A Guerra em close-up

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Como fazer uma série de televisão sobre uma operação militar que envolveu centenas de milhares de soldados, sem dispor de grandes meios? Como mergulhar no inferno, sem gruas, hordas de extras, meses de pós-produção? Simples mas não fácil. Filma-se de perto a verdadeira matéria-prima das grandes guerras clássicas: a carne.
Eis a verdadeira vedeta da série “Dunkirk”, da BBC, de que ontem voltou a ser exibido o último episódio. A carne dos soldados. Carne suja, suada, rasgada, amputada, gangrenada. Ou apenas exaurida por esforços para lá do humano. A câmara faz mais do que procurar intimidade com as suas presas. Ela aproxima-se até que a pele mais não permite. Fixa-se nos poros, num nariz sujo, num ombro destroçado, numa esfregona que limpa um convés, ensopada de sangue. A câmara recusa a imobilidade, adopta os ritmos daqueles derviches insones; gira e rodopia, bem dentro do desespero dos soldados e civis envolvidos na maior evacuação militar da história. Induz a vertigem no espectador, faz do seu movimento mais uma barreira entre o horror da guerra e a nossa tranquilidade no sofá. De quando em vez, lá surgem as imagens documentais, algumas a cores, para nos lembrar que tudo aquilo aconteceu mesmo, ainda no tempo dos nossos pais. Estranhamente, os grandes planos de multidões em fuga a custo organizada, as enormes barcaças em chamas, todas as intrusões do mundo real no tecido microscópico da narrativa de “Dunkirk” acabam por funcionar como um contraponto perturbador na sua coerência: como se a verdadeira guerra apenas conseguisse igualar, nunca ultrapassar, em “realidade”, a presença palpável da carne dos actores.
E há o fantasma da sempre presente caução (bem anunciada no início de cada episódio) realista: estas histórias foram todas recolhidas de entrevistas e diários de sobreviventes. Cada nome, cada corpo, pertenceu mesmo a um ser humano. A intimidade que a câmara celebra a cada segundo não é apenas um artifício da ficção; é uma busca da realidade perdida no pó dos arquivos. Um último resgate dos heróis de Dunquerque.
E há os olhos também. Os olhos que são dos poucos sinais a distinguir cadáveres de combatentes ainda vivos. Os olhos do oficial inglês que abate um seu camarada desertor. Do ferido que só aguarda o tiro de misericórdia e recebe dos alemães um cigarro e água. Do moribundo que pestaneja sob a chuva, gota a gota, do sangue do seu companheiro de beliche. De Churchill ao ordenar que os feridos sejam deixados para trás.
“Dunkirk” é excessivo, manipulador, exibicionista, quase demagógico. Por tudo isso, é uma grande obra de televisão.

25 thoughts on “A Guerra em close-up

  1. Infelizmente não tive a oportunidade de ver os episódios anteriores, mas bastou-me um olhar distraído para dar descanso ao telecomando.
    Mais uma prova de que é possível fazer Televisão sem ir esgravar no aterro municipal.
    Não me importo de pagar impostos para ter uma RTP2 que passe programas destes, afirmo-o com o mesmo ênfase com que lamento o desperdício no 1º canal da pública.

    Sobre o “post”, só não concordo com a adjectivação do Luis na primeira parte do último parágrafo. Porque… desculpem, dei comigo a pensar em telejornais…

  2. Bem .. cá estou eu de volta a mijar fora do penico.. já que os idiotas dos donos do blog não sabem sobre o que hão-de escrever…

    Cambada de cabrões mal f*didos….corja de sangessugas de sangue inocente…

    Notei apenas para minha satisfação que Cavaco Silva não vai à merda do Campo Pequeno…

    É mais um Karma que o povo Português vai pagar .. e com que custos …

    Essa ministra da cultura saberá o que é coerência ambiental ? E o Socratesto ???

    Às afirmações da ministra da bosta chama-se hipocrisia pura …..

