Love Is Not All You Need

Um artigo que nos recorda, ou acorda, a evidência: o amor não é o sentimento, muito menos o afecto, e jamais apenas a emoção – é a vontade. É na vontade que somos inteiros. Dito de outra forma, o teu destino é a liberdade. Eis uma ideia medieval que está muito à nossa frente. Tens 15 minutos para ganhar?

17 thoughts on “Love Is Not All You Need”

  1. Valupi,

    “Love is not all you need, and you will not know—across a crowded room or even on a first date—that this person absolutely is the One”.

    Obrigado pelo aviso. A sabedoria desse dito é tão rico e original que até deixa em nós a sensação que devemos dinheiro ao seu autor.

    Mas quem é que disse a essa comercieira que quem anda à procura de verdadeiro amor se vai abaixo das canetas em situações como a que ela descreve. Pura propaganda, puro marketing do amor, tudo cheio de asneiras e trivialidades que nem merece um olhar furtivo dum gajo com juizo. Em suma, (the working relashionship) é mais importante que o amor.

    Como diria um cristão que sabe que o amor não é apenas aquele que provoca correrias de óxido nítrico pelas arquitecturas dos falos: uma judia com óbvia pimenta mas pouco sal.

    Sinceramente, merda dessa na minha caixa de correio nem chega a entrar em casa, entra logo no caixote de reciclagem.

  2. Pois, Valupi, sei muito bem por onde andas. Vê isto:
    O amor, no seu conjunto, não se reduz à emoção nem ao sentimento, que não são senão alguns dos seus componentes. Um elemento mais profundo, e de longe o mais essencial de todos, é a vontade, que tem o papel de modelar o amor no homem. Na amizade – ao contrário do que sucede na simpatia – a participação da vontade é decisiva.

    (Karol Wojtyla – Amor e Responsabilidade)

  3. Nem mais, adelaide. E esse amigo está apenas a reproduzir os medievais. Estes, entretanto, foram beber aos clássicos. E os clássicos são discípulos dos antigos. A coisa vem de longe.

  4. Valupi,

    Para bom entendedor, meia dúzia de palavras bastam. Primeiro que tudo, deixa-me dizer-te que na minha assustadora opinião, a maioria, a deitar pela borda, dos psicólogos da Europa e das Américas deviam ser postos em batelões e mandados para a África onde prestariam um bom serviço às populações indígenas com um sacho ou enxada nas mãos. Lá, sei que sabes, há muito milho, do verdadeiro e vegetal, que precisa de cuidados.

    O maior buraco deste “estudo” da Pimenta baseado noutras “multitudes” de estudos está no uso, abuso e sacanice premeditada das percentagens, que, para além de completamente previsíveis por qualquer garoto desses que andaste a ensinar na Moita do Ribatejo, não tem qualquer valor informativo nem pesa na balança das realidades com causa natural.

    O que seria importante, de facto, era saber se os três PhDs mencionados estão à espera que escrevamos uma crónica sobre os seus achados sociológicos antes do Natal. De mim não vão receber nem uma linha. E não vão receber por uma razão muito simples: os senhores marmelos não me dizem (procurei, procurei, mas não achei) quantos dos mais de 20.000 casais cuja vida andaram a espiolhar se consideram infelizes. Se vi bem, estas suas estatísticas percentuais cheiram mal, e quando uma coisa cheira mal é para endrominar as populações, e não só, como se verifica pelo teu morno interesse por esta questão.

    A Humanidade é feliz, a cambada das elites que estendem os seus tentáculos a tudo o que podem, incluindo Institutos de Psicologia, é que andam a fazer tudo para que não seja. Aprende comigo.

  5. CHICO, gastaste 1563 caracteres (com espaços, coitados) para anunciares que não vais à bola com percentagens. Isso, para além de corresponder a um prejuízo em CO2 capaz de provocar o derretimento de meia pedra de gelo num copo de whisky, confirma que não foste meu aluno, fosse na Moita ou noutro cu do mundo (com todo o respeito para a terra onde “fui tão feliz”).

    Como esperava, não foste capaz de apontar qualquer asneira, apenas repetes a cassete da teoria da conspiração. Agora, até os psicólogos estão ao serviço das forças tenebrosas que mantêm a malta num estado vegetativo. Aposto que já deves ter visto o filme Matrix numa quantidade de vezes igual ao número de caracteres que esbanjaste – e acreditas cada vez mais na trama que te trama.

