É só saúde

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Correia de Campos é o meu ministro favorito. Porque é o que tem a tarefa mais ingrata, aparecer como carrasco. Independentemente do que cada um pense das medidas com a sua assinatura, é óbvio que algo de nunca visto em Portugal tem estado a acontecer na pasta que lhe foi confiada. E aqui faço a confissão: nenhum membro deste Governo, nem qualquer dos seus familiares e amigos, me telefonou para explicar o racional da gestão em curso. Será mais um acto vil de Sócrates, esse de me deixar na ignorância, mas obriga-me a pensar. E penso que não haverá meio mais rápido para perder popularidade e votos do que privar as populações de serviços de saúde. Pior só se o Governo decretasse redução nos salários ou despedimentos compulsivos. Como se viu no caso da morte de uma idosa nas urgências do Hospital de Aveiro, até a Ordem dos Médicos aproveita qualquer pretexto para a canalhice. Não é de esperar nenhum tipo de responsabilidade da populaça raivosa, de autarcas mentirosos e de um Menezes bronco, os quais irão ladrar sem olhar ao porquê nem ao para quê.

Teremos um Governo cheio de pressa para matar os portugueses, sendo essa a única urgência que querem ver a funcionar? Cada um que descubra por si. Entretanto, aplaudo a candura, e autêntica ética democrática, com que as críticas do Presidente foram recebidas. Também essa atitude me aparece como novidade; antinomia absoluta com a cultura do soarismo e, especialmente, do cavaquismo. Ver um governante a reconhecer que se engana, que pode fazer melhor, não é sinal de fraqueza, desenganem-se os tolos. É só possível quando se está pujante de saúde.

21 thoughts on “É só saúde”

  1. valupi,
    Da última vez que ouvi este teu ministro explicar alguma coisa saiu este artigo. Tem mais de um ano. Acreditas que ainda não mudei de opinião? Candura, ética democrática, pujança? Ora adeus!
    …………………………………………………………………………………………………………………………………………..

    O homem é um génio. O homem é um prodígio, uma revelação, um portento, um messias que ali está. Eu não o mereço, você não o merece, nós não o merecemos, eles não o merecem. Portugal viveu anos de cegueira, décadas de nevoeiro intelectual cerrado que só terminaram com a chegada deste homem bom e iluminado que nos vai salvar a todos, finalmente. Não, por acaso não estava a referir-me ao professor Cavaco. Eu falo desse mago dos números, desse gestor iluminado, desse visionário pragmático e de excelência que dá pelo nome singelo de António Correia de Campos e serve a Pátria lusitana ao leme da pasta mais complicada de todas as pastas de todos os governos de todos os tempos: a Saúde dos portugueses. Complicada até agora, que daqui em diante não tem espinhas. Agora é sempre a andar, é sempre em frente, a caminho do progresso e do desenvolvimento, que digo eu? Com este homem atrevo-me a sonhar: é o fim de todas as doenças que se adivinha possível com António Correia de Campos.

    Só de pensar no tempo perdido sinto arrepios. Deve ser disso, não pode haver outra razão para o frio de morte que me assolou a espinha desde que escutei as palavras deste grande António ontem na televisão. Chegaram-se-me as lágrimas, quase, quase. O homem disse que estava ‘empenhado numa cruzada’ e eu não duvido. Falou no ‘milagre’ que era preciso para salvar o sector da saúde, na responsabilidade de todos nós e noutras coisas bonitas, com palavras também bonitas e uma gravata encarnada que não era feia de todo, que eu já a tinha visto quando a televisão o mostrou anteontem, ali, todo António, na inauguração do novo hospital privado de Belmiro de Azevedo. As palavras que disse nessa altura também me pareceram jeitosas, congratulando-se “com este tipo de parceiros privilegiados que a saúde precisa em Portugal” e visitando o novo espaço que está a partir de agora ao dispor dos portugueses. Pagando, evidentemente.