    Praça do Campo Pequeno reabre em grande para quase 5 mil
    A gala de reabertura da Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, decorreu hoje em clima de festa e música para cerca de 4.800 convidados, alguns deles chegados em charretes.

    A representar o Governo esteve a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que em declarações à Agência Lusa afirmou que a reabertura deste espaço «é um dia de festa que decorre de ter sido possível, através da sociedade civil, reabrir este espaço com muito mais valências».

    «É uma valorização do património cultural e imóvel da cidade», referiu a ministra destacando que a praça de touros passa a ter «muito mais virtualidades acolhendo espectáculos de diversas naturezas».

    Afirmando não ser uma aficionada Isabel Pires de Lima destacou que as touradas «são uma tradição portuguesa que importa preservar dentro das regras verdadeiramente tradicionais, que passam por não matar o touro».

    Outro dos convidados presente foi o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, que disse «estar muito satisfeito» com a reabilitação da praça de touros pela empresa Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, administrada por madeirenses, e destacou a obra como «um grande triunfo da vida profissional» destes empresários.

    Questionado sobre se gostaria de ter um equipamento deste tipo na Madeira, João Jardim referiu que as touradas não são uma tradição no arquipélago.

    «As nossas touradas são outras», ironizou.

    No local, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira de Cruz (PSD), classificou a obra como «uma adaptação do espaço aos tempos».

    «A cidade está cheia de espaços mortos e património mal cuidado. Espero que este seja um bom exemplo da adaptação de um espaço a uma época numa altura em que estou muito preocupada com os projectos que existem para os espaços históricos», referiu a autarca sem, no entanto, especificar.

    Estava prevista a presença do Presidente da República, mas Cavaco Silva acabou por não comparecer, tal como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, que se fez representar pelo vice-presidente, Fontão de Carvalho, e pelos vereadores Gabriela Seara e António Proa.

    Da oposição na autarquia lisboeta esteve presente o vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, que aplaudiu a criação de uma nova sala de espectáculos em Lisboa, mas lamentou a demora das obras que se prolongaram por seis anos, considerado também «dispensável» a construção de mais um centro comercial na cidade.

    Por outro lado, o encenador do espectáculo que faz a abertura da Praça de Touros, Filipe La Féria, explicou que estão mais de 600 pessoas envolvidas e que se pretende mostrar que «a Praça além de ser o centro de eleição da arte taurina é também um espaço para a moda, rock, musicais e concertos».

    «É um grande palco no coração da cidade de Lisboa», sublinhou A gala começa com uma exibição do cavalo lusitano pelo Centro Equestre da Lezíria Grande de Luís Valença, da Associação Nacional de Dressage, com a colaboração da Escola Portuguesa d’Arte Equestre de Queluz.

    No espectáculo o toureiro Pedrito de Portugal e o veterano dos cavaleiros portugueses Luís Miguel Veiga farão uma lide acompanhada de fado e flamengo.

    De excertos da ópera «Carmen», de Bizet, interpretados pelos cantores Juliana Mogé e Mário Redondo, a um espectáculo de flamenco pelo grupo de sevilhanas Serva La Bari, Joaquim Moreno e o guitarrista El Pulga, a gala conta ainda com um espectáculo de fado, com a participação de José da Cambra, Marina Mota, Cátia Garcia, António Pinto Basto, Francisco Sobral e Iola Dinis.

    Mais de cem actores, bailarinos e acrobatas, entre os quais Simone de Oliveira, Wanda Stuart, Henrique Feist, António Zambujo e Luísa Basto evocarão a história do Campo Pequeno, um edifício com 114 anos, de arquitectura revivalista neo-árabe.

    As bandas da Força Aérea, Marinha e Exército e o grupo Tocarrufar também participam na reabertura da praça.