  6. Daily Show – McCain versus McCain na ajuda financeira de 700 mil milhões de dólares à banca:

    McCain: Os fundamentos deste pacote são bons… são fortes…

    McCain: Demonstra a incrível influência dos lobbies e grupos de interesses.

    McCain: Acredito que este plano irá dar lucro.

    McCain: É uma loucura e uma obscenidade, porque é um desperdício do dinheiro dos contribuintes.

    McCain: Os contribuintes serão os primeiros a receber, isso é um ponto importante desta proposta.

    McCain: Isto são jogos de poder da pior espécie.

    McCain: Regressei a Washington, consegui sentar os republicanos à mesa.

    McCain: Estes financiamentos obscuros, estas jogadas escandalosas.

    McCain: Melhoraram o plano.

    McCain: É péssimo. E é uma… É uma fonte de corrupção.

    McCain: E estou em crer que será aprovado.

    Vídeo legendado em português (2:43m):

  7. VALUPI,

    Já agora usa uma das tuas variadíssimas e melifluas cassetes a que me habituaste neste perene concerto da mesma musica tocada por bandas diferentes e responde-me a esta simples pergunta relacionada com o carapau pseudo-científico que aqui puzeste a circular: quantos dos 21.ooo casais vivem infelizes? Isso é que é importante. E, depois, porquê? É que se os organizadores dos “estudos” sabem desse pormenor, parece não terem conveniência ou achar que não é interessante que se saiba. Percebo, é que talvez depois alguem pudesse dirigir-se aos infelizes e fazer-lhes uma série de perguntas completamente diferentes das que os psicólogos tão inteligentemente prepararam…

    De acordo com a minha cassete conspiracionista, acho que quando um homem e uma mulher se casam ou amantizam, o mínimo que temos de admitir é que tal passo no convencimento de que há amor entre os dois. Amor para durar, e com juros. Por outro lado, creio que as razões mais importantes para o falhanço duma relação ou casamento são todas externas ao dito.

    A maior asneira desse escrito que tanto respeitas é que a senhora sua autora oferece vasta quantidade de problemas muito discutidos em casas de pasto enquanto se espera pelo primeiro prato, mas não tem resposta para nenhum deles nem conselhos a dar, excepto essas famigeradas percentagens que outros andaram a pescar para sua delícia e até classifica de maluquinhos (deve ter aprendido contigo) aos que se deixam levar por paixonetas românticas. Declara-se contra a paixão e é crítica em relação àquilo que ela chama de “cultura de amor” o que automaticamente a transforma numa admiradora doutras coisas menos ternas. Cultura de guerra, ou conflito, talvez?

    No fim sai-se com esta completanente inédita para os meus netos mais novos:

    “Theories about love that are based on fate are not only untrue, they aren’t even in the best interest of love”.

    E mais não diz. O resto é tudo números para nos encher a tola. E aviso-te: quando fores ler as percentagens para te inspirares antes de te casares pela terceira vez, não te esqueças que os respondentes felizes já estão todos comprometidos. Portanto daí não levarás nada.

  8. bonito e sensato post. e de aí que não existam amores não correspondidos. ele existem sentimentos de posse , paixões , atracções físicas e tal que tolhem a liberdade. amor ( não aquele entre familiares ,claro ) é um acto de vontade que exige sempre correspondência , de aí a liberdade.

  9. CHICO, explica lá melhor esta promissora ideia:

    “creio que as razões mais importantes para o falhanço duma relação ou casamento são todas externas ao dito.”

    Entretanto, é óbvio que já te deste conta do berbicacho em que te meteste. Como ficaste ofuscado com o barulho das luzes, resolveste bater nos números. Porém, os números são secundários quanto à sua exactidão, antes importando pelo que assinalam. E eles mostram o que todos nós, na experiência comum, repetimos: a vida de casal é difícil, a fórmula “casaram e foram felizes” não tem aplicação fora das histórias da carochinha.

    Como diz a apetitosa senhora Pepper, no que repete muitos outros antes dela, ninguém está condenado a ter de suportar outra pessoa na sua vida. No mínimo, podemos sempre aliviar a miséria do outro afastando a nossa da dele. E isto é, atente-se, o mínimo…
    __

    mf, concordo muito contigo. Primeiro, quanto à tua primeira frase, a qual me chega como verdade absoluta. Depois, quanto à ideia de que só há amor quando há liberdade correspondida. Esse acontecimento, na tradição sapiencial, é o amor – tudo o resto são simulacros ou formas ainda imperfeitas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.