Digam o que quiserem, não digam que não foram avisados

Até que podíamos aceitar a golpada de Março de 2011, como se fosse algo inevitável no “fazer política”, desde que tivessem a solução. Mas não só não a têm como agravaram de forma colossal os problemas que já tínhamos. E ainda nos insultam e desprezam. São mentirosos, burros e canalhas.

Oferta da nossa amiga Inês B.

Adenda: o Luís Gaspar escreveu-nos a reclamar a paternidade do comentário da Inês B., como se pode ler em Cala a boca, eu sou tão democrata como tu

47 thoughts on “Digam o que quiserem, não digam que não foram avisados”

  1. pois inicio…
    “E ainda nos insultam e desprezam. São mentirosos, burros e canalhas.”
    (ah…foste tu que escreveste alguns dos cartazes da manif…).

  2. temos um povo,que infelizmente ainda sofre dos 50 anos de fascismo.não se interessavam pela politica ,porque analfabetismo era enorme e era perigoso meter-se na vida de salazar.hojeinfelizmente nesta materia por comodismo (vejam a abstençao em eleiçoes) pouco evoluiram,e por isso vão na conversa dos caciques locais, da igreja e dos partidos de protesto, que fogem do poder democratico como o diabo na cruz.na oposiçao tambem se governa um pais, com aprovaçao das sua medidas e com chumbos das medidas propostas pelo governo e das moçoes de censura para derrubar governos que só tem servido para colocar colococar a direita no poder.termino dizendo socrates avisou,agora é necessario destruir de uma vez por todas a narrativa da direita das razões que nos trouxe ate aqui.

  3. não só não tinham a solução como estavam completamente impreparados para a governação. gastar tempo, no meio de uma crise profunda, com a aprendizagem dos governantes é puro suicídio. estamos todos a ver isso. começaram com aquelas ideias económicas pré-concebidas (que eventualmente se aplicam nos state, e apenas nos tempos de expansão económica) como as empresas (pme´s) que se desenrasquem para obter crédito, investimento público a zero, etc, mas passados algum tempo tiveram que se desmentir a si próprios. até na gestão corrente são imompetentes, os incapazes.

  4. Precisamente!

    Se quem ontem esteve na rua tivesse votado em quem avisou, será que continuariam a ter as razões que ontem os levaram à rua ? O contrafactual nestas coisas não funciona. Mas uma coisa é certa: a cultura politica do eleitorado continua a ser algo à deriva num oceano de ingenuidades. Contudo, uma coisa tem de ser dita: tem direito a ela e até à estupidez. E quando os politicos não soubverem lidar com isso, o melhor mesmo é mudarem de oficio!

    MR

  5. mr,subscreveo grande parte do seu texto,mas tem que concordar que é dificil lidar com a “politica de proximidade” e de dependencia economica e profissional.a esquerda para ganhar tem que lutar contra muitos poderes.esta realidade não é entendida pela extrema esquerda que até tem contra si mais um poder: o externo.uma subida da extrema esquerda que efectivamente não quer a europa, (mesmo a funcionar bem)terá a rejeiçao imediata do mundo empresarial e financeiro, e de uma forma firme mas eficaz do directorio politico da ue, se não forem respeitados todos os seus tratados e restante legislaçao em vigor .lembro-me quando vasco gonçalves foi para o poder, do boicote claro que a minha empresa sofreu,por estar viradoessencialmente para a exportaçao.se esse governo dura mais dois meses ,era mais de 1ooo trabalhadores na rua, e mais umas centenas de empresas dependentes. já estavamos a trabalhar só para o stock,com os armazens a ficarem superlotados.mario soares mais uma vez salvou o pais dos aventureiros disfarçados de democratas.pelos vistos, só eram acusados de comerem criancinhas ao pequeno almoço.que falta de vergonha de memoria e de honestidade intelectual demonstrou ontem o deputado oliveira no programa de herman josé.

  6. Coisa feia para quem assinou o memorando da Tróika .
    E ontem a Provocadora Jamila esteve quase a pedi-lãs

    Shame on you!

    Esqueçam o delegado de propaganda medica.

  7. Nuno CM

    “na oposiçao tambem se governa um pais, com aprovaçao das sua medidas e com chumbos das medidas propostas pelo governo e das moçoes de censura para derrubar governos”

    Maior santa ingenuidade que isto é impossível. Deves, também, sofrer dos 50 anos de fascismo.