    Talvez tenha sido nessa altura que teve a ideia, o rasgo, o golpe de génio. E hoje contou a toda a gente a sua solução. Então não é que aquele grande António descobriu que a fonte de financiamento que falta ao Serviço Nacional de Saúde está afinal á vista de todos nós? Basta olharmos para um espelho. Isso mesmo, faça a experiência, olhe para o espelho. O que está a ver é a cara do financiamento, o rosto do pagador. Genial, é o que é! Olhem que eu já conheci muito António na vida, mas um António desta envergadura nunca tinha visto. E tudo tão simples, o ovo de Colombo do financiamento hospitalar. Se os utentes usam o Serviço Nacional de Saúde, os utentes pagam o Serviço Nacional de Saúde. É fácil, é barato e dá milhões que não saem das contas do Estado mas sim do bolso do contribuinte que é o utente. È certo que o utente já é contribuinte mas agora vai poder contribuir para ser utente e aí é que está a simplicidade da coisa. Perceberam?

    Eu sei que vai haver quem proteste contra esta ideia do senhor Ministro da Saúde, quem não seja suficientemente António para a compreender. Quem venha falar de minudências, como o facto da Constituição da República assegurar o direito à saúde “tendencialmente gratuita”, quem venha com balelas sobre os princípios do ‘Estado Social’ ou quem conteste a visão de dioptria larga que mostrou António Correia de Campos, nunca é demais recordar-lhe o nome, esse grande António. Que nunca os portugueses esqueçam este nome nem aquele rosto rosado de empenho em tratar-nos da saúde, para que da memória colectiva deste país não se apague o dia em que um ministro socialista descobriu no povo o capital necessário para pagar os seus próprios cuidados de saúde.

  2. o sistema francês não é mau. todos têm uma espécie de seguro de saúde, mas barato, que cobre os (bons) serviços prestados pelo sistema nacional de saúde. o que acontece é que os cuidados são providenciados pelo estado, mas as mutuelles pagam a percentagem do utente. isto permite controlar a falcatrua, pois ao ser um sistema misto o estado arrecada alguma compensação para equilibrar as contas e quem paga (as seguradoras) não pode ter prejuízos. os cuidados hospitalares são bem prestados. já estive num hospital público francês (a acompanhar o internamento de um dos meus filhos) e não tem comparação. mas a classe médica é também outra, sem a pretensão e ambição da portuguesa, diga-se. o meu filho foi visto a um sábado por um pediatra a quem telefonámos em desespero e que não nos conhecia de lado algum, na sua própria casa, em paris. examinou-o, remeteu-o para o hospital, fazendo um telefonema para lá com as suas recomendações, e cobrou-me o valor normal de uma consulta, o mesmo que pagava cá. lá a malta ainda se lembra do juramento de hipócrates.
    se o nosso serviço nacional de saúde prestasse cuidados decentes, incluindo, por exemplo, a pontualidade das consultas em regime ambulatório nos hospitais, já seria possível que quem ganha mais se servisse deles, pagando uma parcela, por exemplo igual á da consulta num sistema de seguros com médicos e hospitais convencionados. se funcionasse bem, quem pode pagar preferiria aceder ao serviço público, que é sabido ter melhores equipamentos, etc.
    pelo que tenho visto nos últimos tempos mantêm-se os problemas de gestão hospitalar e a arrogância indelicada do pessoal de serviço, embora haja lentas melhoras.
    quanto ao correia de campos não me parece que a impopularidade das medidas seja um atestado da sua validade. ao fechar os apeadeiros, por exemplo, deveria pelo menos ter criado um serviço mais alargado de acesso aos hospitais, maior número e gestão competente de ambulâncias. mais inem. candidatos a enfermeiros e socorristas não faltam (virtude das baywatch e afins…?).

