Guerra o ano todo

Os professores não querem ser avaliados. Porque os professores odeiam a escola. A escola está cheia de um tipo de seres em quem eles não têm a mínima confiança: professores. Como aceitar que esses fulanos, e logo aqueles da própria escola onde se trabalha, tenham o poder de avaliar o que os professores fazem na intimidade e reclusão das suas turmas? Temor e tremor. Andarilhar Marquês de Pombal-Terreiro do Paço em cuecas, ida e volta, seria mais confortável do que ser avaliado pelos colegas. Pelos colegas seniores! Aquelas gajas e gajos horrorosos, de quem se diz mal pelas costas, que são uns velhos rabujentos ou depressivos, uns vaidosos do pior, que estão meio chechés, que são comunas, que são fachos, que têm a mania, que estão ultrapassados, que não sabem dar aulas, que não percebem nada de pedagogia, com quem ter de falar nos intervalos é um suplício, quanto mais ficar à sua obscena mercê. Não, deixem-se disso. Estão mas é malucos.

Os professores não querem avaliar. Porque avaliar implica pensar; e pensar só dá problemas, como todos sabem. Pensar em critérios de avaliação já é suficientemente difícil quando se trata de alunos, que comem e calam, quão mais não será tratando-se de professores, entidades capazes de questionarem os relatórios e seus pressupostos? Por favor, não lhes façam essa maldade. Como é que o professor português, nado e criado numa sociedade de hipócritas, perfeitamente adaptado à suave decadência de nunca ter de prestar contas do que fez e, em especial, do que deixou por fazer, vai agora ser exigente com o colega? Isso é uma enorme indelicadeza, cria mau ambiente, estraga relações de longa data e dá azo a situações imprevisíveis. Avaliar, vejamos, avaliar é, vamos lá ver, é assim a modos de… de… espera… de olhar para o que acontece, aferir os resultados, verificar as práticas, corrigir eventuais erros, valorizar eventuais talentos, reconhecer e premiar eventuais dedicações, enfim, conhecer a realidade. Donde, a pergunta: mas passa pela cabeça de alguém querer conhecer a realidade do ensino em Portugal?… Tenham a santa paciência.


Os professores estão convencidos de que os alunos são seus. Eles concebem a escola como o local onde se distribuem alunos pelos professores, recebendo-se dinheiro por cima. Consideram ser sua missão fecharem-se com os putos numa sala durante 50 minutos, várias vezes por semana. Depois, o que lá aconteça, fica a ser parte de um segredo. Ai de quem tentar violar esse segredo, pois estará a impedir o professor de se dedicar à sua pública paixão: justificar a irresponsabilidade. Se os alunos não aprendem, é culpa de quem os ensinou nos anos anteriores. Se os alunos são indisciplinados, é culpa dos pais. Se os alunos são mal-educados e agressivos, é culpa do Governo. Os professores é que não têm falhas, desculpem lá. Porra, desculpem lá! Mas como é que um professor pode ter falhas se ele é que é o professor? Não se vê logo o disparate? O professor é professor, portanto, não falha – é que, se falhasse, não poderia ser professor! Hã?…

A Ministra Maria de Lurdes Rodrigues foi à SIC Notícias explicar que a avaliação consiste em se pedir aos professores para indicarem os seus objectivos, terem umas aulas assistidas e fazerem um relatório de auto-avaliação no final do ano. A papelada que se tem de preencher, no início do ano, é coisa para ocupar duas horas, segundo testemunho de um professor do seu conhecimento. Se há escolas onde os professores estejam a ser assoberbados com trabalho e reuniões, é porque algo está a correr mal nessas escolas, pois tal não se justifica à luz do acordo entre o Ministério e os sindicatos. A Ministra igualmente revelou que não foi feita nenhuma queixa quanto a irregularidades processuais, situação prevista e para a qual o Ministério se preparou para prestar auxílio. Assim, os argumentos dos manifestantes do dia 8 de Novembro, mais os dos sindicatos, mais os da oposição, são todos absurdos ou mentirosos.

A seguir falou o Zé Manel. Disse que telefonou para uns professores seus amigos e que eles estão muito chateados. Disse que a manifestação prova que a Ministra não tem razão, pois estava lá muita malta, pelo que terá de ceder. Disse que possui 4 ideias alternativas para resolver esta merda, a publicar neste domingo no seu pasquim, e que a Ministra não presta porque não exibe um mapa cheio de pioneses na parede do seu gabinete, como ele viu a um outro ministro que entrevistou algures.

Eis a minha sugestão: despeçam o Zé Manel. Isso pode revelar-se fraca ajuda para resolver o problema da guerra que os professores estão a fazer à qualidade e futuro da educação em Portugal, admito, mas sempre nos daria algum consolo.

119 thoughts on “Guerra o ano todo”

  1. Valupi… Geralmente curto muito a tua onda… li o texto na diagonal ( Soooooorrrrrrrrry) não captei se era tautologia do discurso cânone de jornalista chapa-4 ou se davas largo lastro à ironia esta última favorcerteia cá pró meu lado com se eu fosse decapitador de cérebros y ai que medo, dizes tu bem dito! …
    Vamos lá ao que Interessa: sem ironia o teu discurso é bué conforme à Burrice da ME, dos Profs, dos sindicatos, da Sociedade Civil apalermada que nos calhou na rifa, do Zé Manel que está a andar de comboio descarrilado à muito tempo, dos opinadores a granel y do Miguel Sousa Tavares o Grande atascador de lama da classe ( dele y dos profs).
    Ou seja, a haver avaliação de Professores que ela comece antes da carreira começar, ou não é? Pois. As pedagógicas??? Sim parece que quem tomou as rédeas a esta coisa se esqueceu que a realidade sobre a qual está a operar não é a Realidade até 1990! Até ai este sistema de avaliação que a ME propõem seria muito adequado y ajustado.
    Face à actual realidade tudo isto não só é sinistro, bizarro como o é ridículo. ( Refiro-me por exemplo ao facto de – para se ser prof – na FLetras da UL, para além dos anos da Licenciatura faz parte do Curriculum mais dois anos no Ramo de formação Profissional da respectiva área. Sem qualquer GARANTIA de um dia se vir a leccionar! ( maravilhoso!!!!). Não é difícil concluir que não é a via que o ME propõe que se adequa a realidade de 2008.
    Ou seja: EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE ( tal qual como em ESPANHA, sim esse país vizinho!)
    Essa sim! Faz sentido. Y faz sentido duplamente. Limpar o joio que anda a exercer a função de Docente apenas porque comprou um curso naquelas universidades y Institutos que surgiram na Década de 90 do Séc. Passado. Sim. Essas Universidades Cogumelo y Alucinadas.
    EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE mtv dois coelhos de uma só vez. Isso é que era! claro que prof. de Instituto/ universidade cogumelo-alucinada não vai gostar, ou não é? Mas tudo seria mais justo Y melhor!

  2. Concordo plenamente. A escola é uma coisa demasiado séria para lá ter professores. As criancinhas deviam ser todas educadas através de computadores. Afinal temos o Magalhães ou não?

  3. olha eu acho muito mal é que os miúdos não tenham provas públicas universais de vez em quando, até porque seria a maneira mais objectiva de aferir do desempenho dos professores,

    quanto ao resto: a milú quer dar cabo dos prof.s com burocracias obrigar todos a conviver muitas horas em escolas cada vez mais securitizadas, em ambiente pesado, para atirá-los para as despesas de saúde, sobrecarregando os sobreviventes

    já sei que é por causa dos submarinos, mas ó Socras pondera lá entre o que poupas na Educação e o que gastas na Saúde dos prof.s e dos miúdos que se ressentem disto tudo, o negócio da saúde? Vale a pena?

    a ministra é da Sociologia mas se calhar não conhece algumas coisas da Ecologia

    Cuidado que há tempestades no horizonte meu caro, estamos em Revolução,

  4. É enternecedora a candura com que fala quando se refere ao governo.

    Seria tão bom que esse mundo de ilusões fosse o mundo das coisas reais!

  5. Já não há pachorra para ouvir tanta verborreia mental produzida pelos aduladores de Sócrates, se ofendem a quem tem o direito a protestar então levam do mesmo remédio neste caso com a tua pseudo aspirina

  6. “tipo de seres em quem eles não têm a mínima confiança” “fulanos,””Andarilhar Marquês de Pombal-Terreiro do Paço em cuecas, ida e volta””gajas e gajos horrorosos, de quem se diz mal pelas costas, que são uns velhos rabujentos ou depressivos, uns vaidosos do pior, que estão meio chechés””que são fachos””Malucos,hipócritas, são todos absurdos ou mentirosos.”

    Pois bem, segundo a Academia Portuguesa de Letras, “CARALHO” é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas (navios antigos) e de onde os vigias olhavam o horizonte em busca de sinais de terra.

    O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) é onde se manifesta com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.
    Também, era considerado um lugar de “castigo” para aqueles marinheiros que cometiam alguma infracção a bordo.
    O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí vem a célebre expressão “VAI PARA O CARALHO”

  7. Em resumo, os que os professores defendem é simples: concorda-se com qualquer avaliação, desde que todos atinjam o 10º Escalão. tenham eles o mérito ou desmérito de serem qualificados com inadequados, adequados ou relevantes. E convém não esquecer um dado importante sobre a licenciatura de muitos: é que fazer o actual 9º ano, mais dois no antigo magistério primário e mais um em qualquer lugar significou para muitos uma licenciatura. Para estes é óbvio que o magalhães é muita fruta. Mas claro que esta barbaridade foi justificada pelos sindicatos como sendo uma boa medida para os alunos.
    Irrita-me portanto a falta de tomates dos sindicatos: assumam que preferem a progressão em pistão (todos atingem o topo das carreiras), e rejeitam a progressão em pirâmide : os mais qualificados atingem o topo da carreira.
    Os argumentos das manifestações partem de um pressuposto: a populaça é parva, e somos nós os professores. Metem dó.

