Teatro do absurdo no Palácio de São Bento – Sessões contínuas

O CDS-PP pretendia suspender o processo de avaliação dos professores. Porquê e para quê? Ninguém sabe ao certo, mas o projecto foi votado no dia 5 de Dezembro. Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD, afirmou que a bancada tinha sido toda mobilizada e chamada. Foi assim que ficámos a saber que pouco mais de metade dos deputados do PSD comparecem a votações que podem causar problemas ao Governo mesmo quando são mobilizados e chamados, imagine-se o que será sem esses cuidados. No final, Paulo Rangel declarou que a ausência de 30 deputados do PSD não teve relevância para a votação. A votação, contudo, teria levado à aprovação da proposta do CDS caso os deputados mobilizados e chamados tivessem lá estado durante uns minutos para votar. A Manela ficou furiosa com a indisciplina dos miúdos e chamou o delegado de turma ao gabinete da directora. Quer duas coisas: os nomes dos trastes que se baldaram à prova e uma jura de que nunca mais se vai repetir tal vergonha. Marco António Costa diz que os deputados estão desmotivados e que Paulo Rangel se devia demitir. Este espectáculo vai continuar e é de entrada livre. Quem disse que há crise no teatro em Portugal?

9 thoughts on “Teatro do absurdo no Palácio de São Bento – Sessões contínuas”

  1. O Paulo Rangel é que se devia demitir?
    A luta interna e o sadomasoquismo do PSD fazem doer até a quem apenas observa.

    Mas a ausência de deputados e trapalhadas parecidas não é exclusivo social-democrata. Nem é caso virgem (bem pelo contrário).
    Às vezes parece que os parlamentares nos querem dizer: “estão a ver como não fazemos falta? Vocês pagam-nos para nós vos podermos dar mostras disso mesmo, em grande estilo!”

  2. Não acredito que a falta foi por acaso,eles não foram porque não estavam de acordo com a suspensão.Ou alguem pensa que eles não estão tambem divididos como está o resto do partido

  3. Info-excluído, os deputados do CDS, PSD e PS são os mais baldas, por razões óbvias. Quanto ao que se passa com o PSD, é exactamente como dizes: sadomasoquismo.
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    claudia, quem é que queres ver à frente do PSD? O Passos?
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    Z, é só rir.
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    Daniela Costa, essa tese é interessante, embora não concordante com o modo como a situação evoluiu. Isto porque os danos do conflito entre a Direcção e o Grupo Parlamentar são já muito maiores do que a eventual aprovação do projecto do CDS.

  4. O Socras tem um bom desempenho no seu quadro de valores, é inegável, e num certo sentido fico contente, mas acho que tem de aprender a governar sem maioria absoluta, os sistemas representativos baseados no método de Hondt não se fizeram para maioraias absolutas mas sim relativas.

    Então e esse Rio aí em cima para o psd?

    Depois há um problema da democracia representativa tradicional, é muito lenta para o fluxo da revolução digital, faz-me lembrar aquela coisa que o Marx dizia: que quando as relações de produção contrariam o desenvolvimento das forças produtivas dá crise e revolução, vamos vendo

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