  3. Rvn

    Passo por aqui de vez em quando, o suficiente para saber que a arte da escrita, o estilo certinho que se nota sem esforço, existe espaço de conversa e opinião. Rvn é um deles, seja lá quem for e donde vier. Bastas vezes com razão, quando coincide a opinião com a minha evidentemente.
    Opino agora porque sendo o texto claro apesar da ironia, é também omisso no essencial de um assunto destes, esquecendo a resposta a perguntas óbvias. Funcionavam bem os SAP consoladores de populações contentes com os mínimos,mesmo que uma fractura pouco importante obrigasse a guia de marcha para Hospital longínquo, sendo a consulta um apeadeiro apenas? É legítimo e conforme com os bolsos do País o pagamento a clínicos que quase se limitam a dormir no local do SAP, carote e com pouco proveito porque o dia seguinte será de pousio e a taxa horária avultada? Será possível fazer uma reforma que até os intervenientes já acham com pés e cabeça(ena!),apenas com paninhos quentes e à espera do assentimento dos incomodados, dos mal habituados prestadores, dos utentes por natureza fragilizados, vale mais um pássaro na mão que dois a voar? Será de esperar o despojamento de alguns cidadãos sacrificando-se em nome de uma distribuição mais racional, que atinja também de forma igual os que não têm SAP à porta de casa? Acredita na abundância de meios humanos, os tais que não conseguem abastecer os CS de forma a garantir a simples consulta em tempo útil? E numa coisa desta envergadura, com vontades e interesses adversos, imaginará fácil a distinção entre a falha do processo e o xinfrim dos incomodados?
    Perguntas em excesso, quase lhe dou razão. Mas sem elas a escrita catita e a desenvoltura mental só por si não esclarecerão quem lê e gosta de perceber, colhendo informações ou opiniões que o ajudem a ver melhor a razão dos procedimento, a maldade pura se for o caso, a azelhice. É que de facto eleitoralismo não me parece! Maquiavélico liquidar do SNS? Não haverá por aqui algum mérito? OK, são perguntas a mais!

  4. ocasional, tens razão: muitas vezes os sap prestavam péssimo serviço, bastas vezes o de mera triagem. mas mesmo esse de triagem poderia ser um salva-vidas, na medida em que indicava um caso como urgente, remetendo o doente para o hospital, de ambulância se necessário, ou por causa do tinoni, nas horas de ponta (embora aqui ainda haja muito a fazer nas mentalidades de quem não se afasta ao ouvir a sirene…). mas, efectvamente, não se pode avaliar a vantagem de um serviço pela excepção, e sim pela regra: na maioria dos casos o grau de eficácia dispensava a estrutura, ainda que ao acabar com ela se devesse criar alternativas. quais?

  5. Confirmo tudo quanto diz a susana. Habituei-me também ao sistema de saúde francês e agora tenho que me haver com o nosso… É um fosso gigantesco entre os 2 sistemas. E é verdade que a mutuelle cobria bastante. Um Paraíso comparado a estas urgências de horas e horas de espera. Contudo, uma ressalva: temos excelentes médicos (como em todo o lado me direis vós, há bons e maus, etc.). O problema é aceder a eles.
    Mas talvez eu não tenha a mesma experiência que a susana relativamente ao sistema francês. Quero eu dizer que fui operada nesse país com base num diagnóstico errado. E dessa, meus meninos, não me esqueço eu. Como vêem, não há só merdas em Portugal. Vim para aqui e fui bem tratada. Digamos que não é um caso corrente. Costumamos ouvir o contrário.

  6. Muito bem, Rui. Mas… o teu texto resume-se neste argumento: posto que na Constituição se inscreveu o propósito da Saúde ser “tendencialmente gratuita”, tudo o que contrarie essa direcção está errado. Convenhamos que é um fundamentalismo que, a ser respeitado na sua literalidade, rapidamente afundaria o Estado na bancarrota. A questão reside, precisamente, nas modalidades de financiamento de um SNS que respeite a letra constitucional, e isso leva a questão para a área da gestão e da correlação com as contas a fazer entre o desejável e o possível. A Constituição é um documento idealista, e tu não a esperas ver realizada em todos os seus preceitos, até por alguns deles serem altamente discutíveis ou irremediavelmente ambíguos.