  8. Contra factos não há argumentos
    ME obriga professores a realizar actos administrativos e comerciais para uso dos computadores Magalhães

    A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) tem recebido, ao longo das últimas semanas, centenas de queixas da parte de professores de primeiro ciclo que estão a realizar tarefas burocráticas e administrativas relacionadas com os computadores Magalhães que, para lá de não dignificarem em nada a profissão docente, ainda mais sobrecarregam o tempo de trabalho destes profissionais, diminuindo-lhes o tempo para o que verdadeiramente conta: ensinar.

    Com efeito, os professores de primeiro ciclo estão a receber instruções do Ministério da Educação que, não só os obrigam a ocupar tempo desnecessário, como lhes imputa também responsabilidades que não devem passar por estes profissionais.

    A FNE considera completamente despropositada a acção do ME, ao exigir que os professores tenham de fornecer os documentos de adesão ao computador Magalhães, validando posteriormente as fichas e os termos de responsabilidade.

    Mais. Para a FNE é inaceitável que os professores tenham de assinalar a efectivação dos pagamentos às operadoras móveis, tratando também de receber e entregar aos encarregados de educação as facturas das respectivas operadoras.

    Outro procedimento inadmissível da parte da Tutela é o que está relacionado com a exigência que faz aos professores para sugerirem qual, em sua opinião, será a operadora mais adequada para cada aluno.

    Para a FNE estas obrigações revelam um desrespeito absoluto pela actividade docente, introduzindo até no acto de leccionar uma componente comercial abusiva.

    A FNE não é contra o uso de computadores na sala de aula, mas exige que o Ministério da Educação retire aos professores todas as tarefas administrativas que não comprometem apenas os próprios professores – desperdiçando recursos humanos no qual o Estado investiu – como também comprometem o sistema de ensino e a educação de todos os alunos envolvidos.

    Recorde-se que, já antes da implementação dos computadores Magalhães, os professores estavam a ser sobrecarregados nos seus horários, e por esse mesmo facto a FNE lançou a campanha “Tempo Para ser Professor”, registando já uma série de denúncias sobre todo o tipo de atropelos verificados nos horários e tarefas dos docentes.

    Se anteriormente os professores portugueses necessitavam de tempo para leccionarem, neste momento esse tempo está cada vez mais escasso, causando profundo mal-estar na classe docente, descaracterizando por completo o que deve ser o acto de ensinar, sofrendo com isso toda uma sociedade que deve depender de um sistema de ensino equilibrado.

  9. Oh, as corporações !
    O que vale é que temos o melhor sistema de ensino do mundo, a avaliar pelos resultados;
    Temos o melhor sistema de justiça, a avaliar pela rapidez e pelo rigor.
    E temos o melhor sistema de saúde, a avaliar pelas listas de espera e pelo atendimento diário.
    E, já agora, os mais baratos da Europa !
    Quem nos livra de bandidos ? Só se fôr o glorioso exército português !
    Joaquim

  10. Ó nascimento, vai para o caralho. O exército português! Essa associação de bandalhos corruptos, o que é que ela sabe fazer? Nem uma triste guerra, que é o seu métier, mais antigo que o das putas. Militares na polítca, já cá tivemos disso, repetidamente, no séc. XX. Militares na política são como pintelhos na sopa. Bom apetite pra ti.

  11. Para Paulo

    Gostei imenso do seu comentário que fez às 14.27 horas! Falou bem, foi eloquente e até me elucidou sobre determinados parâmetros desta questão, que por sinal, até desconhecia! Todos os outros comentários que fez detestei-os, foram infelizes, agressivos e vulgares.

  12. Mas…Não era melhor que os professores, em vez de avaliarem os colegas, ocupassem o seu tempo a ensinar e a avaliar os alunos?! É que, parece-me, são pagos para isso…Não sei, digo eu…

  13. Ainda bem que este Valupi percebeu as explicações que a Ministra foi dar à televisão… Mostra que é um bom aluno, e que mais tarde ou mais cedo será recompensado com uma boa avaliação, que lhe permitirá deixar de ser um simples comentador da blogosfera para passar a ser um comentador-titular numa qualquer televisão perto de si. Só há um senão: é que não basta «perceber» (isto é, despejar) as explicações da professora Lurdes: é preciso também conseguir pensá-las e avaliá-las – servindo-me das suas próprias palavras. Porque da leitura deste texto só se consegue concluir que o Valupi faz bem o papel de papagaio da propaganda e das mentiras do ME. Ora, disso o P”S” já não precisa porque as quotas para papagaios já estão mais do que preenchidas e com enormes listas de espera.
    Aconselho-o antes de mais a informar-se (sirva-se do google para isso e não seja intelectualmente preguiçoso) àcerca da quantidade de papelada que os profs têm de preencher e apresentar, e ao longo de todo o ano. Se depois insistir na mentira das «duas horas» só se pode dizer que continua a ser um bom aluno, mas um péssimo estudante.

  14. Uma das vantagens da blogosfera é a das pessoas poderem falar de tudo. Um dos riscos é vermos gente a falar do que não sabe, como é o caso neste post. Gostaria de ver este modelo de avaliação aplicado aos médicos, aos juristas ou a qualquer outra profissão. Gostava de ver o que diria um médico se depois de fazer o seu diagnóstico e prescrever um tratamento, depois tivesse de fazer 50 relatórios sobre formas de incentivar os doentes que se recusassem a tomar a medicação a cumprir essa mesma medicação! E tivesse de se reunir semanalmente com os seus colegas para debater 10 ou 20 questões burocráticas. E depois fosse avaliado por um colega de uma outra especialidade e com menos habilitações académicas que ele; e que tivesse de fazer propaganda comercial a medicamentos portugueses durante as consultas; e que fosse responsabilizado pelo falecimento dos seus doentes quer fosse um médico que tratasse problemas oncológicos ou problemas dentários.
    Aspirina B? Só se for de burrice…

  15. Os profs fizeram duas manifs com dezenas de milhares de partipantes e vão a caminho da terceira e de uma greve geral em Janeiro porque os avaliadores recusam “preencher papelada”? Ou porque os profs em geral recusam ser avaliados, SEJA QUAL FOR o modelo de avaliação, excepto a auto-avaliação farsante proposta pelo sindicato?

    4,670 MIL MILHÕES DE EUROS é quanto o Ministério da Educação gasta este ano com ordenados. A despesa total com a Educação é de 6 mil milhões de euros. Mesmo que gastasse só um milhão, o ME tinha a obrigação de zelar pela sua boa aplicação, porque os impostos custam a quem os paga. Exigir resultados a cada um é indispensável. A avaliação de desempenho dos funcionários está generalizada em Portugal em qualquer empresa bem gerida ou departamento de Estado. Os profs querem ser excepção? Por que carga de água? Os profs dedicados e trabalhadores nada têm a temer da avaliação, que lhes dá o reconhecimento que merecem.

    Os profs baldas, faltosos e calões mais o sindicato que os representa (agora até parece que este vai a reboque dos primeiros) querem um professorado constituído por uma massa indiferente, nivelada por baixo, em que tanto faz ser trabalhador e dedicado como não e em que a única distinção são os anos de (pouco e mau) serviço. A avaliação que aceitam é o contrário de qualquer avaliação, é uma farsa: toda a gente corrida a Bom.

    O que eu acho mais espantoso neste caso todo é a crença dos profs manifestantes em que se a ministra for embora, nunca mais ninguém pensa em avaliá-los! Se o governo mudar, acham que não terão mais avaliação! A única ideia que esta manif propagou é essa: ministra prá rua!

    Os partidos do costume estão com a classe professorária até à vitória final. Na Av. da Liberdade, o estado maior do que resta do partido soviético veio para a rua passar revista às tropas frescas. O PSD da “séria” Manela Leite deu uma trippla cambalhota mortal e diz agora o contrário do que dizia há um ano.

  16. Mapas/De Puta, o exame nacional de acesso, a existir, não chegaria para resolver a questão da avaliação da actividade docente.
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    Prof, quando eu brinco, é sempre com coisas sérias.
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    ahahaha, heheheh.
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    Z, ela quer dar cabo dos maus professores, isso sim.
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    anjo, estou muito grato ao Governo. Como saberás, é missão quase impossível essa de mudar a mentalidade corporativa/salazarista dos portugueses. Mas mesmo que os actuais governantes falhem, a luta contra a incompetência continua.
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    Paulo, ir para o caralho parece-me bem, desde que seja o meu. Quanto aos “factos” que trazes, surgem inquestionáveis: os professores acham que já têm trabalho que chegue, não estão disponíveis para melhorar o ensino. Pois, é disso mesmo que se trata.
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    JRRC, exactamente.
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    Nik, concordo muito contigo.
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    Jnascimento, é isso mesmo, as corporações.
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    kruzeskanhoto, o melhor era ter os alunos a serem ensinados pelos melhores professores. É isso que se pretende, mas para isso têm de ser avaliados.
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    DS, espero que tenhas razão, pois há muito tempinho que estou pronto para ser comentador-titular numa televisão perto de mim. Se conheceres alguém que acelere o processo, não te acanhes.

    Quanto à sugestão de procurar no Google, vou passar. O Google é muita grande, é uma enorme confusão. Prefiro que sejas tu a dizer. Conta lá, a Ministra mentiu em quê?

  17. Cara Milú se os comentários produzidso não forma do seu agrado lamento, contudo també deveria ficar indignada com : “tipo de seres em quem eles não têm a mínima confiança” “fulanos,””Andarilhar Marquês de Pombal-Terreiro do Paço em cuecas, ida e volta””gajas e gajos horrorosos, de quem se diz mal pelas costas, que são uns velhos rabujentos ou depressivos, uns vaidosos do pior, que estão meio chechés””que são fachos””Malucos,hipócritas, são todos absurdos ou mentirosos.””Os profs baldas, faltosos e calões ”

    É que não podemos ter dois pesos e duas medidas , assim à boa maneira portuguesa e com algum humor mandei-o para o “Cesto da Gávea”
    E como quem não se sente não é filho de boa gente, fica tudo dito.
    Atenção que não sou docente pq se o fosse o vernáculo não seria este, seria calão puro e duro, é que não há pachorra para lidar com o absurdo

  18. almocreve, o B pode ser de burrice, inegável. Mas também pode ser de bondade, aquela que te rogo. Como detectaste logo que o texto revela ignorância, eu peço-te a bondade de a trocares pelo conhecimento. Ora diz lá: que modelo de avaliação propões?
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    Nik, muito bem. Quem diria, ver o PSD metido nisto – e logo sob comando de uma insigne cavaquista. A falta de carácter é letal.