    As obras de recuperação do edifício, avaliadas em quase 60 milhões de euros, incluíram a construção de uma cobertura amovível, que abre através de um sistema de lâminas de vidro, uma estrutura prevista no projecto original do arquitecto Dias da Silva, de 1892.

    A inauguração da praça de touros está marcada para quinta- feira à noite, com uma corrida «à portuguesa», só com lide a cavalo, forcados e pegas, com a participação doa cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Fernandos e os forcados amadores de Santarém, Montemor e Lisboa.

  3. não percebi porque é que uma série manipuladora e “quase demagógica”, pode ser uma grande série. O excessivo e exebicionista, ainda vá. estou confuso.

  4. Perdoai-lhes, Senhor, que eles (o posteador e os comentadores) não sabem o que dizem e chupam TV heroica como quem chupa gelado na força de Agosto:
    “In 1965 Britains most revered military historian, Sir Basil Liddell Hart dealt the Dunkirk Legend a final body blow when he wrote: Never was a great disaster more preventable. The General added that the German breakthrough reported at the time as being due to overwhelming superiority, was acually achieved with armies inferior in numbers to those opposing them. Even in tanks the Germans had fewer and less powerful ones than the Allies”.

  5. Heróica? Não me parece que tenhas visto a série em questão. Mas o busílis maior com esta retirada prende-se sim com o famoso “appeasement” que continuava a ser tentado por Londres. Enquanto os Stukas castigavam a BEF em fuga, o governo inglês ainda procurava uma paz separada com Hitler… Mas isto são só os teóricos das conspirações a desvairar, por certo.

  6. E, a bem da verdade, a série até podia ter um ponto de vista totalmente espúrio sobre esse episódio histórico. Não deixava de ser excelente; a arte não precisa de fazer salamaleques à realidade. E quem não gosta de se deixar manipular e enganar por uma bela ficção?

  7. mente simples | maio 17, 2006 09:35 AM:

    não percebeste? “porque é que uma série manipuladora e “quase demagógica”, pode ser uma grande série”?
    Não percebes nada de gatos, que gostam que lhes passem a mão p`lo pelo.
    Gostam dos egos massajados pelas manipulações dos donos,,,
    Por acaso, não vi a série, mas pelo feed-back e pelo tipo de paleio “os heróis de Dunquerque regressam” cheira-me a propaganda soft.

    Para comparar p/e com o melhor filme de guerra de sempre – THE BIG RED ONE de Sam Fuller de 1980 (censurado!) mas reconstruido em 2004 e que passou recentemente na Cinemateca, onde através da história de um sargento veterano se compreendem as razões históricas globais dos conflitos no século XX,,,
    ao invés de se enfatizar episódios desgarrados pretensamente heróicos.

    Nunca!, nesta televisão, sejam quais forem os critérios de leitura do espectador, se vê nada de jeito. Embrulha Luis.
    ( a menos que venham a passar “The Big Red One”, o que não é provável, já que o director de programas reune com o pessoal menor em hoteis de luxo na Curia para planificar a programação. Os critérios são outros, e não passam pela informação esclarecedora)

  8. Obrigado, xatoo. Agora explica-me o que é “quase demagógico”. É como uma mulher estar quase grávida?

  9. “Quase grávida” será quando o espermatozóide está prestes a atingir o alvo. Não parece coisa complicada.

  10. É da minha vista ou o vosso Daniel Oliveira adaptou no Expresso, e quase de caras, o vosso texto sobre imigração ali em baixo?

  11. É muito bem feito.. quem manda aos otários dos líderes europeus fazerem propostas ridículas ao novo hitler ?

    Abram os olhos mulas !!!!

    5.30pm
    Iran mocks EU nuclear offer

    David Fickling and agencies
    Wednesday May 17, 2006

    The Iranian president, Mahmoud Ahmadinejad, has rejected European plans to build his country a nuclear reactor in return for it giving up its uranium enrichment programme.

    In a hardline speech in the city of Arak, where Iran’s only existing nuclear reactor is being constructed, he mocked the plans being developed by the UK, France and Germany.