    Amigo vou-te dizer um segredo, só se governa quando se tem acesso ao bolo do Orçamento, para governar e se governar.

  8. oh idiota de merda! quem não entende que a oposição tem um papel fiscalizador, que o governo tem poderes regulados por leis e pode fazer o que quer, ainda não aprendeu o que é a democracia e exibe habilitação de herdeiro de 50 anos de fascismo.

  9. “E o TOZE que fugiu para o Alentejo no dia da maniF?”
    se medirmos a coragem ao quilometro, o que dizer do tio gerômino* que está de férias no vietnam.

    * versão com chapéuzinho de agricultor de arroz

  10. “E ontem a Provocadora Jamila esteve quase a pedi-lãs”

    não gosto da gaja e acho deveria ter ficado calada, mas reconheço-lhe a coragem que os cobardes dos comunas não têm, nem em manada, por isso insultaram, meteram o rabinho entre as pernas e ala que se faz tarde para o jetfoil do berreiro.

  11. Bento

    O Toze nao fugiu coisa nenhuma! Faz parte do milhao e meio de portugueses de indignados que estavam, áquela hora, na rua, no shopping, nos cafés, no cinema, até no estádio de Alvalade, no Sporting/Porto que a organização contabilizou como manifestantes.
    Por isso, fiquei em casa e fechei as janelas, nao fosse ir à varanda e contarem, também, comigo.

  12. “Idiota Ignatz

    Mas qual oposição?”

    a que não deixa rever a constituição, deves funcionar a energia solar em dia de nevoeiro ou então é defeito de fabrico, a cegonha embrulhou-se no pára-quedas do teu pai.

  13. Tótó Ignatz

    Pelos visto, já nem é preciso rever a Constitição para criar um novo Estado Social, despedir funcionários públicos, nem implementar uma política neoliberal ( como voces dizem). Por isso, esta oposição serve para quê? e está aonde? Ou pensavas que a oposição estava na rua, ao virar na esquina a cantar a Grandôla?
    Estás no lado de quem quer encontrar soluções para resolver os problemas do país, ou estás do lado da comunada e do BE de que quanto pior melhor?

    Nao foi por acaso que o Soares disse o que disse sobre o Socrates. Ele sabe que o PS para ser alternativa de poder, tem, em primeiro lugar, de se unir e para isso, tem de esquecer o Socrates. Voces ao continuarem com esta tentativa de endeusamento do Socrates, de vontade de ódio de vingança, por aquilo que acham que o Socrates foi vítima, prestam um mau serviço ao PS, à democracia e ao país e mostram pouca maturidade política.

  14. Aposto que o Ignatz não foi à manif.

    Nem viu o Carlos Mendes a dar a receita do relojoeiro.

    Aposto que o Ignatz não sabe a letra da Grândola.

    Aposto que o Ignatz não pôs bandeirinha-do-scolári-à-janela.

  15. riassa! acertastes quase tudo, não dá para cantar à capela, mas para fazer melhor figura que o relvas se fôr à molhada. vi o assessor da moura guedes no palco a dizer umas merdas que ninguém percebeu e a arriscar uma tomatina.

  16. “Estás no lado de quem quer encontrar soluções para resolver os problemas do país, ou estás do lado da comunada e do BE de que quanto pior melhor?”

    estou do lado de quem se quer ver livre de gajos como tu e para isso bastam 50,1 % de votos nas próximas eleições, a comunada é do lado para onde durmo melhor, já a direita tira-me o sono. vê lá se afinas o discurso, deve ser nervoso traumático pós-manif, agora apoias o soares, ontém era o sócras, anteontém o relvas e de quando em vez o teu amigo, as ventoínhas dos marroquinos têm melhor desempenho.

  17. parece que há uns moços que começaram a mandar tubes da grandola e imagens da manifestação para o feissebuke da múmia de belém não vá o gajo dizer que não deu por nada e que ninguém o convidou para a festa.

  18. Considero bastante louvável e muito realista, da parte de José Sócrates, ter-se batido para não meter cá o FMI, ao contrário de outros (PSD/CDS) cujo desejo secreto era tê-los como aliados de coligação: esse desejo deu origem à coligação PSD/CDS/FMI que hoje nos (des)governa, e que o Val aqui vem defendendo ter enorme legitimidade democrática para nos (des)governar como bem entende.

