25 thoughts on “Fará falta um novo partido em Portugal?”

  1. Sim, claro. Um partido dos comentadores sabe tudo, dos opinadores resolve tudo, dos jornalistas topa tudo, dos cínicos anti-tudo, dos sociólogos prevê tudo, dos escritores-poetas caga tudo, dos anti-políticos arraza tudo, dos apartidários bate em tudo, dos empresários quer tudo, dos banqueiros rouba tudo, dos magistrados espreita tudo, dos juizes prende tudo, dos marginais ameça tudo, do lumpen ataca tudo, e outros que o val pode acrescentar.
    Todos juntos unidos a lutar pelo ideal do vale tudo.

  2. A experiência diz-nos que os novos partidos que vão aparecendo são “mais do mesmo”. Veja-se a ND de Manuel Monteiro ou o BE de Louça. Se aquele ficou logo pelo caminho, o BE teve oportunidade de revelar a sua alma e a desilusão que provocou naqueles que, como eu, nos começos lhe deram o beneficio da dúvida, é total. Demagogia mais requintada, mas muito mais, que a dos “partidos tradicionais”.
    Tem de ser a sociedade a impôr-se e a exigir «coisa diferenre». Fico espantado como é possivel Sócrates continuar a beneficiar do apoio do eleitorado para governar, depois do massacre de que foi vítima, nos últimos 5 anos, por parte dos 4 partidos da oposição, coligados no bota-abaixo, dos sindicatos, dos patrões, de TODA a comunicação social, das magistraturas e dos investigadores criminais que o trataram e aos seus amigos do PS com a lei de dois pesos e duas medidas. Veja a vergonha inconcebível, descarada, autorizada bem lá do alto, da violação do segredo de justiça sempre no mesmo sentido: rebentar com Sócrates e os seus amigos do PS. Deve ser caso único entre gente que se diz civilizada ter, durante cinco anos, Sócrates sob suspeita e com a cabeça a prémio, em tudo o que é jornal, rádio e televisão, sem nunca ter sido suspeito, arguido e muito menos acusado do que quer que seja pelo poder judicial. E quando algum juiz de comarca mais afoito avança com “indícios”, estes só se aguentam até alguém com olhos de ver dizer que ali não há ponta por onde se lhe pegue.
    Todos já percebemos que este modelo de democracia está esgotado. Mas não se pode romper com ele, sem que se tenha evoluido, sensatamente, para uma sociedade que, no seu todo, seja cada vez mais exigente com a cidadania. O exemplo daquela senhora «chique» da linha de Cascais a chamar impunemente «palhaço» a um colega deputado é a exposição da podridão que corroi a democracia. Com a benção do mesmo Gama que proclama Jardim um supremo exemplo desta pobre democracia. Mas não a deitemos fora, porque o vazio seria preenchido pela ditadura.

  3. Faz falta um partido liberal, uma vez que Portugal é dos poucos países europeus em que não há nenhum partido que represente essa ideologia.

    Em compensação, há partidos a mais noutros quadrantes políticos: dois partidos conservadores e dois partidos comunistas. Em ambos os casos, bem se poderiam juntar.

  4. Não precisamos apenas de partidos/ideologias novos, cujo surgimento é sempre um sinal de saúde do sistema democrático.
    Acima de tudo precisamos de líderes em condições, devidamente apoiados por gente capaz e de bem e com coragem para fechar as feridas gangrenadas pelos medíocres que aproveitam a bonomia e as debilidades da Democracia como ela está.

  5. claro que faz: um partidosinhõ
    por dentro e por fora inteirinho
    aonde eu possa lá entrar
    e sentir que que posso ligar
    de dia e de noite e na tarde
    enfim: convidá-lo para jantar

    :-)

  6. Bom dia,
    Eu ia dizer o mesmo que o Luis Lavoura se bem que discorde dele num ponto, o de que na maioria dos paises tal partido existe.
    Existirá, Luis ? Assim de repente :
    – em Espanha, em França, em Itália qual é o partido liberal ?
    – e em Inglaterra ?
    – na Grécia existe algum ?
    – e por aí fora.
    Passando a Portugal a falta de um partido liberal parece evidente, só que os “candidatos” à sua criação não conseguem sair da cepa torta. Sempre que se fala nisso o seu ódio à esquerda democrática tradicional ( o PS ) lhes tolhe as ideias além de que parecem orfãos de Salazar, já que sempre que a discussão se inicia lá vão buscar o velho das botas.
    A dicotomia esquerda / direita existente em Portugal parece impossibilitar o desenvolvimento de um partido liberal.
    Mas aguardemos.
    De uma coisa estou certa , não me parece que as sensibilidades existentes no PSD ou no CDS além das não partidárias consigam avançar na sua criação.
    Cumprimentos

  7. António P,

    os partidos liberais europeus estão unificados numa bancada no Parlamento Europeu. Inclui em particular o Partido Liberal Democrata do Reino Unido. Em França há dois partidos liberais (a Alternativa Liberal é um deles), mas creio que não têm representação parlamentar. Na Itália creio que não há partido liberal. Em Espanha creio que há um em formação. Em quase todos os outros países da UE há partidos liberais (na Grécia não).

    Os “liberais” mais vocais em Portugal são na verdade, na minha perspetiva, conservadores tradicionais que adoptaram uma ideologia liberal mas apenas no campo económico. Eles não estão alinhados com a generalidade dos partidos liberais europeus (os quais em si são muito diversos, mas em caso algum são conservadores disfarçados como essas pessoas em Portugal a que me refiro).