    “They say they want to offer us incentives,” he said. “We tell them: keep the incentives as a gift for yourself. We have no hope of anything good from you.

    Article continues
    “Do you think you are dealing with a four-year-old child to whom you can give some walnuts and chocolates and get gold from him?”

    European diplomats yesterday raised the possibility of building a light water nuclear reactor for Iran, a proposal intended to allow the country to continue with its nuclear programme, while reducing the potential for weapons development.

    Iran claims its nuclear programme, which boasts the heavy water reactor in Arak and a uranium enrichment facility in Isfahan, is only intended for peaceful purposes. But both facilities can be used to develop material for nuclear bombs.

    Heavy water reactors produce large amounts of plutonium as a by-product, and uranium enrichment plants can be used to enrich the radioactive material beyond the 3.5% level used in power generation to the levels of 20% or more that are needed to detonate atomic bombs.

    The International Atomic Energy Agency confirmed last week that Iran had succeeded in enriching uranium up to a level of 5%.

    Mr Ahmadinejad’s televised speech was made in front of a roaring crowd of supporters, who chanted: “We love you Ahmadinejad.”

    His foreign ministry spokesman Hamid Reza Asefi lampooned the European offer of incentives, making a joking reply offer to the EU countries.

    “We are prepared to offer economic incentives to Europe in return for recognising our right (to enrich uranium),” state radio quoted him as saying.

    The stance is a change from Mr Ahmadinejad’s apparently conciliatory position last week, when he broke 26 years of official silence to send a letter to the US president, George Bush.

    The move was widely interpreted as an attempt to open a dialogue, although the hectoring tone of the letter left Washington dismissing the move as an attempt to distract attention from Iran’s nuclear weapons development. Iranian media reported yesterday that Mr Ahmadinejad was drafting a second letter to Mr Bush.

    Wrangling over how to tackle Iran has put off talks between the US, Russia, China and the EU three, which were due to be held in London on Friday.

    Russia and China favour the most conciliatory stance and Tehran has received favourably Russian proposals to provide it with enriched uranium for its power plants.

    Both nations oppose taking UN action against Tehran’s flouting of a security council resolution ordering it to halt its uranium enrichment plant.

    The EU three support imposing a UN resolution that could lead to sanctions or even military action, although only the US and Israel are thought to favour a pre-emptive strike on Iran’s nuclear facilities.

  12. Este é um dos casos em que as “teorias da conspiração” fornecem a explicação mais plausível para coisas inexplicáveis… Ou seja: de séries destas não se aprende nada. Até há uns “Afonsos” que desaprendem tudo… e se esforçam, pra caramba, para imporem a sua “lógica” estúpida aos outros…
    Só mesmo um “afonso” para tanta a tão reles demagogia…

  13. Afonso Henriques

    Gostei da descrição da abertura da Praça do Campo
    Pequeno , não estando em causa o património, a verdade é que é preciso mesmo gastar muito dinheiro incluindo na inauguração
    há muita gente para alimentar porque se houver
    economias muita gente boa e de ” bem ” vai ficar sem dinheiro . É claro que o Estado vai perdendo gradualmente a moral para cobrar impostos , durante a Ditadura e no pós 25 de Abril , a idéia de que o Povo não percebia nada de
    economia e finanças era fácil de justificar pela esquerda ou pela direita
    com o ” atraso cultural ”
    hoje os filhos das empregadas domésticas possuem curso superior e, ainda bem, a sociedade mudou.

