16 thoughts on “Estratégia de desgaste”

  1. Não é só o Nobre, eles são todos muito bons. Aposto que os jornalistas que hoje estiveram no hotel onde se assinou o acordo histórico, e que estiveram mais de uma hora à espera no meio de uma enorme confusão, sem que lhes fosse dada qualquer explicação para o atraso, também pensam assim.

    As queixas acerca da falta de condições para trabalharem e da trapalhada da organização da coisa foram só um desabafo. Coitados, afinal, estavam habituados a um certo nível de profissionalismo que, pelos vistos, já foi varrido pela onda de mudança prometida pelos novos governantes. E, ainda por cima, tanto tempo à espera para ouvirem aqueles entusiasmantes discursos…

  2. Da maneira que estão deprimidos os níveis de confiança dos portugueses na Democracia, nos políticos e nas Instituições do Estado, adoptar esta estratégia da “terra queimada” pode ser mais do que um tiro no pé, uma autêntica granada-de-mão pela boca abaixo.

    Não venceremos nunca usando os mesmos métodos sujos e os golpes baixos que nos derrotaram.

  3. Não, o cinismo do PS nesse caso representaria no imediato uma vitória para o Passos e para o próprio Nobre, que a não merece. O Nobre deve voltar para a AMI, agora seguramente com menos fundos, ou para o Sudão, se ainda houver dinheiro para o bilhete…

  4. Hoje foi a trapalhada de organizaçao. A seca dos jornalistas, sem explicaçao nenhuma!
    Mas ainda houve apresentaçao à imprensa. Calma que hão vir dias mais calmos. Os debates quinzenais da AR devem acabar (vamos falar pouco – Coelho dixit). E as conferencias de imprensa, só para inglês ver!

  5. Não acho bem pelo espetáculo que tal situação iria originar. Por outro lado talvez fosse bom para o turismo pois poderíamos receber de todo o mundo mirones para se deliciarem com a maneira fácil, escorreita e VERDADEIRA como ele desempenharia o lugar. Estou a ver. Quero ser PR porque detesto os políticos. Pouco depois: j´que não fui PR, bom talvez um lugarzito na AR não fosse mau já que a AMI está em crise e não chega para sustentar toda a minha família. Então retiro o que disse (essa de detestar os políticos) e aceito mas só para presidente da AR. Não sendo eleito diria: bem eu só aceitava ser presidente mas para combater a crise (a minha, claro) aceito ser deputado, só desta vez, mas não quero falar na AR. É só para dormir.
    A minha conta bancária tem o nº. ………. – Ah! Já agora outra questão: ainda somos reformados ao fim de 12 anos a roçar o cu pelas cadeiras do palarmento?

  6. É, provavelmente, o que vai acontecer.
    A tradição, de norma não escrita, afirma que, o candidato proposto pelo partido vencedor (mesmo que não tenha a maioria absoluta, 50% + 1 voto, para o impor…) é sufragado.
    Mas, neste caso, há um senão.
    O processo, inovador, foi conduzido mal, muito mal, mesmo.
    Anunciou-se, antes das eleições, na praça pública que, o independente F. Nobre, aceitara encabeçar a lista por Lisboa do PSD à condição de ser Presidente da A.R.!
    Tal facto porovocou desconfortos, no PSD, no CDS, no…
    Mas, Passos Coelho, ainda ontem o sustentou, vai avançar com o nome de Nobre.
    Hoje já se especulava sobre uma abordagem aos deputados socialistas, da parte do grupo do PSD, para viabilizarem…
    Como diz o tal cego…”veremos”.

  7. Não há qualquer hipótese de isso acontecer, garanto, Manuel Loureiro. Mas que é uma oportunidade perdida, lá isso. Dava espectáculo e calinadas durante uns meses num cargo sem grande poder efectivo, mas de grande visibilidade, até se tornar insuportável para a coligação e serem obrigados a correr com ele, maximizando os danos políticos.
    Sim, eu sei, é cínico e tal, e nós somos de esquerda e não somos cínicos, somos éticos e responsáveis e não recorremos a golpes baixos etc, etc. Enfim, já disseram que não, por isso podem ficar descansados, sim? Meninos… ;)

  8. Vega, já não sou menino, possivelmente até já tenho idade para ser seu pai. Não abuse da ironia, não a vulgarize, não a torne irrelevante.

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