    Só que o problema de Sócrates foi a execução. Com os PECs, algumas vez o PS ia lá?! De que te queixas, Val? De o PS ter sido salvo de uma humilhação à la PASOK, pelos partidos que chumbaram o PEC 4? A narrativa de Sócrates, de que Portugal tinha um problema financeiro e não económico, era uma falsidade. E foi só por cima do alicerce que constituiu o DESMORONAR DESSA MENTIRA, que se TORNOU POSSÍVEL o PSD elaborar o seu embuste. Mas isso não vos retira a responsabilidade de terem metido água quando estavam no poder; de, em consequência de o vosso barco governativo estar visivelmente adornado, ter o PS perdido o ELEITORADO DO CENTRO. A história seguinte já é sobejamente conhecida: o PSD, fingindo-se ao mesmo tempo contra a austeridade dos PECs e contra o endividamento, conquistou o voto popular para logo depois o trair, em favor de uma coligação com o FMI, que almejava para poder aplicar em Portugal um programa que nunca, em eleições livres, conseguiria ver sufragado.

    Quanto às causas da debilidade económica do nosso país. Devido à forma como o arco do poder geriu Portugal desde 1986 (adesão à CEE), em grande medida determinada pelas exigências dos nosso parceiros comunitários em todo esse processo, gerou-se um grave problema económico. Esse problema foi fruto de:

    1º) atraso que a nossa indústria e agricultura tinha, à data da entrada na CEE (isso os nosso governantes e a CEE tinham a obrigação de conhecer); concomitantemente, atraso educacional dos portugueses, que nos fazia (e ainda faz) pouco competitivos;
    2º) um período de transição do fim das barreiras alfandegárias muito mal negociado (demasiado curto) que não deu tempo à reconversão da nossa economia;
    3º) a queda do muro de Berlim, com o início da concorrência de países com mão de obra qualificada e mais barata;

    E, já nesta década, ocorreram os dois golpes fatais para a nossa economia (e para o Mediterrâneo europeu, em geral):

    4º) entrada de Portugal na Zona Euro, que nos fez perder a única ferramenta eficaz de política macroeconómica (mexidas nas taxas cambiais e determinação das taxas de juro do banco central)
    5º) os acordos de comércio livre da UE, em sede da OMC, que abriaram as portas à importação dos téxteis do 3º mundo, e que arruinaram uma das nossas principais exportações.

    Portanto, se a ideia de evitar o FMI era boa, já a execução foi péssima. E foi péssima porque a política de José Sócrates estava — lamento dizer-vos, pois é com muita pena minha, mas a realidade é o que é — desfasada da realidade económica do nosso país.

    Não insistam em ir por caminhos fantasiosos pois, se o PS for para o governo com ideias falhadas (os PECs e as actuais) ou inaplicáveis no contexto presente (“a Europa connosco”) vai-se afundar naquele mesmo pântano de que tão premonitoriamente falou António Guterres.

    O que é preciso: negociar rijo e duro, como fez a Islândia. Isso significa denunciar o memorando, por manifesta incompetência na sua elaboração, e meter o PCP e o BE no governo, para aumentar a força negocial. Só que, infelizmente, se calhar já vamos um pouco tarde para fazer isso, visto que o Euro pode estar nas últimas. Quando se der o fim (desordenado) do Euro — e não houve um mínimo de preparação para essa eventualidade — não haverá mais nada para negociar. Haverá defaults de “dívida soberana” em catadupa, e então será cada país por si. De resto, isso já aconteceu em 1932; por que não há-de acontecer de novo? Não sejamos agora como um certo imbecil, que acordou um belo dia a achar que o conhecimento da história era irrelevante.

  19. tanta conversa oca joãopft! o pec4 e a intervenção do bce e da comissão era à italiana e à espanhola (austeridades bastantes mais suaves) não era à grega, seu tanso. quem quis a intervenção à grega, humilhante e austera, e a teve foram o psd e o cds – porque assim acediam ao poder e ao almejado pote – e o pcp e bloco – porque assim tinham a vitória sobre o seu inimigo de eleição. o ódio visceral ao sócrates levou a que esta aliança germano-soviética traísse o seu próprio povo. e não sou só quem o diz, é também o carvalhas!