    Para uma discussão muito mais técnica – logo, realista – aconselho este amigo.

  7. sem dúvida, claudia. não falava da competência dos médicos, mas das condições, das infra-estruturas. mesmo alguns casos que conheço de «condenados à morte» em portugal que se salvaram em outros países, isso terá acontecido até por haver mais trabalho de investigação, o que pressupõe mais dinheiro e, por sua vez, decorre, inclusive, de serem países maiores (mas também de melhor gestão do sistema!).
    seja como for, essa era uma referência de passagem. o que importava era a questão do financiamento, em que a comparação era relevante.
    de qualquer modo, como disse, as coisas por cá melhoram e notei uma enorme diferença entre os meus dois partos e cuidados subsequentes, por exemplo, na mesma maternidade pública, assim como nas alas pediátricas onde os meus filhos já foram parar, ao longo dos anos. bom, mas isto é uma melhoria progressiva que não depende do correia de campos, como é óbvio.

  8. amigo muito útil, sem dúvida, valupi, em post e comentários. desculpem lá voltar ao exemplo francês, mas uma das minudências que o autor refere leva-me novamente para lá no tema da responsabilidade. segundo me disseram, as consultas médicas costumam ser pontuais mas, em compensação, se o paciente falta à consulta tem que pagá-la na mesma…

  9. Penso, sim, que há uma melhoria, nem que seja mínima. Nas urgências, entretenho-me a observar as pulseirinhas de cores e cruzo os dedos para que não apareça um com uma cor mais apelativa do que a minha, o que significaria mais uns minutos largos de espera. Que egoísta… Um dia, queriam que eu esperasse. Dirigi-me ao segurança, torcida de dores, ainda desmaiava ali mesmo. Aí, sim, viu que eu não era suficientemente estóica para aguentar aquela merda e meteu-me numa cadeira de rodas. Pensei “Que exagero.” Ou me ignoram por completo ou enfiam-me drasticamente numa cadeira de rodas.

  10. meus amigos,

    Fim de semana com filhos é assim, todos os computadores são deles. E ainda não acabou, consegui 3 minutos (que me vão sair caríssimos) só para espreitar como páram as modas. Pois por aqui parece a moda lisboa, (mesmo sem sexo no título, claudia, embora eu cá ache que o correia de campos tem o seu quê de penetrante, só não dá orgasmo).

    Há questões sérias nos vossos comentários/respostas que merecem resposta pensada. Tenho de voltar mais tarde, perdoar-me-ão, com as pêcêzinhas na cama.

    Só um ‘não resisto’, apenas. Adoro quando me chamas lírico, valupi. Serei, é certo. Mas é colocando a discussão sobre a saúde dos portugueses na ‘área da gestão e da correlação com as contas a fazer entre o desejável e o possível ‘, há anos e governos, campos e correias, todos bem intencionados, que nós vamos engolindo números e estatísticas que dizem uma coisa e o contrário dessa coisa enquanto morremos em lista de espera. Demagogia? Não, desespero, que só me deram uma vida e não tenho tempo para reformas da treta ou de caracol, nem vocação para cobaia. Demagogia é, por exemplo, dizer ao país que a velocidade e o álcool matam 100 nas estradas por politraumatismos e depois esconder que pelo menos 60 desses politraumatizados morrem por não haver médicos da especialidade nos centros de atendimento para onde são encaminhados (hospitais centrais e distritais incluídos). Demagogia é papaguear ‘reformas de porte na redistribuição dos cuidados de saúde’, prometer qualidade centralizada para fechar o desenrascanço, e depois fechar os olhos à bandalheira generalizada nos hospitais do algarve, deixando ressecar os seus recursos técnicos ou humanos para permitir o nascimento de hospitais privados em cada esquina (só faro tem seis clínicas e hospitais privados, seis, nada menos, e passam a oito se contarmos com dois hospitais veterinários).

    Meus amigos, as pêcêzinhas não me largam.
    Insultem-me no entretanto mas aceitem que volte mais tarde.