    Parece que a classe política ainda acredita que pode gastar desta maneira
    porque ninguém está a ver o filme, e que é simpático fazer um gênero de destribuição de riqueza
    com o dinheiro da comunidade e dos que trabalham no sector produtivo , não sei se eles
    vão conseguir abrir os olhos a tempo uma coisa é certa se a juventude não acordar…

  14. Ei Mauro bom dia .. olha .. eu sou é contra as touradas que acho um acto desumano .. cruel .. e desprovido de toda a sensibilidade …
    Os amantes da tourada são todos mal f*didos e os que são homens são impotentes ..

    agora mudando de assunto e partindo para outras àreas ( entretanto só um parenteses ..quero que te f*das piolho pubiano..mais conhecido por xatoo)…

    vejam lá as alianças que o Iraniano fez …

    Iran forms alliance with Syria and Hamas

    TEHRAN, Iran — Iran is enlisting Syria and the militant Palestinian Hamas group — both also at odds with the United States, Israel and some countries in western Europe — as allies in the battle over its nuclear program.

    The move has prompted Israel’s UN Ambassador Dan Gillerman to declare that “a dark cloud is looming above our region, and it is metastasizing as a result of the statements and actions by leaders of Iran, Syria and the newly elected government of the Palestinian Authority.”

    Syria and Iran have historically close ties dating to 1980, when Syria sided with Iran against Iraqi President Saddam Hussein in the Iran-Iraq war. But ties have become cozier since President Mahmoud Ahmadinejad was elected in Iran last summer.

    Syria was the new leader’s first destination, and President Bashar Assad became the first head of state to travel to Iran after Ahmadinejad took office.

    Iranian and Syrian officials spoke of forming a united front to counter external pressure.

    Iran also has a long history of close ties to Hamas. Despite its denials, Iran is believed to have funded the group for years.

    After Hamas won Palestinian legislative elections and the United States and western Europe cut funding because of the militant organization’s pledge to destroy Israel, Iran said it was sending the beleaguered Hamas-led government $50 million.

    It remains unclear whether the money reached the Palestinians because Arab bankers fear U.S. retribution if they forward the funds.

    Iran, Syria and Hamas share an ideology that rejects Israel, opposes the Mideast peace process and is hostile to the United States, but analysts say the alliance is nothing more than a tactic to boost morale and would be of little use to Iran should the United States attack.

    “Tactically, the other part of the equation is too weak at the moment. Iran will certainly try to use all the options it has, but the Syria-Hamas factor is not beneficial to Iran,” said political analyst Mashallah Shamsolvaezin, who is based in Tehran.

    “Syria and Hamas have their own problems. Damascus is trying to deal with international pressure over the assassination of former Lebanese Prime Minister Rafik Hariri, and Hamas is almost broke and does not have the ability to take any initiatives to help Iran,” Shamsolvaezin said.

    Diaa Rashwan, a political analyst based in Cairo, Egypt, concurred, saying Syria has “moved down the list of countries on the U.S. radar.”

    Iranian political commentator Ahmad Bakhshayesh said both Syria and Hamas would want to avoid any unnecessary attention now.

    “They are busy with their own domestic and international issues and would want to avoid new problems,” he said.

    But other, more powerful Arab countries could take up the slack.

    “If something on the ground happens, there will be solidarity with Iran across the Arab world,” except perhaps the neighboring gulf states, he said.

    Iran has taken comfort with support from Russia and China in the nuclear dispute. Both countries are veto-holding members of the UN Security Council and oppose sanctions to punish Iran. The United States, Britain and France — the other veto-wielding members — favor tougher measures.

    E por falar em Nuclear … só Portugal é que não põe sequer o assunto na mesa…
    Os iranianos flutuam em petróleo e querem fazer electricidade a partir do nuclear .. e nós que tb nos afundamos no preço do petróleo nem pomos o assunto à discussão… será que o Socratesto é um espanhol disfarçado ?

    Russia Plans Expansion of Nuclear Energy Sector

    MOSCOW — Russia will commission at least two nuclear reactors a year beginning in 2010 as part of a massive effort to expand its nuclear energy sector, Russia’s top nuclear official said Wednesday.