  20. Joaopft

    Tu acertas na análise sobre a economia portuguesa, mas falhas nos “remédios”.

    Comparares a Islandia com Portugal e a sua dívida é nao teres mesmo noção. O número de cidadãos da Islandia é o mesmo de Vila Nova de Gaia. Por isso, estás a ver o ridículo da tua comparação. Depois tens a noção de quanto é a dívida deles e quem são os principais credores?
    Para ficarmos, ainda, mais convencidos da bondade das tuas soluções para o nosso problema, achas que deveriamos meter no Governo a Catarina Martins e João Semedo, por parte do BE e o Jerónimo de Sousa, assim como, o Mário Nogueira por parte do PCP. Ficariamos com uma equipa negocial forte que iria meter respeito à Angela Merkel e ao FMI.
    Amigo, o que andaste a beber hoje ao almoço, ou será que ainda estás a destilar do que bebeste ontem na manif?

    Abraço,

  21. Ignatz

    Eu só tento ser justo e objectivo, nada mais. Não estou a favor do Mário Soares. Só fiz uma leitura daquilo que o lider histórico do teu PS disse. Já tive oportunidade de dizer que o lider natural do PS é o Socrates, mas os ventos não correm nesse sentido. Acho que até o Socrates já viu isso, por isso, se fez à vida. Vocês é que teimam em nao querer ver.

  22. caro assis,

    Parece-me, isso sim, este vosso argumento complemente ingénuo.
    A austeridade “suave” da Espanha conduziu aquele país a um desemprego de 26% e a uma situação de crise da sua própria nacionalidade; na Itália, uma política idêntica aos PECs foi largamente chumbada pelo eleitorado, em voto de puro protesto que nada augura de bom para o futuro da moeda única. Isso de ódios viscerais não sei, porque não milito em partidos, mas quer-me parecer que foi uma escolha racional e completamente óbvia do BE e do PCP.

    Parece-me que este vosso argumento é politicamente ingénuo, para não dizer pior. Para testarmos a ideia, argumentemos por redução ao absurdo.

    Suponhamos que um dos dois (PCP ou BE) decidiam votar a FAVOR do PEC 4. Isto porque, no parlamento que saiu das eleições de 2009 seria impossível o PEC 4 passar com simples abstenção do PCP+BE; de facto, o PSD e o CDS não tinham maioria absoluta mas tinham mais deputados que o PS. Um voto a favor exigiria uma prévia negociação dos termos do PEC 4 com o partido em causa, não acha? Seria ridículo admitir que um PEC negociado apenas entre Sócrates e Merkel (sendo que apenas Passos Coelho teve conhecimento dessa negociação) fosse assim assinado de cruz por um partido “radical” de esquerda.

    Ainda assim, admitindo que o PCP e o BE (teriam que ser os dois, pois não dava maioria absoluta de outra forma) com o pretexto do perigo do FMI, etc, fazendo comícios e outros pronunciamentos, convenciam “in extremis” os seus apoiantes que o sapo tinha mesmo que ser engolido. Isso teria a vantagem, para o BE e o PCP, de poderem continuar “do contra”; pois em não havendo negociação política e por isso não estando eles formalmente comprometidos com o PEC 4, ficariam livres para depois fazerem e dizerem o que bem entendessem.

    Como se vê, nem o orçamento do queijo limiano tinha sido tal mal aprovado…

    O PSD e o CDS ficariam com muito mais lenha para alimentar o seu populismo. O PCP e o BE ficariam na oposição, embora diminuidos pelo “pacto com o diabo”. Basicamente, teríamos todos (excepto o PS) a bater no aprovado PEC 4, com o povo debaixo de enorme agitação populista contra a “frente popular” PS/PCP/BE; tudo isto com a agravante de que os mercados financeiros iriam desconfiar de um mero voto parlamentar, onde o fiel da balança tinham sido forças radicais que, de facto, estavam na oposição. O resultado previsível seria a mesma subida em flecha dos juros que veio a acontecer depois do chumbo do PEC 4.