  19. Qual avaliaçáo a kafkiana? A mentalmente instavél Ministra? ou os caciques do governo? É que o PS morreu ou será que ninguém ainda percebeu

  20. É que quem foi socialista sabe que o partido foi tomado de assalto por um bando de incompetentes para levar o partido pata os confins do inferno.

  21. É realmente confrangedor ver o nível geral dos nossos professores pelas evidências exibidas nestas manifs. Desrespeitam-se acordos, lançam-se insultos e disparam-se queixas de tudo e mais alguma coisa. Queixam-se do excesso de trabalho (“dias e noites em reuniões por culpa da avaliação”), o que chega a ser obscena se tivermos em conta as dificuldades de outras classes profissionais, sobretudo as do sector privado. Queixam-se de serem humilhados, insultados e ofendidos, o que é tão ridiculo, atendendo as cartazes e aos insultos de baixo nível que lançam à Ministra e a Sócrates (desde puta a mentirosos, vale tudo). São irresponsáveis, inconsequentes e não têm qualquer noção do que é brio profissional. Decididamente, hoje em dia nas nossas escolas os mais adultos são os alunos.

  22. Pronto… Pronto, Valupi… Como, pelos vistos, és daqueles alunos que não têm paciência para estudar e que por isso se aproveitam dos «novos oportunismos» para serem reconhecidos como bons alunos do governo socretino, eu vou contar-te algumas das mentiras da Ministra. Só não te faço um desenho, porque o meu computador não é um Magalhães devidamente preparado para entreter crianças mimadas. É falso que este modelo tenha sido aplicado o ano passado, pois o que foi aplicado foi uma simplificação do mesmo, o que por outras palavras quer dizer que a burocracia deste ano não existia o ano passado. Depois, os objectivos que se têm de fixar incluem coisas como estabelecer taxas de aprovação dos alunos, o que revela o embuste que este ME quer criar – por forma a diminuir os custos com a educação e para apresentar estatísticas de sucesso, e nunca com o objectivo de promover uma escola de qualidade e que pretenda que os professores façam o que lhes é devido: ensinar. Não percebeste as explicações? Não te preocupes, que se quiseres cá estarei para te fazer os testes de recuperação que quiseres até teres a aprovação garantida! Para bem da educação da secretária de estado das finanças…

  23. Valupi
    Era um Bom Começo. Y era Justo.
    ( Sabes que com o Piaget tens muitos Profs que foram alunos que levaram mais de 3 anos para concluir o 12º, p. exemplo. Mas saem com média de 17/18/ 19 dessa Instituição. … Eu conheço uns casos da minha vila… é de arrepiar!)
    Uma coisa que está Erradíssima é exactamente isso: retirar Autoridade ao Prof. Autoridade no sentido de Autorizado A. Com o Exame Nacional de Acesso à Carreira Docente ( como em Espanha, que quem sai das universidades chega a levar 2 anos a prepará-lo com Estudo, e disciplina de Estudo – fazendo simultaneamente esse nobre exercício da Autonomia – y não é garantido que consiga corresponder às exigências que são devidamente aferidas por tal Exame. É isso que Falta em Portugal. Esse espírito, esse empenho, essa barreira de saber que é exigida a qualquer professor para se propor a Ensinar a outro Humano em formação). Vamos quase com 20 anos de Erro. Porque será? Houve necessidade de Facilitar as ditas Universidades/Institutos Cogumelos, p. ex.. Isso teve repercussões: na facilidade dos seus clientes se encaixarem num mercado de trabalho que não tem noção de um patamar mínimo de qualidade y que, por isso, faz fé num número ( médias) y na vida real se depara com aberrações que cada vez mais vão deixando transparecer a sua Monstruosidade. Quer ir cortando os braços ao monstro ( avaliação contínua!) isso é um Ultraje para quem é competente y uma maçada para quem não tem muito a noção do papel da Escola ( é assim uma coisa para a gente ir fazendo, refiro-me aos inúmeros personagem do início do texto). Vale.
    Paulo. Calma Homem! Há muitos gajos que se encaixam perfeitamente no texto do Valupi ( infelizmente).

  24. Valupi, com tanta, tanta, gente na rua, como podes imaginar que são todos uns calões e sei lá que mais? Preocupa-me a tua falta de humanidade neste aspecto, e como estamos em Revolução, ainda que só seja visível a ponta do iceberg, só posso ficar triste com o indício seguro de que para grande contento dos algozes vamos estar entretidos a esquartejar-nos uns aos outros, parfait…

  25. Ou seja, proponho que nos recoloquemos no triângulo de valores da Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. A queda do muro e dos socialismos de Estado aconteceu à conta da falta de liberdade, porque em termos genéricos de igualdade – casa, trabalho, saúde, educação – a coisa estava benzinho. Agora assistimos à queda do embuste financeiro do liberalismo, onde a exacerbação da liberdade incluiu a de enganar os outros com engerocada financeira numa escala global, de que ainda não se vê o fim, e esta semana vai arder…

    Tinha alguma esperança que se pudesse polarizar a saída em torno da fraternidade, mas pelo que vejo, e lembraste noutro dia, e bem, os irmãos podem querer-se muito mal, estou em crer que será mais um não-lugar. Mas não desisto.

    Obviamente este triângulo pode ser visto como um triângulo de proporções, um simplex, uma variedade de equilíbrios,

  26. Que porra ò Valupi a quanto a coisa obriga não é?

    Deixe que lhe diga, qualquer um que se ache minimamente bom gosta de ser avaliado, pois é essa avaliação que lhe permite diferenciar-se dos demais. Não lhe parece?

    Quase todos professores, quase todos mesmo, são palermas manipuláveis, insensíveis ,etc.

    Valupi depois dos que disse e, caso o PS corra com a Professora Maria de Lurdes, bem lhe podem dar o tachito a si, habilitações parece ter! Hipocrisia e latozia são coisas que não lhe faltam, quase parece um pau mandado!

    É giro ver esta gentalha a criticar todas as classes profissionais que não a sua! São os professores os militares…… A porra é quando a coisa lhes bate à porta, aí é Deus nos acuda!!!!!!!!!

  27. A maior classe de trabalhadores em Portugal é a da construção, com os seus salários mínimos ou pouco maiores, com a grande dureza do trabalho, a precariedade de emprego, o trabalho subterrâneo, o almoço sobre um caixote e o sono muitas vezes numa barraca.

    A seguir, numericamente, vêm os profs, com os seus salários muito superiores, com a sua segurança absoluta de emprego, com as suas regalias, prebendas e facilidades.

    Qual destas classes é que investe mais no sindicalismo, qual é? Quem é que reclama mais? Quem é que faz mais manifestações, mais greves? Quem é que falta mais ao trabalho? Quem é que envia mais gente requisitada, ao abrigo de generosas leis sindicais, para supostamente trabalhar nos sindicatos, pagos por todos nós? Antes desta ministra, chegou a haver muito mais de mil professores requisitados pelos sindicatos, custando esta brincadeira a todos nós mais de dez milhões de euros /ano.

    Imaginem só uma construção civil que tivesse que ter equipas de substituição sempre prontas para substituir os profissionais que faltassem (e pagas para isso).

    Paulo: há professores baldas, desinteressados, faltosos ou calões, também os conheces. Eu não disse que eram todos. Se forem 15 ou 20%, já é uma calamidade.

  28. Paulo, estás nervoso. Respira fundo. Várias vezes.
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    Jerónimo, assino por baixo o que escreveste.
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    DS, obrigadinho, mas… onde está a tua proposta de avaliação? Deves tê-la perdido pelo caminho. Ora volta lá atrás, e não esqueças: conta-nos qual é o modelo que consideras adequado à profissão de professor.

    Mas atenção, também podes assumir que nenhum modelo servirá, e que o melhor é não avaliar os professores. Vê lá, não te inibas.
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    Puta, concordo. E enquadras bem o problema, o qual é especialmente complexo. Mudar a cultura vigente na Educação é missão mais difícil do que equilibrar as Finanças. Por isso, este é o momento de não cedermos à chantagem dos incompetentes.
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    Z, não sei se são calões, disse que não querem ser avaliados – e que não gostam da escola. Isso é factual. Os números não se podem sobrepor ao interesse nacional, pese todo o melindre que está a ser explorado pelos sindicatos e oposição. Só que basta ler o que cada parte diz, e não diz, para ver como a boa-fé está do lado do Governo.
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    Ibn, criticar uma classe que não a minha? Eu sou professor, com licenciatura especializada em ensino, com estágio feito e anos de leccionação. Mas não é isso o mais importante que tenho para te dizer. A mensagem mais importante que tenho para ti é esta: larga o vinho.

  29. O meu modelo de avaliação?! Eh pá, andas um bocado confuso! Ora vai lá ler a tua resposta anterior ao meu comentário com a mesma atenção com que gostas de despejar a propaganda do governo. Já leste? Porreiro, pá! Como vês o que me pediste foi para te indicar as mentiras da secretária de estado das finanças! Como eu previa não ficaste satisfeito com as explicações, não foi? E agora ainda queres explicações acerca do «meu» modelo de avaliação?! Olha, então começa por estudar como deve ser, porque se depender de mim, os maus estudantes como tu que nem sabem o que dizem (quanto mais o que os outros propõem ou contestam) só avançam para outros niveis e questões, quando souberem responder às matérias anteriores. Se queres embustes já sabes muito bem com quem deves falar. Com esse mesmo: o «inginheiro»!

  30. DS, mas a Ministra referiu-se ao argumento da papelada, e disse que ele era uma tanga. Foi isso que tu disseste ser mentiroso nas declarações televisivas, a referência a um papel que demora duas horas a preencher. Tu vens falar da taxa de aprovação, assunto que não está na origem da manifestação. A manifestação, caso não tenhas reparado, tinha um só objectivo: recusar o modelo da avaliação.

