Ainda o grande derby Couves x Alforrecas

alforreca_22092002_small.jpg

Em princípio, a estrambótica providência cautelar contra o livro do JP George terá destino daqui a pouco mais de uma hora. Não se aceitam apostas; espera-se sim que o bom senso prevaleça. Até lá, vai prevalecendo a promoção ao lançamento da Objecto Cardíaco e ao autor.
Não sei porquê, mas não consigo deixar de pensar que o título desta pequena maldade, “Couves e Alforrecas”, caía que nem uma luva no recente ajuste-de-contas-em-forma-de-livro de MM Carrilho.

27 thoughts on “Ainda o grande derby Couves x Alforrecas”

  1. Eu não sei se isto será visto como ‘aposta’. Mas quer-me parecer que a Justiça não terá enlouquecido ao ponto de proibir um livro de crítica literária em Portugal.

    Como trabalhador do sector, eu iria sentir-me atingido, e entraria em período de reflexão no atinente a medidas a tomar. Mas não é aquilo de que sinto mais necessidade.

  2. Secundo o comentário que antecede do F. Venâncio.

    Noto, a propósito, que nos escaparates dos super-hiper-mercados, colocados estrategicamente em lugar de figuração máxima para quem passa, podem ver-se livros de MRPinto; Helena Sacadura Cabral;Maria João Lopo de Carvalho e ainda outras que nem lembro.

    Light, you say?!

  3. Vamos lá ver o que é que acontece a este Livro de Crítica Literária, que eu coleccionei neste Blogue!

    1 – Este Blogue é dirigido a um povo imbecilizado e resignado. É por isso que a morte dele se aproxima através do cheiro ácido das expectativas.

    2 – Os autores deste blogue são destituidos de pensamento autónomo e insistem em sublinhar a irrelevância dos que pensam por si.

    3 – O Aspirina não é mais do que uma sucessão de gente incessantemente esboçada e apagada, num cortejo de comentários censurados e ressuscitados, que revela um grupo inclinado pelo olhar intranquilo dos fantasmas do comunismo.

    4 – O Aspirina é um Blog feito de palavras gritadas, exasperadas, extenuadas e vazias. Não tem identidade, não tem nem determinações de espaço nem de tempo, esvaziando-se num débito verbal sem fim. É um apelo evidente ao nada.

    5 – Desde que o Aspirina apareceu, os seus autores tentaram, de cento e dezassete maneiras diferentes, levar os seus leitores a atingirem um orgasmo. Falharam a missão. A Revolução foi uma frustração

    6 – O aspirina alterna entre um anjo da guarda e um demónio obcecado, eliminando por completo a neutralidade a que se propuseram de início. Os seus autores têm uma imagem muito negra da sua obra, pois têm consciência de que nunca conseguirão alcançar a pureza da vida. É por isso que se nota uma compulsão para renuciarem à verdade dos factos, tentando assim aproximarem-se das promessas nunca cumpridas. São lentos de compreensão, andam descalços e inseguros.

    7 – O destino de todos aqueles que criticam o senhor Venâncio ficará assinalado por um “orifício de bala”. A dona Margarida teve a facécia de figurar como comentadora principal num blogue tão pobre, dando um pouco de cor ao ambiente cinzento, mas as coisas complicaram-se. O senhor Venâncio anda desesperado na busca da perfeição. Tão depressa vagueia pelas ruas da serenidade, como pelas alturas do desespero.

    8 – O Aspirina dá-nos uma demonstração do anacronismo ideológico dos grandes inquisidores e falsos liberais, que continuam a promover a discriminação com base nas preferências políticas. O senhor Venâncio é um bom exemplo do homem que é capaz de vender, de um modo ou de outro, a alma ao diabo para atingir o seu fim, que é a abundância vadia da sobrevivência. Será, assim, racionalmente justificável a sua constante Censura?

    9 – O aspirina é um erro grosseiro. Os múltiplos leitores muito teriam a ganhar com a leitura de todos os comentários inseridos, mesmo nas suas vertentes porventura mais controversas. Creio que assim existiria um público para tornar mais visível o blogue. Porém, o senhor Venâncio & Companhia seguem um sentido radical, malévolo, sinal de uma auto-repressão intelectual, sem nunca saírem do plano estrito do blogue, acabando por nos evidenciar as verdadeiras raízes das suas relações com o país. No fundo, de que têm medo os senhores do Aspirina?