    Não, caro assis. A única forma de a ficção do PEC 4 poder, de alguma forma, ter alimentando os mercados com “boas notícias” seria essa ficção ter passado com a VIABILIZAÇÃO do PSD. Noto que para os mercados financeiros interessava o consenso político dos partidos da governação em torno das medidas do PEC 4, e não a sua aprovação formal.

    Se o meu caro assis acha que isto é conversa de tanso, a minha humilde opinião é que se está a enganar a si próprio.

  23. Joãopft

    Quanto à tua análise, concordo, mais uma vez com ela. Estou farto de escrever isso aqui no blog. Se leres os meus posts verás.
    O problema do Assis e de muitos renegados socraticos que existem por aqui, é que refugiam-se na cassete do PEC4 e no pacto germano-soviético que traíu o povo português e nao saem daí. Também, porque não têm ideias nenhumas, nem nada de novo para dizer. Emocionalmente ou pessoalmente, muitos deles, devem ter estado ligados à máquina socratica. Por isso querem fazer desse período, o momento mais glorioso da historia recente do país e das suas vidas. Sentem-se traídos por aquilo que eles chamam de embuste, o faco do PEC 4 ter sido chumbado e, com isso, terem sidos apeados do poder, deixando de ter acesso ao “pote”. Esquecem-se que os grandes momentos da nossa história, ainda estao para vir e que mais oportunidades de ir ao “pote” terão!

  24. “Se o meu caro assis acha que isto é conversa de tanso…”

    não é tanso, é malandro e a conversa é trauma da avaliação. quando recuperares do susto e abrires os olhos vais descobrir que estás no desemprego, o que não é muito diferente daquilo porque lutaste, tirando o pequeno pormenor do ordenado ao fim do mês.

  25. joaopft, alguém dos teus dizia que o chumbo do pec4 ditava o fim da crise. foi isso mesmo que aconteceu, não há dúvida! quereres comparar a austeridade portuguesa com espanhola ou a italiana, dá de facto a ideia de como estás longe da realidade. se alguma vez, por acaso, implementassem medidas idênticas às portuguesas nesses países os regimes teriam caído no dia seguinte. e outra coisa: nesses países não se chumbaram os pecs que levaram à intervenção do bce. nesses países não há canalhas que preferem a dor profunda do povo e a humilhação do país ao êxito do seu assalto ao poder ou à queda do inimigo fidagal. ou pelo menos estão em minoria.

  26. francisco,

    A negociação pode sempre ser dura; aliás, quando maior for a dívida (e a posição geo-estratégica do país) maior o problema para os países credores, caso a negociação falhe. E Portugal tem alternativas que a Islândia não tinha. Os credores ironizavam que a Islândia nada tinham com que ameaçar (e que ia voltar às pescas e à idade dos Vikings…) A coisa mudou de figura porque a Islândia pôde ameaçar com uma coisa (aliás péssima, se cumprisse a ameaça): aceitar a “ajuda” da Rússia.

    Para os credores terem a noção de que há pessoas dispostas a tudo do nosso lado — incluindo, neste caso, sair da Zona Euro — é preciso mostrar-lhes uma ameaça extraordinária e credível. A presença de forças “radicais” no governo abre certas hipóteses de negociação. Só para dar um exemplo: Portugal migrar da esfera ocidental para o Mercosul seria uma desgraça para o Ocidente, sob todos os pontos de vista.

    Quanto a nomes não estou lá, mas observando de fora parece-me que os parlamentares de ambos os partidos desempenham as suas funções nas comissões conforme é exigível; o problema da liderança bicéfala do BE é apenas um de imagem para o eleitorado em geral. Quanto ao PCP, também não aparenta ter problemas de consistência, no seu grupo parlamentar. Também a liderança do PCP — que parece funcionar para os fiéis — é problemática, em termos de imagem, para todo o restante eleitorado. Mas isso decerto que jogaria a favor do PS.

    Os problemas só poderão surgir com a interacção das bases do PCP e do BE com as do PS; isso sim, pelo que vejo aqui, poderia dar uma enorme salsada!…

  27. “…devem ter estado ligados à máquina socratica”. é o caso do carvalhas. que sorte o disparate não pagar imposto.

  28. Assis

    Estava-me a referir ao pessoal que escreve no blog. O Carvalhas depois das criticas que fez a Socrates, vem agora armado em dama arrependida. Foda-se, nem os comunas tiveram paciência para a conversa do Carvalhas, vais ter agora tu?
    A burrice é que devia pagar impostos, para ver se o Gaspar ainda te ía mais ao bolso!