    Mas talvez tu aches que discutir as mentiras da D. Lurdes se faz sem apresentar uma proposta alternativa de avaliação. Nisso, segues fielmente a estratégia dos sindicatos. Espero que o tiro vos saia pela culatra.
    __

    xato, boa pergunta.

  31. TESTE DE RECUPERAÇÂO

    Para o Valupi escrever mil vezes até conseguir perceber onde estão as mentiras:

    «É falso que este modelo tenha sido aplicado o ano passado, pois o que foi aplicado foi uma simplificação do mesmo, o que por outras palavras quer dizer que a burocracia deste ano não existia o ano passado»

  32. A propósito, o meu trabalho para amanhã é:

    – dar a conhecer aos que comigo trabalham os resultados da avaliação feita há alguns meses atrás, depois de aferida pela área de recursos humanos. Vamos conversar olhos nos olhos. Caso discordem dar-lhe-ei uma ficha em branco para se auto-avaliarem.

    … até hoje, e já lá vão muitos anos, ninguém discordou formalmente.

    Garanto aos professores que não dói nada!

  33. De Puta Madre, cá estão eles.
    __

    DS, talvez o teu problema tenha sido o de teres considerado mentirosa uma declaração que nem sequer ouviste ou que dela não tomaste mínimo conhecimento. Pois a Ministra disse que, no princípio deste ano lectivo (2008-09), ao professor é apenas pedido o preenchimento de papéis relativos aos seus objectivos. Esse trabalho demorará duas horas, em média (foi o exemplo referido). Também admitiu que as escolas, na sua autonomia, podem decidir fazer as reuniões que bem entenderem a propósito da avaliação (ou do que lhes der na gana), mas que tal peso não faz parte do acordado entre ME e sindicatos. Disse ainda que o Ministério está preparado para ajudar todas as escolas que tenham dúvidas sobre os procedimentos (óbvio). E, finalmente, deu uma excelente explicação para o que talvez se esteja a passar: boicote à avaliação, tudo se fazendo (em algumas escolas) para a tornar disfuncional e, assim, “provar” que não é viável.

    A Ministra disse isto na TV, ontem, depois da malta ter arrastado os presuntos avenida acima. Está a mentir? Achas que a situação era propícia a vir com uma mentira deste calibre? A mim, parece-me que quem rompe com o que acordou, depois de todo o trabalho efectuado pelo Ministério, é que talvez tenha problemas em lidar com a verdade.
    __

    nanda, nem mais.

  34. O senhor Valupi nem merece resposta. Escrevesse ele sob o seu verdadeiro nome e seria certamente processado por muitos professores por injúrias e difamação.
    Quanto a mim, vou retirar imediatamente este blogue dos meus favoritos; nunca mais cá porei os olhos. Mesmo que isso implique deixar de ler as crónicas do meu amigo José do Carmo Francisco.

  35. Valupi, para as pessoas gostarem da escola, a escola tem que ter um ambiente acolhedor e não persecutório. O ambiente é determinante no crescimento das plantas. Mas de facto eu não li o que dizem as partes, como acima referes.

  36. Portanto, um amigo da ministra diz que a coisa se resolve em duas horas. Do que se conclui que todos aqueles professores que foram à manifestação, estão concerteza malucos.

  37. Z, pois. Convém ler.
    __

    Ruy Ventura, o uso de pseudónimos não impede os processos. Tens de te informar melhor.
    __

    Pedro, “concerteza” não diria. Mas que eles não querem ser avaliados, com certeza.

  38. Não li todos os comentarios mas concordo com o que diz o Valupi. A’ distância, a atitude dos professores não é so choquante, é um verdadeiro tiro no pé e uma confirmação de que eles (pelo menos os que protestam) não estão à altura da funcão que desempenham. Pior, que não compreendem sequer qual é essa função e que não querem compreender.

    Vamos acordar meninos, em qualquer outros sector, privado ou publico, as pessoas são avaliadas, com o que isso implica de burocracia !

    E finalmente, ja que z referiu os ideais da Revolução Francesa, é caso para lembrar que a declaração dos direitos do homem e do cidadão tem um artigo 15 (menos vezes lembrado do que outros, mas não menos importante) que reza assim :

    “La société a le droit de demander compte à tout agent public de son administration”.

    Que eu saiba, isto aplica-se aos professores que são funcionarios publicos…

  39. O iluminado francófono João Viegas, grande educador do povo, falou e disse..NADA de substancial ou seja limitou-se a empregar os chavões gonernamentais. Verdade La Palisse, está aí um governo obstinado, tal criança que não quer perder a bola o resto são faits divers (para satisfação dos leitores francófonos) os docentes não são cegos e muito menos surdos, são também eles pais e mães. E agora venham as ordes socratianas acusar e ofender , para mais se enterrarem

  40. João Viegas, fazer análise à “distância” deve ser fantástico. Além de cómodo. E que tal aproximar-se agora um bocadinho mais e tentar perceber as razões palas quais os professores se manifestam contra este modelo de avaliação? Conhece o sistema de avaliação, pelo menos? Dá um bocado mais de trabalho do que ler a tal alínea da declaração dos direitos do homem e do cidadão, e é menos chique do que esta, mas vale a pena.

  41. “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que tudo na sua vida depende das decisões políticas. É tão desinformado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Desconhece que da sua ignorância política — da alienação e da omissão — nascem a prostituição, a miséria, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político corrupto, vigarista e demagogo”. Bertoldt Brecht.

  42. RELATóRIO FINAL DE AVALIAÇÂO

    Valupi é um aluno que tem grandes dificuldades em interpretar textos. Não consegue distinguir a propaganda dos factos, a verdade da mentira e quando se lhe pergunta por «alhos» responde com «bugalhos». Também se recusa a fazer os trabalhos de casa e testes que lhe são pedidos, assim como a estudar as matérias leccionadas. São notórios o seu alheamento nas aulas e constante falta de atenção.
    Perante tal comportamento e atitudes deste aluno, cumpre-me dizer que não consegui atingir o objectivo que fixei no inicio do ano: superar a classificação que ele obteve com o seu professor do ano anterior nas aulas Retórica Socretina, e que de acordo com a sua ficha pessoal foi de 20 valores.
    Penso que na base do meu insucesso esteja o facto de o nivel de exigência daquela disciplina ser inferior à daquela que me cabe leccionar, e que é Manipulação Socretina. O aluno em causa revela incapacidade para problematizar os conhecimentos adquiridos no ano anterior, estando eu convencido que isso se deve ao facto de ele ter interiorizado (pelo «decoranço») as ideias do «filósofo» especialista em esquemas e trafulhices, confundido uma realidade discursiva com a realidade propriamente dita. Daí que nas suas respostas se limite a «vomitar» a propaganda sócretina, que domina na perfeição, ainda que as perguntas que são colocadas visem relacionar esse discurso com o projecto político desse mesmo «filósofo», e que como se sabe é libertar o Estado do peso financeiro da educação.
    A minha dificuldade residiu precisamente aqui: em conseguir que o aluno estabelecesse esta ligação, já que o reconhecimento desta tornaria mais fácil perceber a diferença entre o que é a verdade e a mentira, e entre o que é a realidade e a propaganda ou manipulação. Ora, considero que o meu insucesso nesta tarefa se deveu, em grande medida, ao facto dos alunos, hoje em dia, verem muita televisão e confundirem as encenações feitas pelo «filósofo» socretino nas suas visitas a escolas-cada-vez-mais-modernas com as escolas onde estão matriculados.
    Em suma, face ao exposto entendo que mereço ter a classificação de insuficiente, não porque não me tenha empenhado em ensinar e em transmitir os conhecimentos que devia, mas porque não consegui alinhar com o embuste sócretino, o que se pode confirmar na nota final que atribui ao Valupi e que foi de zero valores. Não consegui, portanto, atingir o objectivo determinado no inicio do ano devido a razões éticas, mas como isto também não é relevante para a avaliação dos professores, só posso reconhecer que sou medíocre enquanto funcionário-do-estado-agora-ao-serviço-das-farsas-socretinas.

  43. Ca temos nos que arcar com Pedro e Paulo.

    Acontece que os professores protestaram contra todos os métodos de avaliação propostos ultimamente. Isto é que é confortavel… e deshonesto.

    Pretender que a avaliação é uma tarefa administrativa que não faz parte da função é choquante para qualquer profissional que se preze. Portanto, nesse sentido, o Paulo tem toda a razão, nos não estamos a dizer outra coisa do que aquilo que diz o Governo, unica mensagem audivel, compreensivel, aceitavel, para quem vive no mundo, e mais concretamente no mundo do trabalho… mundo para o qual os professores devem preparar os seus alunos por sinal !

    O que não se percebe, é a razão do protesto. Se este método de avaliação não é bom porque os professores não gostam dele, então qual sera o bom método ? Aquele que não mexe em nada do que existe (com os resultados catastroficos que sabemos) ? Ou sera preciso pagarmos horas extraordinarias para os professores se dignarem dedicar umas horas a procurar compreender o que fazem, e como devem fazer para melhorar ? E ja agora, também deviam ser pagas em horas extraordinarias as tarefas indignas do magistério, tais como apagar o quadro, arrumar os papeis, distribuir os testes, escrever as notas no caderno ? Devem estar a brincar com certeza…

    Mas nos, simples cidadãos pagadores de impostos, não podemos saber. Não sabemos nada alias (nunca fomos à escola…). Este assunto é so para técnicos de educação (os tais que prepararam o método e que recomendam, por todo o lado, que haja avaliação ?). Ou melhor, estes também não. So mesmo quem carrega com a cruz de ter que ensinar é que pode saber.

    Por isso, não vamos procurar ser coerentes, ou sequer acessiveis. Vamos resumir a nossa posição de acordo com a palavra de ordem do camarada Paulo : querem avaliar-nos ? Vão mas é para o caralho !

    De facto, eis a unica coisa que se percebe da vossa posição.