    10 – Os “Senhores do Aspirina” têm medo que lhes descubram o frágil domínio do saber, da qual resultam muitas das intuições erradas, às vezes adjectivamente, às vezes grosseiramente, às vezes com um aflitivo demasiado decoro. Se um dia, em breve, a “Censura do Venâncio” for levantada, como desejo, talvez possa voltar a este local para o discutir com muito maior pormenor que exige. Apague, mas com pouco sangue derramado!

    11 – Porque é que a palavra do senhor Venâncio faz fé? Os que pensam de maneira diferente não passam, em geral, de uma cáfila de pulhas e calões, capazes de fantásticos malabarismos, para cumprirem o desígnio natural: não dizerem nada! Até aqui, nada de mais. Insultar comentaristas que pensam de maneira diferente, faz parte das competências cívicas do senhor Fernando Venâncio. Curiosa é a forma como o insulto é invariavelmente endereçado. Ele, o Freddie, é um bandalho. Ele, o Freddie, é desprezível. O “ele” marca a definitiva e radical distância entre o senhor Fernando e o exemplar da tenebrosa corja, eu.
    O senhor Venâncio de cada vez que se olha ao espelho, vê-se membro de uma elite educada desde o berço, para conduzir os comentários da ralé e mandar nela.
    VIRTUS OMNIA VINCIT

    12 – O resmungo do senhor Venâncio face à minha óbvia superioridade moral, não deriva de um sentimento de injustiça, mas de inveja. Apesar dos queixumes, o senhor não quer que os comentaristas sejam sérios, rigorosos e diligentes. A boa notícia é que, aos poucos, o Aspirina vai-se extinguindo, como uma vela. Poderá a “boa notícia” ser evitada ? Neste caso, talvez seja conveniente que a palavra vá fluindo em termos de conversa, que exista capacidade de improvisação, mas, ao mesmo tempo, que as grandes linhas do diálogo sejam definidas, fazendo com que o bom senso impere. Para isso é necessário que o Aspirina esteja perfeitamente à vontade dentro da matéria que se trata. O recuo da ameaça de expulsão que caiu sobre a minha cabeça é um bom princípio!

    13 – As motivações do senhor Fernando Venâncio são muito mais de ordem moral que metafísica. Ele define-se, antes de mais, pelo temor de um líder antropomórfico, obrigado por um determinismo intemporal e, por conseguinte, como o próprio Fernando, senhor a cada instante dos seus actos e das suas respostas. O senhor Fernando sofre, porque está disvirtuado pelo uso excessivo do verbo, e já não consegue obter a adesão dos leitores. O seu pensamento está constantemente voltado para uma exasperação moralista da noção de certo, levando-o a uma desconfiança profunda não só em relação ao mundo, como a si próprio. É, literalmente, um pobre de espírito!

  4. Ena! o prezado professor Venâncio, mesmo refugiado nas profundezas da Herrengracht, já tem um “inimigo” de estimação.

    Quem é que dizia que a nossa importância se mede pela importância dos inimigos que escolhemos?

  5. Ó Stravinsky, e se pedisse a reforma?!
    Com o sarro que se lhe entranhou nos miolos, você convence qualquer junta médica!

  6. O bom senso imperou. Mas já há nova ameaça: agora é o processo por ofensa…ao bom nome!

    É preciso lata!

  7. Parabéns: a providência cautelar “foi ao ar”. Neste momento decisivo para a democracia, inconscientemente lembrei-me que a saída do Cap. Salgueiro Maia da EP de Santarém talvés não tenha sido vã…

    Quanto ao Sr. Igor – e embora desconheça se o seu texto é uma declaração jocosa ou não – apenas lhe digo o seguinte com a minha simplicidade (que sou um homem do campo): cada um como daquilo que gosta! E se o senhor frequenta este site, por alguma razão é…

    Embora eu não seja da cor política do Sr.FV (gosto mais da cor das laranjas – sou um simplório do campo), nem ter sido mandatado na sua defesa (que ele não necessita), não posso deixar de invejar a argúcia da sua análise, o seu verbo fácil e a oportunidade dos comentários…além da boa disposição – que também é denominador comum da maioria dos autores do Aspirina. Por isso, e sendo originário do defunto Semiramis, venho aqui abrigar-me de vez em quando.