    Sergei Kiriyenko, head of the Federal Atomic Energy Agency, said the ambitious program would begin with the launch of construction next year of a new nuclear power plant near St. Petersburg, the ITAR-Tass and RIA Novosti news agencies reported. The new plant with four nuclear reactors would cost $6 billion, Kiriyenko said.

    He said the new plant would be located next to the existing nuclear plant in Sosnovy Bor, near St. Petersburg.

    CountryWatch: Russia

    Nuclear power accounts for 16 percent to 17 percent of Russia’s electricity generation, and the Kremlin has set a target to raise its share to one-quarter by 2030. Kiriyenko said recently that Russia would have to build 40 new reactors to meet the goal.

    In recent years, Russia has overcome a public backlash against nuclear power that followed the 1986 Chernobyl nuclear disaster, and the government has supported an ambitious program to develop its nuclear industry….

    e não são só estes …..

    GE Building Plant to Make Nuclear Reactors
    By Associated Press
    11:07 AM PDT, May 17, 2006

    WILMINGTON, N.C. — GE Energy, which moved its corporate headquarters from California to Wilmington three years ago, has broken ground here on a plant here that will focus on developing a new line of nuclear reactors for the international market.

    The high price of oil is one trigger behind the rush to tap the fast-growing market overseas, especially in China and India, GE officials said.

    Nuclear energy has a real opportunity to help the “developing world get on with its business,” David Calhoun, GE infrastructure president and CEO, said during Tuesday’s groundbreaking.

    Along with GE, Areva Inc., the U.S. subsidiary of the French-owned nuclear company, and Westinghouse Electric Co. are also looking abroad. GE Energy is the nuclear engineering and consulting business of General Electric Corp.

    The nuclear powerhouses are also counting on billions of dollars in federal subsidies, global warming concerns and rising energy costs to bolster the construction of nuclear plants in the U.S.

    Two North Carolina-based utilities also are moving forward with nuclear projects to meet rising energy demand in their service areas.

    Combined, Raleigh-based Progress Energy and Duke Power in Charlotte plan to license a total of six new reactors in the Carolinas and Florida.

    GE’s 2003 investment in Wilmington includes the promise of 400 jobs in return for more than $11 million in state and local incentives at its 1,650-acre Castle Hayne nuclear facility, which makes fuel rods and parts for nuclear reactors.

    So far, it has hired 250 engineers, project managers and support staff toward that goal and still plans to hire the remaining 150 workers.

    The latest project, a 40,000-square-foot complex that’s expected to open this November, could bring hundreds more jobs than required by the incentive program, said Andrew White, GE’s chief executive of the nuclear energy business.

    “If this nuclear reactor business takes off in the United States, we could be talking about 500 to 1,000 new jobs here,” White said.

    Neither Progress Energy Inc. nor Duke Power Co., the electric utility subsidiary Duke Energy Corp., have selected GE’s advanced reactor design. They both have picked Westinghouse’s competing model that has the advantage of already being approved by the NRC.

    While the GE model isn’t expected to gain regulatory approval in the U.S. for another year or two, other utilities plan to license the GE model at three sites.

    “We’re assuming we’ll get new orders for plants that will pay back this huge investment,” White said. “A company like GE has the wherewithal to take this kind of swing.”

    The renewed effort put into nuclear energy has attracted opposition from groups that say they’ll focus public awareness on the problems of the first generation of American nuclear plants.

    N.C. Waste Awareness and Reduction Network contends that Progress Energy’s Shearon Harris nuclear plant in Wake County is one of the nation’s most dangerous nuclear facilities. That’s despite the site’s high safety rating from the Nuclear Regulatory Commission.

    Utilities say the new reactors are different from the mechanical operating systems in plants built in the 1970s and 1980s.

    The new reactors are all fully digitized and highly automated, officials said.