    Arrependido, também, confessou-se o Cunhal, por ter ido na conversa do PRD e ter deitado abaixo o Governo minoritário do Cavaco. Disse que tinha sido o maior erro político da vida dele, pois abriu a porta às duas maiorias cavaquistas.

    O arrependimento e autocritica fazem parte do cotidiano dos rapazinhos vermelhos. Por isso não os leves muito a sério ao que eles dizem. Têm sempre uma na manga!

  29. “… o Luís Gaspar escreveu-nos a reclamar a paternidade do comentário da Inês B., como se pode ler em…”

    a inês linkou o expresso e o gaspar nem isso, afinal o que é que o gajo reclama? se é pai da criança que vá chatear a mãe, supostamente o expresso. acho que a bécula já lá foi pôr ordem na coisa.

  30. joaopft

    Amigo essa do BE e dos comunas fazerem parte das negociações é de morrer. Depois de teres feito uma análise objectiva com cabeça, esqueceste dela no Terreiro do Paço, ao dares essa ideia original.

    O Syryza que representa mais no espectro político e parlamentar grego que o BE e o PCP em Portugal, foi à Alemanha pedir batatinhas ao Schauble, dizendo que o povo grego nao aguentava mais austeridade. Bem veio da Alemanha de mãos a abanar, com a viola “da ameaça de sair do euro” no saco e um grande sorriso amarelo. Tive o cuidado de escrever isso aqui no blog. Não sei se viste.
    Vê lá, se mais algum orgão de comunicação social falou do Syryza. Oh falas!!!

    Sobre a Islândia, não sei se sabes, eles não têm Forças Armadas. Está escrito na Constituição deles que cabe aos EUA fazer a defesa do país. Por isso nao vás muito atrás dessa historia da Russia que isso é conversa jornalistica. Está previsto a Islândia começar a pagar a divida aos credores (UK e Holanda) a partir de 2016.

    Abraço,

  31. Joaopft

    Em relação a Portugal migrar para o Mercosul. Primeiro, tinhamos que ver se a nossa entrada, não colidiria com os estatudos dessa organização. Depois que vantagens teriamos em migrar. Ninguem vai para uma negociação, se a outra parte souber que não há a minima possibilidade dessa migração acontecer, ou se não temos vantagem nisso. Se o objectivo fôr só dar um calote aos nossos credores, é pensar curto!
    Se leres a última entrevista que o Prof Adriano Moreira deu ao jornal i, nada nos impede de continuarmos na Europa, mas abrirmos outras janelas de liberdade que nos ajudem a sair da situação em que nos encontramos. Apostava mais na janela de liberdade que poderá ser a CPLP. Temos afinidades linguisticas, culturais e uma história comum. Sinto mais afinidade com Angola (Amadora conta!), Cabo Verde, Sao Tomé, Moçambique do que com a Argentina, Paraguai e Uruguai. Acho que Portugal deverá extender a entrada de outros países africanos à CPLP. África tem um potencial de crescimento enorme neste século. Não podemos ficar para trás.
    Por fim, se queres fazer alguma coisa pelo teu país e se achas que tens influência em algum partido, devias de passar a mensagem sobre a necessidade da ONU aceitar o aumento da nossa placa continental já para este ano. Há um potencial económico e ciêntifico por explorar que nos poderá ajudar, também, a sair desta crise.
    Podiamos chegar ao FMI e a Bruxelas e dizer-lhes: “meus amigos, como já poderam constatar, nao criamos riqueza para pagar o que devemos. Se fazem mesmo questão em receber, então decidam urgentemente na ONU, para que seja alargada a placa continental para Portugal, pois só assim teremos possibilidade de pagar o que devemos”.
    Para mim, isto faz mais sentido.

  32. francisco,

    no caso da Grécia não há ameaça credível porque a economia grega não tem mesmo para onde se virar, caso saia da Zona Euro. Além disso, tem a ameaça constante dos turcos (e os russos de pouco lhes poderiam valer).