    Lá bem no fundo, ó Sr. IS, o que o senhor tem é um bocado de dor de cotovelo do Sr. FV, não é assim?

  8. Saloio,

    Se é que o Seramis abrigou saloios laranjas, por lá, talvez, pois até o JPP fez um edificante artigo sobre a blogosfera e nicks de primeira e segunda, revelando uma intrigante preocupação a propósito do Seramis; sabe-se bem que JPP também é uma espécie de saloio laranja. Dum certo modo, um irmão seu… e a prova é o desplante que revela ao acusar o ISravinsky de dor de cotovelo. O JPP também acusou os portadores, já identificados, de nicks que ele nomeou, pois não se tratava de anónimos, eram uns invejosos que se disfarçavam assim, esperando por uma oportunidade, para avançar, com a faca entre os dentes movidos pela luta de classes.
    O amigo saloio como o JPP deliram…
    A realidade é que as caixas de comentários deste blog estão abertas e que se o Sr Venâncio é bom no verbo,nem sempre é muito rigoroso; depois irrita-se muito… já lho disse nuns comentários há alguns dias. Nem só, bem escrever e ser perpotente, é um bom critério para manter um bom blog.
    Só espero que o George não perca nesta estória, para não disparar a venda do seu livro e os da MRP. Seria o bom senso no bom lugar.
    Só lamento o título “couves e alforrecas”, bosta ao quadrado era suficiente… gosto de couves e as alforrecas são lindíssimas!

  9. Só não sei por que motivo um excelso crítico literário perde o seu tempo com a Rebelo Pinto. No fundo é tão pimba como ela: e aproveita-se da sua visibilidade. Nunca caíria na cabecinha de um crítico musical sério escrever um livro para dar cabo do Quim Barreiros ou do tipo das 24 rosas prá mãezinha. E o JPG, que é sociólogo, devia saber que lhe compete analisar sem interferir na realidade que observa. Nem de sociologia percebe. Deve ter papás ricos e bem colocados. Mas não passa de um jornalistazeco.

    A verdade é só uma: a cultura está invadida por uma massa suburbana de gente que quer ser ouvida. É um problema de classe e não literário, no fundo. O espaço cultural está invadido por jornalistas, que é a espécie de gente simultaneamente mais idiota, ignorante, arrogante e poderosa que jamais existiu.

    Quer isto dizer: estamos fodidos, porque não há sinais de abrandamento da idiotice e do benfiquismo parolo.

  10. Javascript | maio 18, 2006 11:38 PM
    “realmente não há sinais de abrandamento” eheheh
    Se Vc, p/e tem estudado a liçãozinha de Quântica antes de debitar o post saberia que a partir de determinados niveis não é possivel analisar seja o que for sem se interferir na realidade que se observa.
    Mesmo não sendo a quântica a sua área, como agora se usa para dissimular a ignorância fora do conhecimento pontual – já Marx tinha dito que “não interessa apenas conhecer a realidade, o que onteressa é transformá-la”

    E, daqui para a frente pode crer, quando alguem ler a MRPinto saberá certamente que está a ler merda. Independentemente da qualidade do crítico que a trouxe para a ribalta sem sem através da publicidade paga.
    ganda Pedro George! venha daí um abraço.

  11. Homens e chimpanzés tiveram sexo depois da evolução

    Os antepassados do Homem e do chimpanzé tiveram relações sexuais durante milhares de anos até à separação definitiva das espécies, o que afinal aconteceu há muito menos tempo do que se pensava, revela hoje a revista científica Nature.
    Segundo o trabalho, desenvolvido por uma equipa investigadores norte-americanos conduzida por David Reich, da Universidade de Harvard, as duas linhagens separaram-se há 6,3 milhões de anos no máximo, e provavelmente até há menos de 4 milhões de anos o que não os impediu de proceder à troca de genes.
    Tal é perceptível em particular ao nível dos cromossomas X (cromossomas sexuais femininos) que, nos chimpanzés e nos humanos, são mais parecidos do que os restantes cromossomas, precisam os cientistas.
    O «divórcio» final e definitivo não terá, afinal, acontecido há muito mais do que quatro milhões de anos, o que significa que após terem começado a separar-se, humanos e chimpanzés ter-se-ão ainda cruzado durante mais de um milhão de anos.
    Os resultados obtidos neste estudo, segundo os investigadores, põem em causa o estatuto dos hominídeos considerados como os mais antigos ancestrais do Homem, tais como o Saelanthropus Tchadensis (Toumai), que viveu há cerca de sete milhões de anos, o Orrorin Tugenensis, que viveu há seis milhões de anos, ou ainda o Ardipithecus Ramidus, que terá vivido há perto de 5,5 milhões de anos.
    O enigma das origens do chimpnazé continua contudo praticamente todo por desvendar, já que contrariamente aos ancestrais do Homem, dos quais há numerosos fósseis, não foi encontrada até hoje qualquer ossada atribuível aos primeiros chimpanzés, à excepção de alguns velhos dentes.
    Além disso, a sequenciação completa do genoma do chimpnazé, publicada no ano passado, confirmou que as duas espécies são geneticamente idênticas em 99%.