  15. Ei Mauro bom dia .. olha .. eu sou é contra as touradas que acho um acto desumano .. cruel .. e desprovido de toda a sensibilidade …
    Os amantes da tourada são todos mal f*didos e os que são homens são impotentes ..

    agora mudando de assunto e partindo para outras àreas ( entretanto só um parenteses ..quero que te f*das piolho pubiano..mais conhecido por xatoo)…

    vejam lá as alianças que o Iraniano fez …

    Iran forms alliance with Syria and Hamas

    TEHRAN, Iran — Iran is enlisting Syria and the militant Palestinian Hamas group — both also at odds with the United States, Israel and some countries in western Europe — as allies in the battle over its nuclear program.

    The move has prompted Israel’s UN Ambassador Dan Gillerman to declare that “a dark cloud is looming above our region, and it is metastasizing as a result of the statements and actions by leaders of Iran, Syria and the newly elected government of the Palestinian Authority.”

    Syria and Iran have historically close ties dating to 1980, when Syria sided with Iran against Iraqi President Saddam Hussein in the Iran-Iraq war. But ties have become cozier since President Mahmoud Ahmadinejad was elected in Iran last summer.

    Syria was the new leader’s first destination, and President Bashar Assad became the first head of state to travel to Iran after Ahmadinejad took office.

    Iranian and Syrian officials spoke of forming a united front to counter external pressure.

    Iran also has a long history of close ties to Hamas. Despite its denials, Iran is believed to have funded the group for years.

    After Hamas won Palestinian legislative elections and the United States and western Europe cut funding because of the militant organization’s pledge to destroy Israel, Iran said it was sending the beleaguered Hamas-led government $50 million.

    It remains unclear whether the money reached the Palestinians because Arab bankers fear U.S. retribution if they forward the funds.

    Iran, Syria and Hamas share an ideology that rejects Israel, opposes the Mideast peace process and is hostile to the United States, but analysts say the alliance is nothing more than a tactic to boost morale and would be of little use to Iran should the United States attack.

    “Tactically, the other part of the equation is too weak at the moment. Iran will certainly try to use all the options it has, but the Syria-Hamas factor is not beneficial to Iran,” said political analyst Mashallah Shamsolvaezin, who is based in Tehran.

    “Syria and Hamas have their own problems. Damascus is trying to deal with international pressure over the assassination of former Lebanese Prime Minister Rafik Hariri, and Hamas is almost broke and does not have the ability to take any initiatives to help Iran,” Shamsolvaezin said.

    Diaa Rashwan, a political analyst based in Cairo, Egypt, concurred, saying Syria has “moved down the list of countries on the U.S. radar.”

    Iranian political commentator Ahmad Bakhshayesh said both Syria and Hamas would want to avoid any unnecessary attention now.

    “They are busy with their own domestic and international issues and would want to avoid new problems,” he said.

    But other, more powerful Arab countries could take up the slack.

    “If something on the ground happens, there will be solidarity with Iran across the Arab world,” except perhaps the neighboring gulf states, he said.

    Iran has taken comfort with support from Russia and China in the nuclear dispute. Both countries are veto-holding members of the UN Security Council and oppose sanctions to punish Iran. The United States, Britain and France — the other veto-wielding members — favor tougher measures.

    E por falar em Nuclear … só Portugal é que não põe sequer o assunto na mesa…
    Os iranianos flutuam em petróleo e querem fazer electricidade a partir do nuclear .. e nós que tb nos afundamos no preço do petróleo nem pomos o assunto à discussão… será que o Socratesto é um espanhol disfarçado ?

    Russia Plans Expansion of Nuclear Energy Sector

    MOSCOW — Russia will commission at least two nuclear reactors a year beginning in 2010 as part of a massive effort to expand its nuclear energy sector, Russia’s top nuclear official said Wednesday.

    Sergei Kiriyenko, head of the Federal Atomic Energy Agency, said the ambitious program would begin with the launch of construction next year of a new nuclear power plant near St. Petersburg, the ITAR-Tass and RIA Novosti news agencies reported. The new plant with four nuclear reactors would cost $6 billion, Kiriyenko said.