    E depois, ficam surpreendidos quando as pessoas se deixam convencer pelos “chavões do governo” (governo que elegeram ja agora, ou isto ja não tem a ver com a democracia?).

    Não ha paciência…

  44. João Viegas, vamos por partes e vamos ser objectivos: você conhece os métodos de avaliação em vigor? É capaz de os enunciar aqui?

    Não se irrite que não vale a pena, nem perca a paciência, nem mande ninguém acordar. Você não é um miúdo, nem está a falar com miúdos.

  45. Pedro,

    Não me importo de ser objectivo, nem tão pouco de aprender umas coisas sobre avaliação de professores, assunto acerca do qual sei sobretudo o que me diz a imprensa. Ora, se não estou em erro o que consta acerca dos métodos actualmente vigentes (anteriores à reforma) é que não satisfazem ninguém, nem sequer os sindicatos que aceitam a ideia que esses métodos devem ser mudados. Pelo menos aceitam a ideia enquanto permanece abstrata e longinqua…

    Isto é que é perfeitamente incompreensivel para o cidadão “normal”.

    Quanto aos argumentos utilizados contra o novo método, tais como vêm na imprensa, consistem essencialmente no seguinte : demora tempo e implica que os professores desempenhem tarefas administrativas que não participam da pureza do seu magistério.

    Explique-me, por favor, em quê que pode consistir uma forma de avaliação que não leva tempo nenhum e que não implica que os professores façam o esforço de se rebaixarem a prencher papeis que não são propriamente acerca dos Lusiadas ?

    Os médicos, os advogados, os ecomonistas, os arquitectos, etc. nunca têm na sua actividade de gastar horas a preencher papeis ?

    Francamente, acho que não sou eu que me estou a comportar como uma criança…

  46. Ao João,
    O meu amigo não precisa de arcar comigo, é que de treinadores de bancada sobre educação estou eu cansado de ouvir. Daí que não lhe estenda uma prosápia qualquer porque já reparei que tem a Cartilha Maternal de Sócrates e por aí não vale a pena. São 30 anos de virar frangos. Até porque não discuto com quem só amanda atoardas e nada sabe do que fala. Seja feliz João e fique com as suas pseudoverdades.

  47. 1. Gargalhada a: pensar como todos sabem só da problemas. A ambiguidade de sentidos da frase atirou-me para o mundo e fez-me rir. Apetecem várias conversas que não têm nada a ver com a avaliação dos prof.

    2. Era interessante perceber o que é incomodativo na avaliação. Quando oiço e leio sobre isto a atenção parece estar virada para o momento único “a avaliação” mas se a atenção for orientada para o que se vai fazer (a curto, medio e longo) prazo talvez se torne mais legivel o que é tão incomodativo. Também poderia ser uma boa reflexão para compreender os próprios processos de avaliação no interior do ensino.

    3. Do ponto de vista formal a conversa sobre o Zé Manel confundiu a leitura do texto… mas se calhar sou eu que não vejo televisão suficiente.

    4. Adoro quando os assuntos do aspirina são estes!

  48. Falam falam falam mas só dizem clichés socratianos, pobre povo que se alimenta da desinformação. Messiânico e sebastianista vê em Sócrates o salvador da Pátria

  49. Diz o João Viegas “não me importo de ser objectivo”. Obrigado, pá ;) O que eu o aconselhava (e estou à vontade para o aconselhar, já que você próprio foi tão, digamos, conselheiral…) é que tente saber o que está em causa: conhecer os diplomas legais e regulamentares sobre a matéria e as propostas dos sindicatos. Para além do que lê nas noticias de jornal, claro. Depois, se quiser, falamos.

  50. E pronto…
    Este país está como está também por causa destes pseudo-comentadores armados em jornalistas e de outros comentadores neste blogue que teimam em fazer das sua caneta (ou teclado) a extensão mais visível da falta de inteligência.
    Eu não sou professor mas vivo de perto o drama de muitos deles e, conhecendo essas realidades, não posso deixar de lamentar as visíveis falta de conhecimento sobre o que se escreve.
    Se é para dizer mal sobre tudo e todos então DIGA-SE !!! Se é para rebaixar a já rebaixadíssima condição de professor então REBAIXE-SE !!! Mas que nunca se diga que se escreve sobre o que se sabe porque senão mentem. Mas se é para mentir então MINTA-SE !!!

  51. Pedro,

    Eu sou mesmo ingénuo, portanto não me tente…

    Fui ver o famigerado Decreto Regulamentar n° 2/2008, que não chega a 10 paginas. O que vi parece-me banal e classico em matéria de avaliação na função publica. Ha fixação de objectivos individuais (em dialogo, durante o qual deve também abordar-se a questão dos meios e da formação). Ha preenchimento por fases, começando pela auto-avaliação e passando em seguida à avaliação pelos avaliadores, sendo que no caso dos professores ha desdobramento, pois cabe ao coordenador avaliar a actividade cientifico-pedagogica, e à direcção executiva avaliar os parâmetros mais administrativos (tais como a assiduidade, a participação em actividades de oreintação ou supervisão, etc.).

    Não vi nada que me parecesse fundamentalmente diferente daquilo a que se sujeitam todos os trabalhadores integrados numa grande empresa ou numa administração de dimensões razoavel…

    Fui depois ver as queixas dos sindicatos. Ha questões relativamente detalhadas mas a tonica geral é a mesma : querem que o processo seja menos burocatizado, e que seja mais dificil haver avaliação negativa…

    Também me pareceu classico. Digo mais, não vi la nada que não possa servir de argumento contra qualquer processo de avaliação, a começar pelos que eles proprios propoem…

    Mas o problema, obviamente, é meu e so meu.

    Ou mehor, meu e dos 9 milhões de Portugueses que não fizeram uma tese sobre avaliação de professores e que, por conseguinte, não devem ter o topete de procurar compreender as criticas que os sindicatos fazem ao Ministério. Ou mesmo a lata de procurar compreender porque é que é escandaloso alguém estar preocupado em tentar aumentar a eficacia de uma das administrações que custam mais ao Estado e aos contribuintes.

    E não esta em causa o peso da educação no Orçamento. Pelo contrario, é precisamente por sermos a favor de importantes despesas publicas de educação que temos que nos preocupar com a questão de saber se essas despesas estão bem empregadas.

    Desculpe Pedro (e respondo-lhe a si porque me parece que esta de boa fé) mas a posição dos professores não pode resumir-se a : “somos vitimas de desinformação e as pessoas não podem saber aquilo que nos sofremos”.

    Isto não é responsavel.

  52. Os detractores dos Professores são responsáveis directos da insdisciplina que grassa nas salas de aula.
    Levam à falta de autoridade dentro da sala de aula
    Eu acuso O ME PM alguma comunicação social e Blogues de acintarem os ânimos e denegrirem toda uma classe, os prejudicados serão os filhos de toda a gente (será que nunca ninguém pensou nisso) que assim vêm na figura do Professor “um tótó de quem muitos dizem mal até a própria Ministra” Esta frase foi já produzida por alunos…assim ir-se-à voltar o feitiço contra o feiticeiro quando os Professores não puderem conter mais a indisciplina, mesmo entre alunos veja-se o caso do crescendo Bullying. Ainda vão-se arrepneder e lamentar o conjunto de barbaridades que atiraram sobre as vossas próprias cabeças

  53. A Dina (finalmente alguém que dá a cara) pertence a um conjunto de jovens que entram na Faculdade e por falta de emprego vão prosseguindo estudos licenciatura/Mestrado/Doutoramento/Pós doutoramento Já que os Pais não podem bruscamente atirar os filhos para a rua
    Sobrevivem do dinheiro familiar ou de bolsas a que vão concorrendo, depois ainda se admiram de muitos optarem pela emigração

  54. para ver como a boa-fé está do lado do Governo(..) criticar uma classe que não a minha? Eu sou professor, com licenciatura especializada em ensino, com estágio feito e anos de leccionação. Mas não é isso o mais importante que tenho para te dizer. A mensagem mais importante que tenho para ti é esta: larga o vinho.

    Maria Valupi [1905-1977], pseudónimo de Maria Dulce Lupi Cohen Osório de Castro
    Comments: Made in Portugal

  55. Esta é a fábula de um alto executivo que, ‘stressado’, foi um dia ao psiquiatra.

    Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:
    – O Sr. precisa de se afastar, por duas semanas, da sua actividade
    profissional. O conveniente é que vá para o interior, isole-se do
    dia-a-dia e busque algumas actividades que o relaxem.

    Então, o nosso executivo procurou seguir as orientações recebidas.

    Munido de vários livros, CDs e ‘laptop’, mas sem o telemóvel, partiu
    para a quinta de um amigo.

    Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois
    livros e ouvido quase todos os CDs.

    Porém, continuava inquieto. Pensou, então, que alguma actividade
    física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava.

    Procurou o capataz da quinta e pediu-lhe trabalho para fazer.

    O capataz ficou pensativo e, vendo um monte de esterco que havia
    acabado de chegar, disse ao nosso executivo:
    – O Senhor Doutor pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela
    área que será preparada para o cultivo.

    Pensou o capataz para consigo próprio:
    ‘Ele deverá demorar uma semana com esta tarefa’.

    Puro engano!

    No dia seguinte já o nosso executivo tinha distribuído todo o esterco
    por toda a área.

    O capataz deu-lhe então a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca.

    Tarefa que se revelou muito fácil para o executivo ansioso: em menos
    de 3 horas já estavam todos os galináceos prontos para serem
    depenados!

    Pediu logo nova tarefa.

    O capataz disse-lhe então:
    – Estamos a iniciar a colheita de laranjas. O Senhor Doutor vá, por
    favor, ao laranjal e leve consigo três cestos para distribuir as
    laranjas por tamanhos: pequenas, médias e grandes.

    Passou o dia e o executivo não regressou com a tarefa cumprida.

    Preocupado, o capataz dirigiu-se ao laranjal.

    Viu o nosso executivo, com uma laranja na mão, os cestos totalmente
    vazios, e a falar sozinho:

    – Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena???
    – Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média???
    – Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???