  12. O george quer dar a impressão de estar sempre a tomar conhecimento de alguma coisa. É a estranha preocupação de simular omnisciência. Recusa-se a aceitar que está atolado na ignorância e de cada vez que escreve algo, ficamos com uma sensaçãozinha de ladroagem. É assim um excelente indigente de serviço. O único termo que o define é em inglês: “blag”!

  13. Xatoo? Vem de “chato”? O George e a Margarida andam a meter o dedo no cú a muita gente, e pelos vistos o pessoal gosta. Vejam o “Chato”, até se vem de cada vez que se fala do George. Cambada de bimbos!

  14. Ouvi ontem o tal George na TSF no Pessoal e Intransmissível.

    Esperava ouvir alguém a dardejar uma cultura solidificada e caleidoscópica.
    Ouvi uma rasgado elogio à prosa de Luís Pacheco, no que até concordo em parte, porque não há muita gente a escrever bem. VOltei a ouvir uma insistência na porsa inovadora de Miguel Esteves Cardoso, no que também repito o que acabei de escrever.
    De resto, pareceu-me uma entrevista confrangedora e reveladora de alguém ainda em busca de uma maturidade.
    Só que com a idade de Cristo, ou se tem ou já passou o tempo…

  15. O comentário que agora mesmo pousei, é ligeiro, apressado e meramente impressionista, faltando-lhe muitos pontos, ainda por cima.

    Por isso, não deve ser levado a sério e se o for, terá que sê-lo do mesmo modo- impressionista.

  16. Sr. E-Konoclasta,permita-me que me dirija a V Exa. em agradecimento pela sua opinião – nunca pensei merecer tanto e permita-me o atrevimento de alguns esclarecimentos.

    Desconhecia que o “meu irmão” JPP se tinha pronunciado sobre o Semiramis, e vou tentar perceber o que é que o intrigou (apesar dele saber tudo) – como vê, estamos sempre a aprender algo, e por isso lhe estou reconhecido.

    Quanto a saloios laranjas, como bem compreenderá pela realidade que o rodeia caso esteja minimamente atento, são muito mais que os saloios vermelhuscos, e em democracia ainda se dá atenção a maiorias (infelizmente para alguns minoritários mais inconformados, que espero não ser o seu caso).

    Sinceramente lhe confesso que não conheço o Sr. F Venâncio, da mesma maneira que não o conheço a si, nem tão-pouco, o tal “meu irmão” JPP. Contudo, tal omissão (grave e certamente por culpa minha), não me impede de os respeitar, quer como simples saloios como eu, quer como ilustres comentadores da blogosfera – certamente muito melhores que eu.

    E já agora, se a sua cordialidade e democraticidade o permite, também podemos gostar mais de umas coisas do que de outras, não lhe parece? Mesmo sem ter quaisquer razões científicas comprovadas que sustentem as nossas posições, o que é certo é que gostamos de algumas coisas, e não gostamos de outras.

    Já agora, e por ser humano, aquelas de que gostamos nós costumamos apoiar, não é?. Foi o que fiz. Com singeleza e simplicidade, que são hábitos cá da minha terra.

    Quanto à minha opinião final (sobre a inveja daquele crítico), foi apenas isso: uma mera opinião. Não tinha qq intuito sancionatório ou sequer ofensivo, nem muito menos queria copiar o douto JPP que, apesar de meu irmão, dança o fandango numa outra estratosfera tão longínqua que o meu barrete nunca com o dele se cruzou.

    E agora perdoe-me: tenho que ir dar de tomar conta aos touros, para não os levarem para o Campo Pequeno.

    Saudações saloias e amigas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.