Nem ordem nem progresso

A democracia no Brasil é, como escreveu o outro, Portugal à solta. Um Portugal feio, miserável. O Portugal da nossa parola e rancorosa oligarquia.

29 thoughts on “Nem ordem nem progresso”

  1. O Brasil é Portugal sem a sonsice que por cá se usa para disfarçar toda a cobiça, toda a inveja, todos os ódios e todas as perfídias.
    Quando se acha que não pode descer mais … a gente acaba vendo que o buraco é sempre mais em baixo. Foi um espectáculo degradante.

  2. Ainda bem que aquela transmissão directa da golpada dos novos coronéis do mato passou por todo o mundo. Foi a maneira de se perderem as ilusões acerca desse Brasil branco, racista, bronco, inculto, labrego – filho de corpo inteiro da direita portuguesa que atirou com o nosso país ao charco. Foi um estremeção internacional. Portanto, é uma questão de tempo. As coisas não vão ficar assim mjuito tempo.

  3. ignatz

    Ao menos lá é à descarada. Eles assumem que aquilo é uma República das Bananas e que empicharam a Dilma porque ela não parou a Lava Jato e suas excelências do deputedo corriam o risco de irem parar à cadeia.
    Votaram “pela família deles, pelos filhos deles, pelo Brasiú deles, e pelo cú deles”.
    Esse artigo aí acima citado é bem demonstrativo da República das Bananas mas ao menos há combate.
    Do lado de cá só há um lado, tudo mais é submissão. E depois há o Sócrates.

  4. A coragem, o discernimento, a frontalidade e a elaboração da esquerda brasileira (descontando os caciques parasitas que há em todo o lado) estão uns furos acima da actual esquerda portuguesa e europeia. Quem pode sentir vergonha é a direita.

  5. O Brasil e Angola na pior, lixa-nos e deixa-nos mais rotos do que já estávamos com esta Europa escafedida.

    Mas em que buraqueira estamos metidos.

  6. OK. Só conheci a expressão via Agostinho. Aliás o Eça já se referia ao Brasil um pouco nesses termos.
    “o Brasil é Portugal – dilatado pelo calor.”

  7. Valupi, se calhar concretizo.

    «Eu estou constrangido de participar dessa farsa, dessa eleição indireta conduzida por um ladrão, urdida por um traidor conspirador e apoiada por torturadores covardes, analfabetos políticos e vendidos. Uma arsa sexista. Em nome da população LGBT, do povo negro exterminado nas periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem-teto/terra, voto não ao golpe! Durmam com essa seus canalhas!» – Jean Wyllys (PSOL-RJ).

    1. Não deixa de ser eloquente que Tiririca, que profissionalmente é um palhaço, não se tenha destacado no meio do que aconteceu; 2. Qual a forma politicamente correcta de se dizer que, perante aquela fauna de “deputados” brasileiros, a utilização de dinheiro sujo (como no Mensalão e outros ãos) é uma espécie de necessidade vital para o funcionamento regular das instituições democráticas (legislativo, executivo e judicial) no Brasil contemporâneo? Jean Wyllys (PSOL-RJ), para além de tudo e nada do que se diz na net, tem um blogue http://jeanwyllys.com.br/wp/ , a frase ali em cima é sua, usa um canal no Youtube https://www.youtube.com/user/Canal5005 e, daquilo que vi, fez uma síntese perfeita. 4. E afinal onde estão deputados normais do Brasil, como votaram e o que disseram, há algum artigo consultável e abrangente que se refira a eles?

    AO VOTAR CONTRA ‘GOLPE’, WYLLYS CHAMA APOIADORES DE CANALHAS
    Aqui, o vídeo. http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/04/17/deputados-celebridades-se-dividem-em-votacao-do-impeachment-de-dilma.htm .

    Os partidos políticos elegeram as seguintes bancadas a partir das eleições parlamentares (2015):

    PT 70
    PMDB 66
    PSDB 54
    PSD 36
    PP 37
    PR 34
    PSB 34
    PTB 25
    DEM 22
    PRB 21
    PDT 19
    SD 15
    PSC 13
    PROS 11
    PC do B 10
    PPS 10
    PV 8
    PHS 5
    PSOL 5
    PT do B 1
    Outros partidos 18
    Total: 513

  8. Já agora, como o blog e tao media friendly (eheh )não acham que seria boa ideia instituir uns prémios como os Pulitzer aqui no blog ?
    http://mobile.nytimes.com/2016/04/19/business/media/pulitzer-prize-winners.html

    Dada a natureza do jornalismo português e para não infringir o copyright podiam chamar-se “Pulhitzer”.
    As categorias podiam ser: Chihuahua (directores e gestores de conteúdos); pastor alemão ou rotweiller (área economia finsnças); abaixo de cão ( comentadores, articulistas e taxistas) etc…
    Ta favorável?

  9. Quem anda aqui a fazer semelhanças das politicagens portugas/brazucas, não tem a mais pequena noção do que é ser uma “coisa grande ” ou uma “grande coisa”.

  10. … presumo que pastor alemão (?) e “abaixo de cão” são ambos masculinos, e na verdade tanto existem senhores como senhoras que escrevem nos jornais portugueses e que não deveriam ficar de fora dos teus Pulhitzers.

    Eu conheço algumas, e.g.

  11. Reassa, não peço nada impossível. Eruditas à tua maneira, o que são neste casos as coisas grandes e as grandes coisas?

  12. OK, está aberta a porta para uma pastora alemoa portanto.
    Por mim lembro-me da rapariga que é, ou que era, a editora da secção de economia do Expresso e que garantia que lá na Impresa já tinham efectuado as contas todas e que a devolução da sobretaxa do IRS seria sempre superior à dos tipos do PSD/CDS.

    Reassa, eruditas ou não? Ou ficaste a coçar o cucuruto, …?

  13. «A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
    Vinha da boca do povo na língua errada do povo
    Língua certa do povo
    Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
    Ao passo que nós
    O que fazemos
    É macaquear
    A sintaxe lusíada»

    viva a sintaxe lusíada, Val! :-)

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