    Moral da história:
    Espalhar merda e cortar cabeças é fácil. O difícil é tomar decisões.

  56. A propósito: está anunciada outra manif para 15 de Novembro promovida por um Movimento de professores não alinhado com a Fenprof. Pode alguém dizer-me aqui a razão – ou razões – desta diferença de percurso ? O tal Movimento significa uma ” 3ª via ” de repúdio pela avaliação? Mais ” burocrática ” ? Ou não a querem, de todo ?

    Obrigado

    J. Coelho

  57. Senhores professores, estavam muito mal habituados. Mas são muitos, têm força. Como os camionistas!
    Abraços e comecem a trabalhar

  58. é verdade eu queria agradecer é aquela do ‘vai para o caralho’, achei muito engraçado. Mas então começou por ser o pau do barco e só depois é que ficou o pau mesmo?

    agora quando mandar alguém para o caralho dá para dar uma explicadinha gostosa no meio da pantufada

  59. É mentira que nesta altura do ano lectivo os professores só tenham de preencher uma ficha de 2 páginas, trabalho para duas horas.
    Primeiro porque a dita ficha tanto pode ter 12 páginas como nenhuma, já que ficou ao critério dos avaliadores de cada escola inventarem a dita cuja, conforme o que lhes vá na cabeça. Há dezenas de fichas de objectivos individuais publicadas na net. Os interessados podem procurar por aqui http://www.profblog.org/. a título de exemplo.
    Segundo porque a definição desses objectivos obriga a algumas operações prévias, de onde destaco as metas de sucesso dos alunos. Para as calcular o professor precisa de obter as classificações dos seus alunos em anos anteriores, mesmo que estes provenham de outro ciclo de ensino, como sucede no 5º, no 7º ou no 10º ano. Em seguida torna-se indispensável consultar um adivinhólogo qualquer, bruxo, cartomante, astrólogo, o que tiver à mão, porque o professor tem de adivinhar, em relação a alunos que mal conhece, os resultados que se propõe obter deles. De notar que um professor pode ter 200 ou mesmo 300 alunos. Quem fizer estas operações em duas horas pode mudar de profissão, no primeiro casting para super-homem tem o lugar garantido.
    Aqui convém registar que o professor, depois de os adivinhar, vai ser avaliado pelos resultados dos seus alunos no fim do ano. Quero ver esta lógica aplicada aos médicos, sff, e outras profissões onde se é avaliado pelo desempenho dos outros. Tal como nas empresas, claro. Estou mesmo a vê-los.
    Terceiro porque a lei está tão mal feita que se esqueceu de várias situações específicas: por exemplo, professores que leccionam em co-docência, EFA’s, RVCC’s e etc. Estes ainda aguardam que o ministério explique como vão ser avaliados, mas desde já me palpita que se somam os resultados de cada um e se divide por 2.
    E em quarto lugar porque para preencher o tal papelinho foi necessário previamente chegar a acordo na escola sobre os objectivos, os parâmetros, a metodologia, as expectativas, e mais uma dúzia de coisas do eduquês contemporâneo. Quem alguma vez tenha estado numa reunião de professores pode calcular a duração destas reuniões. Quem tenha apenas participado numa reunião com portugueses faz o mesmo cálculo num instantinho.

    “Se há escolas onde os professores estejam a ser assoberbados com trabalho e reuniões, é porque algo está a correr mal nessas escolas, pois tal não se justifica à luz do acordo entre o Ministério e os sindicatos.” Valupi: uma citaçãozita desse tal acordo sff, uma só, onde justifique a afirmação, que é pura propaganda. Uma luzinha. Sim, tem de o ir ler.

    “A Ministra igualmente revelou que não foi feita nenhuma queixa quanto a irregularidades processuais, situação prevista e para a qual o Ministério se preparou para prestar auxílio.” Mentira. Os sindicatos já apresentaram queixas por irregularidades. Não obtiveram uma única resposta. É fácil de provar até porque a denúncia dessas irregularidades anda pelos blogues. Na maior parte dos casos nem se trata de problemas de interpretação de leis, mas apenas de questões do foro psiquiátrico.

    Eu até tendo a subscrever as críticas generalizadas que aqui se fazem aos profes. É verdade que muitos são incompetentes, ignorantes e mesmo imbecis. É verdade que conheci gente que ensina literatura e não lê livros, ou física sem imaginar o que é uma revista científica. É verdade que um professor incompetente por via de regra fica impune. O que também é verdade é que este modelo chileno de avaliação não os vai punir: porque esses são os que demoram duas horas a preencher a tal ficha, que vão copiar os portefólios com tretas que nem vão ler, que saberão dar a volta ao sistema. E esse é o grande problema. E a ministra sabe, até o Valter Lemos já deve ter percebido, razão porque anda uma equipa de bombeiros pelas escolas a mandar simplificar, ou seja: a que não se cumpra a lei. Simplex aldrabex. Admitir os seus próprios erros é chato, mas neste momento a única solução que lhes resta. Também podem despedir os profes todos e importar outros do Brasil, mas temo que não haja suficientes, e duvido que a medida seja muito popular.

    Isto explica o silêncio dos mais fervorosos serviçais do partido no poder, que nem nos blogues escrevem mais que umas linhas envergonhadas.

    O Valupi esforçou-se um bocadinho mais. Acho que devia ter cuidado com as bebidas destiladas, que o vinho até instrói. Mas o fígado é seu…

    Ah, é verdade, há anos que as aulas não têm 50 minutos: são 45, ou 90, Valupi. Mas há anos…

  60. João Viegas, a posição dos professores não se resume a isso que diz, como é óbvio. O João Viegas é capaz de melhor. Só agora parece ter começado a perceber alguma coisa, finalmente. Mas não chega. Agora informe-se melhor, fale com os professores. É só isto que lhe aconselho.

  61. Pedro,

    “a posição dos professores não se resume a isso que diz”: mas é so isso que se ouve, porque ao ler o decreto, ninguém percebe onde esta o grave problema. Muitas pessoas estão sujeitas e esse mesmo tipo de avaliação e não morreram por causa disso.

    Portanto quando os professores esperam simpatia sem se dignarem explicar o que é que esta mal com o método, para além de ser burocratico e de chocar com os (maus) habitos estabelecidos, estão apenas a mostrar que não vivem neste mundo. Faça o seguinte exercicio : procure nos comentarios deste post as razões que fundamentam, por um lado, a posição dos professores e, por outro, a dos criticos como eu e o Valupi. Tente depois, com essas mesmas razões, expôr a querela fazendo de conta que esta a falar com um marciano. O que é que acha que ele vai perceber ?

    Acrescento que quem (como eu e muitos outros) tem experiência de métodos de avaliação, compreende perfeitamente que se possam arranjar “n” razões para dizer que “este” método esta mal e que o que era bom, era o que foi instaurado na conchinchina, pois o meu primo esteve la e aquilo é que funciona mesmo como deve ser. Isto é inevitavel, até porque quem tem experiência de avaliar e de ser avaliado sabe que “nunca é boa altura” e que é sempre uma chatice.

    Portanto este tipo de considerações não chega para acharmos que os professores têm razões para estar na rua. Como disse mais acima, as suas criticas aplicar-se-iam a qualquer outro modelo de avaliação, incluindo aqueles idilicos que eles propoem agora, em desespero de causa.

    Finalmente, dê-me um so exemplo de greve e de protestos por trabalhadores, do sector publico ou privado, por não concordarem com o modelo de avaliação adoptado pela entidade patronal…

    Isto não é sério e não abona nada em favor da classe dos professores. Tenho muita pena…

  62. tem aqui tantos apóstolos que já ando baralhado: tem João, Pedro e Paulo,

    mas eu, que não li aquelas coisas que o Valupi diz que convém, estou com o João Cardoso aqui de cima,

  63. João Viegas, voltamos ao mesmo. Se não percebe, tente perceber. A ignorância não é desculpa. Você diz “Isto não é sério e não abona nada em favor da classe dos professores.”. O que não é sério e não abona em seu favor, é você vir dizer, muito arrogante, “vamos acordar, meninos” e citar coisas em francês, e depois, muito candidamente, vir reconhecer que nem sequer conhece o assunto, indo à pressa ler o diploma. E continua sem perceber, porque, diz você, os professores não lhe explicam, e como não lhe explicam, não aceita. Quem é que está de má fé, afinal? Custa-lhe muito sentar-se com um dos professores que esteve na manifestação, ou um dos que não esteve e que também é afectado, e pedir para lhe explicarem? Se depender de mim para saber do que estamos aqui a falar, não fica a saber nada. Já o levei a ler o diploma, já não é mau. Faça mais um esforço. O mundo não é a caixa de comentários do aspirina b.

    Olhe, uma coisa eu lhe digo: a ministra, que se faz de sonsa, percebe; os professores e os sindicatos também. Não têm a simpatia dos que não percebem? Paciência. Mas sempre foi assim, sabe? E dificilmente isso muda. Eu nunca tinha visto é alguém claramente assumir que não sabe do que está a falar e não aceita.

  64. (desculpem lá tratar deste assunto)

    ó Burroso pá, para começar vais já para o caralho sensu esta caixa de comentários,

    já está? Então pronto, a saída airosa passa por refazer esse o vosso conceito de riqueza ligado ao PIB do milénio passado, onde o que conta é automóveis, estradas, gasolina, imobiliário, serviços, incluído essa engerocada financeira que tomba,

    e nem se lembram da fotossíntese,

    deixar a fotossíntese acontecer é por si só crescer, faz biomassa e diversidade e oxigénio e muito mais

    as bolsas vão cair até que vocês lembrem disso

  65. Pedro, eu conheço a Ministra. Faz parte do Governo.
    __

    joão viegas, estás muito bem. Este assunto pede uma posição frontal de todos nós, não é um assunto menor. A educação tem de ser entregue aos melhores.
    __

    DS, és professor? Mas mesmo que não o sejas, qual é o modelo de avaliação que defendes?
    __

    dina, sábias palavras.
    __

    Jnascimento, a luta continua!
    __

    Rui Miranda, qual é o modelo de avaliação que defendes?
    __

    Paulo, tu és maluquinho, né?
    __

    j.coelho, boas perguntas.
    __

    Malha, é só isso.
    __

    Joao Cardoso, antes de mais, agradecer a tua participação. És o primeiro opositor da avaliação que reconhece a realidade:

    “Eu até tendo a subscrever as críticas generalizadas que aqui se fazem aos profes. É verdade que muitos são incompetentes, ignorantes e mesmo imbecis. É verdade que conheci gente que ensina literatura e não lê livros, ou física sem imaginar o que é uma revista científica. É verdade que um professor incompetente por via de regra fica impune.”