    He said the new plant would be located next to the existing nuclear plant in Sosnovy Bor, near St. Petersburg.

    CountryWatch: Russia

    Nuclear power accounts for 16 percent to 17 percent of Russia’s electricity generation, and the Kremlin has set a target to raise its share to one-quarter by 2030. Kiriyenko said recently that Russia would have to build 40 new reactors to meet the goal.

    In recent years, Russia has overcome a public backlash against nuclear power that followed the 1986 Chernobyl nuclear disaster, and the government has supported an ambitious program to develop its nuclear industry….

    e não são só estes …..

    GE Building Plant to Make Nuclear Reactors
    By Associated Press
    11:07 AM PDT, May 17, 2006

    WILMINGTON, N.C. — GE Energy, which moved its corporate headquarters from California to Wilmington three years ago, has broken ground here on a plant here that will focus on developing a new line of nuclear reactors for the international market.

    The high price of oil is one trigger behind the rush to tap the fast-growing market overseas, especially in China and India, GE officials said.

    Nuclear energy has a real opportunity to help the “developing world get on with its business,” David Calhoun, GE infrastructure president and CEO, said during Tuesday’s groundbreaking.

    Along with GE, Areva Inc., the U.S. subsidiary of the French-owned nuclear company, and Westinghouse Electric Co. are also looking abroad. GE Energy is the nuclear engineering and consulting business of General Electric Corp.

    The nuclear powerhouses are also counting on billions of dollars in federal subsidies, global warming concerns and rising energy costs to bolster the construction of nuclear plants in the U.S.

    Two North Carolina-based utilities also are moving forward with nuclear projects to meet rising energy demand in their service areas.

    Combined, Raleigh-based Progress Energy and Duke Power in Charlotte plan to license a total of six new reactors in the Carolinas and Florida.

    GE’s 2003 investment in Wilmington includes the promise of 400 jobs in return for more than $11 million in state and local incentives at its 1,650-acre Castle Hayne nuclear facility, which makes fuel rods and parts for nuclear reactors.

    So far, it has hired 250 engineers, project managers and support staff toward that goal and still plans to hire the remaining 150 workers.

    The latest project, a 40,000-square-foot complex that’s expected to open this November, could bring hundreds more jobs than required by the incentive program, said Andrew White, GE’s chief executive of the nuclear energy business.

    “If this nuclear reactor business takes off in the United States, we could be talking about 500 to 1,000 new jobs here,” White said.

    Neither Progress Energy Inc. nor Duke Power Co., the electric utility subsidiary Duke Energy Corp., have selected GE’s advanced reactor design. They both have picked Westinghouse’s competing model that has the advantage of already being approved by the NRC.

    While the GE model isn’t expected to gain regulatory approval in the U.S. for another year or two, other utilities plan to license the GE model at three sites.

    “We’re assuming we’ll get new orders for plants that will pay back this huge investment,” White said. “A company like GE has the wherewithal to take this kind of swing.”

    The renewed effort put into nuclear energy has attracted opposition from groups that say they’ll focus public awareness on the problems of the first generation of American nuclear plants.

    N.C. Waste Awareness and Reduction Network contends that Progress Energy’s Shearon Harris nuclear plant in Wake County is one of the nation’s most dangerous nuclear facilities. That’s despite the site’s high safety rating from the Nuclear Regulatory Commission.

    Utilities say the new reactors are different from the mechanical operating systems in plants built in the 1970s and 1980s.

    The new reactors are all fully digitized and highly automated, officials said.

  16. Luís,concordo quanto à série da BBC: muito boa!

    Único senão: não ter frizado que Hitler, ao ter mandado Gudarian parar e, com isso, ter permitido a passagem das tropas aliadas para a GB, ter cometido o seu maior erro militar de toda a II Guerra, pois foram esses homens que posteriormente desembarcaram na Normandia.

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