    Na Islândia a ameaça era credível; os americanos acumularam experiência política suficiente para o saber. Aquele país estava numa situação pré-revolucionária. Pior que tudo era a Islândia permanecer na NATO (em isolamento económico e tornando-se hostil ao Ocidente, como resultado) para, depois, ser conquistada economicamente por potências rivais. É que estamos a falar de território ocidental. Vendo bem as coisas, a Islândia nunca poderia ser castigada — secando-se a entrada de capitais estrangeiros — como foi a Argentina. Pela mesma razão, não puderam fazer isso com Portugal. Logo depois do 25 de Novembro — estando o Estado português quase falido — veio bastante dinheiro (com condições bem mais leves que as da Islândia); em 1983-85 o FMI ensaiou austeridade a sério; só que o resultado político foi tão mau que, a partir de 1985, veio mesmo muito dinheiro. Se certo tipo de problemas políticos voltarem, podem ter a certeza que a austeridade acaba.

    O acordo da Islândia não é muito favorável para aquele país, é certo; mas deu-lhes espaço para respirar. Essa moratória, tomáramos nós tê-la; dava-nos uns anitos para poder pôr a economia a crescer.

  33. joaopft

    Sabes pouco sobre a historia grega para dizeres que nenhuma ameaça credivel poderá vir dali.
    Sobre a Islândia, ninguem vai querer abrir um problema cujo as consequências são imprevisiveis, quando se pode resolver com meia duzia de tostões. Foi o que se fez com a Islândia.
    O nosso problema é pôr a economia a crescer. Por isso tivemos de fazer este ajustamento. Lê os meus post sobre este assunto, não me vou repetir. Que nos interessa pedir moratórias se depois continuamos a não criar riqueza para pagar a dívida. Mais vale deitar a toalha ao chao e pedir um perdão. Quem depois nos emprestaria dinheiro no futuro? Só o El comandante que é o único que hoje compra dívida pública argentina.
    Acredito mais em pressionar o FMI e Bruxelas para a ONU aprovar o aumento da nossa placa continental. Nós já nao temos por onde tirar mais. Já fomos todos espremidos. Isto já não dá mais!

    Abraço,

  34. “Acredito mais em pressionar o FMI e Bruxelas para a ONU aprovar o aumento da nossa placa continental.”

    aproveita e pede corega subsidiado para nos podermos rir à vontade

  35. joaõpft.dizer que o pec 4 não ia resultar,é especular.mesmo que tal acontecesse vinham mais pecs e não tinhamos cá o fmi. esta soluçao agradava a europa e por isso a reaçao de merkel.

  36. Nuno cm

    Isso é desonestidade intelectual! O vosso discurso foi sempre que o PEC 4 era a solução para todos os problemas! Era um pacote tipo MEO4.

  37. joão rodrigues,quando o governo é minoritario,quem manda é a oposiçao. socrates sabia disso e por isso convidou os partidos politicos a participarem, e todos se puserem de fora. cavaco silva tambem sabia disso e por essa razaõ nunca sugeriu a formaçao de um governo maioritario,para poder dar o poder á direita.

  38. francisco rodrigues,a reaçao de merkel e duraõ barroso assim o confirmam. os grandes patroes que estão com este governo,fazem-no porque salivam só de saberem que podem pagar menos aos trabalhadores e despedi-los com mais facilidade.francisco podes trabalhar muito,não duvido,mas com a barriga cheia ao fim do dia,milhoes de portugueses tambem trabalham muito, mas de barriga vazia.é esta a realidade que tu queres ignorar. quanto à crise vou citar-te uma parte de um texto: de um prof. univ. estrangeiro” a grande crise internacional,cujas causas principais não se localizam na esfera dos estados nem do setor produtivo,mas do sistema financeiro”.

  39. bento ,a jamila incomodou-te? por acaso sabes qual é a sua opinião a respeito da troika.os socialistas têm memoria sabem que assinaram o memorando empurrados pelos social-fascistas como como tu,do be e da direita.mas tambem temos memoria para te recordarmos os 6 milhoes de ucranianos que foram assassinados por não concoradarem com a reintegração na união sovietica e já agora mais 2 milhoes de pequenos agricultores que não estavam de acordo com a reforma agraria.tambem me recordo das amplas liberdades nas empresas lideradas pelo pcp e extrema esquerda no pos 25 de abril.bento és um revoltado por hoje não seres um kgb.

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