    Quanto ao resto, exibes com clareza o problema: os professores estão dispostos a boicotar todas as propostas de avaliação. A forma como argumentas é própria dos meninos mimados que não querem comer a sopa e desatam num berreiro ou ficam amuados. Seguramente não precisas que te expliquem as inevitáveis dificuldades que qualquer modelo de avaliação levantaria no começo da sua aplicação. É tarefa altamente complexa, difícil, pois está em causa mudar a actual cultura do laxismo e da irresponsabilidade. Para levar avante essa terraplanagem da incompetência, não basta termos a sorte do Governo ser reformista e corajoso, é também necessário que nas escolas os profissionais queiram o bem comum, o interesse das famílias, a melhoria do ensino. O que tu vens dizer é que para tal missão não há professores disponíveis. Os professores nem sequer são capazes de estabelecer metas de sucesso, e sofrem horrores porque lhes pedem que participem em reuniões onde as escolas cumprem a sua autonomia decidindo o que fazer. Já quanto a ofensas, têm os professores tempo e jeito. É tudo aldrabão e incompetente caso pertença ao Governo ou o apoie, não admitem outro veredicto.

    Mas tens razão, claro, não devemos tentar avaliar estes professores. O melhor seria correr com eles e dar lugar a quem queira trabalhar para a comunidade.

  66. Sempre gostava que me explicasses Valupi onde escrevi eu que qualquer modelo de avaliação será rejeitado pelos professores. É que a afirmação seria no mínimo pateta: os professores já eram avaliados, bem ou mal, vai para mais de uma dúzia de anos, e não é por se mentir a tal propósito que a realidade muda. E houve quem não tenha progredido na carreira por via dessa mesma avaliação. Ora ninguém viu manifestações de professores contra o modelo existente.
    Admito as minhas fortes reservas quanto às sopas em geral e as mal confeccionadas em particular. Esta é muito mal confeccionada, e só reforma as despesas com o pessoal docente… Queres uma demonstraçãozinha? Bastava que esta lei, com todas as suas imbecilidades e incongruências, não fosse aplicada de uma só vez a todo o corpo docente. É essa a primeira razão porque é impossível de aplicar. Eu soletro: i-m-p-o-s-s-í-v-e-l.
    Se a sua aplicação fosse faseada (os professores serem avaliados de 2 em 2 anos, ou mesmo em intervalos maiores, até porque a a progressão na carreira também não é anual, e seja duvidoso que o avaliado seja competente num ano e não o seja no outro), no mínimo as manifestações não seriam tão concorridas. E haveria tempo para se corrigirem os disparates maiores. Mas houve a tentação de fazer tudo de uma vez. Uma tentação chamada incompetência.
    Os elogios ao governo “reformista e corajoso” revelam o que é mais óbvio no teu raciocínio, mesmo quando nem sequer raciocinas e desvias a conversa: defender o governo, mesmo que não tenha razão, demonstre incompetência e cegueira, e a Sra. Engenheira Social se revele uma teórica de treta. Nisso devolvo-te os parabéns: é que neste momento és praticamente o único dos seus admiradores que insiste, insiste e insiste. A maioria dos teus pares calou-se subitamente a meio da tarde de sábado.

  67. ok Valupi, escolas securitárias com videovigilância para ver se os prof.s estão a preencher as fichas no horário pré-estabelecido pelo conselho executivo, com os colegas mais graduados a fazer uma vigilância suplementar não vá as câmaras fliparem, é tão bom ser polícia, aquela sensaçãozinha de poder, e nem se pode fumar um cigarro entretanto imagino, bigbrother higienizante também pois claro,

    olha por aqui à conta da higienização da escola vêm todos, sobretudo os alunos, fazer lixo para a rua, mas isso a escola secundária não liga, quando se chamava Liceu ligava, mas podia-se fumar no pátio

    enquanto se libertam os alunos de provas objectivas e universais que poderiam trazer elementos perversos na avaliação prevista, o que além de ser mau para os miúdos comprometeria o saneamento dos não-robots,

    é por demais óbvio que além da assiduidade o elemento que teria interesse em considerar seria os resultados dos alunos em provas, com quatro níveis de percepção: universal, regional, escola, docente,

    não se pode dispensar o nível universal senão perde-se a métrica, o regional decompõe-se a partir do universal: a técnica chama-se análise de variância (encaixada).

    ao Governo: não vos digo nada do que vai no ar e do que vai vir,

    aos prof.s: agora é educar para a criatividade, mostrem do que são capazes,

  68. Paulo, larga o vinho.
    __

    Joao Cardoso, aquilo a que chamas de “avaliação a decorrer vai para uma dúzia de anos” nunca levantou problemas porque é uma anedota. Traz um só dos casos em que não se progrediu na carreira, se for do teu conhecimento (e traz os critérios, os métodos e os números todos), para vermos como a excepção confirma a regra. A tua atitude, de resto, é alucinada: achas que o Governo é um grupo de caprichosos, cegos perante o sol da razão que te assiste. Mas com isso anulas a realidade: este modelo de avaliação foi elaborado e negociado ao longo de anos, e os sindicatos aceitaram-no há poucos meses. Claro que há aqui um pressuposto primeiro: supõe-se que os sindicatos sejam pessoas de bem. Os factos mostram que não são, que a sua palavra vale nada, e fica a suspeita-quase-quase-certamente-evidência de que ao assinarem o acordo estavam já a planear o seu boicote. Como se vê.

    Mas conta lá, qual é o modelo de avaliação que propões?
    __

    Z, dizes muito bem: educar para a criatividade.

  69. Paulo, evita a histeria. Olha uma coisa, estás mesmo convencido que com umas manifestações de rua e umas greves, com a demissão da ministra ou a até queda do governo, os profs se livram de serem avaliados e que, no fim, voltamos ao marasmo anterior? Se não estás, como é que antevês que a coisa vai evoluir?

  70. como neste país há a mania de trocar tudo eu sinto-me obrigado a esclarecer: eu sou a favor de uma avaliação dos prof.s, acho é que ela deve ser objectiva e simplificada por forma a que não se desvirtue o essencial – os prof.s devem ser avaliados com base nos resultados dos seus alunos em provas globais critério maxime, e outros critérios subsidiários como a assiduidade, etc.

    O que me interessa que um prof. tenha frequentado muitas acções de formação para depois estar no conselho executivo sem dar aulas nem ter alunos, por exemplo?

    conheço bem a perfídia humana, e sei do que são capazes as ratazanas dos bastidores, até sei do que são capazes superiores hierárquicos por não terem tido acesso ao pau d’ ouro

    quanto a mim: não sou prof. do secundário mas ainda hoje fui avaliado, ou seja o meu cv foi avaliado para efeitos de votação, e integrar outro centro de investigação daqueles cheios de maiúsculas – felizmente fui aprovado porque dá-me muito contentamento iniciar esse outro caminho. No entretanto fico em dois. Bonito dia 11.11, adoro capicuas!

  71. João Cardoso está a expor os flancos… Então é o ” critério dos avaliadores em cada escola que define a dita cuja avaliação?.. Ou seja, são professores, colegas de J.Cardoso, que as produzem..E não se entendem entre si, buscando um consenso que permita a elaboração de uma ficha equilibrada e sensata, e que se enquadre nos objectivos pretendidos?..
    E ” as metas de sucesso dos alunos ” ? J. Cardoso não tem um “histórico” da sua actividade ? Não consegue extrair dele uma média de sucesso ? Mesmo errando um pouco,para mais ou para menos…fazendo, afinal…uma média ?
    E as reuniões de professores não serão passíveis de melhor disciplina e organização, já que vos estão a colocar novos desafios ? Ou são encontros tipo ” reunião de condóminos ” ?
    Está também JC a cometer um erro de avaliação: Valupi não está sózinho, quase todos temos filhos e netos na Escola..e o retorno da relação professor-aluno nos estabelecimentos de ensino chega-nos a casa diáriamente. Eu não me entusiasmaria assim tanto com os cem mil das ” excursões ” a Lisboa…
    E fico a pensar colocar uns anunciozitos, estilo ” dão-se explicações sobre preenchimento de fichas de avaliação ” , a preços de mercado…Ainda são 15 Euros à hora, ou houve aumento por via da crise dos mercados ?

    J.Coelho

  72. Ao Valupi
    Paulo, queres que eu dê a cara? Mas porquê, estás a pensar convidar-me para jantar?
    Resposta: Ainda não tenho tendências suicidas e gosto de jantar sem problemas no trato intestinal

    Ao Nik

    Olha uma coisa, estás mesmo convencido que com umas manifestações de rua e umas greves, com a demissão da ministra ou a até queda do governo

    Resposta: Nik tou muito calmo quanto à Ministra ela já caiu, só não vê quem não quer ver, quanto ao Governo o futuro dirá, parece que estão a menosprezar o PR

  73. Y tanto comentário! Parece o 2 round da manif.
    Aproveito para dizer novamente: Exames Nacionais de Acesso à Carreira Docente.

    Já agora: Paulo, o que te parece? És uma das pessoas mais exaltadas com este fenómeno da “avaliação”-contínua que fui encontrando pelos blogues.

    Por outro lado, há que não sucumbir à ladainha do tempo perdido em reuniões … Os profs. ainda têm entranhado o ritmo a “reunião-compasso” dos tempos das “22 horas de horário lectivo” … as reuniões de turma ( de avaliação final de período) por vezes duravam 4 horas, só porque não havia mais nada em que certos personagens se mobilizassem em gastar o seu tempo.

