplesmente que tens uma visão diferente da minha que me parece errada.
    Ora vê lá bem, quem alimenta cenas de ódio?
    henrique pereira dos santos

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