Um livro por semana 198

«Portugal – O sabor da terra» de José Mattoso, Suzanne Daveau e Duarte Belo

Esta é a reedição do clássico de 1998 cujo título (O sabor da terra) vai homenagear Ruy Belo e que, através da mistura feliz de imagens e de texto, procura desvendar a terra e o homem nos seus caminhos em busca do pão, do amor, do poder ou da morte. Além de capítulos sobre Lisboa e Porto, o volume abarca onze regiões: Trás-os-Montes, Minho, Douro, Beira Litoral, Beira Alta, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve. Ficam de fora Açores e Madeira por serem territórios acrescentados no século XV. O título poderia ser «Portugal ponto por ponto» e, como convite ao leitor, ficamos pela Estremadura. Em 1416 o arauto do conde Barcelos, natural de Lamego, escreveu «a Stremadura tem este nome de extremada porque é a melhor, a mais rica e a mais forte de todas as regiões do reino. É, entre todas as regiões, a mais bela e notável, está quase a meio do reino e os seus encantos deleitam.» Esta é a região que faz a síntese da geografia do país: nos cumes das serras, nas praias ricas de iodo, nas planícies férteis de vinha e pomar. As fotos de Duarte Belo mostram ora um moinho em Runa, ora uma falésia na Serra do Bouro, ora um penedo em Cheleiros, ora um maciço de calcário no Arrimal. Sintra, Alenquer, Leiria São Martinho do Porto, Zambujal, Picanceira, Sobral do Monte Agraço, Penafirme, Alcobertas, Lourinhã, Arruda dos Vinhos e Atouguia da Baleia (entre outros pontos) são registados pelo fotógrafo e cada legenda dá origem a um novo aspecto.

(Editora: Círculo de Leitores/Temas e Debates, Textos: José Mattoso e Suzanne Daveau, Fotos, legendas, capa e maqueta: Duarte Belo)

10 thoughts on “Um livro por semana 198”

  1. BPC – PORTUGUESE BROADCASTING CORPORATION

    “A RTP colocou-se ao dispôr de Carlos Cruz para o proteger em horário nobre com, obviamente, todos os custos inerentes pagos pelos contribuintes. É quase certo que Carlos Cruz não terá pagado um único cêntimo pelos recursos (pessoas, meios técnicos) de que se serviu. Isto ao mesmo tempo que a televisão “pública” optava por não dar apoio e protecção equivalentes a nenhum outro condenado, nem a queixosos, nem a magistrados do Ministério Público (e, porque não, a juízes).”

  2. Também gosto muito de Leiria, foi lá que fiz os meus exames de admissão à Escola Técnica e ao Liceu em 1961. Tenho lá muitos amigos e amigas, gente boa, boa terra.

  3. Giroflé, tens razão e é bom lembrar aos mais distraidos o que se está a passar, escandalosamente, debaixo dos nossos olhos. Mas não é só na RTP que o Carlos Cruz tem, em todos os telejornais, nota de destaque em relação aos demais arguidos e, principalmente, às vítimas, que deveriam pronunciar-se mesmo sem dar a cara. A campanha está aí, em força a favor de C.C.. Cai sempre mal ouvir os sórdidos pormenores, mas é altura de desmascarar esta artimanha. O facto dele se agarrar à circunstância de não ter estado na casa de Elvas a um sábado, quanto a mim, não é relevante. Se não foi a um sábado, foi a um domingo ou a uma segunda-feira, tanto faz. O que foi provada foi a sua culpa. Mesmo que tivesse abusado apenas de uma vítima, é o mesmo que ter abusado de cem miúdos. Este é o meu ponto de vista.

  4. José do Carmo Francisco, não troques um belo título «Portugal – O Sabor da Terra», pelo teu «Portugal ponto por ponto», só te fica mal. Tão mal como ter ouvido ontem a ministra da Saúde dizer na TV em entrevista: «…nos Açores e em Portugal…». Uma tristeza e uma vergonha.

    Sinhã, cala o bico!

  5. Ora abóbora! Eu disse (escrevi) «poderia ser»; trata-se apenas de uma hipótese, nada mais. Não te adiantes nem te atrases. Vai num passinho certo.

  6. Dá no mesmo, a verdade é que deste uma péssima hipótese. Então e a tua resposta, que me deves, sobre os olhos nos pulmões? Tu é que estás atrasado, não eu. Deves-me a explicação para a qual não encontras resposta, como é natural. Passinho certo era tu escreveres coisas acertadas e não dar broncas.

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