    Um abraço a todos.

    (Pêcêzinhas? Putas das criancinhas, evidentemente. Enfim, carinhos, que querem?)

  11. claudia, e fazes tu muito bem.
    __

    Rui, pois cá te esperamos, mais aos teus remédios para a Saúde. Como sabes, não basta fazer diagnósticos, é também preciso saber receitar.

  12. Desde pequenino que tenho problemas com a minha grande boca. É mais com a língua, esse bicho irrequieto, não sei, com o bico, no fundo. Deu-me sempre para a pergunta, para o comentário, para a interrogação inconveniente, para abrir a boca quando aparentemente seria uma boa ocasião para a manter fechadinha e bem comportada. Pois convenhamos que foi proeza onde nunca bati recordes, esse bom comportamento.

    Dias atrás, numa converseta inconsequente (querias!) com um cyberamigo, de Neto para nético, caí na esparrela de opinar sobre a sua opinião do nosso impagável ministro da saúde, mai’las suas políticas para este sector tão pouco analgésico para as dores de cabeça da Nação, esta aspirina bufa, por assim dizer. «Correia de Campos é o meu ministro favorito. Porque é o que tem a tarefa mais ingrata, aparecer como carrasco.», dizia o meu amigo. Dei em discordar, porque torna e porque deixa, mais isto e mais aquilo, pois tá bem, até, a ver se a coisa ficava por ali. Nada feito. Não ficou, que este meu amigo sabe muito e não vai em cantigas, assim às primeiras. E a casa é de respeito, dos donos às visitas. Aspirina vê, topa e chuta certeiro a suprema maldade: «Rui, pois cá te esperamos, mais aos teus remédios para a Saúde. Como sabes, não basta fazer diagnósticos, é também preciso saber receitar.» Gelei. Caíram-me, juro, espalharam-se-me cada um para seu lado. Os pensamentos, claro, uma confusão de ideias. È que não espero menos exigência nos contrapontos, mas ter que ser cozinheiro para poder opinar sobre o almoço é pedir demais, convenhamos. De repente vi-me de pasta já na pasta, ali de gravata vermelha, rosado e melífluo, tanguista e comerciante, mais um correia pelos verdes campos da esperança nacional nesse futuro de saúde mais saudável para todos que nunca mais chega. E a esperança é a última a morrer, recorde-se.

    As costas dobraram-se-me ao peso. Não da responsabilidade, qual quê. Não é lá por armarem o laço que eu tenho de me espalhar ao comprido em porquesims e talvez, assims e assados, números e citações, arautos e trombetas de tu cá tu lá com a sapiência universal. Armado em Nuno Rogeiro, por exemplo, penteados à parte, entenda-se. Verguei ao peso do desafio, isso sim. Afinal que raio se passa de facto com esta reforma que só deforma e pouco informa? Que caminho trilhamos, por que corredores andamos perdidos? Qual é o remédio para curar a saúde em Portugal? E o médico certo para todos nós, é aquele coradinho das tangas? Sim ou não? Foi-me à carteira, este meu amigo. À carteira profissional, entenda-se. Foram lá direitinhas as suas palavras. È que é certo ser obrigação do jornalista reunir o máximo de informação sobre um assunto antes de palpitar isto ou aquilo, mesmo que esteja no banho e sózinho como não era o caso. Foi assim nú e sem toalha que me senti. Não podia fazer outra coisa. Fui-me a ele. Deitei mãos ao trabalho.

    ……………………………………………………………………… O resto da prosa, para não encher aqui, está em

    http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/01/aspirina-v_09.html

    grande abraço, valupi. (e desculpa a demora.)

  13. ocasional,
    fico-lhe grato pelas palavras.
    espero ter dado resposta (não obrigatoriamente correcta, entenda-se, ou mesmo capaz) às pertinentes questões que levantou, incluindo aquela da escrita só servir para alguma coisa se disser algo e não se limitar a florear.
    aceite um abraço.

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