  74. O senhor aspirinas não andará por acaso a «cheirar» demasiado??
    Será que o seu sistema nervoso apresenta sequelas ?? A sua fraca memória já não lhe permite a lembrança da senhora que o ensinou a ler e escrever ??
    Há gente que fala para se ouvir- deixá-los… a imbecilidade ainda não paga imposto- por agora, veremos no futuro…

  75. Paulo

    Não respondeste à minha pergunta, por isso aqui a deixo novamente:

    Estás mesmo convencido de que com umas manifestações de rua e umas greves, com a demissão da ministra ou a até queda do governo [agora vem a pergunta] os profs se livram de serem avaliados e de que, no fim, voltamos ao marasmo anterior? Se não estás, como é que antevês que a coisa [a questão da avaliação] vai evoluir [com este governo ou com o próximo]?

    Ora diz lá de tua justiça.

  76. Meu caro, os Professores sempre foram avaliados
    A avaliação era boa? Penso que não.
    Esta é boa? Não
    Poderá ser feito melhor? Sim
    De forma justa e não uma mera autoavaliação
    Pergunto agora eu
    Toda a gente é avaliada?
    Não
    Quem?
    Basta pensar nas profissões liberais, dir-me-ão, mas são avaliados pelos seus clientes
    Então por esse princípio os Professores também não precisariam de ser avaliados
    O processo avaliativo é necessário mas deve procurar ser exequível para não criar injustiças

  77. Valupi: “este modelo de avaliação foi elaborado e negociado ao longo de anos, e os sindicatos aceitaram-no há poucos meses.”. Repito-te: vai ler o memorando de entendimento assinado em Março. Se os sindicatos o não tivessem assinado transporta o que se está a passar nas escolas para um 3ª período, e mede as consequências.
    O modelo foi negociado? Pela primeira vez na história do sindicalismo de profes todos os sindicatos e associações se recusaram a assiná-lo. Todos. Nunca tinha acontecido.

    Negociar implica cedências, não ao nível da anedota de hoje quando se retira num processo negocia a mirabolante ideia de uma avaliação que só termina no fim de 2009 contar para um concurso a realizar em Fevereiro. Como efeito retroactivo era complicado. Ou seja treta.

    Ou talvez não. Uma das melhores anedotas deste filme, atestando a completa incompetência da equipa ministerial em geral e dos seus assessores jurídicos mui em particular, é a do caso do Diário da República. Para haver avaliação tinha de haver delegação de competências dos 4 coordenadores de super-departamentos em coordenadores dos departamentos normais. Alguém se esqueceu que o Código de Procedimento Administrativo obriga à formalidade da publicação no DR. Em princípios de Outubro descobre-se o atraso que a coisa ia provocar. Solução: o orçamento geral do estado de 2009 contempla a dispensa da formalidade. Rídiculo. Uma circular do ME diz que tudo pode prosseguir com normalidade, porque no OE está contemplada a solução. Pormenor irrelevante: depois de aprovado, o OE só entra em vigor em Janeiro. Até lá todos os actos administrativos feitos às ordens desta circular são mais que nulos, e isto num processo donde é óbvio que vão chover pedidos de impugnação nos tribunais.

    Se não estivesses um bocadinho alucinado (as destiladas são do pior) tinhas percebido que esta equipa ministerial “é um grupo de caprichosos, cegos perante o sol da razão” que assiste a uns 100 000 idiotas capazes de em 8 meses encherem o Terreiro do Paço e ainda insistirem. Este modelo de avaliação foi feito, e discutido internamente sem sequer consultar as universidades do ramo, por um grupo de caprichosos, cegos perante o sol da razão de quem perceba um bocadinho da realidade de uma escola portuguesa. O governo neste caso limita-se a ter tido um certo azar. De resto anda caladinho… Eles lá sabem porquê.

    E não te conto qual o modelo de avaliação que proponho pelas simples razão de que seria igualmente incompetente para o fazer. Não estudei essa parte das ciências do eduquês. Pergunta aos tipos que investigam essas tretas. E que conheçam o Ministério da Educação, uma espécie de octópode que começa em Lisboa e acaba numa escola primária qualquer que ainda não foi encerrada. Era o que teria feito um ministro competente.

  78. j.coelho, muito bem. Este país não pode ficar refém dos professores.
    __

    Isabel, larga o vinho.
    __

    Joao Cardoso, não sei ao que andas, mas não deve ser coisa boa. Primeiro, se não tens nenhuma ideia quanto ao modelo de avaliação a aplicar, não passas de um turista. Da bancada onde te sentas, achas que Portugal se deve governar por decretos emanados das manifestações. Eu a ti, pensaria melhor no critério. É que parece ter alguns riscos.

    Quanto ao processo que levou a este modelo de avaliação, saberás (espero!) que ele foi primeiro discutido e depois testado em 100 escolas, que se gastaram milhares de horas com todos os intervenientes da fase de estudo para que as falhas se minimizassem ou reduzissem a zero. Saberás (espero!) que o Ministério esteve sempre em atitude de negociação, tal como volta agora a estar – e isto apesar da traição lesa-pátria dos sindicatos. Só que será sempre possível gangrenar o processo através de todo o tipo de boicotes, deste o legalista (como demonstras), até ao processual (as tais “reuniões” que não deixam os professores “dar aulas”), passando pelo tóxico (todo o alimento da má-vontade, da desistência, do protesto, da revolta, do medo). O que os manifestantes reclamam não é um modelo de avaliação, é o seu desejo de “status quo”; ou seja, defendem o marasmo.

    É vergonhoso.

  79. Valupi: Testado em 100 Escola??? Quais? quando? Onde Não acredites em tudo o que te contam. Olha que o Pai Natal é um figurante pá!

    Essa peta está ao nível de uma ministra que repete no sábado em todos os canais que os professores se estão a ressentir de agora passaram 22 horas na escola, quando ela própria assinou a legislação que rege o mundo real: são 25 ou 26h, conforme se tenham ou não mais de 100 alunos.

    E como insistes no cheiro de santidade e benevolência ministerial, e vituperas de lesa-pátrias os pobres sindicatos que convocaram à pressa uma manifestação onde esperavam 30 a 40 000 professores, deixo-te com a tuas orações. Não discuto coisas de fé, que isso cada um tem as suas. Amen.

  80. Perguntas-me se sou professor, Valupi? Então já te esqueceste que foste meu aluno de Manipulação Sócretina?! E que é que fazes agora aqui pelas aulas das Novas Oportunidades? Queres um computador e um canudo sem estudar? Como eu te percebo bem… Continuas a ir na conversa do «inginheiro», não é verdade? E tendo-o como modelo, também queres um diploma ao domingo, não é?
    Pois bem… Como sabes nestas aulas não se aprende nada, portanto não te vou mandar estudar nada, nem te vou dar grandes explicações a propósito da pergunta que fizeste, até porque ao longo do teu percurso escolar já tiveste muitos professores que te explicaram muitas vezes (como se vê por aí acima, mas não só) em que deve consistir a avaliação de um prof. Assim, limito-me a dizer-te que qualquer avaliação que não esteja centrada no ensino e na capacidade para ensinar é uma farsa, como é aquela a que vou ser sujeito. Só querem saber se te dei a equivalência ao 9º ou ao 12º ano, já nem sei, mas também pouco interessa.
    E pronto, estás aprovado! Quando te entregarem o novo computador eu envio-te o teu diploma por email, OK? Estou convicto quedesta vez vou ter excelente na avaliação socretina! Não achas?

  81. o resultado prático, líquido, disto tudo é que não funcionou. Gastou-se muito dinheiro, muitas reuniões, muita chatice, toda a gente a dizer que tem de haver uma avaliação, e agora fica uma coisa que não se sabe, para as calendas.

    acho uma vergonha, a ministra e a equipa estão queimados

    e também acho uma vergonha que se eliminem as provas universais aos miúdos, é muito mau, assim ficam habituados a ‘negociar’ notas junto com as pressões dos pais em cima dos professores, muito bom para o mundo de indução de ‘tráfico de influências’ que eu espero esteja a desabar,

  82. DS, larga o vinho.
    __

    De Puta Madre, isso é que vai para aí uma caralhada!
    __

    Joao, a malta da manifestação deve ter ficado felicíssima com o episódio. Até porque nalguns casos a idade mental é a mesma.
    __

    Z, estás com pressa em queimar ministros? Shame on you.

  83. Shame on you too Valupi, tu estás com pressa em queimar 100 000 pessoas como calões e irresponsáveis e sei lá que mais. Também gostas de ser polícia, não?

  84. Largo o vinho?! Sinceramente não te entendo, valupi… Então agora não posso festejar o meu excelente na avaliação e a tua forçada (mas não esforçada) equivalência ao 9º ano? Que me dizes? Que andas à procura de emprego e todos se riem e desvalorizam o teu diploma? Vejo que finalmente estás a conseguir desmontar a propaganda e as mentiras do sócretino! Parabéns! Abre aí uma garrafa de champanhe e entra na festa, pá!

  85. Basicamente com erros ou não, o Zé já deixou bem claro que o único entendimento possível é uma avaliação baseada na auto-avaliação dos professores; ou, por outras palavras, acabe-se com as quotas, acabe-se com a avaliação aham quero dizer avalie-se tudo com Excelente e progrida tudo na carreira. Belo.
    Para quando provas universais que permitam aferir a real evolução de um aluno ? Para quando uma gestão escolar autónoma, realmente autónoma em que a escola e os gestores sejam avaliados pelos seus resultados, obrigando-os a trabalhar bem dentro da escola, contratando os melhores e despedindo os que não prestam ? Ah não pode ser ? Pois, no dia em que a gestão fosse realmente autónoma deduzo que o zezinho-das-manifs-que-quer-chegar-a-lider-do-PCP aí sim, tinha 1 milhão de manifestantes.
    No fundo, no fundo, com todos os erros do ministério, a verdade é só uma: os professores nunca foram e nem querem ser avaliados. E se me vêm dizer “já éramos avaliados”, faço minhas as palavras do Paulo: vão para o caralho.

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