  8. a solução ‘partidos’ no sentido convencional está partida, isto vai ter que ser democracia digital cada vez mais, agora como não sei. Claro que os partidos convencionais vão-se opôr, aquilo são máquinas de emprego de fiéis, no entanto a maré é imparável,

  9. (oops lá começa isto outra vez)… e não uma nova forma de representação. Temos partidos representativos de um largo espectro ideológico desde a esquerda à direita passando pela monarquia, neo-fascistas e o diabo a sete. Se aquilo a que te referes é ao embuste criado pelo Cavaco (como em tudo o que faz) ao chamar ao Partido Popular, Social Democrata (que até enganou o jovem Sócrates) o que levou o neo-CDS (De Portas/Monteiro não do Freitas que era Democrata Cristão) a adoptar o franchise PP em portugal, configurando artificialmente o espectro politico à direita do PS com a necessidade de captarem votos mais à esquerda e ao centro.Se é isso partilho a ideia do PSL (embora não pelas suas razões narcisicas) de chamar ao Psd de Partido Liberal (ex-ala liberal da União Nacional) e ao CDS, o Partido Conservador historicamente mais proximo da União Nacional embora o seu líder perfilhe um certo dandismo britânico. O Camarão do Caldas.
    Como não são tão diferentes assim – quem está mais à direita Portas ou Ferreira Leite?- até pode ser que se fundam (ou que se fodam, que era mil vezes melhor) libertando certas redundâncias que bem custam ao erário público.
    Do que precisamos é de mais e melhor participação e não de mais confusão.

  10. O meu ponto de vista:
    Entendo que não é preciso mais um partido político em Portugal, os que existem chegam e sobram. Se dependesse de mim a primeira coisa a fazer era reduzir o número de deputados. Dos 230 reduzia para 75 e entendo que era o essencial. Também obrigava a que só podiam concorrer na área do seu distrito. Não podiam mudar de residência – entenda-se distrito, durante 5 anos – para deixar de existir deputados pára-quedistas.
    Com estas “poucas” medidas a democracia tinha um ganho abismal, na sua redução e menos gastos, a maioria só está lá para dizer apoiado. Em princípio eram eleitos os melhores deputados por distritos e assim estar inteirado com os vários problemas desse mesmo distrito.
    Julgo ser o essencial e não mais partidos à procura de tachos.

  11. Acima de tudo falta substituir um partido.
    O PSD é um partido de más práticas democráticas. Está em decadência ética desde há mais de 20 anos. Dizem que é falta de referências; que falta um papá para educar as hostes – errado! As hostes é que escolhem o mordomo. Uma maioria de apoiantes do PSD considera certas ambições e práticas como legítimas. Basta ver a forma como convivem com Guantanamo, com a tortura da coligação, com Dias Loureiro, com os insultos na AR (quando feitos pelos seus escolhidos) ou até com a quantidade de deputados eleitos (nesta legislatura) que resultam de casos de flagrante suspeita de corrupção e nepotismo.
    Não que as alternativas sejam puras; não são; mas até porque assim têm tendência a piorar. É por isso que tenho pena que o MEP não tenha tido mais reconhecimento. Até porque o MEP iria empurrar os liberais para uma postura mais séria. Mas em Portugal a maioria dos que se auto-intitulam de liberais gosta da responsabilidade limitada nas empresas, dos copyrights e das patentes.
    Pelo outro lado o país tinha tido muito a ganhar se MA tivesse tido tomates para construir uma alternativa a Sócrates. Preferiu o lodo. O lodo é o caminho mais seguro para chegar à presidência. Pena que não tivesse preferido a clarificação e o país.

  12. Francisco,

    “não que as alternativas sejam puras; não são; […] em Portugal a maioria dos que se auto-intitulam de liberais gosta da responsabilidade limitada nas empresas, dos copyrights e das patentes”

    O Francisco, depois de se queixar que as alternativas não são puras, pretende exigir que um eventual partido liberal seja perfeitamente puro.

  13. Caro Luís Lavoura, faz a inferência errada que pretendo uma medida mais exigente para um possível partido liberal do que para os outros. Não pretendo isso.
    Nunca exigi que fossem todos puros – não sou assim tão crente. Defendi que fossem todos mais puros, e nessa sentido apontei o PSD como o partido que tem maior necessidade de escolher esse caminho.
    Deixei ainda um alerta sobre aqueles que se auto-titulam de liberais, especialmente aqueles que integram o PSD. Que se anunciam liberais com os costumes mas que se dispoẽm a trocar esses valores pelo conservadorismo do resto do PSD (é uma escolha; uma valorização), também se anunciam liberais na economia mas só se esforçam a pedir liberalidade para as empresas que controlam a economia, aquelas que arriscam limitadamente com o dinheiros dos sócios e que arriscam ilimitadamente com o dinheiro de subsídios sem fim; aquelas que fazem lobby pelos os concursos públicos e por leis e portarias hiper-reguladas. Auto-titulam-se liberais.. quando são corporativistas; falam em menos estado mas não gostam da ASAE e manipulam a Anacom (curiosamente a primeira só fiscaliza e compila informação; a segunda fiscaliza, negoceia e regula (!) os pormenores de todas as comunicações). Esses liberais, que se fodam.

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